SÁBADO
Carreata da Democracia
marca eleições em Cascavel
Sábado, em Cascavel, a partir das 9h, haverá um grande
movimento em prol do civismo, denominado Carreata da Democracia. A concentração
será no cruzamento da Avenida Tancredo Neves com a Rua Cuiabá.
A carreata percorrerá as principais ruas da cidade.
A expectativa é reunir um grande número de simpatizantes
que compartilham o mesmo sentimento de indignação com o
atual contexto político nacional e clamam por mudanças.
O movimento será organizado pela coordenação de campanha
do candidato a deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB). A mobilização
é extensiva a todos os cidadãos cascavelenses.
PESQUISA
Um levantamento feito pelo site Congresso em Foco e pelo Diap (Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar) indicou que os tucanos paranaenses
favoritos à Câmara são os deputados federais Gustavo
Fruet, Affonso Camargo, Luiz Carlos Hauly e o presidente licenciado da
Avipar (Associação das Indústrias Avícolas
do Paraná), Alfredo Kaefer.
As entidades divulgaram um quadro de tendências sobre a próxima
composição da Câmara Federal para todos os estados
brasileiros. O resultado da pesquisa no Paraná segue tendência
de estudos nacionais que indicam que petistas e peemedebistas continuarão
com as maiores bancadas na Câmara.
Para ver a pesquisa completa acesse o site www.congressoemfoco.com.br.
NA ACIC
Paranhos diz
que vai lutar
por aeroporto
O candidato do PMDB à Assembléia Legislativa do Estado
Leonaldo Paranhos disse ontem na Acic (Associação Comercial
e Industrial de Cascavel) que lutará pelo novo aeroporto regional,
independente de quem seja o próximo governador do Estado. “As
pesquisas indicam que o [Roberto] Requião vence e tenho, devido
ao meu histórico de lealdade e de trabalho com ele, como reivindicar
essa obra que é estratégica para a região”,
afirmou.
Paranhos encerrou a série de sabatinas do Movimento Por Mais Representatividade
Política, iniciadas em 18 de julho. Os encontros ouviram os candidatos
a deputado estadual e federal lançados por Cascavel.
Paranhos considera importante reunir o maior número de informações
possíveis para mostrar a viabilidade do aeroporto, porque se trata
de uma obra cara e que precisa ser justificada com números, observou.
“Os parlamentares, em conjunto com a comunidade, precisam buscar
alternativas e sou parceiro nessa discussão”.
ELEIÇÕES
Cascavel terá 14 pontos de transmissão de dados
Contagem de votos deve
terminar em três horas
Com o objetivo de agilizar a transmissão dos resultados no dia
da eleição, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) mudou o
sistema de totalização dos votos. De acordo com Ione Reis,
chefe da Central de Atendimento do Fórum Eleitoral, foram criados
14 pólos de transmissão dos dados - 12 em Cascavel, um em
Lindoeste e um em Santa Tereza -, que através de um computador
repassarão os números diretamente à central do TRE
em Cascavel.
“Esperamos que com esse novo sistema a votação seja
encerrada em no máximo três horas”, explicou Ione.
O procedimento também está sendo adotado em alguns outros
municípios com grande número de eleitores, entre eles Maringá
e Foz do Iguaçu. Antes, cada chefe da seção de Cascavel
levava os dados à Associação Atlética Comercial,
onde era feita a totalização.
Ione explica que cada pólo terá uma equipe e a transmissão
será acompanhada no Fórum Eleitoral.
Em Cascavel estarão trabalhando cerca de 2,7 mil pessoas, além
dos juízes eleitorais, promotores e funcionários do Fórum
Eleitoral. A votação será feita em 600 urnas, com
cinco mesários por seção, que funcionarão
das 8h às 17h, em diversos pontos.
ELEIÇÃO
No dia da eleição, domingo, o eleitor deve comparecer ao
seu local de votação munido do título de eleitor,
acompanhado de um documento com foto. Quem extraviou o título de
eleitor poderá votar apresentando um documento com foto. A seqüência
de votação será a seguinte: deputado federal (quatro
dígitos), deputado estadual (cinco dígitos), senador (três
dígitos), governador (dois dígitos) e presidente (dois dígitos).
Os pólos de transmissão de votos serão:
Unioeste
Caic (Santa Cruz)
Colégio Castelo Branco
Colégio Marista
Escola Dulce Siqueira Andrade (Clarito)
Colégio Alfa (São Cristóvão)
Colégio Jardim Nova Itália (Jardim Veneza)
Escola José Henrique Teixeira (Morumbi)
Escola José Bonifácio (Rio do Salto)
Colégio Otávio Tozo (Centralito)
Escola José Silvério e Oliveira (São João
do Oeste)
Fórum Eleitoral
Municípios de Lindoeste e Santa Tereza do Oeste
ELEIÇÕES 2006 – Candidatos evitam confrontos diretos
Assuntos mais polêmicos não
foram explorados no debate
O último debate entre os candidatos a governador do Paraná,
promovido ontem à noite pela Rede Paranaense de Televisão
(Rede Globo) e concluído na madrugada de hoje não teve o
esperado combate entre os principais concorrentes ao cargo. O governador
licenciado Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição,
foi provocado diversas vezes, principalmente pelos candidatos Rubens Bueno
(PPS), Osmar Dias (PDT) e Luiz Felipe Bergman (Psol), mas não houve
ataques diretos. As perguntas dirigidas de um candidato para outro foram
frágeis e a oposição parece ter perdido uma boa oportunidade
para subir nas pesquisas.
Apenas no penúltimo bloco, o senador Osmar Dias tentou um confronto
contra o Requião. Ele acusou o atual governo de anunciar como prontos
hospitais que ainda estão em obras ou sequer foram projetados e
citou como exemplo o Hospital de Telêmaco Borba. Osmar disse ainda
que o governo do Estado investe menos de 7% na saúde, quando a
lei determina um mínimo de 12% do orçamento anual.
Requião respondeu dizendo que “meu velho amigo senador Osmar
Dias não tem proposta e por isso parte para o ataque” e lembrou
que o senador foi secretário em sua gestão em duas oportunidades.
O candidato à reeleição se defendeu dizendo que a
Lei de Responsabilidade Fiscal obriga o bloqueio dos recursos quando uma
obra é anunciada e que “por isso os 24 hospitais estão
garantidos. Os que ainda não estão prontos têm recursos
assegurados”, disse.
Esse talvez tenha sido o momento mais quente do debate. Nas outras oportunidades
que teve para confrontar diretamente o seu principal oponente na eleição,
Osmar Dias preferiu dirigir a pergunta a outros candidatos. Rubens Bueno
também não fez nenhuma pergunta a Requião e se reportou
a outros adversários. Flávio Arns evitou polêmicas.
Os assuntos que dominam os discursos dos candidatos no período
eleitoral foram pouco explorados no debate de ontem. O esperado debate
sobre transgênicos, Porto de Paranaguá e o Caso Rasera, por
exemplo, foram deixados de lado. Apenas o candidato Luiz Felipe Bergman
(Psol), tentou colocar o governador licenciado na parede ao questionar
sobre a continuidade do pedágio e a proposta de construção
das vias paralelas. Poderia ganho pontos importantes na corrida eleitoral
se tivesse uma boa retórica.
Os candidatos também foram superficiais nas propostas e apenas
pincelaram alguns assuntos que pretendem colocar em prática em
caso de eleição. O tempo de dois minutos para cada resposta
e mais 45 segundos para réplica e tréplica não foi
o suficiente para esclarecer as idéias.
O próprio governador Roberto Requião não fez perguntas
diretas aos adversários e também não questionou Osmar
Dias. Ele “ofereceu oportunidades” aos candidatos para destacarem
suas propostas sobre assuntos previamente determinados pela emissora ou
sobre temas que ele próprio gostaria de acordar na seqüência.
Na conclusão, Osmar Dias disse que “não fiz agressões
e como candidato de oposição critiquei aquilo que vejo e
não concordo no Paraná”. Requião manteve o
seu estilo e disse que “não sou candidato dos bingos, das
multinacionais e dos transgênicos e reafirmo meu compromisso com
os pobres”. Rubens Bueno usou a deixa para alfinetar o governador.
“Estamos vendo o lobo vestindo a pele de cordeiro. Tome cuidado.
Nós temos que reafirmar o compromisso com os pobres e não
usar a miséria para fazer política. Os programas que nós
temos hoje é a perpetuação da miséria e da
pobreza”.
Se o debate servirá para mudar o rumo das eleições
no Estado, a resposta será conhecida no domingo.
RIGOR
Justiça orienta partidos sobre dia D
Juízes e promotores eleitorais de Cascavel se reuniram ontem no
Fórum Eleitoral com representantes de partidos políticos
para orientá-los sobre a forma que deverão atuar no dia
da eleição, conforme interpretação da lei
feita pelo grupo.
O juiz eleitoral Rosaldo Elias Pacagnan ressaltou que entre os principais
pontos está a proibição da utilização
de camisetas e aglomeração de pessoas nos locais de votação.
Segundo ele, fiscais da Justiça estarão atentos ao uso de
camisetas com algum tipo de indicativo de preferência de votos,
nome, número ou partido, e até mesmo a padronização
de camisetas ou bonés. “A lei não restringe que o
eleitor compareça na urna usando algo que identifique a sua preferência.
Ele poderá usar, por exemplo, um adesivo, desde que vote silenciosamente
e individualmente”.
Caso o eleitor, mesmo utilizando apenas o adesivo, se reúna com
mais pessoas, será considerado aglomeração.
O uso de camisetas somente será permitido para os fiscais de partidos.
Elas deverão estar identificadas apenas com sigla ou símbolo
do partido. Número, foto ou nome de candidato não serão
permitidos. Apenas um fiscal de cada partido poderá ficar em cada
seção.
A boca-de-urna é extremamente proibida e, no intuito de evitar
a propaganda irregular por meio de colagens em veículos, haverá
restrição de espaço para estacionamento nas proximidades
dos pontos de votação. Somente serão permitidas propagandas
nas adjacências dos colégios onde a publicidade tiver sido
colocada antes do dia da eleição, como em muros pintados
e placas.
A Justiça também promete fiscalizar rigorosamente o transporte
de eleitores. “Serão colocados olheiros em vários
pontos da cidade”, observa Pacagnan.
Os candidatos terão liberdade de percorrer os locais de votação,
desde que sozinhos.
Ação policial
Ontem pela manhã, os juízes e promotores, em conjunto com
as polícias Federal, Militar e Civil, definiram estratégias
para a atuação no dia das eleições.
Durante a madrugada de sábado para domingo os policiais estarão
atentos para o despejo de panfletos, santinhos e material com conteúdo
apócrifo.
Domingo policiais militares farão o policiamento nos locais de
votação, rondas em pontos diversos da cidade, além
de ficarem responsáveis pelo encaminhamento de pessoas acusadas
por pequenos delitos para o Fórum Estadual onde serão lavrados
termos circunstanciados.
Agentes da PF (Polícia Federal) circularão pelas ruas e
atuarão nos crimes considerados graves, como boca-de-urna. Nos
casos em que forem necessárias prisões por delitos não
eleitorais, os detidos serão encaminhados para a Polícia
Civil.
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