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PSIQUIÁTRICOS
Ala está pronta, mas ainda não começou a atender

Definição sobre fluxo
de leitos deve sair hoje

Atendendo a um pedido do juiz da Vara da Infância e Juventude de Cascavel, Sérgio Kreuz, o Departamento de Saúde Mental da 10ª Regional de Saúde e a Divisão de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Cascavel definiram o fluxo de pacientes que utilizarão os 17 leitos psiquiátricos abertos no HU (Hospital Universitário) e entregaram o documento ontem ao magistrado.
A implantação da ala psiquiátrica foi objeto de ação civil pública impetrada em agosto pelo promotor de Justiça Ângelo Ferreira e tem o objetivo de atender crianças e adolescentes envolvidos com drogas e com problemas psiquiátricos.
O diretor do HU, Alberto Pompeu, observa que ainda não teve acesso ao documento, mas que deve se reunir ainda hoje com o juiz para obter informações sobre o assunto, já que a ala foi inaugurada dentro do prazo estabelecido pela Justiça e depende apenas da definição do fluxo para entrar em funcionamento.

PROCON
Fiscais do Procon e da Vigilância Sanitária de Cascavel se reuniram ontem à tarde para definir o cronograma de fiscalização de bares e restaurantes para a verificação do cumprimento das exigências para funcionamento de estabelecimentos previamente verificados. A reunião marcada para ontem de manhã que determinaria as metas do Procon para o período de 2007 a 2008 deverão ser marcadas, conforme o coordenador da entidade, Manoel dos Santos, para a próxima semana. Já a fiscalização dos postos de combustível foi transferida para hoje.

DISTÂNCIA
Sobrinha tenta
encontrar tia
há dois anos

A moradora de Palmares Paulista (SP) Nereide Batista está há dois anos à procura da tia Alzira Silvestre dos Santos Barbosa, que há 46 anos veio para Cascavel. Irmã de Ozilia Silvestre Batista, 71, Alzira se mudou de Catanduva (SP) para Cascavel com o marido, Joaquim dos Santos Barbosa, e com os cinco filhos.
Durante vários anos, a mãe de Nereide tentou contato com Ozilia por cartas, que nunca foram correspondidas. “A minha tia é a única da família que foi para Cascavel. Faz 20 anos que minha mãe tenta contato com ela. Agora resolvi pesquisar na internet e na lista telefônica. Liguei para pessoas com o mesmo sobrenome, até que encontrei uma pessoa com o nome idêntico em Cianorte, mas não era ela”.
Nos cálculos de Nereide, Alzira deve ter cerca de 75 anos.
Nereide pede para que as pessoas que tiverem notícias do paradeiro da tia ligarem para os números (17) 9622-3393 ou (17) 3587-1173.

VOLTA ÀS AULAS

Trote é substituído por atividades na Unioeste

Os calouros dos 17 cursos da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) do campus de Cascavel foram recebidos ontem pelos veteranos com diferentes atividades previstas na campanha Trote Solidário, organizada pelo DCE (Diretório Central dos Acadêmicos).
Os estudantes foram recepcionados com palestras, caminhadas pela universidade e até com a oportunidade de doar sangue.
O estudante do 5º ano de Informática Carlos Eduardo de Souza conta que quando entrou na universidade participou das brincadeiras. “O trote é legal. Ajuda na união entre os acadêmicos”, declara.
Mas o novato Adriano Pavan, 1º ano de Letras, estava receoso. “Se quero participar do trote? É como se você me perguntasse se quero levar uma injeção”, responde.
A estudante Vanessa Rossetto, 1º ano de Enfermagem, no entanto, elogiou a forma como o trote foi feito. “Achei legal, porque foi combinado antes, em sala de aula, o que queríamos fazer ou não”, conta.
RECEPÇÃO
Na FAG (Faculdade Assis Gurgacz) as aulas também começaram ontem, mas a recepção oficial dos calouros será amanhã. Ingressantes de todos os cursos serão reunidos para participar da atividade especial, planejada pelo Departamento de Marketing e pelo Núcleo de Atendimento ao Estudante. Na oportunidade, as faculdades lançarão o Trote Solidário.

BOX
Manifestação
Ontem também foi dia de manifestação dos professores da Unioeste. Às 8h30 profissionais ligados à Adunioeste (Sindicato Docente da Unioeste) alertaram os estudantes sobre o que chamam de “evasão de cérebros” do campus de Cascavel. Segundo o coordenador do sindicato, professor Luiz Fernando Reis, a falta de reajuste tem motivado os docentes com mestrado e doutorado a procurarem instituições que ofereçam melhores salários, inclusive fora do Estado.
“As universidades estaduais e federais paulistas oferecem 25% a mais que as nossas, dão mais condições de trabalho e uma melhor estrutura”, afirma.
Na estimativa da Adunioeste, dos 108 profissionais que deixaram a instituição, 78 eram mestres e doutores.
Amanhã professores e estudantes participarão da sessão da Assembléia Legislativa que decidirá sobre o veto do governador Roberto Requião à proposta de reajuste salarial do ensino superior conforme a inflação. O professor garantiu que a intenção é que não haja paralisação das aulas.

DEMORA
Alunos são recebidos com materiais de construção

Após o retorno dos estudantes do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho e o recesso de sete dias, os 450 alunos de 1ª a 4ª série da Escola Municipal Professora Dilair Silvério Fogaça retomaram ontem às aulas no novo prédio da escola, no Bairro Faculdade. Porém, o primeiro dia de aula dos alunos na nova escola foi cercado por materiais de construção e funcionários trabalhando para concluir a obra do prédio.
O assessor da Secretaria de Educação, Claudionor Pereira de Souza, afirmou que a diretora Rosani Villwok Serafim sabia da falta de condições físicas para receber os alunos e, mesmo assim, concordou em alojá-los. “A previsão para a conclusão da obra da escola é de, no mínimo, 15 dias”.
A justificativa para o atraso do término da obra, conforme Claudionor, é que a empresa não conseguiu concluir o trabalho em função das chuvas que ocorreram nos últimos dias.
Ontem as salas de aula ainda não estavam concluídas, mas, de acordo Claudionor, até o dia 1º tudo estarão prontas. A diretora se recusou a receber a imprensa para falar sobre a situação.

TRANSPORTE ESCOLAR
Ontem novamente ônibus deixaram de passar em linhas

Câmara reforça pedido de
informações sobre licitação

O vereador Mário Seibert entrará hoje com pedido de informações junto à Secretaria de Educação de Cascavel quanto ao processo licitatório para contratação das empresas que atenderão o transporte escolar da cidade. Segundo ele, quer cópia da licitação e do contrato firmado anteriormente com as empresas Silva Rizzo Ltda e Jobi De Paula Transportes Ltda, além de comprovantes de fiscalização. Seibert observa que desde o ano passado a Casa solicita informações, mas até agora não foi atendida. “Estão fazendo vistas grossas”.
Ontem denúncias de comunidades do interior davam conta de que os ônibus deixaram de passar em cinco linhas rurais. As reclamações são constantes, conforme o vereador, que observa que, mesmo quando o ônibus deixa de executar o serviço, a prefeitura paga os quilômetros que deveriam ter sido percorridos. “Quando o ônibus não vai dois, três dias, a prefeitura paga igual e não credita quilometro algum para usar mais para a frente”.
Seibert ressalta que líderes e comunidades do interior estão organizando uma manifestação na tentativa de resolver os problemas com o transporte.
Hoje, às 10h, o vereador participa de reunião na Secretaria de Educação. Segundo ele, a solicitação da Câmara é a de que o processo seja claro e tenha o acompanhamento da Casa.


FOTOLEGENDA:
Está localizado no Jardim Veneza, Bairro Cascavel Velho, o Centro de Socioeducação de Cascavel. Inaugurado há três semanas, o local tem 4,7 mil m² de área construída e espaço para 70 jovens em conflito com a lei, 40 em regime de internação e 30 em internação provisória. Para a construção do centro foram investidos R$ 6,8 milhões.

CASCAVEL VELHO
Bairro tem três escolas municipais, uma estadual e dois Cmeis

Sucursal da biblioteca
valoriza a educação

A única sucursal da Biblioteca Pública de Cascavel está instalada no Bairro Cascavel Velho, desde 1992. De acordo com a gerente da sucursal, Silvia Prado, o local funciona das 12h às 18h, de segunda a sexta-feira e conta com dois funcionários. O acervo é de aproximadamente três mil livros, atendendo em média 200 pessoas todos os meses. “A maioria é do próprio bairro, estudantes que vão a busca de conhecimento”, disse Silvia.
Conforme ela, todos os livros recebidos pela matriz da biblioteca são divididos e enviados uma parte deles à sucursal, que disponibiliza local para leitura e pesquisa. “Também temos revistas e jornais disponíveis para o acesso à população”.
ESCOLAS
O bairro tem três escolas municipais, um colégio estadual e dois Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil), já que existem loteamentos grandes, como o Jardim Itália e Presidente.
A Escola Municipal Irene Rickli atende 352 alunos de pré à 4ª série. De acordo com a diretora, Édina Maria dos Santos, o local passou por reformas há poucos dias. “Ganhamos móveis novos, agora estamos com uma boa estrutura”, falou Édina.
A Escola Municipal Atílio Destro tem projetos em contraturno escolar. Segundo o diretor da escola, Amilton Peletti, a escola atende 511 alunos e desses 180 participam do contraturno.
A instituição briga para conseguir um refeitório, pois cerca de 170 alunos almoçam na escola, em uma antiga sala de madeira.
No Jardim Presidente, a Escola Neiva Ewald atende 430 alunos. A diretora Suzana Andréia Both reclama da pintura da escola, já enviou vários ofícios à prefeitura, mas ainda não obteve retorno.


BOX
EDUCAÇÃO INFANTIL
Moradores ganharão nova creche

Um novo Cmei (Centro Municipal de Educação Infantil) será construído no bairro, mas o local ainda não foi definido. Por enquanto existem duas estruturas, o Estrela da Manhã e o Infância Feliz. No primeiro são atendidas 56 crianças e como em todas as outras creches a fila de espera é bastante grande, com cerca de 140 crianças.
A coordenadora do Cmei Infância Feliz, Leonilde Pereira, explicou que no local são atendidas 50 crianças e que a mesma quantidade aguarda uma vaga. O local está recebendo melhorias como pintura, calçadas e móveis novos.


BOX
Sem vagas
O problema maior na área da educação é no Colégio Estadual Jardim Nova Itália, já que faltam vagas em praticamente todas as turmas. De acordo com o diretor Edinei Baccin, são atendidos 1.424 alunos nos Ensinos Fundamental e Médio, mas para suprir a demanda teriam que ser construídas no mínimo mais seis salas de aula, além das 12 já existentes. “Quem não consegue vaga aqui vai para os colégios dos Bairros Pacaembu ou Maria Luiza, muito longes”.
Para resolver o problema, ele disse que um projeto de ampliação está sendo estudado pelo Núcleo Regional de Educação.
O colégio adotou um método diferente para manter a ordem: construiu um portão extra na frente do prédio, que, segundo o diretor, bloqueia o barulho nos dias de entrega do leite, do Programa Leite das Crianças.

Esporte
Os moradores do Cascavel Velho não dispõem de locais adequados para a prática de esportes. O bairro conta com locais destinados para as atividades, mas a falta de uma estrutura mínima afasta a população.
É o caso dos dois campos de futebol, abandonados há muito tempo. Há pouco tempo os locais eram muito freqüentados pelas equipes do Cascavel Velho. “Hoje quem utiliza esse campo são os garotos. Mas acho que até mesmo eles estão se cansando de vir aqui”, disse o aposentado Sebastião Pedroso, referindo-se ao campo que fica na Rua Suécia, próximo a uma nascente de água.

Segurança
Na opinião de grande parte dos moradores do Bairro Cascavel Velho, a segurança na região está precária. A comerciante Sandra da Silva, há dois anos no bairro, reclama por ter sido assaltada quatro vezes em um ano. “Está demais. Vim de Curitiba para cá achando que encontraria tranqüilidade, mas nunca fui roubada lá”, conta.
Para o segurança Gildo Silipe, morador há 28 anos, o problema é geral. “A segurança não envolve só policiamento. É uma questão social”.
Os números da Polícia Militar relativos à criminalidade em 2005 apontam o bairro como oitavo em crimes violentos contra a pessoa (90) e nono em crimes contra o patrimônio público (193).
No fim do ano passado, houve uma tentativa de se implantar o projeto Vizinho Vigilante, em que os moradores monitoram as casas uns dos outros, mas a organizadora da iniciativa, Elizabeth Aparecida dos Santos, contou que a idéia não foi para a frente por desinteresse da população. “Não deu certo, porque o pessoal quer que a polícia venha e resolva tudo”.

PERSONAGEM:

“Falta de segurança é uma questão social”
Gildo Silipe, segurança

“A falta de segurança está demais”
Sandra da Silva, empresária

“Sinto-me segura morando aqui”
Sandra Ávila, dona de casa

“É comum renderem as pessoas em casa”
Ilda Boff, funcionária pública


Saúde
O UBS (Unidade Básica de Saúde) do Bairro Cascavel Velho atende a cerca de 200 pessoas por dia. Com sete médicos no atendimento, sendo três clínicos gerais, dois ginecologistas e três pediatras, o posto fica aberto até as 22h.
Os moradores entrevistados se dividem sobre a unidade. A dona de casa Carmem da Silva aponta a falta de remédio como uma das maiores deficiências: “Outro problema é a demora para conseguir a consulta. O atendimento é bom, mas às vezes fico um mês esperando uma vaga”.
Já Álrea dos Santos, dona de casa, está satisfeita com o atendimento.
Adilson dos Santos reclama do agendamento. Segundo ele, houve casos em que o médico não queria consultas agendadas no período da noite: “Não adianta a prefeitura falar que vai melhorar e não cumprir. Nem aspirina tem aqui. Precisávamos de dentista, outros postos que só atendem até as 17h têm, por que o nosso não?”
Questionada sobre as necessidades da unidade, a coordenadora Maria Aparecida Mendes preferiu não falar sobre o assunto. “É melhor que os próprios moradores falem sobre isso”.

FOTOPERSONAGENS:
“Sempre faltam remédios”
Carmem da Silva, dona de casa

“Não adianta dizer que vai melhorar e não cumprir”
Adilson dos Santos, beneficiário

Perfil
O Bairro Cascavel Velho, que é 90% residencial e abriga famílias de classe baixa, contempla o Jardim Itália. A infra-estrutura do local deixa a desejar. Apenas a água encanada está em 100% das casas, esgoto não tem, 40% das ruas não estão pavimentadas e somente 30% das residências têm calçadas. Cerca de 20% dos terrenos estão baldios e aproximadamente 10% do bairro está sem iluminação. Os moradores não têm espaço para lazer. O Rio Cascavel passa pela local, que conta com uma área de fundo de vale.

 

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