| FILANTROPIA
Bill Gates deixa a Microsoft
Após mais de três décadas à frente da Microsoft,
Bill Gates deixou ontem o dia-a-dia daquela que é a maior companhia
de software do mundo e passará a se dedicar em tempo integral à
organização Bill & Melinda Gates Foundation.
Gates, 52, cuja aparência juvenil contrasta estranhamente com os
cabelos já grisalhos, deixará para trás toda uma
vida dedicada ao desenvolvimento de software e concentrará suas
energias em promover a descoberta de novas vacinas ou o financiamento
de projetos nos países em desenvolvimento.
A Microsoft continuará sob o comando do executivo-chefe, Steve
Ballmer, do chefe de estratégia e pesquisa, Craig Mundie, e do
chefe para arquitetura de softwares, Ray Ozzie. Em junho de 2006, Ozzie
já havia assumido o posto de Gates como responsável pela
arquitetura de software da Microsoft.
Como é o maior acionista da Microsoft, Gates continuará
a ser o presidente do conselho da empresa e a trabalhar em alguns projetos
especiais de tecnologia. A participação de 8,7% que ele
detém na companhia vale cerca de US$ 23 bilhões.
CORÉIA DO NORTE
País destruiu ontem torre de resfriamento de usina nuclear
EUA analisam contradições em relatório
Os EUA afirmaram ontem que irão analisar rigorosamente a declaração
do programa nuclear da Coréia do Norte, realizando visitas-surpresa
a instalações nucleares.
Desde a divulgação do relatório sobre as atividades
nucleares do país, Washington propôs um sistema de verificação
para resolver as contradições encontradas no documento norte-coreano.
“Um regime completo de verificação deve compreender,
entre outras coisas, o acesso aos lugares declarados como nucleares ou
suspeitos de estarem ligados ao programa nuclear norte-coreano e aos materiais
nucleares”, afirmou o departamento de Estado em um comunicado.
Os EUA afirmaram que esse mecanismo deve ser colocado em prática
para que seja efetuada a retirada definitiva da Coréia do Norte
de Estados patrocinadores do terrorismo por Washington.
“Este é um passo-chave para a desnuclearização
da Coréia do Norte", disse Bush, em entrevista coletiva no
jardim da Casa Branca. "E encaminha esse país na direção
correta (...) Mas os EUA não têm ilusões sobre o regime
[de Pyongyang]”, acrescentou. “Este é o primeiro passo.
Esse não é o fim do processo, é o começo dele”,
disse Bush.
Bush também afirmou que sua administração eliminará
as sanções comerciais que Washington impôs à
Coréia do Norte e que em 45 dias notificará ao Congresso
sua intenção de eliminar o país da lista de nações
que, segundo o Departamento de Estado, patrocinam o terrorismo.
DESTRUIÇÃO
A Coréia do Norte destruiu ontem a torre de resfriamento da usina
nuclear de Pyongyang, o símbolo mais visível de seu programa
nuclear. O gesto foi um sinal de seu comprometimento em cessar a fabricação
de bombas atômicas.
A demolição da torre de 20 metros no maior complexo de reatores
nacional é uma resposta às concessões dos Estados
Unidos - que ocorreram em resposta à entrega da declaração
pelo governo norte-coreano de que encerraria seu programa nuclear.
Horas depois da destruição, o ministro de Relações
Externas da Coréia do Norte disse em comunicado que o governo “recebe
bem” as medidas norte-americanas e pediu que Washington encerrasse
completamente sua “política hostil” em relação
a Pyongyang.
Orçamento de guerra
O Senado dos Estados Unidos aprovou quinta-feira à noite o orçamento
de compromisso que libera até US$ 162 bilhões para as guerras
no Iraque e no Afeganistão, última etapa legislativa antes
da ratificação final do presidente George W. Bush.
Depois de sua aprovação na Câmara de Representantes,
a lei - adotada por 92 votos a 6 - passou semanas sendo calorosamente
discutida por democratas e republicanos.
Bush já adiantou que promulgará a lei, que garante por mais
um ano (até meados de 2009) financiamento para as operações
militares americanas.
Semana passada a Câmara de Representantes (deputados) dos Estados
Unidos aprovou fundos pedidos pela Casa Branca para as operações
militares no Iraque e no Afeganistão.
Ao aprovar o pedido, os legisladores abandonaram toda tentativa de impor
prazos para que o presidente George W. Bush ordene a retirada das tropas
de combate do Iraque.
TIMOR-LESTE
Horta rejeita renunciar
por um cargo na ONU
O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, anunciou ontem
que continuará governando seu país e não se candidatará
ao cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os
Direitos Humanos.
“Decidi não apresentar minha candidatura para o cargo de
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos,
e ficarei no Timor-Leste no futuro próximo”, disse Ramos
Horta.
Os governos de Brasil, Austrália e Portugal tinham expressado seu
respaldo à nomeação de Ramos Horta, de 58 anos e
Nobel da Paz, para substituir a canadense Louise Arbour.
“Deixar o governo agora acarretaria em eleições antecipadas,
e isso seria injusto com o povo, que foi às urnas três vezes
em 2007. Inevitavelmente surgiriam novas tensões com conseqüências
previsíveis para o país”, explicou o governante, que
ainda tem quatro anos de mandato.
O líder do opositor Frente Revolucionária do Timor-Leste
Independente (Fretilin), José Teixeira, disse que apoiaria a candidatura
de Ramos Horta ao cargo da ONU, mas afirmou que se ele aceitasse o posto
seria preciso realizar eleições presidenciais.
CHUQUISACA
Evo assegura apoio a
resultado das eleições
O presidente da Bolívia, Evo Morales, assegurou ontem que respeitará
o resultado das eleições para governador do departamento
de Chuquisaca amanhã, ainda que vencedora seja a opositora indígena
quíchua Savina Cuéllar.
“O presidente, independente do ganhador, imediatamente vai reconhecê-lo.
Respeitamos o voto do povo de Chuquisaca e esperamos que seja garantida
uma eleição transparente”, disse Morales em coletiva
de imprensa na sede do governo.
Domingo, 210 mil cidadãos de Chuquisaca estão convocados
para votar e escolher o novo governador regional em uma disputa em que
Cupéllar tem como principal rival Wálter Valda, do governamental
MAS (Movimento ao Socialismo).
O pleito permitirá escolher o governador, após a renuncia
do governista David Sánchez, que deixou o cargo e buscou refúgio
político no Peru, após violentos protestos registrados contra
a Assembléia Constituinte, em 2007.
A oposição a Morales aposta em um triunfo de sua candidata
em Chuquisaca para consolidar um bloqueio regional contra o governante
indígena, depois das vitórias nas votações
autonomista realizadas entre 4 de maio e 22 de junho em Santa Cruz, Beni,
Pando e Tarija.
Por outro lado, os governistas confiam em recuperar o controle dessa praça
política por acreditar que o movimento autonomista dos líderes
regionais de Chuquisaca não tem uma real influência no campo,
mas em grupos elitistas da cidade de Sucre.
Terremoto
Um terremoto de 6,7 graus na escala Richter foi registrado nas ilhas indianas
de Andaman e Nicobar no Oceano Índico, ontem, informou o Observatório
Geológico dos Estados Unidos.
O epicentro do tremor foi localizado 120 quilômetros ao sudoeste
de Port Blair, capital do arquipélago das ilhas Andaman e Nicobar,
sudeste da Índia, segundo o USGS.
Os moradores ficaram assustados como o tremor, mas o chefe de polícia
de Andaman, Ranjit Narayan, citado pela rede de televisão CNN,
disse que o terremoto não causou danos sérios e nem deixou
pessoas feridas.
Cocaína
O Exército colombiano apreendeu 2,7 toneladas de cocaína
no Departamento de Nariño (Sudoeste do país), perto da fronteira
com o Equador, informaram fontes militares.
A droga, avaliada em US$ 25 milhões no mercado negro internacional,
estava escondida em uma zona rural do porto de Tumaco (700 quilômetros
ao sudoeste de Bogotá), indicou o Exército em comunicado.
Os militares acrescentaram que aparentemente a cocaína pertencia
ao bando Los Rastrojos, mas ninguém foi detido na operação.
Zimbábue
Com baixa participação da população, as eleições
no Zimbábue terminaram ontem por volta das 19h, com alguns incidentes.
Com Robert Mugabe como único candidato, muitos eleitores da oposição
decidiram ignorar o pleito. Alguns moradores de Harare foram ameaçados
e obrigados a votar. O líder da oposição no Zimbábue,
Morgan Tsvangirai, pediu à comunidade internacional que rejeite
o resultado das eleições.
“Qualquer um que reconheça os resultados destas eleições
está negando a vontade dos zimbabuanos e bloqueando a passagem
à transição, que trará estabilidade e prosperidade
não apenas ao país, e sim à região’,
disse.
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