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SALÁRIOS
Folha do funcionalismo chegou a R$ 100 milhões em 2006

TCE faz segundo alerta
sobre limite de gastos

A Prefeitura de Cascavel recebeu o segundo alerta do TCE (Tribunal de Contas do Estado) sobre os gastos com a folha de pagamento. O limite permitido em lei é o comprometimento de até 54% da receita corrente líquida do Município com salários. Em 2004 os gastos com a folha foram de 40,55%, em 2005 de 43,47% (incluindo os 171 cargos comissionados e os 416 estagiários) e chegou a 51,85% (inclusive 204 cargos de confiança e 378 estagiários) ano passado.
Como o orçamento de 2006 fechou em R$ 195 milhões, a prefeitura gastou R$ 101 milhões com a folha no ano. De acordo com a assessoria de imprensa do TCE, o primeiro alerta é dado quando o município atinge 48,3% da receita e o segundo quando ultrapassa os 51,3%, índices previstos nos artigos 21 e 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Além disso, o Município tem outro fator a ser relevado: o funcionalismo reivindica 5,5% de reajuste salarial este ano já a partir de abril. Caso esse percentual seja aprovado, os gastos com a folha podem chegar a 57,35%.
São várias as conseqüências ao Município em caso de estouro no limite de gastos, entre elas algumas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, como a perda da certidão negativa do Tribunal de Contas, que demanda uma série de outros problemas, como a impossibilidade de efetivação de convênios e a perda da capacidade de endividamento.
Além disso, o Município passa a ser obrigado a, dentro do trimestre seguinte, enxugar a folha de pagamento para se readequar ao índice. O primeiro corte a ser feito é nos cargos comissionados e se não resolver a questão precisa exonerar cargos efetivos. Neste caso a prefeitura terá que fazer um estudo e verificar os cargos que estaria disposta a extinguir, já que ficará impossibilitada de recontratar os cargos escolhidos pelos próximos dois anos.
De acordo com o diretor da Secretaria de Finanças, Jovane Borges, a administração municipal já adotou algumas medidas para que seja diminuído esse índice, como a demissão de alguns cargos de confiança e cortes de até 10% nos salários de gerentes, diretores e secretários municipais.
Os secretários de Finanças e o de Administração, Cláudio Stábile e Luiz Lima, foram procurados pela reportagem do Hoje, mas não quiseram dar mais detalhes sobre o assunto.

FISCALIZAÇÃO
Procon coleta combustível
para análise de qualidade

O Procon de Cascavel recolheu ontem amostras de combustível em oito postos da cidade para avaliar a qualidade do produto. A verificação, afirmou o fiscal Admilson Naitzki, foi iniciada segunda-feira de manhã, quando dois estabelecimentos foram visitados. “Entre os postos verificados um foi autuado por falta de informações ao consumidor”, informou.
Na avaliação do fiscal, até o fim desta semana os mais de 60 postos existentes na cidade serão vistoriados. “As amostras que coletarmos serão enviadas para a UFPR [Universidade Federal do Paraná]. Os resultados devem sair em 30 dias”, calcula.
Dentre as atividades previstas pelo Procon, Admilson informou que estão a vistoria a restaurantes, motivo de reunião segunda-feira, e a fiscalização de bares e similares para verificação da Lei Seca.

10ª REGIONAL
Tomazetto assume e diz
que priorizará o diálogo

Após tomar posse oficialmente na Secretaria Estadual de Saúde, segunda-feira, em Curitiba, ontem Marcos Tomazetto reassumiu a direção da 10ª Regional de Saúde em substituição a Jorge Trannin, que pediu exoneração há cerca de duas semanas. Pela manhã, Tomazetto conheceu os departamentos da Regional e se reuniu com a direção para mapear por setores a atual situação dos 25 municípios que a instituição abrange.
O novo diretor observou que sua prioridade será o diálogo, que considera ter ficado de lado na administração anterior. “A Regional fugiu um pouco do perfil para o qual foi instalada. Ela é uma instância intermediária entre a Secretaria Estadual de Saúde e a nossa região, é por isso que ela existe. Acredito que o diálogo seja muito importante e precisa haver esse resgate, haja vista que muitos leitos foram fechados em Cascavel, os prestadores que não se afastaram estão se afastando do sistema, enfim, a prioridade é resgatar o diálogo para restabelecer o fluxo, os leitos”.
À tarde Marcos Tomazetto esteve no MP (Ministério Público) conversando com o promotor Ângelo Ferreira sobre as ações propostas por ele quanto às melhorias na rede de atendimento à saúde em Cascavel, entre elas a abertura dos 17 leitos psiquiátricos do HU (Hospital Universitário) que atenderão crianças e adolescentes drogaditos. O local está pronto, aguardando apenas a definição do fluxo de pacientes que serão atendidos no local. O funcionamento já foi definido pelo Departamento de Saúde Mental do Estado, juntamente com a Divisão de Saúde Mental da Prefeitura de Cascavel e enviado ao juiz da Vara da Infância e Juventude, Sérgio Kreuz.
O novo diretor concede entrevista coletiva hoje à imprensa, às 10h30, na 10ª Regional de Saúde.

BOMBEIROS
OAB também recomenda o fim do pagamento

Domaneschi: serviços
serão afetados sem a taxa

A suspensão da cobrança da Taxa de Sinistro - antiga Taxa de Combate à Incêndio -, feita vem junto com o carnê do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), pode afetar os serviços do Corpo dos Bombeiros e do Siate em Cascavel. O alerta é do comandante da corporação no Município, tenente-coronel Geraldo Domaneschi.
Segundo ele, com o dinheiro repassado pela prefeitura - cerca de R$ 1,3 milhão por ano - é paga boa parte da alimentação dos bombeiros e dos profissionais do Siate e adquiridos material de expediente, combustível para as viaturas e equipamentos, e até viaturas. Sem esses recursos, observa o tenente-coronel, a tendência é de que a qualidade dos serviços caia gradativamente.
A legalidade da cobrança da taxa está sendo discutida na Câmara de Vereadores de Cascavel. Semana passada a Justiça concedeu liminar a três contribuintes liberando-os do pagamento. O juiz Rosaldo Pacagnan considerou a cobrança inconstitucional, já que o serviço de combate a incêndio é prestado pelo Corpo de Bombeiros, de responsabilidade do governo do Estado.
O vereador Otto dos Reis (PFL) tenta derrubar a lei que deu origem à cobrança e ontem recebeu a manifestação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que, em ofício endereçado à Câmara, sugere que seja revogada a lei. Otto deu início também à mobilização junto às entidades empresariais para conseguir apoio ao fim da taxa.
O tenente-coronel disse que em Minas Gerais o STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou a cobrança e no Paraná já existem quatro pareceres favoráveis.
Domaneschi explica que o gestor dos recursos é a própria administração municipal, que segue o plano de aplicação elaborado pelos bombeiros.

Investimentos

O comandante do Corpo de Bombeiros de Cascavel, tenente-coronel Geraldo Domaneschi, disse que está sendo comprado R$ 400 mil em equipamentos para o Siate, como desfibrilador, coletes e macas. Está sendo ampliado o quartel do Corpo de Bombeiros, que terá instalações melhores para os profissionais. “Nessa obra será investido R$ 1,369 milhão, em aproximadamente 2,7 mil m²”.
Para este ano a previsão é de que seja arrecadado R$ 1,398 milhão com a taxa, sendo que 80% será destinado ao Corpo de Bombeiros e 20% para a Defesa Civil. O valor mínimo do imposto é de R$ 8,28 para residências de até 70 m². Há uma escala fixa de valores para residências de até 400 m², que chega a R$ 82,89, aumentando uma UFM (Unidade Fiscal Municipal), que é de R$ 20,71, a cada 100 m².

ESMERALDA
O assessor de Assuntos Comunitários, Paulo Porto, teve uma conversa informal com o promotor Ângelo Mazuch Ferreira no fim da tarde de ontem, sobre a situação irregular de sete famílias que estão morando em uma área verde, no Bairro Esmeralda, local repleto de nascentes. O promotor solicitou que a prefeitura envie um ofício explicando a situação, para que o Ministério Público tome as medidas necessárias cabíveis, inclusive ordenando que o dono da área faça a reintegração de posse do local. “Vou providenciar esse documento com a Procuradoria Jurídica, seguindo o tramite legal da situação”, disse Paulo Porto.

NÚCLEO INDUSTRIAL
Reparos prometidos pela prefeitura não foram feitos

Empresários reclamam da
falta de sinalização na 467

As obras que estão sendo realizadas na PRT-467 tiram o sossego dos empresários do Núcleo Industrial Charles Padovani, em Cascavel. A entrada para o núcleo, logo após o trevo de acesso à rodovia - na saída da Rua Jorge Lacerda -, foi bloqueada devido às obras e no local foi afixada uma placa indicando que o trânsito está interditado. “O problema é que essa sempre foi a entrada para as empresas, eles fecharam e não nos avisaram, causando problemas aos funcionários e clientes”, disse Celso Luiz Muller, da Certa Pré-Moldados.
Conforme ele, mesmo que tenha sido aberta uma nova entrada, a cerca de 150 metros da antiga, os responsáveis pela obra deveriam ter afixado placa informativa sobre a mudança, para que não haja confusões e evitar acidentes, já que no local existem homens trabalhando. “Quem não conhece o local fica perdido, e isso é ruim para as empresas do parque industrial”, falou Celso.
A gerente da empresa Lixo Limão, Viviane Ferreira Lauxen, disse que, além do complicador da entrada do parque, a saída ficou mais longa, já que o acesso ao retorno pela rodovia está a cerca de mil metros do fim do parque. “Poderiam ter nos avisado sobre as mudanças, porque chegamos para trabalhar e nos deparamos com uma nova entrada, sem sinalização”.
De acordo com o gerente de Obras do DER (Departamento de Estradas e Rodagem), Mário Farraco, nunca existiu placa de acesso ao núcleo e para que isso fosse feito os próprios empresários teriam que viabilizar a placa, já que o acesso é para um local particular. “Eles teriam que solicitar ao DER o modelo da placa e mandar confeccionar, mas é de responsabilidade dos empresários”.
Ele lembrou que foi construído um novo acesso ao local, para viabilizar a entrada ao núcleo.

Nada de melhorias

A reportagem do Hoje esteve no Núcleo em janeiro, quando os empresários reclamaram da infra-estrutura do parque industrial. Depois de quase 60 dias, a única melhoria feita pela equipe da prefeitura foi a roçada do matagal, segundo a gerente da empresa Lixo Limão, Viviane Ferreira Lauxen. “As ruas estão ainda piores, cheias de buracos, situação ruim para o núcleo”.
Conforme Viviane, foi realizada há cerca de 15 dias uma reunião com os empresários e foi constatado que nenhum representante da prefeitura procurou o local para verificar quais melhorias seriam necessárias. “Uma das empresárias disse que vai abordar o prefeito [Lísias Tomé] pessoalmente na tentativa de fazerem algo por nós”.
Eles aguardam ainda o patrolamento das ruas. O asfalto, uma reivindicação antiga dos empresários, está pouco provável de sair do papel. Viviane disse que, além de ser ruim para os funcionários, os buracos entortam as cargas e os caminhões quebram as pontas de eixo, dando prejuízo para as empresas que necessitam escoar a produção.
Há ainda outros problemas no local, entre eles falta de iluminação pública adequada.

BOX
Outro lado
Moacir Vozniak, secretário de Indústria, Comércio e Turismo e presidente da Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel), disse que foi feita a roçada completa no parque no início do ano e que as ruas não foram patroladas porque os maquinários destinados à Codevel para melhorar a infra-estrutura dos parques ainda não foram consertados.
Ele explicou que a Câmara Municipal deve passar nos próximos dias um anteprojeto de lei para que todos os parques industriais tenham um condomínio ou uma associação que atuará como representante dos empresários locais. “Com isso terão alguém para pedir por eles, além de resolverem por conta própria os pequenos problemas”.

14ª Fecom
A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) já comercializou 70% dos espaços disponibilizados para a 14ª Fecom (Feira do Comércio de Cascavel), que será realizada de 11 a 15 de abril, no Centro de Convenções e Eventos do Município. Neste ano a entidade disponibilizou 151 estandes. Os interessados podem entrar em contado com a entidade pelo telefone (45) 3225-9777 e e-mail gerencia@cdlcascavel.com.br.

VIDA POR VIDAS
Campanha
estimula a
doação
de sangue

A campanha de doação de sangue Vida por Vidas, organizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, foi oficialmente lançada ontem em Cascavel. Os coordenadores do projeto, professora Lindalva Accacio, o pastor Otoniel Ferreira e o líder comunitário Alécio Espínola, procuraram o presidente da Câmara de Vereadores, Julio Cesar Leme da Silva, para garantir apoio à campanha.
Desenvolvido no Brasil e em países da América do Sul, o projeto entra este ano na terceira edição. Em Cascavel, a campanha está no segundo ano e buscará, até a Páscoa, doadores de sangue para o Hemocentro do Hospital Universitário.
A meta para 2007, segundo Lindalva, é alcançar 3 mil cadastros, superando os 2 mil registrados ano passado.

SEGURANÇA
Sindicato acompanha a elaboração do regimento interno

Sismuvel quer inclusão de
insalubridade a guardas

O presidente do Sismuvel (Sindicato dos Servidores Municipais de Cascavel), Noraci Nonato, convocará na próxima semana uma reunião com os 372 guardas municipais para apresentar um projeto da classe prevendo, além do salário-base, mais 30% de insalubridade para os guardas. “Em outros municípios que existe a guarda já está sendo pago esse direito, por isso, a partir de agora que a Guarda Patrimonial foi instituída, vamos lutar por ele”.
Noraci disse que a Guarda atua muitas vezes em conjunto com a Polícia Militar, mas sem armas, já que não é permitido aos guardas patrimoniais que têm o dever de zelar pelo patrimônio público, e isso é um trabalho de risco. “Se for preciso, vamos solicitar um perito do Ministério Público do Trabalho para dar o parecer sobre o benefício”.
Conforme ele, o sindicato também está auxiliando a estruturação do Regimento Interno da Guarda Patrimonial, que está sendo elaborado pela Secretaria de Segurança Pública, que delimita os direitos e deveres dos guardas. “Estamos vigilantes com o regimento, para que não haja desvio de funções e que as tarefas delimitadas estejam dentro da lei”. Eles também reivindicarão que todos os guardas trabalhem uniformizados.


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Educação
Uma iniciativa da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara de Cascavel traz à tona o debate acerca do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) dos professores da rede municipal. Ontem houve a primeira reunião para analisar a Lei 4.212/2006, que dispõe sobre a reestruturação do PCCS e valoriza os professores da rede pública. O objetivo é reestruturar um novo anteprojeto de lei para ser votado.
A proposta é realizar todas as terças-feiras encontros para discutir o assunto.

 

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