Edição nº 5067 - sábado, 26 de julho de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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MEGA-SENA
Promessa de R$ 52 milhões incentiva apostadores

Cascavelense sonha
com prêmio milionário

O sonho de se tornar rico do dia para a noite faz parte do imaginário de muitos brasileiros. Em Cascavel não é diferente e a bolada de aproximadamente R$ 52 milhões que será sorteada hoje pela Caixa Econômica Federal movimenta as casas lotéricas, visitadas por apostadores que só têm um único objetivo: pôr as mãos na fortuna.
Este é quarto maior prêmio da história da loteria no País. No último sorteio, quarta-feira, em Toledo, ninguém acertou as seis dezenas do prêmio estimado em R$ 30 milhões. A fortuna se acumula desde 5 de julho.
Segundo o empresário Claudinei Gomes, dono de lotérica em Cascavel, o movimento já foi sentido ontem e deve aumentar em 30% hoje. “Amanhã [hoje] será o dia mais procurado pelos apostadores. Por enquanto podemos avaliar como regular o movimento”, considerou.
Mas uma curiosidade que sempre surge nesses momentos é o que o ganhador fará com tanto dinheiro. Os apostadores cascavelenses já sabem. “Quero comprar uma casa e aproveitar bem toda essa grana”, contou o vendedor João Amaro. Com o dinheiro, João poderia ser dono de um bairro com mais de mil casas no valor de R$ 50 mil.
Ajudar parentes e pessoas necessitadas também fazem parte dos planos de alguns apostadores. “Uns 10% do prêmio eu daria para instituições que ajudam crianças [R$ 5,2 milhões], compraria uma fazenda e me tornaria pecuarista, que é um sonho que tenho”, revelou o motorista Antônio Bravim.
“Quero levar uma vida tranqüila, garantir o futuro de meus filhos e todo o fim de mês não ter mais aquela preocupação de pagar as contas”, contou a dona de casa Adriana Menegusso.
Já para a operadora de caixa Renata Martins, gastar muito é a meta. “Gastar é o principal, pois é muito dinheiro. Depois eu penso em como vou realmente investir”, declarou.
Se o prêmio for aplicado na poupança, a fortuna pode render mensalmente R$ 340 mil. Em 2008, a Mega-Sena já distribuiu R$ 295,7 milhões em todas as faixas de premiação. Deste total, R$ 175 milhões foram pagos a 21 apostadores que acertaram a faixa principal. O maior prêmio do ano saiu para um morador de Ibirama (SC), no valor de R$ 24 milhões, no dia 2 de julho.
Para concorrer à bolada é preciso apostar até as 19h de hoje e torcer muito, já que a probabilidade de acertar os seis números é de aproximadamente uma em 50 milhões. A aposta simples de seis dezenas custa R$ 1,75. O sorteio será às 20h.

“Quero levar uma vida tranqüila”
Adriana Menegusso, dona de casa

“Quero comprar uma casa”
João Amaro, vendedor

“Gastar muito é o principal”
Renata Martins, operadora de caixa

“Compraria uma fazenda”
Antônio Bravarim, motorista

AGROECOLOGIA
Autoridades estaduais e federais no 3º dia da jornada

Reforma agrária e apoio à agroecologia foram os discursos comuns de Celso Lisboa de Lacerda, diretor de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), e de Aleída Guevara, filha do revolucionário Ernesto Che Guevara.
Autoridades dos governos estadual e federal participaram de uma solenidade no terceiro dia 7ª Jornada de Agroecologia, que está sendo realizada no campus de Cascavel da Unioeste. Ao contrário de outras edições, o governador Roberto Requião não compareceu ao evento.
Celso Lisboa de Lacerda, diretor de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento do Incra, veio de Brasília e falou que o combate à fome no Brasil depende de reformas no atual sistema de produção. Quanto à falta de execução de reforma agrária no País, Lacerda culpou a desunião entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Segundo ele, o Incra tem apenas o poder de executar ordem e não de tomar decisões que devem ser políticas. “Em outros países, o programa de reforma agrária tem começo, meio e fim. Deve durar em média 15 anos e não a eternidade como ocorre no Brasil”, criticou. “Existem emendas na legislação que impedem o governo de fazer a desocupação. Por causa delas só podemos utilizar terras improdutivas, mas o correto são todas as terras que não cumprem seu papel social”.
Lacerda diz que todas as tentativas do governo federal em executar a redistribuição de terras foram barradas no Congresso Nacional. “A legislação torna a reforma mais morosa. A reforma agrária não deve ser uma política de um presidente e sim uma política de estado que envolva os três poderes. O Congresso tem várias bancadas e a maioria é de ruralistas. Isso fez com que todas as tentativas de mudar a legislação fossem barradas. Com isso, continua o conflito no campo”, opina.
Na programação do último dia da Jornada Agroecológica está confirmada para as 8h30 a palestra com Ademar Bogo, que falará sobre a Utopia Camponesa.
Às 9h Aleida Guevara ministrará sobre O Legado de Che e os Valores Socialistas da Militância. Em seguida, haverá o Ato pela Biodiversidade, em que 3 mil camponeses da Via Campesina farão uma troca de sementes e mudas para homenagear o Acampamento Terra Livre, declarado espaço livre do analfabetismo.


Filha do Che: governo deixa a desejar

A fala da médica Aleida Guevara, que atendeu a imprensa na tarde de ontem em Cascavel, foi carregada de ideologia socialista. A filha do guerrilheiro Che Guevara criticou o Governo Lula, falou de pobreza e de como é possível resolver a questão agrária no Brasil. Ela disse que o regime cubano já serve de exemplo para outros países que procuram garantir as necessidades básicas de sua nação, para então abrir as portas aos outros povos. “O rumo dos outros países está tomando o mesmo que o de Cuba. É preciso primeiro garantir saúde ao seu povo, para então compartilhar com outros povos”, afirma.
Aleída disse que a posição de Luiz Inácio Lula da Silva não é satisfatória em sua relação ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e com a reforma agrária. “Cuba tem boa relação com o Governo Lula, mas ele deixa a desejar. Eu esperava mais de sua relação com o MST. O Brasil é o único país que reconhece o direito da reforma agrária. Com as terras que tem no Brasil, que é do tamanho de um continente, daria para repartir com todos”.
Questionada sobre a forma em que essa partilha deveria ocorrer, Aleída aponta que é preciso uma manifestação popular, como um plebiscito. “Sugiro um plebiscito, como ocorreu no Equador e na Coréia, pois a Constituição defende o interesse de uma classe dominante. A força do povo é que faz a mudança social. Não se pode avançar de outra maneira”.

TRÂNSITO EDUCADO
Premiação é destaque da Campanha Motociclista Cidadão

Além do acesso a informações, quem participar da Campanha Motociclista Cidadão e fizer o percurso montado seguindo as regras concorrerá a vários prêmios em combustíveis. A campanha será realizada hoje, com oito pontos instalados ao longo da Avenida Brasil, na área central de Cascavel, das 9h às 17h.
Serão premiados 85 motociclistas, e também: o mais idoso e o mais novo (masculino e feminino) e quem tiver a carteira de habilitação mais nova e a mais antiga (masculino e feminino). No total, serão 2.100 litros de combustível distribuídos em prêmios.
A campanha teve início dia 19, com a realização de blitze por agentes de trânsito da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito). É promovida pelo Instituto Alfredo Kaefer, tendo como foco a educação no trânsito, por meio de orientação.
São parceiros do evento Motopark, Blokton e BV Financeira, e apóiam Farmaútil, Cettrans, FarmaRede, Óticas Precisão, Polícia Militar, Dip Petróleo, Dopps Publicidade, Auto Escola Universal, Sincor (Sindicato dos Corretores), Clínica São Paulo, Jornal Hoje, O Paraná e Corpo de Bombeiros.
A largada do circuito é na Blokton, concessionária da Honda, na Rua Paraná, onde os condutores encontrarão informações de produtos e itens de segurança.
A segunda estação é na Praça do Migrante, na Cettrans. A próxima é de responsabilidade do Instituto Alfredo Kaefer, no canteiro da Avenida Brasil, em frente ao posto Shell e à Unipan. O Corpo de Bombeiros e a Clínica São Paulo participarão com um ponto em frente à Catedral. O quinto posto é da Polícia Militar, representada pela Gotran (Grupo de Operações de Trânsito), que estará com todo o efetivo concentrado na Avenida Brasil nas proximidades do hotel Grand Prix.
A Auto Escola Universal e o Sincor (Sindicato dos Corretores) serão responsáveis pela sexta parada, que ficará defronte a D’Paschoal, na Avenida Brasil. A penúltima parada é no posto das Óticas Precisão, no Shopping West Side. E a chegada é na loja da Motopark, com ações desenvolvidas em parceria com a Farmaútil e a Farmarede.
O sorteio dos prêmios e brindes será às 17h.


EMERGÊNCIA
Documento garante uso de verbas sem aval da Câmara

Decreto ainda não foi
reconhecido pelo Estado

Mais de mil pessoas ficaram desabrigadas por causa do temporal ocorrido na noite de quarta-feira. Dados oficiais de Defesa Civil Municipal apontam que 1.320 pessoas estão alojadas na casa de parentes ou conhecidos. “Foram 450 casas destelhadas pelo vento”, afirma o diretor operacional da Defesa Civil Municipal, Dourival Jorge.
Na escala de danos, que vai de 0 a 4, o temporal que passou por Cascavel está entre os níveis 2 e 3, considerados graves em estragos aos patrimônios. Por esse motivo, foi decretada anteontem pelo prefeito Lísias Tomé situação de emergência, mas o decreto ainda não é reconhecido pela Defesa Civil do Estado. O documento foi publicado no âmbito municipal para garantir o remanejamento de verbas para custear os reparos emergenciais. “A Defesa Civil Estadual ainda não reconheceu e só poderemos nos pronunciar após a entrega do relatório Avadan [Avaliação de Danos]”, afirma coordenador da 4ª Cooredec (Coordenadoria Regional de Defesa Civil), capitão Julio César de Góes.
Dorival Jorge disse que o Avadan ficará pronto em cinco dias para então ser encaminhado para o Estado e esta avaliação que definirá quanto dinheiro será necessário para colocar a cidade em ordem. Só então o governo estadual estará avalizado para prestar ajuda à população de Cascavel. “Com o Avadan o governador pode ou não homologar a situação de emergência ou estado de calamidade. Mas este não deve ocorrer”, opina Jorge.
Ele reforça que, embora tenha deixado muita destruição, não houve danos humanos. “Tivemos danos patrimoniais e o decreto de situação de emergência independe do governo do Estado. Com o decreto, a prefeitura pode adquirir telhas e materiais de construção. A Defesa Civil tem um recurso, mas é insuficiente para cobrir os danos”, explica. Ontem as equipes do Corpo de Bombeiros ainda prestaram socorro. Desde quarta-feira à noite foram registradas 532 solicitações.
Nos oito bairros atingidos a situação está controlada. O estado mais crítico é no Assentamento Sete de Setembro, no Distrito de São João. O temporal passou com força e deixou muitos desabrigados.
O Provopar (Programa do Voluntariado do Paraná) continua recebendo doações de roupas, cobertores, telhas ou lonas. Os donativos podem ser entregues no SOS Família no Bairro Cancelli, na Rua Marechal Cândido Rondon, esquina com a Rua Tuiuti.


ANUÁRIO EXAME
Diplomata lidera em crescimento de vendas no Paraná

Uma surpresa aguarda os leitores paranaenses da 35ª edição do anuário “Melhores & Maiores”, publicação da conceituada revista “Exame” que lista as 500 maiores empresas do País com faturamento anual superior a US$ 156,4 milhões.
O ranking das dez maiores do Paraná em crescimento de vendas traz em primeiro lugar o frigorífico Diplomata, complexo de abatedouros de frangos controlado pelo Grupo Alfredo Kaefer, com sede em Cascavel e unidades em Londrina, Mandirituba e Capanema, além de Xaxim (SC) e Campo Grande (MS).
Registrando em 2007 um faturamento de quase R$ 1,2 bilhão, 55,1% maior que 2006, a Diplomata suplantou algumas das mais importantes organizações empresariais do Estado, como o grupo Positivo (2º colocado) e a montadora Renault (3º).
O resultado, além de premiar o esforço desenvolvido pela Diplomata para ampliar sua presença nos mercados interno e externo, espelha a performance das exportações de frango durante o ano passado, quando o setor estabeleceu seu recorde histórico de vendas.
A expectativa para 2008 é de manter o ciclo virtuoso, com acréscimo de 12% no acumulado do ano. A meta é factível: com 418 milhões de quilos comercializados entre janeiro e junho, o volume já é 4% maior que o registrado no mesmo período de 2007.
Também publicada pela “Exame”, a edição 2008-2009 do anuário do Agronegócio traz outra boa notícia para o Grupo Alfredo Kaefer, que em 2007 completou 30 anos de atividades. Classificada em 67º lugar entre as 400 maiores do País, a Diplomata sobe para o quarto lugar quando o critério de avaliação é o de melhor empresa do setor de aves e suínos.
Destacando-se ainda no processamento de laticínios, óleo e farelo de soja, o Grupo Alfredo Kaefer também atua em vários outros setores da economia e gera cerca de 8 mil empregos diretos em diversos estados.



Rede de Farmácias Estrela é destaque no prêmio Guerreiros do Comércio 2008

A Rede de Farmácias Estrela demonstra mais uma vez sua força, ousadia, profissionalismo, talento e competência no mercado de farmácias em Cascavel, e que foi reconhecida em nível estadual com o troféu Guerreiros do Comércio 2008. O Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Oeste do Paraná - Sinfarma elegeu Flávio Junior Borges, das Farmácias Estrela. “Esse mérito se deve ao crescimento consolidado das farmácias da Rede Estrela em Cascavel”, afirma o presidente do Sinfarma, Nelcir Antônio Ferro.
Os Guerreiros são eleitos mediante análise que leva em consideração questões como destaque no contexto de seus municípios e comunidades, caráter empreendedor e participativo no comércio local e, ainda, desenvolvimento empresarial. O troféu, produzido pelo artista plástico Luiz Gagliastri, é representado por uma figura humana estilizada, com asas nos pés, numa referência ao deus do Comércio, Mercúrio, segurando uma lança com uma pedra de cristal de rocha.
Na foto, um dos sócios da Rede de Farmácias Estrela Flávio Junior Borges, com o troféu Guerreiros do Comércio 2008.

LAGO MUNICIPAL
Empresa tem prazo de 180 dias para executar serviços

Obras de desassoreamento
iniciam-se semana que vem

Depois de quatro anos de espera, as obras de desassoreamento do Lago Municipal sairão do papel. O diretor-presidente da Sanepar, Stênio Jacob, assinou ontem a ordem de serviço para o início das obras, que estão programadas para começarem na próxima semana. Os serviços, que custarão R$ 2.019.957,97, serão realizados pela Dang Construtora de Obras, de Curitiba, que terá 180 dias para concluí-los.
De acordo com o projeto técnico, serão retirados cerca de 88 mil m³ de lodo das três principais entradas e instalados cerca de 30 pontos de contenção para evitar um novo assoreamento, especialmente nos afluentes que contribuem para a formação do lago.
As contenções serão feitas por gabiões - cestas largas com pedras -, que visam diminuir a velocidade da água que chega até o lago e bloquear a descida de outros materiais, arrastados pela chuva como galhos de árvores, folhas, pedras e areia.
O lodo será retirado por sucção de bombas que levarão o material até uma área de aproximadamente 14 mil m², a cerca de 500 metros do Lago, entre a BR-277 e o Kartódromo. Para não passar sobre a pista, os canais de sucção serão colocados dentro do vertedouro até chegar à área. O lodo será depositado em bolsas geotêxteis e misturado com polímero. Depois que toda a água sair do lodo as bolsas poderão ser aterradas e o local utilizado para outros fins.
A obra foi um dos compromissos firmados pela Sanepar no contrato de concessão de serviço público de abastecimento de água e remoção de esgotos sanitários firmado no fim de 2004.


Saneamento básico

Na área de saneamento básico, segundo dados da Sanepar, Cascavel está entre os municípios do Paraná que receberão o maior volume de investimentos em saneamento básico no setor nos próximos anos. Os valores já estão assegurados pela Caixa Econômica Federal, dentro dos programas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No entanto, as metas do contrato continuam atrasadas. A estatal não divulga o total de rede que está em funcionamento, mas boa parte das obras novas ainda não está funcionando por falta de estação de tratamento. Os próprios recursos aplicados são inferiores ao previsto contratualmente.
As obras de ampliação do sistema serão divididas em três etapas. Uma delas prevê a implantação de 115 mil metros de redes coletoras de esgoto nos Bairros Brasília, Brazmadeira, Interlagos, Santa Felicidade, Jardim Nova Cidade e parte do São Cristóvão, e de 8,2 mil metros de interceptores para interligação ao sistema existente. Com isso, 6,1 mil imóveis terão acesso à coleta e tratamento do esgoto sanitário.
Outra frente de trabalho dobrará a capacidade de tratamento da ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) Sul para atender a população residente na Bacia do Rio Cascavel. Com essa ampliação, a Sanepar desativará duas estações elevatórias de esgoto que margeiam o Lago Municipal de Cascavel.
Ainda neste lote, a região do Bairro Universitário receberá a instalação de mais de 91 mil metros de redes de coleta de esgoto, permitindo que mais de 4,6 mil imóveis sejam interligados ao sistema em operação.
REGIÃO LESTE
Uma nova estação de tratamento de esgoto, denominada ETE Melissa será implantada na região leste da cidade. Serão colocados mais de 45 mil metros de redes coletoras e de 2.185 ligações domiciliares, contemplam o terceiro pacote de investimentos. As redes deste lote vão beneficiar os Bairros Floresta, Clarito e parte do Interlagos.
As obras previstas permitirão que Cascavel atinja 75,8% de cobertura na área urbana da cidade com os serviços de esgoto, criando 5,25 mil novos empregos, diretos e indiretos. No município, 100% do esgoto coletado recebe tratamento adequado em três estações de tratamento.

FIM DAS FÉRIAS
Aulas na rede pública recomeçam segunda-feira

Toda a rede municipal de ensino de Cascavel voltará às aulas segunda-feira, exceto a Escola Municipal José Baldo, no Bairro Coqueiral. A destruição provocada pelo temporal que passou por Cascavel na noite de quarta-feira impossibilitará o retorno dos alunos. “A Escola José Baldo foi prejudicada pois praticamente toda a cobertura da parte administrativa e do saguão foi destruída. Por isso vamos suspender as aulas por alguns dias”, disse ontem o diretor da Secretaria de Educação, Julcemino Siebeneichler.
Outras instituições também foram destelhadas, mas se não voltar a chover o início das aulas não será alterado. “Nas outras escolas o que ocorreu não atinge a parte física. Por isso acredito que conseguiremos recomeçar as aulas segunda-feira”.
No total, serão mais de 20 mil alunos retomando as atividades escolares.
Na rede estadual, os alunos têm mais dez dias de descanso. Segundo Clarice Gomes, do NRE (Núcleo Regional de Educação), as aulas no Estado retornam no dia 4. Até lá haverá tempo hábil para consertar os danos da chuva nos Colégios Padre Carmelo Perrone, Pacaembu e Santa Cruz.
Antecipando o início das aulas, o NRE organiza para semana que vem o DEB (Departamento de Educação Básica) Itinerante. Cerca de 40 professores da Secretaria Estadual de Educação farão debates com cerca de 2,5 mil profissionais da educação, entre professores, diretores e pedagogos. Serão debatidas novas formas de avaliação e organização de disciplinas.

CORREIOS
Funcionários estão estendendo expediente para agilizar as entregas

Expectativa é zerar atrasos até quarta

Cerca de 55 mil correspondências estão sendo entregues diariamente pelos carteiros de Cascavel, que retornaram ao trabalho segunda-feira, após 20 dias de greve. Por causa do período em que a força de trabalho foi menor, uma grande quantidade de objetos, cerca de 3 milhões no Paraná, ficou parada e as entregas ainda estão sendo regularizadas. A expectativa é de que o montante chegue aos destinatários até quarta-feira.
De acordo com o gerente-geral dos Correios em Cascavel, Paulo Kremer, os servidores estão fazendo hora extra para colocar o serviço em dia. Inclusive, neste fim de semana haverá expediente.
Segundo ele, o problema não é com as correspondências paradas em Cascavel, onde apenas cerca de 30% dos funcionários aderiram ao movimento paredista, mas com as cargas que estão chegando de outras cidades onde a greve teve adesão maior.
“Temos alguns setores em que já zeramos os atrasos. O prazo da empresa era de que tudo estivesse normalizado até dez dias após o fim da greve, e deve ser cumprido”, salientou Paulo.
O gerente acrescentou também que o tempo está ajudando e, se continuar assim, pode adiantar o repasse das correspondências. “Acreditamos que ainda existam cerca de 2 milhões de objetos a serem entregues em todo o Estado”.
Os funcionários que aderiram à greve não terão os dias descontados, mas, em acordo feito com a estatal, ficou acertado que eles compensem os horários nos próximos meses, calculados por um banco de horas. Em agosto, os servidores iniciam uma nova rodada de negociações, incluindo outros pontos reivindicados durante a paralisação, entre eles ajustes no PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários). Caso não haja acordo, haverá a intervenção do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

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