TRÁFICO
Neste ano, 27 adolescentes foram apreendidos com drogas
Jovem estava com 1,1
mil bolinhas de haxixe
A PRE (Polícia Rodoviária Estadual) de Cascavel apreendeu,
na noite de quarta-feira, 1,1 mil bolinhas de haxixe em Guaíra.
A droga foi encontrada durante a abordagem e revista a um ônibus
com itinerário Guaíra-Curitiba.
A apreensão aconteceu em abordagens de rotina contra o tráfico
de drogas na região. Uma adolescente de 17 anos confirmou ser a
dona da mochila com o entorpecente. Segundo o comandante da PRE, capitão
Welynton Alves da Rosa, desde o início do ano já foram apreendidos,
em Guaíra, 27 adolescentes envolvidos com o tráfico de drogas.
O capitão explica que estes jovens são recrutados para o
transporte de drogas para várias cidades do Paraná e até
para outros estados. Um dos destinos mais visados seria a capital paulista.
Eles levam principalmente maconha, crack e cocaína.
O haxixe é o que sobra depois de a maconha ter sido prensada. Além
da apreensão de 27 jovens em ocorrências de tráfico,
mais 13 adolescentes foram apreendidos suspeitos de envolvimentos em outros
delitos em Guaíra.
CRACK
Em Laranjeiras do Sul, na BR-277, durante a madrugada de ontem foi apreendido
1,25 quilo de crack com João Paulo Leandro Gonçalves, 20.
A droga estava escondida no capacete do condutor e do passageiro, que
informaram que pegaram o entorpecente em Foz do Iguaçu e o levariam
a Curitiba.
MACONHA
Em Pedro Juan Cabalero (PY) uma tonelada de maconha prensada foi apreendida
na manhã de ontem na divisa do Brasil com o Paraguai. A droga estava
escondida em um caminhão com placa brasileira e distribuída
em 102 bolsas.
Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas, acredita-se que na casa eram
preparados carregamentos de maconha para serem vendidos no Brasil.
CONTRABANDO
RF estoura depósito de
mercadorias estrangeiras
Ontem os agentes da RF (Receita Federal) e da PF (Polícia Federal)
realizaram várias apreensões em Matelândia, que resultaram
na descoberta de uma residência na Vila Paza onde era utilizada
como depósito de mercadorias contrabandeadas do Paraguai.
Na casa foram encontrados eletrônicos, equipamentos de informática
e brinquedos. A RF (Receita Federal) utilizou dois caminhões para
o transporte dos produtos apreendidos até a Delegacia da RF em
Foz do Iguaçu. Apenas uma pessoa foi presa.
PORTE ILEGAL
Menor é detido com revólver
Na tarde de ontem os policiais civis apreenderam um adolescente de 17
anos no Conjunto São Francisco, em Cascavel, com um revólver
calibre 32 e seis munições intactas.
Segundo os policiais, em uma abordagem de rotina encontraram a arma com
o adolescente que estava a pé. Ao conferir o nome do jovem, foi
constatado que ele ainda estava respondendo por tráfico de drogas
e que havia ganhado liberdade provisória do Cense (Centro de Socioeducação)
há poucos dias. Diante da situação, ele foi detido
e levado novamente ao Cense.
ROUBO
Ônibus de sacoleiros é alvo de assaltantes
Três homens armados assaltaram um ônibus de sacoleiros que
ia do Rio Grande do Sul para Foz do Iguaçu na madrugada de ontem,
na PR-182, em Realeza, região sudoeste do Estado.
Segundo informações dos passageiros, os marginais pararam
o veículo atirando para o alto e obrigaram o motorista a dirigir
até uma estrada isolada. Os assaltantes fugiram levando dinheiro,
documentos e aparelhos de celular. Ninguém ficou ferido. Até
o fim da tarde de ontem nenhum dos ladrões havia sido preso.
VISTORIA
Membros da CPI visitaram a PIC e a Penitenciária de Catanduvas
Deputado diz que presídios
são de “primeiro mundo”
Apesar da declaração do presidente da CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) de investigação das penitenciárias
no País, deputado Neucimar Fraga (PR/ES), que o sistema carcerário
está falido e precisa de uma reforma no Código Penal, em
Cascavel ele classificou os centros de detenções como “de
primeiro mundo”.
“Tanto a Penitenciária Federal de Catanduvas, quanto a PIC
[Penitenciária Industrial de Cascavel] estão de parabéns.
São unidades prisionais de primeiro mundo. Visitamos a penitenciária
em Catanduvas, pois ela foi a primeira a ser construída como novo
modelo, então é uma experiência para o governo, e
fomos constatar se essa experiência está funcionando e se
o presídio está cumprindo com a realidade planejada”,
explicou Neucimar. “Já o CDR [Centro de Detenção
e Ressocialização] de Cascavel precisa de alguns ajustes,
como câmeras de monitoramentos”.
A comissão criada em agosto com o objetivo fazer um levantamento
sobre o sistema penitenciário brasileiro é formada por 24
deputados federais e presidida por Neucimar. Eles percorrem as prisões
do País e já constataram que o sistema carcerário
brasileiro está falido, com raras exceções. “Os
problemas são comuns em praticamente todos os estados brasileiros,
como corrupção e violências nos presídios.
Para um país onde não há pena de morte, o índice
de mortes nas unidades prisionais é altíssimo. No ano passado,
foram 700, sendo que em outros paises com pena de morte este número
é menor”, afirma.
Fraga conversou com alguns presos para saber qual o tratamento que eles
estavam recebendo.
A deputada Jusmari Oliveira, membro da comissão, disse que entre
os presídios que já percorreram no País, em Cascavel
o sistema está impecável. “Falhas existem e temos
que fazer de tudo para diminuí-las. Aqui os aprisionados podem
contar com assessoria jurídica, o que falta em muitos estados,
causando a superlotação”, declara Jusmari.
REGALIAS
Organizações são ignoradas
Por outro lado, a comissão não está preocupada
com a ação dos detentos nas cadeias, como a rebelião
ocorrida no CDR no dia 7, na qual cerca de 700 presos realizaram um quebra-quebra
no local, devido ao fim das regalias a que tinham acesso no Cadeião
da 15a Subdivisão Policial, como uso de telefone celular e acesso
a drogas.
O primeiro presídio a ser visitado foi a Penitenciária Federal
de Segurança Máxima em Catanduvas, que já foi alvo
de várias denúncias. A mais recente diz respeito à
ação dos chefões do tráfico, que, mesmo presos,
comandam o crime nas favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Uma carta apreendida na Favela do Jacarezinho endereçada aos detentos
de Catanduvas mostra que os chefões de uma das principais facções
criminosas do Estado do Rio de Janeiro continuam a controlar os lucros
com a venda de drogas e a dar ordens aos seus subordinados que estão
em liberdade.
Ao ser indagado sobre as denúncias, o deputado Neucimar Fraga (PR/ES)
alegou que o caso não compete à CPI. “Não compete
a nós investigarmos isso, mas ao Depen [Departamento Penitenciário],
que já está acompanhando o caso. Presos de alta periculosidade,
como os ligados ao PCC [Primeiro Comando da Capital], serão identificados
e separados dos demais”, afirma o deputado.
Quanto à denúncia de abuso por parte dos agentes penitenciários
feita pelos presos do CDR, o deputado alegou que assim que elas chegarem
à CPI serão investigadas, pois “este é o papel
da comissão”.
Junto com a comitiva estava o diretor do Sistema Penitenciário
Federal, Wilson Salles Damásio, que afirmou desconhecer o caos
penitenciário comentado pelo deputado. “Não existem
situações de maus tratos a presos. Temos uma denúncia
sobre maus tratos no CDR, mas já foi devidamente apurada pelo Ministério
Público e a conclusão é de que são infundadas”,
ressaltou Salles.
Audiência
Depois das visitas, os deputados ouviram algumas pessoas ligadas ao sistema
prisional em Cascavel e Catanduvas, em uma audiência na Câmara
de Vereadores. “Apesar de acontecer uma rebelião no CDR há
poucos dias, as instalações e a segurança são
boas, mas precisa de monitoramento eletrônico. Já a PIC cumpre
totalmente seu papel, tanto no sentido de cumprimento de pena, como de
ressocialização”, disse o deputado Neucimar Fraga
(PR/ES), presidente da CPI.
Uma das denúncias feitas foi por uma mãe de um preso do
CDR. Ela reclamou de que seu filho estaria no local há 60 dias
e ainda não havia recebido visitas. Outra questão levantada
foi a falta de defensoria pública no Paraná. “É
um dos poucos estados que ainda não têm defensoria pública
e os presos reclamaram. Temos que levar o caso a Brasília e providenciar
a solução”, acrescentou Fraga.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Cascavel, Luciano
Braga Côrtes, reivindicou verbas para a construção
de uma colônia penal em Cascavel para presos em regime semiaberto
e os que têm entre 18 e 23 anos. Uma segunda reivindicação
foi feita pela promotora de Justiça Andréa Simone Frias.
Segundo ela, os presídios precisam melhorar a estrutura de funcionários.
CONFRONTO
Secretário quer resolver mortes o mais rápido possível
Cope assume investigação
de mortes na Syngenta
As investigações sobre as duas mortes ocorridas domingo
durante a reocupação da fazenda da Syngenta Seeds, em Santa
Tereza do Oeste, passarão para o Cope (Centro de Operações
Policiais Especiais), de Curitiba. A determinação foi dada
ontem pelo secretário estadual da Segurança Pública,
Luiz Fernando Delazari.
O motivo da mudança no comando da investigação, segundo
o secretário, é para evitar interferências locais
no caso. “Precisamos conter isso e resolver este problema de maneira
isenta e rápida”, argumentou.
O delegado-chefe da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, Amadeu
Trevisan, disse desconhecer a determinação. “Ainda
não estou sabendo. Vamos aguardar então a chegada do Cope
para definir a nova forma de trabalho”.
Trevisan, que até então conduzia o inquérito, confessou
ainda que “não existe interferência nenhuma e que não
se sente pressionado à frente do caso”. Questionado sobre
a determinação do secretário, disse apenas que “qualquer
apoio, neste caso do Cope, é sempre bem-vindo”.
Além do Cope, Delazari determinou ao IML (Instituto Médico
Legal) e ao Instituto de Criminalística que auxiliem nas investigações.
O secretário também pediu a colaboração da
PIC (Promotoria de Investigação Criminal) de Cascavel para
que acompanhe todo o inquérito.
O caso sobre a invasão na Syngenta chegou ontem ao ministro da
Justiça, Tarso Genro. Os deputados federais Adão Pretto
(PT-RS) e Dr. Rosinha (PT-PR) e o senador Sibá Machado (PT-AC)
estiveram com o ministro para denunciar a formação de milícias
privadas no Paraná, que estariam atuando contra movimentos dos
sem-terra.
Genro solicitou o relatório da Comissão de Direitos Humanos
da Câmara, que relata os casos de milícias privadas no Paraná,
e pediu a formulação de uma denúncia oficial para
que o ministério possa apurar o caso.
INQUÉRITO
O Cope assume as investigações depois de ouvidas mais de
30 pessoas, entre sem-terra e seguranças. Além da prisão
dos sete seguranças envolvidos no tiroteio, Trevisan já
indiciou o dono da empresa NF Segurança, Nerci de Freitas, por
homicídio, formação de quadrilha e por exercício
arbitrário das próprias razões.
Ontem o MP (Ministério Público) pediu a prisão preventiva
dos seguranças, alegando que estavam armados e apresentavam risco
à sociedade. O pedido deve ser analisado pela 1ª Vara. A solicitação
de relaxamento do flagrante dos seguranças, feito pelo advogado
da NF, foi acatado pela Justiça.
FACHADA
Polícia descobre barracão
de desmanche de caminhões
A Polícia Militar encontrou na madrugada de ontem um barracão
no bBairro Costeira, em São José dos Pinhais, que funcionava
como desmanche de caminhões. No local foram encontrados dois veículos
e mais duas carrocerias parcialmente desmontadas, além de uma cabine
de outro caminhão, e mercadorias embaladas, provavelmente roubadas.
Não houve prisões.
Depois de descobrir os caminhões e partes dos veículos com
alertas de furto e roubo, a PM chamou peritos do Instituto de Criminalística
e informou à delegacia local que lacrou o imóvel e vai investigar
o caso.
METÁSTASE
Empresário e mais quatro
pessoas são presos pela PF
Cinco pessoas foram presas na manhã de ontem em Araucária,
na região metropolitana de Curitiba, na Operação
Metástase da PF (Polícia Federal), que acontece simultaneamente
no Paraná, Roraima e Amazonas. Um dos presos é o empresário
Hissan Hussein Dehaine.
A ação acontece após dois anos de investigações
sobre fraude em licitações e lavagem de dinheiro, entre
outros crimes. Até o fim da tarde de ontem 23 pessoas já
haviam sido presas. A ação criminosa era especializada em
fraudar licitações da Funasa (Fundação Nacional
de Saúde) em Roraima. Segundo a PF, o grupo teria dado um prejuízo
de R$ 34 milhões aos cofres públicos.
Hissan trabalha no ramo de hotéis em Araucária e foi investigado
pela CPI do Narcotráfico em 2000, chegando a ser preso. Também
foram detidos o filho dele, por porte ilegal de arma, o gerente de um
posto de combustíveis, um ex-policial civil e um funcionário
da Prefeitura de Araucária. Uma equipe de 45 policiais federais
cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Paraná.
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