Edição nº 5039- Sábado, 28 de junho de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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FILANTROPIA

Bill Gates deixa a Microsoft

Após mais de três décadas à frente da Microsoft, Bill Gates deixou ontem o dia-a-dia daquela que é a maior companhia de software do mundo e passará a se dedicar em tempo integral à organização Bill & Melinda Gates Foundation.
Gates, 52, cuja aparência juvenil contrasta estranhamente com os cabelos já grisalhos, deixará para trás toda uma vida dedicada ao desenvolvimento de software e concentrará suas energias em promover a descoberta de novas vacinas ou o financiamento de projetos nos países em desenvolvimento.
A Microsoft continuará sob o comando do executivo-chefe, Steve Ballmer, do chefe de estratégia e pesquisa, Craig Mundie, e do chefe para arquitetura de softwares, Ray Ozzie. Em junho de 2006, Ozzie já havia assumido o posto de Gates como responsável pela arquitetura de software da Microsoft.
Como é o maior acionista da Microsoft, Gates continuará a ser o presidente do conselho da empresa e a trabalhar em alguns projetos especiais de tecnologia. A participação de 8,7% que ele detém na companhia vale cerca de US$ 23 bilhões.

CORÉIA DO NORTE
País destruiu ontem torre de resfriamento de usina nuclear

EUA analisam contradições em relatório

Os EUA afirmaram ontem que irão analisar rigorosamente a declaração do programa nuclear da Coréia do Norte, realizando visitas-surpresa a instalações nucleares.
Desde a divulgação do relatório sobre as atividades nucleares do país, Washington propôs um sistema de verificação para resolver as contradições encontradas no documento norte-coreano.
“Um regime completo de verificação deve compreender, entre outras coisas, o acesso aos lugares declarados como nucleares ou suspeitos de estarem ligados ao programa nuclear norte-coreano e aos materiais nucleares”, afirmou o departamento de Estado em um comunicado.
Os EUA afirmaram que esse mecanismo deve ser colocado em prática para que seja efetuada a retirada definitiva da Coréia do Norte de Estados patrocinadores do terrorismo por Washington.
“Este é um passo-chave para a desnuclearização da Coréia do Norte", disse Bush, em entrevista coletiva no jardim da Casa Branca. "E encaminha esse país na direção correta (...) Mas os EUA não têm ilusões sobre o regime [de Pyongyang]”, acrescentou. “Este é o primeiro passo. Esse não é o fim do processo, é o começo dele”, disse Bush.
Bush também afirmou que sua administração eliminará as sanções comerciais que Washington impôs à Coréia do Norte e que em 45 dias notificará ao Congresso sua intenção de eliminar o país da lista de nações que, segundo o Departamento de Estado, patrocinam o terrorismo.
DESTRUIÇÃO
A Coréia do Norte destruiu ontem a torre de resfriamento da usina nuclear de Pyongyang, o símbolo mais visível de seu programa nuclear. O gesto foi um sinal de seu comprometimento em cessar a fabricação de bombas atômicas.
A demolição da torre de 20 metros no maior complexo de reatores nacional é uma resposta às concessões dos Estados Unidos - que ocorreram em resposta à entrega da declaração pelo governo norte-coreano de que encerraria seu programa nuclear.
Horas depois da destruição, o ministro de Relações Externas da Coréia do Norte disse em comunicado que o governo “recebe bem” as medidas norte-americanas e pediu que Washington encerrasse completamente sua “política hostil” em relação a Pyongyang.


Orçamento de guerra

O Senado dos Estados Unidos aprovou quinta-feira à noite o orçamento de compromisso que libera até US$ 162 bilhões para as guerras no Iraque e no Afeganistão, última etapa legislativa antes da ratificação final do presidente George W. Bush.
Depois de sua aprovação na Câmara de Representantes, a lei - adotada por 92 votos a 6 - passou semanas sendo calorosamente discutida por democratas e republicanos.
Bush já adiantou que promulgará a lei, que garante por mais um ano (até meados de 2009) financiamento para as operações militares americanas.
Semana passada a Câmara de Representantes (deputados) dos Estados Unidos aprovou fundos pedidos pela Casa Branca para as operações militares no Iraque e no Afeganistão.
Ao aprovar o pedido, os legisladores abandonaram toda tentativa de impor prazos para que o presidente George W. Bush ordene a retirada das tropas de combate do Iraque.


TIMOR-LESTE
Horta rejeita renunciar
por um cargo na ONU

O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, anunciou ontem que continuará governando seu país e não se candidatará ao cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
“Decidi não apresentar minha candidatura para o cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e ficarei no Timor-Leste no futuro próximo”, disse Ramos Horta.
Os governos de Brasil, Austrália e Portugal tinham expressado seu respaldo à nomeação de Ramos Horta, de 58 anos e Nobel da Paz, para substituir a canadense Louise Arbour.
“Deixar o governo agora acarretaria em eleições antecipadas, e isso seria injusto com o povo, que foi às urnas três vezes em 2007. Inevitavelmente surgiriam novas tensões com conseqüências previsíveis para o país”, explicou o governante, que ainda tem quatro anos de mandato.
O líder do opositor Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), José Teixeira, disse que apoiaria a candidatura de Ramos Horta ao cargo da ONU, mas afirmou que se ele aceitasse o posto seria preciso realizar eleições presidenciais.


CHUQUISACA
Evo assegura apoio a
resultado das eleições

O presidente da Bolívia, Evo Morales, assegurou ontem que respeitará o resultado das eleições para governador do departamento de Chuquisaca amanhã, ainda que vencedora seja a opositora indígena quíchua Savina Cuéllar.
“O presidente, independente do ganhador, imediatamente vai reconhecê-lo. Respeitamos o voto do povo de Chuquisaca e esperamos que seja garantida uma eleição transparente”, disse Morales em coletiva de imprensa na sede do governo.
Domingo, 210 mil cidadãos de Chuquisaca estão convocados para votar e escolher o novo governador regional em uma disputa em que Cupéllar tem como principal rival Wálter Valda, do governamental MAS (Movimento ao Socialismo).
O pleito permitirá escolher o governador, após a renuncia do governista David Sánchez, que deixou o cargo e buscou refúgio político no Peru, após violentos protestos registrados contra a Assembléia Constituinte, em 2007.
A oposição a Morales aposta em um triunfo de sua candidata em Chuquisaca para consolidar um bloqueio regional contra o governante indígena, depois das vitórias nas votações autonomista realizadas entre 4 de maio e 22 de junho em Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.
Por outro lado, os governistas confiam em recuperar o controle dessa praça política por acreditar que o movimento autonomista dos líderes regionais de Chuquisaca não tem uma real influência no campo, mas em grupos elitistas da cidade de Sucre.


Terremoto
Um terremoto de 6,7 graus na escala Richter foi registrado nas ilhas indianas de Andaman e Nicobar no Oceano Índico, ontem, informou o Observatório Geológico dos Estados Unidos.
O epicentro do tremor foi localizado 120 quilômetros ao sudoeste de Port Blair, capital do arquipélago das ilhas Andaman e Nicobar, sudeste da Índia, segundo o USGS.
Os moradores ficaram assustados como o tremor, mas o chefe de polícia de Andaman, Ranjit Narayan, citado pela rede de televisão CNN, disse que o terremoto não causou danos sérios e nem deixou pessoas feridas.


Cocaína
O Exército colombiano apreendeu 2,7 toneladas de cocaína no Departamento de Nariño (Sudoeste do país), perto da fronteira com o Equador, informaram fontes militares.
A droga, avaliada em US$ 25 milhões no mercado negro internacional, estava escondida em uma zona rural do porto de Tumaco (700 quilômetros ao sudoeste de Bogotá), indicou o Exército em comunicado.
Os militares acrescentaram que aparentemente a cocaína pertencia ao bando Los Rastrojos, mas ninguém foi detido na operação.


Zimbábue
Com baixa participação da população, as eleições no Zimbábue terminaram ontem por volta das 19h, com alguns incidentes. Com Robert Mugabe como único candidato, muitos eleitores da oposição decidiram ignorar o pleito. Alguns moradores de Harare foram ameaçados e obrigados a votar. O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, pediu à comunidade internacional que rejeite o resultado das eleições.
“Qualquer um que reconheça os resultados destas eleições está negando a vontade dos zimbabuanos e bloqueando a passagem à transição, que trará estabilidade e prosperidade não apenas ao país, e sim à região’, disse.


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