Em campanha
O candidato do PMN à Assembléia Legislativa Adelino Ribeiro
da Silva ficou surpreso com a receptividade que encontrou no fim de semana
em Maringá. Viajou para Cidade Canção para o encontro
de líderes do partido, mas chegando lá encontrou uma reunião
com mais de 250 pessoas que manifestaram apoio à sua candidatura.
Adelino também visitou partidários em Cambé, Apucarana,
Arapongas e Mandaguari, escoltado pelo coordenador regional do partido,
Pedro Silvério.
Saia justa I
Os vereadores ficaram entre a cruz e a espada, ontem, ao votarem o anteprojeto
do Executivo que concedia abono aos médicos, mas não estendia
o benefício aos demais servidores da saúde, presentes ao
plenário da Câmara. A justificativa de falta de orçamento
para ampliar o benefício foi o bastante para convencer o Legislativo
a votar a favor do projeto.
Saia justa II
Quando os vereadores aprovaram o anteprojeto na primeira votação,
os servidores começaram a deixar o plenário. Mas voltaram
quando, na segunda sessão, os parlamentares tentaram justificar
o voto. Teria sido melhor seguir a votação sem maiores comentários.
Instigado pelo rival de partido Aderbal de Mello, o vereador Nestor Dalmina
mudou o voto. Favorável na primeira votação, foi
contra na segunda e até apresentou emenda, que foi derrubada.
Se empolgou
Acusado de fazer discurso populista, aproveitando a presença dos
servidores públicos, o vereador Nestor Dalmina se empolgou. No
calor das discussões, disse que o contrato com a ANA (Associação
Nova Aliança) só é renovado porque existe um caixa
dois na entidade. O vereador Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), imediatamente
pediu provas sobre a acusação, considerada grave.
A favor
O presidente da Câmara, Juarez Berté (PPS), não escondeu
ontem que apoiaria uma emenda estendendo melhoramento salarial aos servidores
da Secretaria da Saúde, na mesma proporção do que
foi concedido aos médicos. Sobre o argumento de que não
existem recursos disponíveis, Berté observou que caberia
ao prefeito demonstrar sensibilidade e determinar os remanejamentos necessários.
A presidência só vota em caso de empate.
Caixa 2
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) determinou - em acórdão
- a reabertura do inquérito da Polícia Federal que apura
denúncias sobre o suposto uso de caixa dois na campanha do prefeito
Nedson Micheleti (PT) à reeleição em Londrina, em
2004. O advogado do PT, João dos Santos Gomes Filho, disse que
o partido recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a decisão,
o que segundo ele, suspende automaticamente os efeitos do acórdão.
Discórdia
O juiz da 41ª Zona Eleitoral, Welington Moura, tem entendimento diferente.
Ele afirmou que o recurso ao TSE não suspende a decisão
e que pretende encaminhar ainda esta semana o inquérito para a
Polícia Federal. “Não tem efeito suspensivo, o processo
agora deve ser encaminhado para a PF para a continuidade das investigações”,
declarou o juiz.
Se empolgou
Acusado de fazer discurso populista, aproveitando a presença dos
servidores públicos, o vereador Nestor Dalmina se empolgou. No
calor das discussões, disse que o contrato com a ANA (Associação
Nova Aliança) termina estrategicamente às vésperas
da eleição e que tem vereador que troca voto por cargo na
prefeitura. Só não declinou nomes e foi questionado por
seus pares e tornar público quem é o beneficiário.
*** A sessão extraordinária de ontem, na Câmara de
Cascavel, estava marcada para começar às 14h, mas teve início
apenas às 15h25. *** O contrato com a ANA termina no dia 30 de
setembro, quando será anunciado o fim do ciclo de renovação.
Coincidentemente, às vésperas da eleição.
*** O problema é que a prefeitura, enquanto não realizar
concurso público, depende da ANA para manter a contratação
de médicos e agentes de saúde. *** E para realizar concurso
público a tempo de efetuar a contratação antes do
término do contrato com a ANA será preciso um milagre.
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