COMÉRCIO EXTERIOR
Empresas de Cascavel já compraram US$ 24,6 mi do exterior
Importações dobram para ajustar os
custos
As importações das empresas
de Cascavel deram um salto no primeiro quadrimestre deste ano, quase dobrando
em relação ao mesmo período de 2007. Foram comprados
US$ 24,632 milhões contra US$ 12,513 milhões nos quatro
primeiros meses do ano passado, elevação de 96,8%. Para
o economista Vander Piaia, vice-prefeito de Cascavel, isso demonstra que
o empresário local está bem competitivo e aprimorando seu
grau de competitividade, buscando ajustar seus custos, mesmo que no mercado
internacional.
Já as exportações do Município cresceram apenas
3,2% na comparação dos dois períodos, somando US$
70,279 milhões este ano, contra US$ 68,102 milhões no primeiro
quadrimestre de 2007.
Em contrapartida, na região oeste o crescimento das vendas ao exterior
foi superior ao do Estado, chegando a 31% este ano. Nos quatro meses de
2008 foram exportados US$ 321,961 milhões, enquanto em 2007 somou
US$ 245,643 milhões. O Paraná exportou US$ 4,381 bilhões,
alta de 18,4% sobre janeiro-abril do ano passado.
As importações também surpreenderam na região.
Foram comprados do mercado internacional 95,9% a mais que no início
do ano passado, chegando à cifra de US$ 136,127 milhões.
No primeiro quadrimestre de 2007 as importações totalizaram
US$ 69,463 milhões.
No Estado, o crescimento foi de 48,7%, somando US$ 3,395 bilhões
este ano.
OESTE
Na região, destaque para Medianeira e Marechal Cândido Rondon,
que cresceram 346,8% e 234%, respectivamente, passando dos US$ 7 milhões
de produtos importados, e Toledo, que saltou de US$ 14,532 milhões
para US$ 30,577 milhões no primeiro quadrimestre do ano.
Nas exportações, Palotina assume a liderança na região
oeste, com vendas de US$ 80,589 milhões ao exterior, à frente,
inclusive, de Cascavel. Com o desempenho, o Município assumiu a
nona posição de maior exportador do Estado, desbancando
a Capital do Oeste, e o 123º lugar no País.
INSUMOS
Cascavel substitui fornecedor
A avicultura aparece com
grande destaque nas exportações da região oeste,
principalmente em Cascavel. Entre os cinco primeiros itens da pauta de
exportação, três são desse setor.
Para segurar o custo da produção do frango, o mercado brasileiro
se obriga a importar componentes de insumos utilizados na criação
das aves, caso do hidrogeno ortofosfato de diamônio, um componente
para ração que no ano passado foi adquirido no mercado interno,
mas neste ano mudou de cenário. As empresas de Cascavel adquiriram
no primeiro quadrimestre de 2008 6,3 mil toneladas do produto no mercado
externo, principal produto importado até agora.
Acontece que este componente vem sendo utilizado também na composição
de fertilizantes para o solo, o que faz aumentar o preço no País.
O hidrogeno é importado de países como Índia, Marrocos
e Peru. Não por acaso, Marrocos tornou-se o principal país
exportador a Cascavel. Como a procura foi maior que a oferta, levando
à importação de um produto antes não importado.
De no máximo R$ 1.000 a tonelada do produto encontrado no mercado
interno em 2007, o preço saltou para R$ 2.174 hoje, e com previsão
de aumento de cerca de 20% no preço em junho.
O incremento na produção de frango aumentou também
a importação de metoninas, outro componente da ração,
produto inexistente no mercado brasileiro, importado da Bélgica,
Alemanha e China. Uma das matérias-prima da metonina é o
petróleo.
Se de um lado o Brasil tem que importar componentes para insumos utilizados
na produção, de outro lado, as exportações
de frango apresentam aumento. De janeiro a abril deste ano, foram vendidos
ao exterior 12,921 mil toneladas, com faturamento de US$ 23,784 milhões.
HABITAÇÃO
Clientes podem ter acesso às linhas de crédito nas
agências
Mesmo sem a realização
do Feirão da Casa Própria, os cascavelenses interessados
em adquirir um imóvel podem ter acesso às informações
sobre as linhas de financiamento nas agências da Caixa Econômica
Federal. Os feirões são realizados apenas nas capitais dos
estados, onde estão ocorrendo até o dia 24 de junho em dez
cidades.
De acordo com o consultor regional de marketing da Caixa Econômica
Federal, Itamar Antônio Miola, as informações sobre
os financiamentos estão disponíveis no site da instituição
bancária, mas quem preferir pode se deslocar até uma das
agências. Segundo ele, a única diferença é
que no feirão estão concentrados esforços, com a
participação dos imóveis por meio das imobiliárias
o que facilita a compra.
LINHAS
A Caixa oferece uma série de linhas de financiamento. Na carta
de crédito por FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)
o cliente pode adquirir imóveis novos e usados; construção
em terreno próprio e aquisição de terreno e construção;
conclusão, reforma, ampliação ou melhoria e aquisição
de material de construção. Os financiamentos podem feitos
para famílias com renda familiar de R$ 380,00 a R$ 1,9 mil.
Mesmo sem o FGTS, os interessados por financiamento pode optar pela linha
de crédito para aquisição e construção
com taxa pós-fixada, aquisição e construção
com taxa pré-fixada e ainda cartas de crédito residencial
e comercial para todas as modalidades.
Mais informações pelo endereço eletrônico www.caixa.gov.br.
REGIÃO NORTE
Paraná Urbano autorizou execução após ofício
da Sanepar
Estado se obriga a liberar asfalto sem rede esgoto
No início do mês a população
da região norte de Cascavel uma recebeu uma boa notícia:
o asfalto de parte de cinco bairros finalmente será construído,
equivalente a uma área de mais 167.806 m2 de pavimentação.
Para que a obra saia, foi preciso muita negociação, já
que naquela região não tem rede de esgoto e a previsão
é que demore algum tempo até ser feita.
A Sanepar já avisou o Estado que não fará o serviço
antes do início do asfaltamento. Parte do asfalto será feita
com verba da Agência de Fomento do Estado Paraná Cidade,
que executa o programa Paraná Urbano. Por regra do programa, nenhuma
rua é asfaltada se não houver a rede de esgoto instalada.
Como a Sanepar enviou um ofício dizendo que não fará
a instalação a tempo, o chefe do Paraná Cidade, Hélio
Deitos, tinha duas opções: negar o financiamento e deixar
a população sem a obra ou liberar o dinheiro e determinar
que a estatal deixe o asfalto intacto.
Deitos optou em abrir a exceção e avalizou o investimento.
“Recebemos um ofício da Sanepar dizendo que ela não
tem previsão para fazer a rede de esgoto. Logo, a obra está
autorizada”.
A decisão, segundo Deitos, se justifica pelo compromisso que a
estatal assumiu em não destruir o pavimento posteriormente. “Foi
garantido que, quando forem fazer a rede de esgoto, não vão
cortar o asfalto, pois farão a instalação por baixo
da pavimentação”.
Os moradores que vivem com a poeira há mais de 30 anos comemoram
o asfaltamento e já se conformam com a inversão de execução
das obras. “Eles estão colocando o carro para puxar os bois.
O bom seria que fizessem primeiro a rede de esgoto. Seria um gasto a mais,
mas a gente daria um jeitinho de pagar, pois é uma coisa que ia
favorecer todos”, opina o metalúrgico João Carlos
Fogaça.
João e os demais moradores construíram fossas no quintal
de casa enquanto esperam pelo acesso ao saneamento básico. “Ter
o esgoto será uma despesa a mais, mas é muito melhor do
que ter fossa. O bom seria se fosse feito tudo [esgoto e asfalto] de uma
vez”, diz o aposentado José Silva.
Segundo Hélio Deitos, o governo do Estado financiará R$
2,250 milhões para o asfalto do Bairro Floresta e parte do Interlagos
e R$ 1.932.876 nos Bairros Brazmadeira e Melissa e no Loteamento Ipanema.
O recurso seria usado na abertura do Calçadão da Avenida
Brasil e realinhamento da Avenida Brasil. O prefeito Lísias Tomé
mudou de idéia e decidiu usar a verba para pavimentar a região
norte, até então preterida devido à falta de rede
de esgoto.
Estação de tratamento
O gestor ambiental da Sanepar, Gelso D’Ávila, confirma que
nenhum dos cinco bairros contemplados com a pavimentação
tem rede de esgoto. Segundo ele, o gasto extra na instalação
de uma rede de esgoto onde já existe asfalto é de 50%.
A assessoria de imprensa da Sanepar informou que não há
possibilidade de abastecer os bairros da região norte sem a construção
da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Leste. Sem previsão
para funcionamento, a obra está em fase de licitação.
O que contraria o ofício encaminhado ao Paraná Cidade. “Para
implantar a rede de tratamento de esgoto, a ETE tem que estar pronta.
A Sanepar está fazendo a licitação da obra”,
informou a assessora Ângela Dudzack.
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