Edição nº 4791 - Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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INFORMATIZAÇÃO
Julio Cesar diz que não há mais o que discutir

Câmara prepara ação
para quebrar contrato

“Não há mais o que conversar nem que fazer reunião, o que tem que ser feita é a quebra de contrato”. Dessa maneira, o presidente da Câmara Municipal de Cascavel, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), referiu-se à reunião que estava agendada para o final da tarde de ontem na Secretaria de Saúde para discutir o processo de informatização do sistema de saúde pública.
O vereador afirmou que, independente do que seja discutido pelos membros do Executivo, o contrato deve ser quebrado, pois, segundo ele, é lesivo ao erário público. Em virtude disso, Julio Cesar informou que o Legislativo deve entrar com ação popular na Justiça solicitando a quebra de contrato com a empresa Fabrício e Marques, responsável pela implantação do software de informatização. “A ação está sendo elaborada pela Assessoria Jurídica e ainda esta semana pretendemos impetrá-la no Judiciário”.
O presidente da Câmara realizou um levantamento in loco em postos de saúdes e pontos de atendimentos do Município e verificou que o sistema de informatização não está sendo implantado. Recentemente, o peemedebista utilizou a tribuna da Casa de Leis para apresentar a denúncia e fazer duras críticas à administração pública. “O prefeito não pode jogar R$ 2 milhões na lata de lixo”, disse na ocasião.
O vereador lembrou que o contrato foi assinado em março e, até o momento, a empresa não cumpriu sequer a primeira fase dos trabalhos. “Ainda podemos citar o fato de que é um contrato de aluguel do software e que a locação vence em dezembro de 2008. O Município não tem garantia de que o software continuará funcionando depois disso”, citou Julio Cesar.
O legislador ressaltou que os vereadores são totalmente favoráveis à informatização, desde que a empresa ofereça garantias de manutenção e eficácia do sistema. Ontem, Julio voltou a questionar o preço do contrato. “Temos informação de que outras empresas pediriam algo em torno de R$ 500 mil”, completou.
CALADOS
A reportagem do Hoje entrou em contato com a Secretaria da Saúde para tomar conhecimento do conteúdo da reunião de ontem sobre a informatização, porém os contatos não foram retornados. Desde a denúncia do presidente da Câmara, o Executivo tem permanecido calado, sem se manifestar sobre o assunto.


SANTA TEREZA
Partidos discutem candidatura única

Pela primeira vez na história de Santa Tereza do Oeste, os partidos do Município podem chegar a um consenso em torno de uma candidatura única a prefeito. As conversas em torno de não haver embate nas eleições de 2008 estão sendo conduzidas pelo presidente da Câmara Municipal, José Luiz de Freitas (PP).
A última conversa neste sentido foi realizada segunda-feira no Legislativo local, reunindo os presidentes de cerca de dez partidos representados em Santa Tereza do Oeste. “Essa foi a segunda reunião que fizemos para buscar um entendimento entre as siglas”, disse José Luiz, frisando que o fato de ele não almejar o cargo de prefeito lhe dá créditos para conduzir as conversações neste sentido.
O presidente da Câmara afirmou que, dos partidos representados, pelo menos cinco já têm nomes que se colocaram à disposição para a disputa. Em virtude disso, uma nova reunião foi agendada para o dia 12 de novembro para os partidos apresentarem seus pré-candidatos a prefeito. “Nesse novo encontro iremos discutir os nomes de cada um. Algumas siglas têm mais do que um nome”, falou.
José Luiz ressaltou que esta seria uma grande novidade na história do Município. “No passado tentamos algo parecido, porém houve imposição por parte de um candidato em torno de seu nome, por isso não deu certo. Agora as conversas estão fluindo bem, pois ninguém está impondo nada”, explicou o presidente, afirmando que isso seria fundamental para o desenvolvimento da cidade.

Correções
Termina hoje o prazo estipulado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para os partidos políticos retirarem a relação de filiados que precisam de correções. As listas estão disponíveis nos cartórios eleitorais e o TRE avisa que não haverá prorrogação do prazo. Com as listas em mãos, as siglas partidárias têm até 5 de novembro para corrigir as eventuais irregularidades apontadas pelo Tribunal. Como o dia 5 é uma segunda-feira, as mudanças serão processadas pelos cartórios nos dias 6 e 7.

SYNGENTA
33 organizações assinaram nota de repúdio

Líderes partidários
repudiam violência

A solução para a questão social que envolve a reforma agrária não deve ser caso de polícia, mas do diálogo das forças políticas envolvidas. Essa foi a principal conclusão da coletiva de ontem na Câmara Municipal de Cascavel, organizada por partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos de diversos segmentos.
Na ocasião, 33 organizações assinaram uma nota de repúdio aos acontecimentos registrados no domingo na estação da Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, no qual duas pessoas foram mortas durante um confronto envolvendo integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e funcionários de uma empresa de vigilância privada.
As principais reivindicações dos líderes partidários que estiveram presentes foram: a intervenção da Polícia Federal na elucidação do caso e a punição aos responsáveis e a realização de audiências públicas das Comissões de Direitos Humanos da Alep (Assembléia Legislativa do Paraná) e da Câmara de Deputados.
A coletiva foi comandada pelo líder nacional do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), Joaquim Ribeiro. “Nenhuma propriedade pode estar acima de duas vidas. As armas não podem falar mais alto que as bandeiras”, frisou Ribeiro.
O ex-deputado e presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Ernani Pudell, disse estar preocupado com os desdobramentos do acontecido. “Começar uma guerra é fácil, o difícil é prever o que pode vir na seqüência”, falou, cobrando também a intervenção da Procuradoria da República no fato.
O presidente do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), Madson de Oliveira, também se mostrou apreensivo ao que pode acontecer futuramente, destacando que os responsáveis devem ser penalizados. “Tanto de um lado quanto do outro, a violência é inconcebível, seja do lado dos trabalhadores do MST quanto da empresa de segurança”, disse.
Já o dirigente do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), Laerson Matias, aproveitou a oportunidade para fazer uma crítica ao governo federal em relação do processo de reforma agrária, exemplificando a falta de revisão dos índices de produtividade e o abandono das metas para assentamentos para reforma agrária.
Laerson também destacou que alguns produtores rurais da região estão dispostos a conceder terras para assentamento, mas o governo federal não está fazendo sua parte. “Fazendeiros da região estão dispostos, mas esse governo fica enrolando. Tudo isto está acontecendo porque o presidente Lula traiu os movimentos sociais. Ele poderia usar a maioria no Congresso, comprada no cabresto, para mudar algumas leis”.

 

Vigilantes foram representados

Os trabalhadores vigilantes também estiveram representados na coletiva de ontem na Câmara pelo presidente do Sindicato dos Vigilantes do Oeste do Paraná, José Carlos Antunes Ferreira. O representante da classe lamentou o acontecimento na Syngenta, afirmando ser um caso isolado. “Vigilante não é feito para sair atirando para matar, esses trabalhadores não estavam fazendo os trabalhos deles, estavam a mando de terceiros”, disse José Carlos.
O presidente afirmou que o Sindicato tinha conhecimentos de algumas irregularidades na empresa NF Segurança. “Alguns trabalhadores nos ligaram para relatar o que está acontecendo nesta empresa. Estamos preocupados, pois também tivemos barbáries recentes em Curitiba envolvendo uma empresa. Uma classe não pode ficar manchada pela atitude de uma empresa isolada”.
José Carlos afirmou que o sindicato pedirá providências das autoridades em relação à empresa cascavelense, destacando que muitas vezes os trabalhadores são levados pelo receio de perderem seus empregos. “Muitos acabam fazendo algumas coisas devido a ameaças de perderem empregos e os baixos salários”, completou.


ASSISTÊNCIA SOCIAL
Conselho deverá convocar nova eleição

O novo secretário de Ação Social de Cascavel, Santo Savi, disse ontem que uma nova eleição para a presidência do Conselho Municipal de Assistência Social deverá ser convocada à mesa executiva do Conselho. Desde segunda-feira, Santo está à frente da pasta em substituição a ex-secretária Dione Kniphoff.
Com experiência de cinco anos no Conselho, o secretário afirmou que nada impede que ele mesmo continue na presidência, porém isso será uma deliberação dos conselheiros. “Vou colocar meu cargo à disposição para eles ficarem à vontade para decidir”, falou Santo Savi.
O novo titular da pasta voltou a afirmar que não fará grandes mudanças na secretaria, tanto na equipe quando na continuidade dos trabalhos que estavam sendo desempenhados pela ex-secretária.

 

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