| INFORMATIZAÇÃO
Julio Cesar diz que não há mais o que discutir
Câmara prepara ação
para quebrar contrato
“Não há mais o que conversar nem que fazer reunião,
o que tem que ser feita é a quebra de contrato”. Dessa maneira,
o presidente da Câmara Municipal de Cascavel, Julio Cesar Leme da
Silva (PMDB), referiu-se à reunião que estava agendada para
o final da tarde de ontem na Secretaria de Saúde para discutir
o processo de informatização do sistema de saúde
pública.
O vereador afirmou que, independente do que seja discutido pelos membros
do Executivo, o contrato deve ser quebrado, pois, segundo ele, é
lesivo ao erário público. Em virtude disso, Julio Cesar
informou que o Legislativo deve entrar com ação popular
na Justiça solicitando a quebra de contrato com a empresa Fabrício
e Marques, responsável pela implantação do software
de informatização. “A ação está
sendo elaborada pela Assessoria Jurídica e ainda esta semana pretendemos
impetrá-la no Judiciário”.
O presidente da Câmara realizou um levantamento in loco em postos
de saúdes e pontos de atendimentos do Município e verificou
que o sistema de informatização não está sendo
implantado. Recentemente, o peemedebista utilizou a tribuna da Casa de
Leis para apresentar a denúncia e fazer duras críticas à
administração pública. “O prefeito não
pode jogar R$ 2 milhões na lata de lixo”, disse na ocasião.
O vereador lembrou que o contrato foi assinado em março e, até
o momento, a empresa não cumpriu sequer a primeira fase dos trabalhos.
“Ainda podemos citar o fato de que é um contrato de aluguel
do software e que a locação vence em dezembro de 2008. O
Município não tem garantia de que o software continuará
funcionando depois disso”, citou Julio Cesar.
O legislador ressaltou que os vereadores são totalmente favoráveis
à informatização, desde que a empresa ofereça
garantias de manutenção e eficácia do sistema. Ontem,
Julio voltou a questionar o preço do contrato. “Temos informação
de que outras empresas pediriam algo em torno de R$ 500 mil”, completou.
CALADOS
A reportagem do Hoje entrou em contato com a Secretaria da Saúde
para tomar conhecimento do conteúdo da reunião de ontem
sobre a informatização, porém os contatos não
foram retornados. Desde a denúncia do presidente da Câmara,
o Executivo tem permanecido calado, sem se manifestar sobre o assunto.
SANTA TEREZA
Partidos discutem candidatura única
Pela primeira vez na história de Santa Tereza do Oeste, os partidos
do Município podem chegar a um consenso em torno de uma candidatura
única a prefeito. As conversas em torno de não haver embate
nas eleições de 2008 estão sendo conduzidas pelo
presidente da Câmara Municipal, José Luiz de Freitas (PP).
A última conversa neste sentido foi realizada segunda-feira no
Legislativo local, reunindo os presidentes de cerca de dez partidos representados
em Santa Tereza do Oeste. “Essa foi a segunda reunião que
fizemos para buscar um entendimento entre as siglas”, disse José
Luiz, frisando que o fato de ele não almejar o cargo de prefeito
lhe dá créditos para conduzir as conversações
neste sentido.
O presidente da Câmara afirmou que, dos partidos representados,
pelo menos cinco já têm nomes que se colocaram à disposição
para a disputa. Em virtude disso, uma nova reunião foi agendada
para o dia 12 de novembro para os partidos apresentarem seus pré-candidatos
a prefeito. “Nesse novo encontro iremos discutir os nomes de cada
um. Algumas siglas têm mais do que um nome”, falou.
José Luiz ressaltou que esta seria uma grande novidade na história
do Município. “No passado tentamos algo parecido, porém
houve imposição por parte de um candidato em torno de seu
nome, por isso não deu certo. Agora as conversas estão fluindo
bem, pois ninguém está impondo nada”, explicou o presidente,
afirmando que isso seria fundamental para o desenvolvimento da cidade.
Correções
Termina hoje o prazo estipulado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral)
para os partidos políticos retirarem a relação de
filiados que precisam de correções. As listas estão
disponíveis nos cartórios eleitorais e o TRE avisa que não
haverá prorrogação do prazo. Com as listas em mãos,
as siglas partidárias têm até 5 de novembro para corrigir
as eventuais irregularidades apontadas pelo Tribunal. Como o dia 5 é
uma segunda-feira, as mudanças serão processadas pelos cartórios
nos dias 6 e 7.
SYNGENTA
33 organizações assinaram nota de repúdio
Líderes partidários
repudiam violência
A solução para a questão social que envolve a reforma
agrária não deve ser caso de polícia, mas do diálogo
das forças políticas envolvidas. Essa foi a principal conclusão
da coletiva de ontem na Câmara Municipal de Cascavel, organizada
por partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos de diversos
segmentos.
Na ocasião, 33 organizações assinaram uma nota de
repúdio aos acontecimentos registrados no domingo na estação
da Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, no qual duas pessoas foram
mortas durante um confronto envolvendo integrantes do MST (Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e funcionários de uma empresa de
vigilância privada.
As principais reivindicações dos líderes partidários
que estiveram presentes foram: a intervenção da Polícia
Federal na elucidação do caso e a punição
aos responsáveis e a realização de audiências
públicas das Comissões de Direitos Humanos da Alep (Assembléia
Legislativa do Paraná) e da Câmara de Deputados.
A coletiva foi comandada pelo líder nacional do MLST (Movimento
de Libertação dos Sem-Terra), Joaquim Ribeiro. “Nenhuma
propriedade pode estar acima de duas vidas. As armas não podem
falar mais alto que as bandeiras”, frisou Ribeiro.
O ex-deputado e presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Ernani
Pudell, disse estar preocupado com os desdobramentos do acontecido. “Começar
uma guerra é fácil, o difícil é prever o que
pode vir na seqüência”, falou, cobrando também
a intervenção da Procuradoria da República no fato.
O presidente do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), Madson de Oliveira,
também se mostrou apreensivo ao que pode acontecer futuramente,
destacando que os responsáveis devem ser penalizados. “Tanto
de um lado quanto do outro, a violência é inconcebível,
seja do lado dos trabalhadores do MST quanto da empresa de segurança”,
disse.
Já o dirigente do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), Laerson
Matias, aproveitou a oportunidade para fazer uma crítica ao governo
federal em relação do processo de reforma agrária,
exemplificando a falta de revisão dos índices de produtividade
e o abandono das metas para assentamentos para reforma agrária.
Laerson também destacou que alguns produtores rurais da região
estão dispostos a conceder terras para assentamento, mas o governo
federal não está fazendo sua parte. “Fazendeiros da
região estão dispostos, mas esse governo fica enrolando.
Tudo isto está acontecendo porque o presidente Lula traiu os movimentos
sociais. Ele poderia usar a maioria no Congresso, comprada no cabresto,
para mudar algumas leis”.
Vigilantes foram representados
Os trabalhadores vigilantes também estiveram representados na
coletiva de ontem na Câmara pelo presidente do Sindicato dos Vigilantes
do Oeste do Paraná, José Carlos Antunes Ferreira. O representante
da classe lamentou o acontecimento na Syngenta, afirmando ser um caso
isolado. “Vigilante não é feito para sair atirando
para matar, esses trabalhadores não estavam fazendo os trabalhos
deles, estavam a mando de terceiros”, disse José Carlos.
O presidente afirmou que o Sindicato tinha conhecimentos de algumas irregularidades
na empresa NF Segurança. “Alguns trabalhadores nos ligaram
para relatar o que está acontecendo nesta empresa. Estamos preocupados,
pois também tivemos barbáries recentes em Curitiba envolvendo
uma empresa. Uma classe não pode ficar manchada pela atitude de
uma empresa isolada”.
José Carlos afirmou que o sindicato pedirá providências
das autoridades em relação à empresa cascavelense,
destacando que muitas vezes os trabalhadores são levados pelo receio
de perderem seus empregos. “Muitos acabam fazendo algumas coisas
devido a ameaças de perderem empregos e os baixos salários”,
completou.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Conselho deverá convocar nova eleição
O novo secretário de Ação Social de Cascavel, Santo
Savi, disse ontem que uma nova eleição para a presidência
do Conselho Municipal de Assistência Social deverá ser convocada
à mesa executiva do Conselho. Desde segunda-feira, Santo está
à frente da pasta em substituição a ex-secretária
Dione Kniphoff.
Com experiência de cinco anos no Conselho, o secretário afirmou
que nada impede que ele mesmo continue na presidência, porém
isso será uma deliberação dos conselheiros. “Vou
colocar meu cargo à disposição para eles ficarem
à vontade para decidir”, falou Santo Savi.
O novo titular da pasta voltou a afirmar que não fará grandes
mudanças na secretaria, tanto na equipe quando na continuidade
dos trabalhos que estavam sendo desempenhados pela ex-secretária.
|