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VOZ
Quase um terço da população tem lesão nas cordas vocais

Câncer de laringe atinge
15 mil brasileiros por ano

As doenças da voz são mais freqüentes do que imaginamos. Segundo dados da ABLV (Academia Brasileira de Laringologia e Voz), de 20% a 30% da população apresenta algum tipo lesão nas cordas vocais. Essas lesões, se não tratadas, podem evoluir para problemas mais graves, como o câncer, que atinge 15 mil brasileiros anualmente.
Com o objetivo de orientar e prevenir contra as doenças que atingem o aparelho vocal, a ABLV realiza a 9ª Campanha Nacional da Voz e comemora o 5º Dia Mundial da Voz, no dia 16 de abril.
Como as doenças da voz não causam dor aguda, o paciente só percebe alterações quando a rouquidão se instala. A causa pode ser uma laringite, um nódulo, um pólipo (crescimento anormal do tecido), cistos, leucoplasia (placas na prega vocal) ou um câncer de laringe.
O câncer de laringe corresponde a 25% dos cânceres que acometem a região da cabeça e do pescoço, porém, se o diagnóstico for realizado no começo da doença, as chances de cura são de 95%. Dos 15 mil casos de câncer de laringe registrados anualmente no Brasil, 8 mil são fatais.
Mais comuns em homens, é mais freqüente naqueles que têm hábito de fumar e se torna agravante em quem faz uso excessivo e freqüente de álcool. “O câncer de laringe é dez vezes maior nos fumantes, e, quando associado ao álcool, o risco de contrair a doença aumenta 43 vezes”, alerta Geraldo Druck Sant’Anna, presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz.
As complicações se dão porque o cigarro é extremamente maléfico. Sua fumaça quente agride todo o sistema respiratório, principalmente as pregas vocais. Essa agressão pode causar irritação do trato vocal, edema em pregas vocais, além do aparecimento de pigarro e tosse constante. Essas patologias, se não tratadas, podem levar ao câncer.
Uma das formas de prevenção é atentar para qualquer mudança na voz, como rouquidão, cansaço ao falar, falhas ou perda da voz, dor ou ardência na garganta, pigarro e dificuldade para engolir. Se a rouquidão persistir por mais de duas semanas seguidas e o paciente não apresentar quadro de gripe ou resfriado, deve procurar um otorrinolaringologista.
A ingestão de líquido em temperatura ambiente, cuidados com a saúde em geral, em aspectos como o sono, alimentação, atividades físicas, ajudam na prevenção de problemas. Um quadro pode ser agravado quando esses tipos de cuidados não são tomados pelo paciente.
Manter-se em ambientes iluminados e bem ventilados, livres de poeira ou de odores químicos, e que tenham temperaturas amenas também ajudam na conservação da voz.


EXERCÍCIOS
Pequenas atividades melhoram condição física

Ter uma rotina de atividades físicas sempre é associado à academia. Mas um grupo de especialistas derruba o mito e dá uma boa notícia: varrer, arrumar a cama, lavar louças podem ser consideradas atividades físicas e trazem benefícios para o corpo. Para os especialistas, pequenos afazeres podem melhorar a vida.
“É muito melhor este tipo de atividade física do que ficar sentado na frente do computador”, diz Maria Urbana Rondon, fisiologista, professora de Educação Física e pesquisadora da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas).
A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo também acredita que essas atividades garantem uma melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Uma pesquisa feita no Estado aponta que cerca de 75% dos paulistas praticam atividades físicas. Cerca de 60% realiza atividades físicas como andar, varrer, limpar e pular por dez minutos, cinco dias por semana. Os outros 15% dedicam 30 minutos a esse tipo de atividade. O estudo foi feito com 2.582 pessoas com mais de 14 anos de idade.
A fisiologista diz que já é consenso na classe médica que quanto maior a atividade física regular aeróbia (caminhar, andar de bicicleta, nadar, por exemplo) menor é o índice de doenças cardiovasculares.
“Os benefícios serão maiores se a pessoa fizer cerca de 30 minutos de atividade aeróbia três vezes por semana - de preferência, intercalando um dia de exercício com um de descanso”.

Alerta

Estudo apresentado durante o 11º Congresso Paulista de Pediatria chama a atenção para uma possível associação entre o uso de anti-retrovirais para prevenir a transmissão de HIV da gestante ao seu bebê e um aumento no risco de hemangioma (lesão congênita benigna dos vasos sangüíneos).
Realizada por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, o trabalho teve como objetivo observar “o possível efeito adverso do uso das drogas anti-retrovirais materna em suas crianças”. A necessidade do uso da droga nesse caso, como os próprios autores destacaram, é inquestionável atualmente e visa a garantir tanto a sobrevivência da mãe como o desenvolvimento do bebê, impedindo a contaminação deste por HIV.
Foram analisadas retrospectivamente 56 crianças que apresentaram hemangioma cutâneo, plano ou cavernoso desde o nascimento. Em todos os casos, as mães eram soropositivas para o HIV e fizeram uso de drogas anti-retrovirais durante a gestação.
A pesquisa completa está disponível no site http://www.meetingeventos.com.br/site/inicio.asp?action=CTL&congresso=xipedsp.

 

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