Principal > Internacional

IMPASSE – Reino unido pressiona pela libertação de fuzileiros

Irã rejeita sanções e
mantém prisioneiros

O Irã rejeitou a resolução aprovada sábado pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que impôs um embargo de armas e sanções financeiras contra Teerã por sua insistência em manter o programa nuclear do país. A tensão com o país persa se elevou ontem também pela continuidade do impasse com o Reino Unido devido à detenção de 15 marinheiros britânicos por Teerã.
A TV estatal iraniana afirmou ontem que o Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador do Reino Unido para protestar contra o que classificou de "entrada ilegal" de marinheiros britânicos nas águas do país.
Ontem, foi a vez de diplomatas britânicos convocarem, em Londres, o embaixador iraniano no Reino Unido para exigir a imediata libertação dos detidos, que segundo o governo britânico estavam patrulhando a costa do Iraque no momento da prisão.
O embaixador britânico, Geoffrey Adams, foi chamado para que Irã "proteste contra a entrada ilegal dos marinheiros britânicos nas águas iranianas". O anúncio não forneceu outros detalhes sobre o encontro.
O confronto do país com a comunidade internacional é redobrado pela rejeição de Teerã da resolução aprovada ontem por unanimidade pelos 15 países que compõe atualmente o CS da ONU. Apesar das sanções, as potências renovaram ontem o convite para novas negociações, ao lado de um pacote de incentivos econômicos e tecnológicos, caso o Irã decida acatar a decisão do conselho e interromper seu programa nuclear.
Resolução
A resolução 1.747 adotada ontem vai além da esfera nuclear e bane também as exportações iranianas de armas convencionais, além de congelar bens de 28 indivíduos e entidades iranianas no exterior, incluindo o Banco Sepah do Irã e os comandantes da Guarda Revolucionária do país.
Alguns dos afetados são acusados de envolvimento em apoio de movimentos militares no exterior. A resolução de ontem afeta a economia iraniana, mas deixa intocada a indústria do petróleo do país - entre as cinco maiores do mundo.


PREOCUPAÇÃO
Conflito mata 100 no Congo

Mais de 100 pessoas foram mortas em dois dias de combates pesados em Kinshasa, capital do Congo, disseram ontem autoridades hospitalares, enquanto diplomatas manifestavam temores em relação à democracia no país.
Forças do governo restauraram a ordem na capital da República Democrática do Congo depois de expulsar combatentes leais ao candidato presidencial derrotado Jean-Pierre Bemba, que refugiou-se na embaixada da África do Sul.
"Temos mais de 90 corpos. Estão chegando a noite inteira", disse uma autoridade do necrotério do Hospital Mama Yemo, enquanto soldados traziam mais dois. "Muitos não estão identificados. Estamos em processo de identificação."
Os conflitos são o primeiro surto de violência na capital desde a disputa presidencial, em outubro, que Bemba perdeu para o presidente Joseph Kabila. A eleição deveria ter mudado o cenário da guerra que durou de 1998 a 2003 e matou quase 4 milhões de pessoas, principalmente de fome e em conseqüência de doenças. Mas, ao contrário, deixou uma herança de amargura depois que Bemba alegou fraude.

DESTRUIÇÃO
Terremoto mata um
e fere 170 no Japão

Um poderoso terremoto atingiu o Japão ontem, matando ao menos uma pessoa e deixando 170 feridos em meio a grandes danos à infra-estrutura local. O terremoto, de magnitude 6,9 na escala Richter, atingiu o país às 9h45 (21h45 de sábado em Brasília) e gerou a emissão de um alerta contra tsunamis.
Apesar do susto, as ondas que atingiram a costa japonesa 36 minutos depois do terremoto foram pequenas - de cerca de 10 cm -, segundo a Agência Meteorológica do Japão. O alerta contra tsunamis foi suspenso cerca de uma hora depois.
Um tremor maior, de magnitude preliminarmente estimada e 5,3 graus na escala Richter, atingiu o Japão às 18h14 (6h14 de Brasília), mas não houve alerta de tsunami.
O terremoto de ontem pela manhã derrubou prédios, gerou deslizamentos, cortou a energia, interferiu com as linhas de telefone e tornou caótico o sistema de transporte público do país. Ao menos uma pessoa morreu e outras 170 ficaram feridas ao longo da costa do Mar do Japão

Palestina
O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, e a secretária de Estados dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, discutiram ontem formas de envolverem países árabes moderados nos esforços de paz israelo-palestinos, segundo assistentes de Abbas.
A proposta de paz voltada para os árabes ainda está em seus estágios iniciais, mas inclui a idéia de apontar um comitê especial para a questão na Cúpula Árabe da Arábia Saudita, que será realizada na próxima semana.
O grupo, que poderia ser presidido pela Arábia Saudita, lideraria esforços para reavivar uma iniciativa de paz árabe de 2002 que pede a retirada israelense de todas as áreas ocupadas pela guerra de 1967, incluindo a Cisjordânia, Gaza e a parte leste de Jerusalém, em troca do reconhecimento árabe a Israel.

Partido único
O novo partido único do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu início no fim de semana a suas atividades sob o nome provisório de PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela). A nova agremiação de esquerda obteve o juramento de 2 mil pessoas responsáveis por sua difusão, denominadas "propulsores". De acordo com o cronograma oficial estabelecido por Chávez, o partido único só será oficialmente fundado no dia 2 de dezembro.
"São quadros de diferentes setores: jovens, donas-de-casa, mulheres, trabalhadores, idosos, militares aposentados, atletas que se converterão em propulsores do Partido Socialista Unido", disse o deputado governista Francisco Torrealba, um dos que fariam o juramento ontem à tarde ao presidente Chávez.

 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

Na sua opinião, a renovação das cadeiras no Legislativo de Cascavel foi para:

Melhor
Pior
Ficou igual


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.