PROVOCAÇÕES
Geraldo volta a citar escândalos, mas presidente garante vitória
Lula diz que ganha no
1º turno; Alckmin reage
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou que em resposta “à roubalheira e à corrupção no governo”, chegará ao segundo turno da eleição. “Chega de roubalheira é o recado que o Brasil vai dar nas urnas no próximo domingo”, afirmou Alckmin, durante carreatas em João Pessoa e em Campina Grande, na Paraíba, ontem.
Na capital paraibana Alckmin teve um mal estar. Recolheu-se por seis horas num hotel e depois foi para Campina Grande, onde participou de uma carreata com mais de mil veículos. O tucano foi saudado como futuro presidente da República e muito assediado por populares, que o cercavam e gritavam: “Vamos pegar nele, ele nunca deve ter visto tanta gente”.
Alckmin acusou o governo Lula de envolver instituições públicas como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil “na política do crime”. Ele se referia à suspeita de que o diretor de análise de risco do BB, Expedito Afonso Veloso, tenha violado o sigilo bancário de Abel Pereira, apontado como intermediário de um esquema de corrupção que envolveria o ex-ministro da Saúde Barjas Negri (PSDB).
PRIMEIRO TURNO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, deixou a modéstia de lado ontem e disse que vencerá a eleição no primeiro turno. Lula minimizou a crise deflagrada pela tentativa de compra de um suposto dossiê por petistas contra tucanos e disse que com ou sem denúncia vai vencer a eleição no primeiro turno.
“Podem fazer denúncia. Façam o que quiser”, disse durante comício em Sorocaba (SP). “Não tem problema. Nós vamos ganhar com a cara limpa”.
“Estou aqui também para dizer que não me assusta a gritaria e o denuncismo deles. Até porque não será o PT o único partido a ter companheiros que cometam erros”, acrescentou, em referência ao episódio da suposta compra do dossiê.
PARANÁ
Investigação sobre grampos
deve avançar esta semana
As investigações sobre o suposto esquema de grampos no Paraná, que levou o policial Délcio Rasera, ex-assessor da Casa Civil do governo, à cadeia, devem avançar e ter desdobramentos esta semana. É que vence hoje o prazo para a PIC (Promotoria de Investigação Criminal) apresentar a denúncia contra os acusados.
A “Gazeta do Povo” publicou ontem uma carta enviada pelo advogado de Rasera, Luiz Fernando Comegno, em que o policial detido afirma que não tem “vínculos afetivos” com o governador Roberto Requião, mas uma relação “meramente profissional”, em razão de ser funcionário público. “Jamais pedi ou insinuei qualquer tipo de ajuda ao mandatário do Poder Executivo e todas as providências administrativas que busquei em minha vida profissional seguiram o rito protocolar”, afirmou Rasera.
As denúncias atingiram Requião pela proximidade do policial, que teria sido inocentado em alguns procedimentos internos a pedido do governador.
A Procuradoria Regional Eleitoral solicitou à PIC o envio do material apreendido para investigar se há envolvimento de candidatos com os grampos ilegais. A apuração deve começar nesta semana.
Amanhã o Colégio dos Procuradores do Estado se reunirá para ouvir explicações detalhadas do procurador-geral de Justiça do Paraná, Milton Riquelme de Macedo, sobre o caso.
DOSSIÊ
A Polícia Federal de Cuiabá abrirá um inquérito para apurar especificamente o envolvimento do empresário Abel Pereira no caso do dossiê que envolveria políticos na compra superfaturada de ambulâncias através de emendas parlamentares. A assessoria de imprensa do delegado Diógenes Curado Filho confirmou ontem que a investigação deve começar hoje ou amanhã. |