Mercosul
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) assume hoje a presidência
do Parlamento Mercosul. A transmissão do cargo será feita
na província de Tucumán, Argentina, durante a 10ª Sessão
Plenária do Parlamento. No mesmo local haverá simultaneamente
a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.
Formado por parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além
da Venezuela - país em processo de adesão ao bloco -, a
instituição é presidida atualmente pelo senador argentino
José Juan Batista Pampuro.
Rosinha revela que fará a defesa de uma “proporcionalidade
atenuada”, como forma de melhor representar a população
do bloco.
EXTERIOR
Senador não concorda com destinação de recursos para
outros países
Alvaro questiona empréstimos do BNDES
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentará requerimento terça-feira
à Mesa Diretora do Senado para pedir a realização
de auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) em empréstimos
no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
para obras no exterior.
O tucano considera “estranho” o montante destinado pelo banco
a empresas com investimentos fora do Brasil.
Dias identificou repasses da ordem de US$ 600 milhões para a construção
do metrô de Caracas (Venezuela), assim como mais de US$ 1,7 bilhão
para obras em Angola. O tucano estima que o banco liberou recursos da
ordem de US$ 3 bilhões para a execução de obras no
exterior.
O senador defende que o BNDES tenha como foco a destinação
de recursos para obras no Brasil. “É preciso estabelecer
prioridades. Temos que financiar empresas que atuam no Brasil”,
defendeu.
A Polícia Federal desarticulou este ano, na Operação
Santa Tereza, um esquema de desvio de parte dos empréstimos concedidos
pelo BNDES. O esquema envolveria o advogado Ricardo Tosto - ex-conselheiro
do BNDES, indicado para o cargo pela Força Sindical - e o deputado
federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força.
CURTO PERÍODO
Congresso retoma trabalho
após o “recesso branco”
Depois de uma semana esvaziada em conseqüência das festas
juninas no Nordeste, o Congresso Nacional retoma suas atividades terça-feira
com a prioridade de colocar em votação a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) de 2009. A votação da lei é
prerrogativa para que os parlamentares entrem em recesso parlamentar,
em julho, como determina a Constituição Federal.
Em ano eleitoral, os parlamentares querem evitar atrasos na votação
da LDO para que possam dar início às campanhas eleitorais
nos estados a partir de 17 julho - quando começa formalmente o
recesso do Legislativo. Depois do recesso, os deputados e senadores pretendem
retomar os trabalhos somente no fim de outubro, após as eleições
municipais.
Os presidentes da Câmara e do Senado devem decretar uma espécie
de recesso branco durante o período eleitoral para permitir que
os parlamentares façam campanha nos estados. Nesse período,
o Congresso mantém suas atividades em comissões e debates,
mas não realiza votações em plenário - com
a permissão para que os parlamentares estejam ausentes das Casas
Legislativas sem cortes nos salários.
Entrevistas
Por seis votos a um, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou a proposta
do presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, que, na prática,
permite que candidatos e pré-candidatos às eleições
municipais deste ano apresentem suas plataformas eleitorais em entrevistas,
debates e encontros antes da data prevista para o início da propaganda
eleitoral - 6 de julho.
A divulgação das plataformas e projetos políticos
dos candidatos na imprensa não poderão ser caracterizadas
como propaganda eleitoral, com a ressalva de que abusos e excessos serão
apurados e punidos pela legislação em vigor.
AVICULTURA
Paraná responde por 22% do abate de frango do Brasil no primeiro
trimestre
O abate de frango de corte no Brasil no primeiro trimestre do ano registrou
alta de 12,2% comparado com o mesmo período do ano passado. A informação
foi divulgada ontem, em levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística). Pelos resultados, a carne de frango foi
a que teve maior alta no número de abates, comparada com a carne
bovina e suína. No mesmo período, o abate de boi gordo apresentou
queda de 10,1% e o abate de suínos teve crescimento de 2,7%.
Segundo o levantamento do IBGE, nos primeiros três meses deste ano
o abate de frango atingiu 1,184 bilhão de cabeças. O Paraná,
principal produtor nacional de carne de frango, respondeu por 22,95% da
produção avícola brasileira. “No primeiro trimestre
do ano, o Estado abateu 301.392.830 cabeças, registrando um crescimento
de 9,82% comparado ao desempenho paranaense no primeiro trimestre de 2007”,
afirma o presidente do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias dos
Produtos Avícolas do Estado do Paraná), Domingos Martins.
De acordo com dados do Sindiavipar, no acumulado janeiro-maio deste ano
o Estado já abateu 501.250.996 cabeças de frango, acumulando
um crescimento de 9,18% comparado com os primeiros cinco meses do ano
passado.
Para Martins, um dos motivos para o crescimento na produção
paranaense está nos investimentos promovidos por várias
indústrias e cooperativas avícolas, que visam ampliar a
exportação de seus produtos.
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