SAÚDE
E EDUCAÇÃO
Rendimento escolar na rede pública é afetado devido a problemas
de visão
Projeto vai atender 1,2 mil
alunos e distribuir óculos
O comprometimento
do rendimento escolar devido a problemas de visão alertou a Secretaria
de Educação de Cascavel. No Município, apenas nove
escolas não identificaram crianças com problemas. Diante
do alerta dos diretores, a secretaria decidiu intervir e, através
do programa Apoio à Saúde do Escolar, 1.270 crianças
da rede municipal farão exames de vista.
As escolas municipais Aloys João Mann e a Edson Pietrobelli serão
as primeiras atendidas, devido ao elevado número de casos. “Sem
o projeto, essas escolas já estavam dispostas a levar as crianças
aos postos de saúde devido ao grave comprometimento da visão”,
explica a secretária da Coordenação Pedagógica,
Janice Merlo Bissani.
Os exames serão realizados no Instituto da Visão. “Apenas
três datas estão definidas. No dia 28 100 crianças
serão atendidas. No dia 5 de outubro serão 105 e, no dia
10, mais 105. As outras datas ainda serão marcadas”, adianta
Janice.
O programa é fruto de um convênio da prefeitura com o governo
federal, no valor de R$ 60.706,80. Deste valor, R$ 11.960 foram destinados
à compra de 400 óculos de grau, cuja concorrência
já foi realizada. “Ônibus da Secretaria de Educação
buscarão os alunos nas escolas, levarão para a clínica
e os devolverão. De 20 a 30 alunos serão transportados por
vez”, detalha o vice-prefeito e secretário de Educação,
Vander Piaia.
A aluna da 3ª série Júlia Richard, nove anos, usa óculos
desde os quatro anos. “Ficava tudo embaçado. Não conseguia
enxergar", conta. Samuel Tiery, também de nove anos, começou
usar óculos há pouco tempo e reclamou que antes de usá-los
tinha muita dor de cabeça.
UNIOESTE
Trabalho vai nortear as próximas ações da universidade
Estudo identifica avanços
e pontos falhos de campi
O resultado
de um estudo de dois anos do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação
Institucional de Ensino Superior) revela os avanços e os pontos
falhos da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste), nos cinco campi:
Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Marechal Rondon e Francisco Beltrão.
O documento foi aprovado pelo COU (Conselho Universitário) e servirá
de base para o planejamento das próximas ações.
De acordo com o professor e assessor de avaliação institucional,
Eduardo Nunes Jacondino, que coordenou os trabalhos, não houve
interferência da Reitoria na formulação do relatório.
Além disso, a avaliação teve como base o planejamento
estratégico da instituição, que delimitou as ações
entre 2000 e 2005. “A partir dessa avaliação também
faremos um novo planejamento estratégico para direcionar as ações
dos próximos cinco ou dez anos”, adianta.
Entre os pontos positivos, foi apontado o avanço na área
do ensino, pesquisa e pós-graduação, sendo criados
grupos de trabalho registrados no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico), ou seja, foi ampliado o leque
desse setor, que está melhorando suas ações.
De negativo, Eduardo observa que a política de atendimento aos
estudantes é deficitária, e para reverter a situação
teriam que haver restaurantes e casas para os alunos. “Mas se ocorre
uma ação, ela deve ser executada nos cinco campi, por isso,
o projeto é inviabilizado”, analisou.
Outros pontos negativos avaliados foram a questão orçamentária
da Unioeste, que dificulta a ampliação de ações
em todos os setores, e a comunicação. “Precisaria
haver uma assessoria de imprensa em cada campi, para que fosse ampliada
a rede de comunicação interna e externa, com a produção
de jornais institucionais”, argumenta. Hoje, a universidade conta
com apenas uma assessoria de imprensa, concentrada na Reitoria.
O
trabalho
O professor Eduardo Nunes Jacondino explica que o processo foi bastante
abrangente, agregando dez dimensões de estudo, entre elas a missão,
o plano de desenvolvimento da universidade e políticas de ensino.
O trabalho contou com a colaboração dos professores, funcionários
e dos próprios acadêmicos dos cinco campi.
“Aplicamos um questionário com a população
desses cinco municípios e obtivemos um resultado positivo, principalmente
sobre a qualidade dos cursos e na relação entre a universidade
e a sociedade”, relatou Eduardo.
Essa é a terceira avaliação realizada pela universidade.
As outras duas foram feitas em 1988/1989 e 2001/2002.
O documento, que contém 625 páginas, será apresentado
em fóruns de avaliação nos cinco campi da Unioeste
a partir de outubro. “Precisamos dar um retorno para a sociedade
e apresentar a finalização do processo”, declarou.
O Sinaes foi implantado em 2004 pelo governo federal e substituiu o Programa
de Avaliação das Universidades Brasileiras, do Ministério
da Educação e Cultura.
Hospital
Universitário
O HU (Hospital Universitário) também foi alvo de uma avaliação
mais completa. Conforme Eduardo Jacondino, a avaliação foi
positiva na questão da estrutura, organização administrativa
e na qualidade e quantidade de convênios firmados com o Ministério
da Saúde. “O HU sofreu uma mudança radical, passando
de regional para universitário, e isso trouxe problema internos,
com os funcionários que não estavam acostumados com essa
realidade”, argumentou.
De acordo com a avaliação, atualmente as relações
dentro do hospital são boas com “um clima mais tranqüilo
entre os funcionários”, mas deve ser trabalhada constantemente
a aproximação entre a universidade e o hospital. “Notamos
que existe um distanciamento entre as duas instituições,
e vamos direcionar ações para reverter esse quadro”,
enfatizou.
CONTRA A
FOME
Apesar dos projetos, 20 mil cascavelenses ainda estão excluídos
60 mil pessoas dependem
de assistência para comer
Cascavel
tem hoje aproximadamente 20 mil famílias que vivem abaixo da linha
pobreza, o equivalente a 80 mil pessoas, conforme estimativa do Provopar.
Para tentar minimizar a situação dessas pessoas, entidades,
muitas não-governamentais, buscam repassar alimentos e servir refeições
para muitas famílias. Conforme levantamento do Hoje, cerca de 60
mil pessoas são atendidas, mesmo que não regularmente, por
meio de ações assistenciais. No entanto, 20 mil continuam
excluídas desse auxílio oficial.
De acordo com a coordenadora do SOS Família, mantido pelo Provopar,
Suzana Medeiros Dal Molin, cerca de 120 famílias recebem cestas
básicas mensalmente, com 30 quilos, cadastradas no programa. Além
disso, 900 famílias recebem kit alimentação, contendo
nove itens com um quilo cada por mês.
“Servimos diariamente cerca de 150 pessoas ao meio-dia na sede do
SOS e sabemos que esse é o único alimento que dispõem”,
constata.
Existem também 25 pontos de sopa em diversos bairros do Município,
como nos bairros Interlagos, 14 de Novembro, Morumbi e Cascavel Velho
e nos acampamentos de sem-terra. No entanto, essas refeições
são servidas um dia por semana em cada local.
Conforme a coordenadora da Área de Ação Social Básica,
Luzia Aguiar Soares, a estimativa é de que sejam atendidas com
essas ações municipais 20 mil pessoas semanalmente, mas
ela observa que não é todos os dias que elas obtém
comida.
Outro programa é o Ceasa Amiga (antigo Coopnutri), que prevê
o repasse de hortifrutigranjeiros, alimentos que perderam o valor comercial,
mas não o nutricional. Conforme a coordenadora do Ceasa Amiga,
Elvina Maria Loeff, no primeiro ano foram atendidas cerca de 215 mil pessoas
e a previsão para este ano é de superar esses números.
Atualmente, pelo programa são atendidas 40 mil pessoas, através
de 191 entidades.
FOME
ZERO
Município é inserido no programa federal
Apesar de
ter sido lançado há mais de três anos, o Programa
Fome Zero só chegou efetivamente em Cascavel há poucos meses,
com o Compra Direta. Através do Comitê Gestor do Fome Zero,
são adquiridos produtos de pequenos agricultores, por meio de uma
associação, e repassados às entidades assistenciais.
De acordo com a coordenadora da Área de Ação Social
Básica, Luzia Aguiar Soares, atualmente apenas uma associação
está cadastrada, a Aliança do Oeste, e cerca de 30 entidades
são atendidas.
Outra ação é a Cozinha Comunitária, que, em
parceria com a prefeitura, atende a cerca de 450 pessoas por semana, no
Bairro Presidente. As refeições são servidas três
vezes por semana. Também foram enviados equipamentos para a instalação
de três panificadoras comunitárias, no programa Portal do
Sol, Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)
e para os produtores da Associação Aliança do Oeste.
E já estão em funcionamento as hortas comunitárias
nos acampamentos Dorcelina Folador e 1º de Agosto.
Luiza anuncia que em breve deve ser iniciado o Lote Produtivo, no qual
donos de lotes baldios teriam incentivos para cercar o terreno, que seria
usado para famílias pobres cultivá-lo.
MESA
BRASIL
Sesc já repassou 23 toneladas de alimentos
Implantado
em abril, o Programa Mesa Brasil do Sesc (Serviço Social do Comércio)
já atende a 5.537 pessoas de 21 entidades sem fins lucrativos em
Cascavel. O programa ainda não foi lançado oficialmente,
mas conta com 17 doadores, entre supermercados, feirantes, produtores
e padarias. O recolhimento dos alimentos é feito de segunda a sexta-feira.
Já foram repassadas às entidades 23,6 toneladas de alimentos,
entre frutas, legumes, cereais e os não-perecíveis, como
arroz, feijão e farinha de trigo.
Também são desenvolvidas ações educativas
com as entidades e com os doadores. Eles participam de palestras sobre
diversos temas, como manipulação dos alimentos, aproveitamento
total dos alimentos, boas práticas de manipulação
e higiene.
Luciane Martini, assistente social do programa, explica que muitas entidades
não teriam condições de adquirir frutas e verduras
e, com a doação, induzem uma alimentação mais
saudável aos atendidos.
Quem quiser se cadastrar para ser doador pode entrar em contato com Milene
ou Luciane pelo telefone (45) 3225-3828, ramal 25.
ABANDONO
Quatro meninos vivem nas ruas há três meses
“Eu
morava no Melissa com os meus pais, mas a minha mãe sempre mandava
os policiais me matarem. Agora, nós dormimos na rua”. A declaração
é de um dos quatro adolescentes que a equipe do Hoje encontrou
no Centro de Cascavel durante a semana.
Os meninos, dois com 12 anos e dois com 16 anos, contaram que estão
na rua há três meses. “O pessoal dá comida aqui
perto. Não roubamos. Temos amigos que estão nas ruas também,
em outros lugares da cidade”, declara um deles, em meio a mastigadas
apressadas de um alimento que levava em uma sacolinha.
Para a coordenadora do SOS Criança, Ellen Bosato Pires, a esmola
ajuda a manter esta situação. "Às vezes recusar
até comida pode não ser maldade", observa.
Ellen explica que quando a comunidade dá dinheiro para os meninos
de rua, pode agravar o problema. “A sociedade acaba mantendo as
crianças nas ruas. Se eles não ganhassem comida e dinheiro,
voltariam para casa. A ação para tirar os meninos da rua
teria que ser conjunta”, enfatizou.
Ela conta que o caso do menino da primeira declaração é
agravante: “A mãe dele é desequilibrada. Ela o ensinou
a mendigar, porque ela faz isso. Sempre encaminhamos essas crianças
para casa, mas os pais são negligentes”, confessa.
Conforme ela, a maioria das crianças que estão nas ruas
tem pai e mãe. “Eles são muito pobres e nas ruas têm
o que não podem ter em casa, como comida, sorvete, jogar vídeogame,
até chegar nas drogas. É mais difícil tirar um usuário
de drogas das ruas do que uma criança que está somente para
mendigar”.
Segundo a conselheira tutelar Maria Tereza Chaves, todas as noites são
feitos arrastões para encaminhar as crianças para casa.
“Quando o ambiente familiar não é propício
e saudável passamos para a Justiça resolver”, assegura.
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Cascavel, Sérgio
Kreuz, afirma que o grande problema é que a cada dia há
mais jovens nas ruas, “fruto da falta de investimento para crianças
e adolescentes”. Para ele, é preciso atuar no combate à
drogadição dos menores. “Muitas crianças têm
problemas com drogas e, infelizmente, a conseqüência é
isso: crianças na rua”.
TRÂNSITO
Obra seria uma extensão das vagas nos canteiros da Avenida Brasil
Comerciantes pedem estacionamento
“Estamos
indignados com a falta de estacionamento para a população
aqui nesse trecho. Pedimos essa obra a prefeitura há mais de quatro
anos e até hoje nada”. A reclamação é
do comerciante Paulo Pramil, que tem um estabelecimento na Avenida Brasil,
próximo ao Banco HSBC, no Bairro São Cristóvão.
Segundo ele, os comerciantes do local já se mobilizaram várias
vezes sobre o problema, mas nenhuma providência foi tomada.
Ele afirma que algumas das lojas têm estacionamento próprio,
mas defende a abertura de um estacionamento no canteiro central da Avenida
Brasil. “Essa não é uma obra para os comerciantes,
mas para a população, que em horários de pico sofre
para encontrar uma vaga aqui”, alega.
Paulo diz que para executar a obra seria necessário arrancar três
árvores, que já estão velhas. “Se fossem muitas
árvores até concordaria, mas tem várias outras no
local e apenas três teriam que ser arrancadas”, constatou.
Dirlei Conceição disse que ligou para o vice-prefeito, Vander
Piaia, que incumbiu a negociação da obra ao diretor de Trânsito
da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito),
Friedel Lemke, mas que não havia, até então, procurado
os comerciantes.
Segundo a Cettrans, a situação está sendo analisada
pela diretoria. Friedel apenas disse que já esteve no local para
verificar a situação.
Fim
da rotatória
Ao lado do local em que os comerciantes reivindicam o estacionamento,
a Prefeitura de Cascavel está executando algumas mudanças
e intervenções. No total, serão investidos cerca
de R$ 300 mil, contemplando o sistema de semáforos, canteiros,
entre outros.
A primeira parte da obra já foi liberada e a finalização
deve ser entregue em dez dias. Ela já devia ter sido finalizada,
mas devido às chuvas a empresa que venceu a licitação
não conseguiu encerrar. De acordo com o secretário de Planejamento,
Luiz Alberto Círico, foi retirada a rotatória da Avenida
Brasil (em frente ao HSBC) para facilitar o fluxo da Avenida Piquiri e
na continuidade da Avenida Barão do Rio Branco.
O acesso da Rua Erechim à Avenida Brasil passará a ter um
semáforo, assim como as demais intervenções naquele
local
A inauguração
oficial será realizada sexta-feira, às 20h
Gastroclínica apresenta
a ampliação dos espaços
Durante café
da manhã ontem, o corpo clínico da Gastroclínica
apresentou à imprensa a nova estrutura da clínica. De acordo
com o médico Mauro Bonatto, “todos estão orgulhosos
com a obra”, que permitirá uma melhor qualidade nos atendimentos
à população. “Estamos animados com essa nova
estrutura, que veio agregar a outra que já está em funcionamento
desde 1989”, disse.
Segundo o administrador da Gastroclínica, Humberto Paulo Arges
Júnior, foram investidos R$ 1,5 milhão na obra, 70% financiado
pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Com a ampliação, a expectativa é de que os atendimentos,
que até então eram de 100 ao dia, dobrem.
Humberto lembra que até o fim do ano o corpo clínico receberá
a inclusão de mais três médicos. “Também
aumentamos 30% o quadro de funcionários, passando de 30 para 40
colaboradores”, acrescenta.
A inauguração oficial da obra será realizada sexta-feira,
às 20h.
Estrutura
moderna
A estrutura do espaço com 1,3 mil m², em um projeto moderno
e funcional, conta com:
- Salas de espera exclusivas para consultas e exames;
- Apartamentos para atendimento de casos de urgência;
- Novos consultórios;
- Sala de exames endoscópicos com equipamentos especialmente desenvolvidos
para a Gastroclínica Cascavel;
- Sistema de macas que transportam o paciente para o exame endoscópico
e, após o exame, para a sala de recuperação;
- Setor de limpeza mecânica e de desinfecção dos equipamentos
endoscópicos e acessórios ajustados às necessidades
das quatro salas de endoscopia;
- Ecografia diagnóstica e terapêutica (incluindo o aparelho
eco tridimensional endoretal), não apenas para as doenças
digestivas, mas também para outros órgãos;
- Integração entre as salas de endoscopia, consultório
e auditório por meio de um sofisticado sistema digital, que permite
a visualização das imagens do exame endoscópico pelo
médico solicitante em seu consultório e em tempo real;
- Monitores conectados a canais de satélite digital em toda a clínica,
nos quais o paciente poderá assistir a palestras ou obter informações
exlcusivas da clínica.
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