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DENÚNCIAS
Governo do Paraná nega que obras tenham dado prejuízo

Oposição quer CPI para
o caso Sanepar-Pavibrás

O líder da oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), quer que as investigações na Sanepar sejam aprofundadas e já cogita a hipótese de pedir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). A percepção deu-se durante a audiência pública realizada quinta-feira no plenário da Assembléia, onde foram ouvidos o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, e o presidente do Conselho de Administração da empresa, Pedro Henrique Xavier.
Convidado para explicar o caso Sanepar-Pavibrás na Assembléia Legislativa, Stênio Jacob surpreendeu os deputados ao não dar explicações. Levou ao plenário Cristiane Schwanka, ex-gerente do Paranasan, que falou em seu lugar.
Jacob limitou-se a responder os questionamentos pontuais dos deputados após as explicações iniciais de Cristiane. A assessora de Jacob, por sua vez, afirmou que em momento algum houve prejuízos para o governo do Paraná.
Contratada em maio de 2002 para realizar obras no litoral por R$ 69 milhões, a Pavibrás recebeu cerca de R$ 113 milhões e deixou obras paradas no início de 2006.
A empreiteira pediu três vezes reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, o que foi aceito pelo conselho de administração da empresa em dezembro de 2004, além de pedidos de prorrogação de prazo e de reajustes.
A engenheira afirmou que o total pago à Pavibrás para realizar obras de rede de esgoto no litoral foi de R$ 113,1 milhões. Mas que, se as obras fossem executadas hoje, o valor a ser pago à empreiteira seria de R$ 133,5 milhões.
Cristiane afirmou ainda que todos os atos da Sanepar na gestão do contrato foram realizados com amparo legal. Ela argumentou que, a pedido do governador Roberto Requião (PMDB), foi realizada uma auditoria pelo Tribunal de Contas, que não constatou a existência de prejuízos à administração pública.
A proposta de R$ 69 milhões da Pavibrás fez com que as outras empresas que participaram da licitação suspeitassem de que houvesse subfaturamento no preço proposto. A segunda colocada havia proposto R$ 83 milhões.


ATUALIZAÇÃO
Aderbal sugere
mudanças no
Regimento

O vereador Aderbal de Holleben Mello (PT) propôs esta semana a constituição de uma comissão formada por alguns legisladores para iniciarem um trabalho de revisão e atualização da LOM (Lei Orgânica Municipal) e do Regimento Interno da Câmara de Cascavel, face às defasagens encontradas em ambos os instrumentos legais.
Segundo Aderbal, tanto a LOM quanto o regimento possuem lacunas, omissões e posições que levam à dubiedade de interpretação em vários pontos. Enquanto o Regimento Interno encontra-se fragilizado perante a Lei Orgânica Municipal, ela está na mesma situação quando comparada à legislação federal superior, editada após 1990.
A comissão de vereadores deverá procurar amparo e respaldo de advogados, tributaristas e até mesmo de gramáticos para a produção mais elaborada desses instrumentos, cujo pré-projeto deverá ser entregue em um prazo máximo de 60 dias, para que depois seja apreciado e enriquecido por discussões levadas ao público e tenha a efetiva participação em debates e consultas, até a sua edição final.

UNIÃO
Associações podem se transformar em Oscips
O incentivo à união do movimento comunitário de Cascavel foi tema de encontro na Câmara de Vereadores de Cascavel ontem à noite. O palestrante foi o presidente da Famopar (Federação das Associações de Moradores do Paraná), Joel Tadeu Correia, que enalteceu o papel social das comunidades para as decisões nos municípios.
“As associações têm poder deliberativo sobre as ações locais, porque representam a população”, disse Joel, em referência aos conflitos existentes no setor dentro do Município.
Outra questão levantada foi a possibilidade de geração de renda por meio da transformação das associações em Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), ato previsto no Código Civil que possibilita as organizações de participarem de licitações e criar grupos de prestação serviços. “Assim poderia ser criado, por exemplo, um grupo de costureiras dentro do bairro, que poderiam oferecer os serviços para uma empresa”, explicou.
O evento tratou também das questões legais que envolvem a formação das associações de moradores e a formatação dos estatutos, que, embora sejam independentes, devem seguir uma série de características.


TROCA DE PARTIDO
Pedido será avaliado pelo Jurídico da Câmara

PDT quer vagas; vereadores
se dizem despreocupados

O presidente do PDT (Partido Democrático Trabalhista) de Cascavel, Sérgio Terres, entregou ontem ao presidente da Câmara, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), ofício solicitando ao seu partido as cadeiras pertencentes aos vereadores Juarez Berté e Alcebíades Pereira.
O ofício se vale de uma consulta feita pelo PFL (Partido da Frente Liberal) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a quem pertence o mandato político. De acordo com o TSE, o mandato pertence ao partido e não ao agente político.
Os vereadores Berté e Alcebíades se elegeram pelo PDT, mas durante o mandato trocaram de partido. O primeiro filiou-se ao PPS e o segundo engrossou as fileiras do PTN.
Terres, que esteve acompanhado de outros líderes pedetistas na reunião com o presidente Julio Cesar, requereu a imediata perda do mandato dos dois vereadores e que os suplentes Roberto Aoki e Marcos Sotille Damaceno sejam empossados em seus lugares.
Segundo o presidente, o assunto não será tratado na esfera política, mas administrativamente. “Vamos encaminhar o ofício à nossa assessoria jurídica e já nos comprometemos em divulgar uma posição em no máximo 15 dias”, frisou.
“É uma palhaçada criada pelos partidos políticos”, disse ao Hoje o vereador Alcebíades, citando a consulta feita pelo PFL ao TSE. Ele concorda com a posição do TSE, mas lembra que todos os políticos que trocaram de partidos antes dele terão de ser cassados.
Alcebíades disse também que está despreocupado com a possibilidade de ter o mandato cassado, citando o caso recente de Guarapuava. “O vereador de lá foi cassado pela Câmara, mas a Justiça ordenou seu retorno alguns dias depois”.
Berté também está despreocupado com a tentativa do PDT de impedir que continue legislando. Segundo ele, é a Justiça Eleitoral que diploma o agente político. “A Câmara, nesse caso, não tem poder constitucional algum de cassar o mandato de um vereador”, afirmou o vereador, lembrando que se trata apenas de um parecer dado pela Justiça Eleitoral.

EMENDA 3
Constituição assegura direitos

A polêmica que envolve a Emenda 3, na lei que cria a Super-Receita - que ganhou dimensão a partir da parcial abordagem sindical - tem sido contestada e duramente criticada por parlamentares de oposição e especialistas. Ao defender uma urgente reforma trabalhista nesta semana, o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR) afirmou que 13º salário, férias, fundo de garantia, são condicionados pela Constituição e que nem mesmo um governante pode retirar os direitos dos trabalhadores.
O parlamentar ainda ressalta que dentre as grandes reformas necessárias para que o País alcance status de equilíbrio está a reforma trabalhista. “Cada vez mais temos pessoas na informalidade. O engessamento das leis empurra para esse caminho. É possível fazer essa reforma aprimorando a legislação, sem tirar o direito dos trabalhadores”, explica o deputado, que também é gerador de empregos.
De acordo com o comentarista da “Folha de São Paulo”, jornalista Elio Gaspari, a Emenda 3 foi aprovada por 64 senadores e 306 deputados, não por “meia dúzia de parlamentares” e, portanto, “deve ser respeitada”. “A mobilização dos sindicatos, na prática, foi uma demonstração de que essas centrais e seus dispositivos podem desorganizar os serviços públicos das grandes cidades brasileiras para impor suas vontades ao Congresso. Deram aos trabalhadores que acordam de madrugada o mesmo veneno que os controladores de vôo impuseram aos passageiros dos aeroportos em 31 de março”, disse o jornalista.
Por meio de panfletos, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) tem procurado difamar parlamentares que votaram a favor da emenda, além de alertar sobre uma suposta tentativa de acabar com consagrados benefícios.
Vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a emenda proíbe apenas os auditores da Receita Federal de autuar ou fechar as prestadoras de serviço constituídas por uma única pessoa quando entender que a relação de prestação de serviços com outra empresa é de natureza trabalhista. A emenda transfere para a Justiça a definição de vínculo empregatício.

TÍTULO
Mais de 89 mil eleitores do Paraná correm o risco de perder o título. Os eleitores que não votaram nas três últimas eleições realizadas no País e não apresentaram suas justificativas tinham até quinta-feira para regularizar a situação junto ao TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná).
Dos 99.918 eleitores paranaenses que precisavam regularizar o título, apenas 10.880, pouco mais de 10% acertaram suas contas com a Justiça Eleitoral. Apesar do baixo número, o Paraná aparece como o terceiro estado com o maior número de regularizações - atrás somente de São Paulo (39.040) e Minas Gerais (19.716).

 

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