A origem dos males
Já é consenso entre especialistas no assunto, sociedade
em geral e autoridades públicas que a droga é a raiz dos
problemas sociais. Tem abrangência irrestrita, não distingue
raça, cor ou classe social. Seus efeitos também são
certos: provoca a destruição total.
Os motivos que levam ao uso e à conseqüente dependência
química são variados e dispõem de argumentos diversos.
Usa por ser pobre; por ser feio; por ser rebelde; por ser mimado; por
ser ignorado; por ser independente; por ser dependente, entre tantos outros.
Sem políticas de prevenção e combate eficazes, o
jeito é remediar e tratar dos dependentes. O problema é
que para isso também faltam ações, planejamento e
estrutura, mas, principalmente, vontade.
Em Cascavel as promessas de construção de um centro de reabilitação
existem há anos. Infelizmente, nunca saíram do papel.
Ciente dessa deficiência, o Ministério Público pediu,
via Justiça, que o Município supra essa carência e
implante uma unidade de recuperação a dependentes químicos.
A Justiça deferiu o pedido liminarmente e deu um ano para que a
prefeitura providenciasse o local.
No entanto, o Município recorreu para se livrar dessa obrigação,
alegando falta de recursos financeiros. E cobra, com razão, a ajuda
dos governos estadual e federal no tratamento da saúde mental,
mas não pode se furtar em agir por conta disso.
É difícil mensurar exatamente o custo de cada adicto, principalmente
à sociedade, tanto psicológico quanto financeiramente. Inevitavelmente,
ele recai no mundo da marginalidade para poder sustentar o vício.
Debilitado e já sem recursos, o dependente busca auxílio
na rede pública de saúde e o poder público gasta
muitas vezes mais do que se investisse na prevenção. Isso
sem contar que evitaria todo o ônus psicológico, a destruição
familiar, o temor da insegurança e, o que é mais grave,
a perda de vidas inocentes.
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