Edição nº 5039- Sábado, 28 de junho de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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Mercosul
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) assume hoje a presidência do Parlamento Mercosul. A transmissão do cargo será feita na província de Tucumán, Argentina, durante a 10ª Sessão Plenária do Parlamento. No mesmo local haverá simultaneamente a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.
Formado por parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além da Venezuela - país em processo de adesão ao bloco -, a instituição é presidida atualmente pelo senador argentino José Juan Batista Pampuro.
Rosinha revela que fará a defesa de uma “proporcionalidade atenuada”, como forma de melhor representar a população do bloco.


EXTERIOR
Senador não concorda com destinação de recursos para outros países

Alvaro questiona empréstimos do BNDES

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentará requerimento terça-feira à Mesa Diretora do Senado para pedir a realização de auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) em empréstimos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para obras no exterior.
O tucano considera “estranho” o montante destinado pelo banco a empresas com investimentos fora do Brasil.
Dias identificou repasses da ordem de US$ 600 milhões para a construção do metrô de Caracas (Venezuela), assim como mais de US$ 1,7 bilhão para obras em Angola. O tucano estima que o banco liberou recursos da ordem de US$ 3 bilhões para a execução de obras no exterior.
O senador defende que o BNDES tenha como foco a destinação de recursos para obras no Brasil. “É preciso estabelecer prioridades. Temos que financiar empresas que atuam no Brasil”, defendeu.
A Polícia Federal desarticulou este ano, na Operação Santa Tereza, um esquema de desvio de parte dos empréstimos concedidos pelo BNDES. O esquema envolveria o advogado Ricardo Tosto - ex-conselheiro do BNDES, indicado para o cargo pela Força Sindical - e o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força.


CURTO PERÍODO
Congresso retoma trabalho
após o “recesso branco”

Depois de uma semana esvaziada em conseqüência das festas juninas no Nordeste, o Congresso Nacional retoma suas atividades terça-feira com a prioridade de colocar em votação a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2009. A votação da lei é prerrogativa para que os parlamentares entrem em recesso parlamentar, em julho, como determina a Constituição Federal.
Em ano eleitoral, os parlamentares querem evitar atrasos na votação da LDO para que possam dar início às campanhas eleitorais nos estados a partir de 17 julho - quando começa formalmente o recesso do Legislativo. Depois do recesso, os deputados e senadores pretendem retomar os trabalhos somente no fim de outubro, após as eleições municipais.
Os presidentes da Câmara e do Senado devem decretar uma espécie de recesso branco durante o período eleitoral para permitir que os parlamentares façam campanha nos estados. Nesse período, o Congresso mantém suas atividades em comissões e debates, mas não realiza votações em plenário - com a permissão para que os parlamentares estejam ausentes das Casas Legislativas sem cortes nos salários.

Entrevistas
Por seis votos a um, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou a proposta do presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, que, na prática, permite que candidatos e pré-candidatos às eleições municipais deste ano apresentem suas plataformas eleitorais em entrevistas, debates e encontros antes da data prevista para o início da propaganda eleitoral - 6 de julho.
A divulgação das plataformas e projetos políticos dos candidatos na imprensa não poderão ser caracterizadas como propaganda eleitoral, com a ressalva de que abusos e excessos serão apurados e punidos pela legislação em vigor.


AVICULTURA
Paraná responde por 22% do abate de frango do Brasil no primeiro trimestre

O abate de frango de corte no Brasil no primeiro trimestre do ano registrou alta de 12,2% comparado com o mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada ontem, em levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pelos resultados, a carne de frango foi a que teve maior alta no número de abates, comparada com a carne bovina e suína. No mesmo período, o abate de boi gordo apresentou queda de 10,1% e o abate de suínos teve crescimento de 2,7%.
Segundo o levantamento do IBGE, nos primeiros três meses deste ano o abate de frango atingiu 1,184 bilhão de cabeças. O Paraná, principal produtor nacional de carne de frango, respondeu por 22,95% da produção avícola brasileira. “No primeiro trimestre do ano, o Estado abateu 301.392.830 cabeças, registrando um crescimento de 9,82% comparado ao desempenho paranaense no primeiro trimestre de 2007”, afirma o presidente do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias dos Produtos Avícolas do Estado do Paraná), Domingos Martins.
De acordo com dados do Sindiavipar, no acumulado janeiro-maio deste ano o Estado já abateu 501.250.996 cabeças de frango, acumulando um crescimento de 9,18% comparado com os primeiros cinco meses do ano passado.
Para Martins, um dos motivos para o crescimento na produção paranaense está nos investimentos promovidos por várias indústrias e cooperativas avícolas, que visam ampliar a exportação de seus produtos.

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