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APAGÃO
Paranaenses coordenam cruzada em aeroportos do Estado

Oposição busca 1 milhão
de assinaturas por CPI

Depois que os parlamentares governistas conseguiram engavetar a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo, os deputados da oposição se mobilizaram e organizaram um mutirão para recolher 1 milhão de assinaturas em todo o País e poder dar seqüência às investigações.
Desde segunda-feira um grande abaixo-assinado circula nos aeroportos e pontos centrais das principais cidades do País para recolher assinaturas.
No aeroporto Afonso Penna, em São José dos Pinhais, era possível encontrar representantes dos deputados federais Eduardo Sciarra (DEM), Abelardo Lupion (DEM) e Gustavo Fruet (PSDB). Eles já conseguiram angariar mais de 3 mil assinaturas em dois dias. “Todos estão vendo o caos que os aeroportos têm se tornado devido à má gestão do governo. Se os governistas não deixam as investigações prosseguirem, agora é o povo quem está exigindo”, afirmou Eduardo Sciara.
A intenção é continuar recolhendo assinaturas até sexta-feira em todos os grandes aeroportos do Brasil.
CRÉDITO
A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização vota hoje requerimento do deputado democrata Eduardo Sciarra, que convida o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo (PT), e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para prestar esclarecimentos sobre a constitucionalidade das medidas provisórias que versam sobre créditos extraordinários.
A constante edição de medidas provisórias para a abertura de créditos extraordinários para órgãos públicos vem sendo questionada por vários parlamentares. Segundo eles, os pedidos de créditos deveriam ser solicitados por decreto do Poder Executivo - como ocorria até 1994 - desde que atendidos os pressupostos de imprevisibilidade e urgência, e não por meio de MP. Com isso, os trabalhos do Legislativo ganhariam maior velocidade, já que as medidas provisórias que tratam de créditos extraordinários também trancam a pauta dos trabalhos tanto do Senado quanto da Câmara dos Deputados.

MAIS UMA
Duílio pede criação da RM de Toledo

A criação de regiões metropolitanas virou uma disputa política na Assembléia Legislativa. Semana passada, logo após ter rejeitada a sua proposta para criar a Região Metropolitana de Cascavel, o deputado Edgar Bueno (PDT) teve aprovada uma indicação, enviada ao governador Roberto Requião, para a criação da Região Metropolitana de Cascavel.
Ontem o deputado Juilio Genari (PP) protocolou outra indicação, desta vez pedindo ao governo a criação da Região Metropolitana de Toledo, composta por 12 municípios, muitos deles que seriam abrangidos no projeto anterior, da Região Metropolitana de Cascavel, incluindo Toledo.
Os municípios que constituiriam a Região Metropolitana de Toledo são: Assis Chateaubriand, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Mercedes, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Quatro Pontes, São Pedro do Iguaçu, São José das Palmeiras, Toledo e Tupãssi.
O deputado Duílio justifica que, “são aproximadamente 254 mil pessoas que têm a expectativa de ver concretizada a integração, ampliando as alternativas para o desenvolvimento e crescimento organizado dos municípios envolvidos, com a participação da sociedade civil organizada”.
Enquanto isso o governo do Estado permanece em silêncio a respeito do assunto. Como já nomeou a advogada Inês de Paula para coordenação da região metropolitana de Cascavel, possivelmente será criada apenas uma região, conforme o projeto original, abrangendo todos os municípios da região oeste.


PAUTA TRANCADA
Câmara adia discussão sobre salários

A Câmara dos Deputados adiou a votação do aumento salarial dos parlamentares. A decisão foi tomada depois que um parecer da secretaria-geral da Câmara informou que o reajuste só pode ser votado depois que a pauta de votações do plenário for destrancada.
Onze medidas provisórias, sendo sete sobre o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) do governo federal, e um projeto de lei trancam a pauta. Ou seja, nada mais pode ser votado antes dessas matérias.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reuniu os líderes dos partidos em sua residência oficial na noite de segunda para discutir o assunto. Avisados pela secretaria-geral que o aumento salarial não poderia passar na frente na pauta trancada, os líderes e Chinaglia adiaram a reunião que teriam ontem para debater o mesmo tema. Agora terão que esperar as votações serem concluídas para colocarem o aumento salarial no plenário. E, por enquanto, não há previsão de que isso ocorra. A secretaria-geral da Câmara argumentou aos líderes nesta reunião na casa de Chinaglia que o projeto sobre aumento salarial trata-se de norma legal e não matéria administrativa e que, por isso, teria que ficar na fila, à espera da fila de votação.
O assunto voltou a ser discutido semana passada depois que a Comissão de Tributação e Finanças aprovou um aumento de 26,49% no salário dos parlamentares, de ministros e do vice e do presidente da República. No caso dos deputados, por exemplo, os salários subiriam de R$ 12.847 para R$ 16.500.
Chinaglia até cogitou votar o reajuste essa semana no plenário depois de ouvir os líderes. Entretanto, o presidente da Câmara disse que o percentual aprovado pela comissão não seria, necessariamente, levado a plenário. O índice dependeria da negociação com os líderes. Agora, depois do parecer da secretaria-geral, o assunto deve ser deixado de lado por algumas semanas.

SESSÃO
Anteprojeto deve ressuscitar debate sobre utilização do espaço

Câmara discute polêmica
sobre os camelôs na praça

A Câmara de Vereadores de Cascavel deve ser palco de intensa discussão na tarde de hoje, na abertura de mais um período de sessões ordinárias. O pivô da polêmica é o Anteprojeto 361/2006, que desafeta parte da Praça Wilson Joffre e a doa para a Associação dos Vendedores Ambulantes para a montagem de 40 barracas.
De um lado está o grupo de camelôs que espera desde o ano passado a aprovação do projeto, como parte de uma promessa feita pelo prefeito Lísias Tomé. A matéria já foi barrada em outubro de 2006 e, na época, houve a promessa de que seria escolhida uma nova área para abrigar o camelódromo.
Do outro estão os empresários, liderados por entidades como Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), Amic (Associação das Micros e Pequenas Empresas de Cascavel) e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), que não querem a utilização da Praça Wilson Joffre para finalidade comercial. Eles alegam também que os ambulantes não recolhem impostos sobre os produtos vendidos e isso se caracterizaria concorrência desleal.
No meio da disputa estão os vereadores, responsáveis por votar o projeto. E há uma divisão de opiniões, embora ninguém assuma uma posição abertamente às vésperas da discussão. Os vereadores Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), Leonardo Mion (PPS), Aderbal de Mello (PT) e Fernando Dias Lima (sem partido) estavam em Brasília ontem e chegam hoje a Cascavel. Os demais parlamentares ainda estão analisando a proposta.
O peso da votação deve ficar por conta da base governista, que contará com oito votos e, conseqüentemente, aprovar a desafetação e doação do espaço por um período de dez anos. O local que abrigaria as barracas fica na Rua Castro Alves, ocupando uma extensão de 80 metros.


EM CASCAVEL
PPS confirma visita de Freire

O presidente da Comissão Provisória do PPS, em Cascavel, vereador Juarez Berté, confirmou ontem que o presidente nacional do partido, Roberto Freire, estará em Cascavel a partir das 10h de sábado. No dia anterior ele visitará Londrina, Maringá e Campo Mourão e, sábado, além de Cascavel, também estará em Foz do Iguaçu, a partir das 16h.
A passagem de Freire pelo Município será marcada pelo ato simbólico de posse do novo presidente da Comissão Provisória. “O partido já homologou o meu nome, mas deveremos fazer um ato simbólico aproveitando a visita do presidente nacional”, disse Berté, que ainda não fechou a lista com os 19 nomes que irão compor o grupo.
Definidos, por enquanto, apenas o secretário-geral, Rafael Brugnerotto, e o tesoureiro, Maurílio Tozzi. “Temos vários nomes e até a próxima semana encaminharemos ao diretório estadual para que seja registrado na Justiça Eleitoral”.
Berté confirmou que aguarda o convite feito ao vereador Fernando “Bacana” Dias Lima para que ele retorne ao partido. “Oficializamos o convite e agora esperamos que ele responda positivamente. O Bacana tem uma identificação com a sigla, acredito que ele poderá voltar”.
O presidente da comissão provisória disse ainda que não deve haver novas filiações sábado, durante a visita de Roberto Freire. “Assim que terminarmos a montagem da comissão iniciaremos o projeto de fortalecimento do partido, com novas filiações, visando formar uma chapa forte para as eleições do próximo ano”.
Berté lembrou que Cascavel é uma das cidades consideradas prioridades pelo PPS estadual e que o partido terá um candidato à sucessão de Lísias Tomé. O próprio Berté já colocou o seu nome à disposição para concorrer.

Na Argentina
O deputado estadual Edgar Bueno (PDT) viajou ontem para Foz do Iguaçu e de lá segue para Rosário, na Argentina, onde participa da missão empresarial técnica dos setores agroindustrial e de logística, que se realizará naquele país até sábado, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. Presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Assembléia Legislativa, Edgar participará de painéis que mostrarão as possibilidades de negócios com empresas paranaenses e nacionais. “A missão terá a possibilidade de entender melhor as perspectivas da hidrovia do Mercosul [Paraná-Prata /Paraná-Tietê], por meio da transposição da barragem de Itaipu”, disse o deputado Edgar Bueno. O parlamentar aproveitará para expor no encontro as potencialidades e oportunidades que o Paraná oferece aos investidores estrangeiros

 

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