Edição nº 4642 - Segunda-feira, 28 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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Recursos
O secretário municipal de Finanças, Cláudio Stábile, confirmou a disposição de ingressar na Justiça para buscar créditos que podem chegar a R$ 70 milhões decorrentes do ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre operações de leasing feitas em Cascavel, mas creditadas para outros municípios do País. Existe decisão recente no STJ (Superior Tribunal de Justiça) dando ganho de causa ao prefeito de Cachoeira do Sul (RS). O próximo passo será cobrar o mesmo imposto das negociações feitas com cartão de crédito.

Pouco efeito
Stábile deverá convocar a imprensa ainda nesta semana para explicar os números financeiros da prefeitura e as medidas para conter o avanço das despesas. É certo que a demissão de 38 comissionados não causará grande impacto na folha de pagamento, inferior a 0,5%. O Município precisa cortar os gastos em cerca de 4% e ainda arranjar sobra financeira de no mínimo 3% para reajustar o salário dos servidores. Não vai ser fácil.

Vergonha
O empresário Assis Gurgacz disse sexta-feira, na Catve, que seu filho Acir não deixará de ajudar Cascavel sempre que for solicitado e o pedido estiver relacionado à sua área de atuação. Assis também ressalta a importância do momento histórico frente às denúncias contra a corrupção e o que considera excelente trabalho da Polícia Federal. Ele só duvida que algum dos denunciados será punido pela Justiça.

Injustiça
Ontem, na Rádio Capital, o programa do deputado estadual Edgar Bueno (PDT) ouviu opiniões sobre a paralisação parcial dos servidores da prefeitura. Poucos endossaram o movimento e consideraram que tanto o prefeito Lísias Tomé quanto os dirigentes dos sindicatos classistas pecaram ao não encaminharem melhor as negociações. É consenso que os transtornos aparentemente enfrentados só pela administração, na verdade, atingem também a comunidade.

Discurso I
Frente aos graves acontecimentos dos últimos dias envolvendo a administração municipal, muita gente esperava que o prefeito Lísias Tomé aproveitasse o discurso dele na posse festiva da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), sexta-feira, para falar um pouco da saúde financeira do Município.

Discurso II
Cerca de 900 pessoas estavam reunidas no evento, a maioria políticos e empresários, muitos curiosos para saber a razão da dispensa dos funcionários comissionados. Mas o prefeito nem tocou no assunto, limitando-se a cumprimentar os empossados e os que saíram da diretoria.

Desmotivado
O empresário Guido Bresolin Júnior deixou a presidência da Acic disposto a não trocar política classista pela partidária. Ele continua negando com firmeza qualquer possibilidade de virar candidato a alguma coisa no pleito municipal do próximo ano. Alega indisposição e confessa alguma decepção com as denúncias envolvendo os políticos do País.

Prefeituráveis
A posse festiva de Valdinei Silva na presidência da Acic, sexta-feira, reuniu vários prefeituráveis na Associação da Coopavel. Foram vistos no local Edgar Bueno (PDT), Jadir de Mattos (PTB), Lísias Tomé (sem partido), Jacy Scanagatta (sem partido), Alfredo Kaefer (PSDB), Julio Cesar Leme da Silva, Alessandro Meneghel e Marcos Vínicius Pires de Souza, todos do PMDB, Adelino Ribeiro da Silva (PMN) e Juarez Berté (PPS).

*** Cláudio Stábile disse ao prefeito Lísias Tomé que poderá fechar o ano com dinheiro sobrando no caixa da prefeitura. *** Terça-feira tem sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Cascavel, a partir das 14h30. *** Algumas pessoas que faziam defesas apaixonadas da administração Lísias Tomé estão relacionadas na lista de dispensa publicada ontem no “Diário Oficial”.

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