Edição nº 5039- Sábado, 28 de junho de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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TAPETE VERDE
Ordem para o plantio é do IAP e do Ministério Público

Prefeitura compra grama para aterro

Um belo gramado deve enfeitar o Aterro Sanitário de Cascavel. A Secretaria de Meio Ambiente pagará R$ 9.140 por 15 mil m2 de grama para cobrir duas trincheiras do aterro.
A dúvida é quanto à utilidade de plantar grama onde só tem lixo orgânico. O engenheiro da secretaria, Elmo Rowe Júnior, afirma que o plantio é uma ordem do Ministério Público e do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). Segundo o órgão ambiental, embora pouco praticado, o plantio é comum em depósitos de lixo.
Os órgãos aplicaram um termo de ajustamento de conduta para que o depósito seja adequado à legislação ambiental. Apesar da atitude não prolongar a vida útil do aterro, a ordem tem de ser cumprida. “A secretaria assume no termo que fará adequações. A grama será usada para conter a erosão e a água da chuva. Essa é a primeira vez que vamos plantar”, afirma.
O gramado será colocado nas duas trincheiras que não suportam mais camadas de lixo. Elmo explica que será colocada uma cobertura com 50 centímetros de terra antes de plantar a grama. “As duas áreas já estão encerradas. Nelas vamos fazer a captação de biogás e colocar o sistema de drenagem do chorume”.
Elmo acredita que em 40 dias tudo estará plantado e o sistema de drenagem de gás e chorume funcionando. “Quando captarmos o gás, uma parte vai gerar energia mecânica, que será aplicada em uma bomba para retirar o chorume. Também será gerada energia elétrica e aterro será autosuficiente. Vamos utilizar o sistema da Copel somente quando o motor estiver em manutenção. O que restar do gás será queimado”.
Segundo o Departamento de Compras, a empresa que venceu a licitação para a compra de grama foi a Viveira e Floricultura Romana. A empresa terá 60 dias para executar o contrato a partir da publicação, que deve ocorrer na semana que vem.


TREVO CATARATAS
Obras na BR-277 começam em julho

As obras de readequação do Trevo Cataratas começam mês que vem e devem ser concluídas em 90 dias. Ao todo, a concessionária Ecocataratas investirá cerca de R$ 450 mil. A intenção, segundo o diretor superintendente da empresa, João Lucio Donnard, é desafogar o tráfego e reduzir o número de acidentes no local.
Para tanto, serão integrados sistemas de semáforos inteligentes com câmeras que permitem alcance visual de 360 graus sobre todos os acessos que compõem o complexo rodoviário. “Os semáforos inteligentes, acionados a partir do campo visual produzido pelas câmeras, irão nortear o fluxo nos horários de pico, a partir do Centro de Controle Operacional da concessionária”, explica Donnard.
A aplicação da tecnologia vem acompanhada de outras medidas que irão desafogar o trevo, como a utilização de uma via urbana para ligar a marginal da BR-467 diretamente a Avenida Brasil, tirando expressivo fluxo do Trevo Cataratas, além da criação de faixas duplas e triplas na BR-277. “Esta é uma solução intermediária e possível de ser implementada em curto prazo, otimizando o fluxo no local”, conclui.
FAIXA DE DOMÍNIO
A concessionária Ecocataratas realiza um conjunto de melhorias na faixa de domínio da BR-277, perímetro urbano de Cascavel. Os serviços fazem parte de um cronograma de obras cujo objetivo é mudar o aspecto visual da rodovia.
Além de intensificar a sinalização horizontal e vertical, equipes da concessionária estão roçando a faixa de domínio, removendo lixo e eliminando erosões ocultas em locais que ofereçam riscos aos usuários da via. O plantio de grama nos barrancos e a remoção de detritos (grãos que caem dos caminhões) na via também serão ações constantes neste ano.


PRONTO-SOCORRO
Só pacientes à beira da morte é que serão atendidos

Secretário afirma que
não pode ajudar o HU

O HU (Hospital Universitário) de Cascavel tomou uma medida inesperada ontem de manhã: fechou o pronto-socorro a pacientes enquadrados nas doenças de pequena e média complexidade, atendendo apenas os casos graves.
A visita do secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martins, a Cascavel sugeria que o caso pudesse ser resolvido. No entanto, não foi o que aconteceu. Questionado a respeito do caos no hospital público, o secretário disse que não está ao alcance dele resolver o problema, que passa pela contratação de mais profissionais.
Sem saída, a triagem de pacientes que começou ontem deve continuar até que a instituição tenha condições de voltar a atender normalmente.
Vilson Dalmina, diretor clínico do HU, explicou que a única proposta que faria a direção recuar na decisão era a sinalização da contratação de 92 funcionários para o hospital, o que possibilitaria a abertura de 33 novos leitos, sendo cinco de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). No entanto, após a reunião, Gilberto Martins disse que não é ele quem define a contratação, que seria deliberada apenas pela Secretaria de Ciência e Tecnologia. “Buscamos essa contratação, já houve conversas, mas ainda não há data para que isso ocorra”, limitou-se a responder.
O secretário falou que não existe solução mágica para o problema na saúde, mas que um dos caminhos é a melhor reorganização no atendimento e isso é que está sendo buscado. “O sistema está confuso e sobrecarregando o HU”, considerou. “Não é a primeira vez que estamos aqui, isso significa que a solução está sendo buscada”, complementou.
O fechamento foi comunicado à 10ª Regional de Saúde e à Secretaria Municipal de Saúde.
SEM SAÍDA
Depois da posição do secretário, Vilson Dalmina reforçou que o pronto-socorro permanece com atendimento restrito. Ele explicou que o fechamento parcial da ala visa minimizar a superlotação no hospital ocorrida nos últimos seis meses. “Não temos nem cadeira para deixar os pacientes, a situação está insustentável”, desabafou.
Esta semana o hospital chegou a ter 42 pessoas atendidas nos corredores.
Para Vilson, a superlotação, além de ser um problema para os pacientes, também é para os funcionários e a preocupação da direção do hospital é que abaixe a qualidade do atendimento. “Não podemos deixar pacientes dentro do hospital esperando uma vaga. A proposta é que só venham pessoas para cá quando tiver a vaga”.
DEBANDADA
Outro problema é que alguns médicos já estão ameaçando deixar o hospital, entre eles, os neurocirurgiões, caso não haja a contratação de funcionários. O prazo dado por deles para que a situação normalize encerra-se dia 30 de julho.
No fim da tarde, o secretário estadual esteve reunido com o prefeito Lísias Tomé, e com a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, mas a imprensa não pôde acompanhar a reunião.


25 LEITOS
São Lucas será recredenciado

Apesar de não dar uma resposta satisfatória ao caos do Hospital Universitário de Cascavel, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Martins, anunciou ontem o recredenciamento do Hospital São Lucas com o SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo ele, a previsão é de que em 30 dias tenha início o funcionamento de 22 leitos de enfermaria e 3 leitos de UTIs no hospital. “Também estamos buscando melhorar a situação do Santa Catarina e estamos aberto para negociação com outros hospitais”, disse.
Segundo o secretário, o aumento de leitos deve desafogar o problema do HU, já que atualmente é a porta de entrada de grande parte dos pacientes que necessitam de atendimento.
O atendimento ao São Lucas é referente à aquisição de 64% do hospital pela FAG (Faculdade Assis Gurgacz), que construirá uma nova ala no hospital, abrindo cerca de 66 leitos em geral e mais dez de UTI que serão credenciadas com o SUS. A faculdade pretende usar, pelo menos temporariamente, a instituição como hospital-escola.
“Integramos ao grupo sócio do hospital exatamente com o objetivo de contribuir para a saúde de Cascavel e da região que, como sabemos, passa por necessidades”, afirmou Assis Gurgacz. A partir do próximo semestre, acadêmicos de sete diferentes cursos da área da saúde da FAG terão o Hospital São Lucas como seu campo de estágio.

FAZENDA MIROCA
Terreno vai a leilão por 30 mil sacas de soja

A área de 484 mil m² da antiga Fazenda Miroca, localizada às margens da PR-182, atrás do posto da Polícia Rodoviária Federal, desapropriada em 1994 pela Prefeitura de Cascavel, irá a leilão nos próximos dias. No dia 15 de maio foi publicado edital dando preferência de compra para a antiga proprietária, que não se manifestou no prazo de 30 dias.
O procurador jurídico do Município, Antônio Linares Filho, explicou que o processo já foi encaminhado ao Departamento de Compras, que está montando o leilão para ser marcado nos próximos dias. Segundo ele, a área será vendida pelo mesmo valor oferecido à ex-proprietária, 30 mil sacas de soja, ou seja, 1,5 mil sacas por alqueire. O valor gira próximo a R$ 1,392 milhão.
“Qualquer pessoa poderá concorrer, física ou jurídica, e ganhará aquela que oferecer o maior valor, visto que o estabelecido pelo município é o mínimo”, disse Linares. Ele adiantou que se não houver interessados no primeiro leilão o valor poderá ser revisto e marcada uma nova data para a venda.
Em entrevista ao Hoje no mês passado, o presidente da Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel), Moacir Vozniak, explicou que existe uma lei municipal que autoriza a comercialização da área e que os recursos serão destinados a projetos de industrialização da cidade. No entanto, ele salientou que ainda não existe um projeto específico para ser investido o dinheiro.
Desde segunda-feira a reportagem tenta contato com o secretário, que não atendeu e não retornou as ligações feitas para a companhia e ao telefone celular.

CORREIOS
Contratados não receberam pela aplicação das provas

Cerca de 250 pessoas que trabalharam na organização e na aplicação das provas do concurso dos Correios, dia 18 de maio, ainda não receberam pelo trabalho. As provas foram aplicadas em cinco colégios estaduais de Cascavel por funcionários de cada instituição, contratados pela empresa Aesa (Assessoria de Estudos Avançados), com sede em Campo Grande.
A promessa da empresa era de pagar R$ 50 pela diária de cada professor/servidor, R$ 300 para as despesas de cada colégio e R$ 200 para os coordenadores, um por colégio, valores que seriam repassados no dia 23 de maio.
De acordo com a secretária Terezinha Macena de Freitas, do Colégio Estadual Padre Carmello Perrone, caso não seja feito o pagamento até segunda-feira, ela e os coordenadores dos outros quatro colégios que aplicaram as provas - Victório Ambrosino, Eleodoro Ébano Pereira, São Cristóvão e Wilson Joffre - pretendem recorrer ao Ministério Público.
“Nós mesmos que organizamos o grupo de trabalho e depois repassamos os dados pessoais, inclusive das contas bancárias, para que fosse feito o pagamento”, explicou Terezinha. Para ela, além de não receberem, os professores estão cobrando a credibilidade do processo. “Os professores confiaram e trabalharam com seriedade e precisam ser recompensados”, completou.
O diretor do Colégio Victório, Nildo Santello, explicou que os coordenadores fizeram várias ligações para a empresa, que apenas diz que não recebeu dos Correios e que por isso não fez o pagamento. Santello lembrou ainda que no dia do concurso houve uma série de problemas com os candidatos, principalmente de ensalamento, devido à má organização da empresa. “Resolvemos vários problemas no dia”, disse.
O mesmo problema de pagamento ocorreu em outras cidades paranaenses onde foram realizadas as provas: Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba.
OUTRO LADO
O responsável pela Aesa, Luís Machado, disse que a empresa informou aos professores que fizeram contato que o pagamento ainda não foi feito porque não receberam dos Correios pela prestação de serviços. No entanto, ele disse que a previsão é de que tão logo o dinheiro caia na conta da empresa, provavelmente segunda-feira, os trabalhadores sejam pagos. “Temos todos os dados de quem trabalhou e vamos pagá-los”, reforçou.
Segundo ele, o repasse não foi feito para nenhuma das cinco cidades paranaenses onde as provas ocorreram, não é um problema apenas de Cascavel.
A reportagem do Hoje entrou em contato com a direção dos Correios, em Curitiba, que afirmou que o pagamento para a empresa será efetuado segunda-feira.


DÁ E TOMA
Contratados pelo Paraná Educação sofrem descontos

Estado reajusta salário
e pega valor de volta

O reajuste salarial que os agentes de apoio das escolas estaduais, contratados por meio do Paraná Educação, receberam em março foi suspenso e ainda têm que devolver o que receberam naquele mês. No contracheque dos funcionários aparece o desconto de R$ 7, que corresponde a uma parcela de quatro.
Como recebem o salário base desses trabalhadores é menor que o mínimo, o governo inclui a diferença no holerite, chamada de complemento. Em março, o Estado considerou R$ 415 o valor do salário, mas voltou a R$ 380 em abril. Resultado: o valor líquido dos auxiliares caiu de R$ 629,07 para R$ 594,23. E a diferença paga em março está sendo cobrada de volta.
O presidente da APP-Sindicato no Paraná, professor José Lemos, explicou que o ordenado de março sofreu ajustamento para se equiparar com o salário estatutário, de R$ 629,04. Como o pagamento ocorreu antes da data-base, no mês seguinte o valor retornou para R$ 594,23, com o desconto do pagamento extra parcelado entre abril e agosto. No total, cada funcionário deve devolver R$ 28.
“Foi somada a remuneração e, como não é possível tirar a diferença de salário mínimo que já foi paga, congelaram os complementos [que passaram de R$ 151,59 para R$ 181,59 e depois retornaram ao primeiro valor], pois ao somar o valor reajustado ultrapassaria o salário mínimo nacional”, explica José Lemos.
As zeladoras Lindalva Maria da Silva e Jocemira Pereira de Souza não entenderam o motivo do desconto. “Quando subiu o salário recebemos o aumento de R$ 20. Mês passado não nos avisaram e só descontaram”, diz Lindalva.
Segundo Jocemira, todos os funcionários estão aguardando um reajuste de 5% e o reembolso desse desconto. Para ela, isso reforça o problema da falta de um concurso para a categoria. “A gente tem esse valor descontado e ficamos esperando nos chamarem pelo PSS [Processo Seletivo Simplificado]. Muita gente passou e não foi chamada até agora”, lamenta.


APP quer manter vencimento de março

José Lemos informou que a APP-Sindicato briga para que todos os funcionários, tanto do Paraná Educação quanto os celetistas, recebam o salário estatutário de R$ 629,07 - que foi pago em março - e que as parcelas descontadas sejam reembolsadas. “Esse desconto não tem justificativa. O secretário de Educação [Maurício Requião] concordou que em julho o desconto será suspenso e que todos os funcionários receberão 5% de reajuste”.
Para a APP, o problema com o Paraná Educação só ocorre pois ele se comporta conforme lhe convier. “O Paraná Educação funciona dentro da Secretaria de Educação. Quando lhe convém ele funciona como estatal ou como empresa privada. Eles anteciparam o salário mínimo e depois resolveram aplicar o reajuste conforme data-base do Estado. Mas para pagar o mínimo regional, que é R$ 597, comporta-se como uma empresa privada”, declara Valci Mattos, presidente da APP-Sindicato em Cascavel.
A chefe do departamento de Recursos Humanos do NRE (Núcleo Regional de Educação), Mirian Vicentini, confirmou que a Secretaria Estadual de Educação já negocia o reembolso com o Paraná Educação para o ordenado de julho. Ao contrário do que diz José Lemos, ela afirma que houve justificativa para que o valor fosse devolvido. “Há justificativa para o desconto. Eles deveriam receber R$ 151,59 e receberam R$ 186,59. Mas o valor será readeaquado e o desconto reembolsado”.

Simples Nacional
O prazo para as empresas cadastradas no Simples Nacional fazerem a DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) encerra-se segunda-feira. Por enquanto, somente 42,13% das empresas brasileiras entregaram os documentos para a Receita Federal.
A Amic (Associação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Oeste do Paraná) orienta os empresários a consultarem os contabilistas responsáveis pelas contas para prestarem de forma detalhada os rendimentos do empreendimento. O programa para descrição de gastos está disponível na internet desde 1º de maio.
Segundo o presidente da Amic, Telmo Kottwitz, os donos de empresas que se encontram na situação de fusão, cisão, incorporação e extinção terão que fazer a declaração até o último dia deste mês. “Mesmo aquelas que estão inativas, terão que fazer a descrição detalhada de gastos. É preciso entregar os documentos o quanto antes. Caso exista algum problema, é possível fazer a correção”.
O Simples Nacional está em vigor desde julho de 2007. O regime unifica o pagamento de oito tributos para as microempresas e empresas de pequeno porte com receita bruta de até R$ 2,4 milhões por ano.


DENGUE
Sem solução, notificações podem se transformar em multa

Primeiras advertências
já foram aplicadas

O combate à dengue passou a contar com uma ajuda extra desde o dia 21. Entrou em vigor a lei que prevê a aplicação de multa para os donos dos terrenos flagrados em condições que colaborem para o desenvolvimento do mosquito da dengue, o Aedes aegypti.
As primeiras advertências foram feitas somente quarta-feira, já que o tempo chuvoso atrapalhou os primeiros dias de fiscalização. “Somente na terça-feira os agentes puderam voltar para as ruas”, diz Cristina Carnaval, coordenadora do Programa de Controle de Endemias.
Foram autuados uma residência, um depósito de matérias recicláveis e duas borracharias. “A residência estava sem morador e com uma piscina sem cuidado”, afirma a coordenadora.
Uma das empresas já encaminhou uma justificativa. “Eles disseram que a chuva dos últimos dias ficou acumulada nos materiais, que não passam mais de cinco dias na empresa”, conta Cristina.
Apesar de pegos em flagrante, os locais ainda não foram multados, já que, para isso, é preciso um processo extenso. “É lavrada uma advertência e o proprietário ganha um prazo máximo de sete dias para regularizar a situação. No fim do prazo uma nova vistoria é feita no local”, explica Cristina.
Se a situação estiver regularizada, o processo é encerrado, caso contrário, é feito um auto de infração. “O proprietário tem 15 dias para recorrer o auto. Se a justificativa for aceita a multa é cancelada, senão o boleto da multa já é gerado”, esclarece a coordenadora.
Ela ressalta que os passos do processo não são feitos pelos agentes. “Os 15 supervisores de campo é que farão os procedimentos. Se um agente flagrar a situação terá que chamar um supervisor”.
Outro detalhe importante é que não precisa ter larvas para ser advertido. “Possíveis criadouros também serão autuados, basta apresentar risco de proliferação do mosquito”, lembra Cristina.
Os imóveis passam por vistorias dos agentes de endemias a cada dois meses, tempo que dura os ciclos de tratamento realizados no Município. “Mesmo pagando a multa o proprietário tem que regularizar a situação, senão será multado novamente na próxima visita dos agentes”, alerta.
As multas custam 5 UFMs (Unidades Fiscais do Município) para pessoa física e 10 UFMs para pessoas jurídicas, o que representa aproximadamente R$ 107 e R$ 215, respectivamente. “Usamos a multa como um instrumento de prevenção. Se por meio da orientação as pessoas não aprendem, terão que aprender de outro jeito”.
O dinheiro arrecadado será depositado no fundo geral da prefeitura, já carimbado para o programa. No fim de cada ano, a Secretaria de Administração repassará o dinheiro para custeio do programa. “Hoje somente 40% das despesas são pagas com verba federal”, diz Cristina.

ORÇAMENTO FAMILIAR
IBGE investigará gastos familiares

Durante uma semana em agosto, 39 famílias de Cascavel receberão uma visita prolongada. Uma equipe do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) passará sete dias com as famílias para a realização da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2008/2009, que investigará o dia-a-dia de 65 mil famílias brasileiras.
Segundo o coordenador da pesquisa na região oeste, Carlos Alberto Sá, as pesquisas começaram em Toledo e Capitão Leônidas Marques. A equipe do IBGE chegará a Cascavel em agosto. “A Pesquisa de Orçamento Familiar tem a duração de 12 meses. A seleção dos domicílios será feita por amostragem baseada nos dados da Contagem Populacional feita em 2007”.
A proposta é levantar informações sobre as despesas das famílias brasileiras para que sejam comparados com os dados da última POF, feita entre 2002 e 2003. Além do levantamento dos gastos totais, o IBGE contabilizará as despesas individuais com alimento, turismo, cultura e saúde. “Os gastos com roupa, remédios, lazer, combustível e outros serão investigados durante sete dias. Serão visitas de aproximadamente 40 minutos”, afirma.
Carlos explica que os servidores do IBGE estarão identificados com colete, crachá e portarão um notebook. Será entregue uma carta assinada pelo presidente do IBGE destinada às famílias visitadas. “O índice de recusa na última pesquisa foi de apenas 3% e todas as informações repassadas para o IBGE são mantidas em sigilo”, acrescenta. Quem tiver dúvidas pode ligar para 0800-721-8181 e (45) 3222-2073.


PROEJA
Inscrições terminam segunda-feira

Encerram-se segunda-feira as inscrições do Proeja (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos). Em Cascavel, são ofertados os cursos de técnico de administração, no Colégio Estadual Wilson Joffre, e de secretariado no Colégio Francisco Lima. A duração é de três anos cada.
A professora Rozeli Aparecida dos Santos, coordenadora do Proeja em Cascavel, explicou que o curso é destinado a jovens e adultos que ainda não completaram o nível médio e pretendem se profissionalizar. “É uma forma de voltar à escola e fazer um curso técnico”, salientou.
Segundo ela, caso haja um número maior de inscritos do que as vagas - que são de 35 por turma -, haverá uma seleção, na qual serão privilegiados os candidatos com mais idade e com menor renda.
De acordo com Rozeli, a procura maior é por pessoas que já concluíram o Ensino Médio, mas esse curso é destinado para quem ainda não o cursou.
Mais informações pelos telefones (45) 3225-3838 (Wilson Joffre) e 3323-5388 (Francisco Lima).


Cascavel Liquida
Do total de 73 estandes disponibilizados inicialmente para a feira, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) informa que a entidade está comercializando os últimos espaços da segunda edição da Cascavel Liquida. Agora restam apenas dez estandes para serem vendidos. A feira ocorrerá de 11 a 13 de julho, nas dependências do Colégio Marista, no Centro.
O presidente da CDL, Nilson Lehmkuhl, informa aos empresários que ainda não garantiram sua participação e que desejam estar na feira para que procurem a entidade pessoalmente na Rua Rio de Janeiro, 1.565, Centro, ou solicitem a visita da equipe da CDL pelo telefone (45) 3225-9777 ou e-mail cdl@cdlcascavel.com.br.
Os estandes - com 12 m² cada - estão sendo ofertados aos preços de R$ 600 para sócios e R$ 720 para não filiados.
“Como o nome da feira já diz, esta será a oportunidade para os lojistas promoverem uma grande queima de seus estoques de inverno. Já para os consumidores será uma ótima alternativa para fazerem compras a preços altamente compensadores”.


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