Reta final
A corrida eleitoral chega na reta final e a temperatura, morna até agora, promete subir esta semana. A guerra psicológica de pesquisas, denúncias, acusações, deve ser intensificada diante da possibilidade de tudo ser resolvido domingo, sem segundo turno, tanto à Presidência quanto ao governo do Estado.
Os debates, que ajudam muitos eleitores na avaliação dos candidatos e até determina o voto, foram poucos, comparados a pleitos anteriores. Muitas emissoras, e até alguns candidatos, optaram por fazer entrevistas individuais.
Mas ainda haverá uma próxima oportunidade de ver os candidatos frente a frente. A Rede Globo anuncia para quinta-feira um debate com os principais candidatos à Presidência, e cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não foi aos outros embates promovidos por outras emissoras, inclusive na Bandeirantes. A TV Oeste também reunirá os candidatos ao governo do Paraná, terça-feira.
A campanha sob as novas regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que praticamente pôs fim aos comícios e restringiu várias ações dos candidatos, será medida nas urnas domingo. Junto com ela o efeito dos escândalos do "mensalão", caixa dois, valerioduto, sanguessugas, escutas ilegais e compra de dossiês.
Será que o eleitor mudou a sua forma de escolher os candidatos? Tornou-se mais participativo do processo? As denúncias envolvendo parlamentares, ministros e assessores diretos de candidatos afetarão os resultados? Alguns especialistas arriscam-se a prever que haverá um recorde de votos brancos e nulos, fruto da insatisfação do cenário político. Outros sinalizam que as pesquisas serão testadas, ratificando sua credibilidade ou sepultando-as. Tudo isso só será respondido no dia 2.
Os candidatos prometem muito fôlego para o sprint final. Confiança, ataques, propostas, defesas, as estratégias dos marqueteiros serão postas à prova em uma semana. Esse é prazo que os eleitores têm para definir o futuro dos próximos quatro anos.
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