Recorde
negativo
O ano ainda não
acabou e Cascavel já conseguiu alcançar uma marca indesejável:
em 2006 nada menos que 85 pessoas foram assassinadas no Município,
número jamais registrado em toda a sua história. Em 2002,
em ano considerado extremamente violento, a cidade contou 84 mortos. Ainda
faltam pouco mais de três meses para o término do ano e,
pela média de 10 mortes violentas registradas por mês, a
estatística policial indicará que a Capital do Oeste vivencia
o seu ano mais sangrento.
O número, em si, já é significativo, mas o que chama
a atenção é que muitas vidas foram tiradas de maneira
covarde ou por motivos banais, como o jovem confundido com um agressor,
no ultimo final de semana, e que morreu sem motivo. O assassino: um adolescente
de 14 anos.
A criminalidade em Cascavel está em alta. A população
está amedrontada. Não se sente mais segura dentro de casa,
muito menos para sair às ruas. A insegurança acaba gerando
mais violência. Qualquer discussão já se torna um
perigo à vida. E não é uma questão de dramatizar
a situação. É a mais pura realidade.
É preciso, mais do que nunca, criar mecanismos para coibir a violência
e a criminalidade. Uma cidade que registra, em média, 100 assaltos
à mão armada por mês, não pode se considerar
segura. Existem problemas. A polícia pode estar preparada, mas
não está suficientemente equipada para combater o crime.
Faltam efetivo, viaturas e equipamentos.
Leis, como a proibição da venda de bebida alcoólicas
após às 23h em estabelecimentos que não ofereçam
um mínimo de segurança, podem significar uma redução
no número de mortes. Muitos dizem que não, mas é
só contabilizar quantas pessoas perderam a vida em discussões
banais em botecos.
O recorde alcançado por Cascavel é fruto de promessas não
cumpridas e o descaso de administrações com setores de segurança,
educação, ação social e geração
de empregos. Todos estão interligados e quando um não funciona
bem, compromete toda a sociedade. É preciso deixar o discurso de
lado e colocar a idéias em prática. É preciso dar
um basta em tanta violência.
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