Edição nº 4793 - Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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TRÁFICO
Neste ano, 27 adolescentes foram apreendidos com drogas

Jovem estava com 1,1
mil bolinhas de haxixe

A PRE (Polícia Rodoviária Estadual) de Cascavel apreendeu, na noite de quarta-feira, 1,1 mil bolinhas de haxixe em Guaíra. A droga foi encontrada durante a abordagem e revista a um ônibus com itinerário Guaíra-Curitiba.
A apreensão aconteceu em abordagens de rotina contra o tráfico de drogas na região. Uma adolescente de 17 anos confirmou ser a dona da mochila com o entorpecente. Segundo o comandante da PRE, capitão Welynton Alves da Rosa, desde o início do ano já foram apreendidos, em Guaíra, 27 adolescentes envolvidos com o tráfico de drogas.
O capitão explica que estes jovens são recrutados para o transporte de drogas para várias cidades do Paraná e até para outros estados. Um dos destinos mais visados seria a capital paulista. Eles levam principalmente maconha, crack e cocaína.
O haxixe é o que sobra depois de a maconha ter sido prensada. Além da apreensão de 27 jovens em ocorrências de tráfico, mais 13 adolescentes foram apreendidos suspeitos de envolvimentos em outros delitos em Guaíra.
CRACK
Em Laranjeiras do Sul, na BR-277, durante a madrugada de ontem foi apreendido 1,25 quilo de crack com João Paulo Leandro Gonçalves, 20. A droga estava escondida no capacete do condutor e do passageiro, que informaram que pegaram o entorpecente em Foz do Iguaçu e o levariam a Curitiba.
MACONHA
Em Pedro Juan Cabalero (PY) uma tonelada de maconha prensada foi apreendida na manhã de ontem na divisa do Brasil com o Paraguai. A droga estava escondida em um caminhão com placa brasileira e distribuída em 102 bolsas.
Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas, acredita-se que na casa eram preparados carregamentos de maconha para serem vendidos no Brasil.


CONTRABANDO
RF estoura depósito de
mercadorias estrangeiras

Ontem os agentes da RF (Receita Federal) e da PF (Polícia Federal) realizaram várias apreensões em Matelândia, que resultaram na descoberta de uma residência na Vila Paza onde era utilizada como depósito de mercadorias contrabandeadas do Paraguai.
Na casa foram encontrados eletrônicos, equipamentos de informática e brinquedos. A RF (Receita Federal) utilizou dois caminhões para o transporte dos produtos apreendidos até a Delegacia da RF em Foz do Iguaçu. Apenas uma pessoa foi presa.


PORTE ILEGAL
Menor é detido com revólver

Na tarde de ontem os policiais civis apreenderam um adolescente de 17 anos no Conjunto São Francisco, em Cascavel, com um revólver calibre 32 e seis munições intactas.
Segundo os policiais, em uma abordagem de rotina encontraram a arma com o adolescente que estava a pé. Ao conferir o nome do jovem, foi constatado que ele ainda estava respondendo por tráfico de drogas e que havia ganhado liberdade provisória do Cense (Centro de Socioeducação) há poucos dias. Diante da situação, ele foi detido e levado novamente ao Cense.

ROUBO
Ônibus de sacoleiros é alvo de assaltantes

Três homens armados assaltaram um ônibus de sacoleiros que ia do Rio Grande do Sul para Foz do Iguaçu na madrugada de ontem, na PR-182, em Realeza, região sudoeste do Estado.
Segundo informações dos passageiros, os marginais pararam o veículo atirando para o alto e obrigaram o motorista a dirigir até uma estrada isolada. Os assaltantes fugiram levando dinheiro, documentos e aparelhos de celular. Ninguém ficou ferido. Até o fim da tarde de ontem nenhum dos ladrões havia sido preso.


VISTORIA
Membros da CPI visitaram a PIC e a Penitenciária de Catanduvas

Deputado diz que presídios
são de “primeiro mundo”

Apesar da declaração do presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de investigação das penitenciárias no País, deputado Neucimar Fraga (PR/ES), que o sistema carcerário está falido e precisa de uma reforma no Código Penal, em Cascavel ele classificou os centros de detenções como “de primeiro mundo”.
“Tanto a Penitenciária Federal de Catanduvas, quanto a PIC [Penitenciária Industrial de Cascavel] estão de parabéns. São unidades prisionais de primeiro mundo. Visitamos a penitenciária em Catanduvas, pois ela foi a primeira a ser construída como novo modelo, então é uma experiência para o governo, e fomos constatar se essa experiência está funcionando e se o presídio está cumprindo com a realidade planejada”, explicou Neucimar. “Já o CDR [Centro de Detenção e Ressocialização] de Cascavel precisa de alguns ajustes, como câmeras de monitoramentos”.
A comissão criada em agosto com o objetivo fazer um levantamento sobre o sistema penitenciário brasileiro é formada por 24 deputados federais e presidida por Neucimar. Eles percorrem as prisões do País e já constataram que o sistema carcerário brasileiro está falido, com raras exceções. “Os problemas são comuns em praticamente todos os estados brasileiros, como corrupção e violências nos presídios. Para um país onde não há pena de morte, o índice de mortes nas unidades prisionais é altíssimo. No ano passado, foram 700, sendo que em outros paises com pena de morte este número é menor”, afirma.
Fraga conversou com alguns presos para saber qual o tratamento que eles estavam recebendo.
A deputada Jusmari Oliveira, membro da comissão, disse que entre os presídios que já percorreram no País, em Cascavel o sistema está impecável. “Falhas existem e temos que fazer de tudo para diminuí-las. Aqui os aprisionados podem contar com assessoria jurídica, o que falta em muitos estados, causando a superlotação”, declara Jusmari.


REGALIAS
Organizações são ignoradas

Por outro lado, a comissão não está preocupada com a ação dos detentos nas cadeias, como a rebelião ocorrida no CDR no dia 7, na qual cerca de 700 presos realizaram um quebra-quebra no local, devido ao fim das regalias a que tinham acesso no Cadeião da 15a Subdivisão Policial, como uso de telefone celular e acesso a drogas.
O primeiro presídio a ser visitado foi a Penitenciária Federal de Segurança Máxima em Catanduvas, que já foi alvo de várias denúncias. A mais recente diz respeito à ação dos chefões do tráfico, que, mesmo presos, comandam o crime nas favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Uma carta apreendida na Favela do Jacarezinho endereçada aos detentos de Catanduvas mostra que os chefões de uma das principais facções criminosas do Estado do Rio de Janeiro continuam a controlar os lucros com a venda de drogas e a dar ordens aos seus subordinados que estão em liberdade.
Ao ser indagado sobre as denúncias, o deputado Neucimar Fraga (PR/ES) alegou que o caso não compete à CPI. “Não compete a nós investigarmos isso, mas ao Depen [Departamento Penitenciário], que já está acompanhando o caso. Presos de alta periculosidade, como os ligados ao PCC [Primeiro Comando da Capital], serão identificados e separados dos demais”, afirma o deputado.
Quanto à denúncia de abuso por parte dos agentes penitenciários feita pelos presos do CDR, o deputado alegou que assim que elas chegarem à CPI serão investigadas, pois “este é o papel da comissão”.
Junto com a comitiva estava o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Salles Damásio, que afirmou desconhecer o caos penitenciário comentado pelo deputado. “Não existem situações de maus tratos a presos. Temos uma denúncia sobre maus tratos no CDR, mas já foi devidamente apurada pelo Ministério Público e a conclusão é de que são infundadas”, ressaltou Salles.


Audiência
Depois das visitas, os deputados ouviram algumas pessoas ligadas ao sistema prisional em Cascavel e Catanduvas, em uma audiência na Câmara de Vereadores. “Apesar de acontecer uma rebelião no CDR há poucos dias, as instalações e a segurança são boas, mas precisa de monitoramento eletrônico. Já a PIC cumpre totalmente seu papel, tanto no sentido de cumprimento de pena, como de ressocialização”, disse o deputado Neucimar Fraga (PR/ES), presidente da CPI.
Uma das denúncias feitas foi por uma mãe de um preso do CDR. Ela reclamou de que seu filho estaria no local há 60 dias e ainda não havia recebido visitas. Outra questão levantada foi a falta de defensoria pública no Paraná. “É um dos poucos estados que ainda não têm defensoria pública e os presos reclamaram. Temos que levar o caso a Brasília e providenciar a solução”, acrescentou Fraga.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Cascavel, Luciano Braga Côrtes, reivindicou verbas para a construção de uma colônia penal em Cascavel para presos em regime semiaberto e os que têm entre 18 e 23 anos. Uma segunda reivindicação foi feita pela promotora de Justiça Andréa Simone Frias. Segundo ela, os presídios precisam melhorar a estrutura de funcionários.

CONFRONTO
Secretário quer resolver mortes o mais rápido possível

Cope assume investigação
de mortes na Syngenta

As investigações sobre as duas mortes ocorridas domingo durante a reocupação da fazenda da Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, passarão para o Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), de Curitiba. A determinação foi dada ontem pelo secretário estadual da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.
O motivo da mudança no comando da investigação, segundo o secretário, é para evitar interferências locais no caso. “Precisamos conter isso e resolver este problema de maneira isenta e rápida”, argumentou.
O delegado-chefe da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, Amadeu Trevisan, disse desconhecer a determinação. “Ainda não estou sabendo. Vamos aguardar então a chegada do Cope para definir a nova forma de trabalho”.
Trevisan, que até então conduzia o inquérito, confessou ainda que “não existe interferência nenhuma e que não se sente pressionado à frente do caso”. Questionado sobre a determinação do secretário, disse apenas que “qualquer apoio, neste caso do Cope, é sempre bem-vindo”.
Além do Cope, Delazari determinou ao IML (Instituto Médico Legal) e ao Instituto de Criminalística que auxiliem nas investigações. O secretário também pediu a colaboração da PIC (Promotoria de Investigação Criminal) de Cascavel para que acompanhe todo o inquérito.
O caso sobre a invasão na Syngenta chegou ontem ao ministro da Justiça, Tarso Genro. Os deputados federais Adão Pretto (PT-RS) e Dr. Rosinha (PT-PR) e o senador Sibá Machado (PT-AC) estiveram com o ministro para denunciar a formação de milícias privadas no Paraná, que estariam atuando contra movimentos dos sem-terra.
Genro solicitou o relatório da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que relata os casos de milícias privadas no Paraná, e pediu a formulação de uma denúncia oficial para que o ministério possa apurar o caso.
INQUÉRITO
O Cope assume as investigações depois de ouvidas mais de 30 pessoas, entre sem-terra e seguranças. Além da prisão dos sete seguranças envolvidos no tiroteio, Trevisan já indiciou o dono da empresa NF Segurança, Nerci de Freitas, por homicídio, formação de quadrilha e por exercício arbitrário das próprias razões.
Ontem o MP (Ministério Público) pediu a prisão preventiva dos seguranças, alegando que estavam armados e apresentavam risco à sociedade. O pedido deve ser analisado pela 1ª Vara. A solicitação de relaxamento do flagrante dos seguranças, feito pelo advogado da NF, foi acatado pela Justiça.

FACHADA
Polícia descobre barracão
de desmanche de caminhões

A Polícia Militar encontrou na madrugada de ontem um barracão no bBairro Costeira, em São José dos Pinhais, que funcionava como desmanche de caminhões. No local foram encontrados dois veículos e mais duas carrocerias parcialmente desmontadas, além de uma cabine de outro caminhão, e mercadorias embaladas, provavelmente roubadas. Não houve prisões.
Depois de descobrir os caminhões e partes dos veículos com alertas de furto e roubo, a PM chamou peritos do Instituto de Criminalística e informou à delegacia local que lacrou o imóvel e vai investigar o caso.


METÁSTASE
Empresário e mais quatro
pessoas são presos pela PF

Cinco pessoas foram presas na manhã de ontem em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, na Operação Metástase da PF (Polícia Federal), que acontece simultaneamente no Paraná, Roraima e Amazonas. Um dos presos é o empresário Hissan Hussein Dehaine.
A ação acontece após dois anos de investigações sobre fraude em licitações e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Até o fim da tarde de ontem 23 pessoas já haviam sido presas. A ação criminosa era especializada em fraudar licitações da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em Roraima. Segundo a PF, o grupo teria dado um prejuízo de R$ 34 milhões aos cofres públicos.
Hissan trabalha no ramo de hotéis em Araucária e foi investigado pela CPI do Narcotráfico em 2000, chegando a ser preso. Também foram detidos o filho dele, por porte ilegal de arma, o gerente de um posto de combustíveis, um ex-policial civil e um funcionário da Prefeitura de Araucária. Uma equipe de 45 policiais federais cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Paraná.

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