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DICAS
Cuide bem do motor do seu corpo e leve uma vida saudável
Mantenha o coração sempre jovem

Ele é um órgão muscular oco, localizado no meio do peito, sob o osso externo, ligeiramente deslocado para a esquerda. Em uma pessoa adulta, o coração tem o tamanho aproximado de um punho fechado e pesa cerca de 400 gramas. É uma espécie de bomba hidráulica de paredes musculares, cuja finalidade é impulsionar o sangue oxigenado (ou arterial) que vem dos pulmões para toda a circulação. Em repouso - enquanto você lê essa reportagem, por exemplo - pulsa em uma freqüência média de 60 a 100 batimentos por minuto. Você nem se dá conta de suas funções - afinal, o funcionamento é involuntário -, mas ele está aí, batendo forte, para o bem de sua saúde.
Mas muita gente também não percebe - ou minimiza - os vilões que rondam o órgão vital. Bem estabelecidos desde a década de 1970, os fatores de riscos para doenças cardiovasculares correspondem à pressão alta, sedentarismo, tabagismo, diabetes tipo 2, histórico familiar, alterações nas taxas de colesterol e faixa etária. Atualmente eles ainda dividem a cena com os chamados fatores metabólicos, os relacionados a transformações bioquímicas que ocorrem no organismo.
Portanto, o motivo de preocupação hoje passou a ter o nome de fatores cardiometabólicos, ou seja, que representam uma resposta do corpo a excessos (alimentares, por exemplo) e escassez (de atividade física, de alimentação rica em fibras). Em resumo, circunferência abdominal maior que 90 centímetros para homens e 80 centímetros para mulheres; altas taxas de açúcar e de gordura (triglicérides) no sangue; taxa de colesterol e pressão elevados. “A dieta adequada e a atividade física são fortes protetores contra esse subgrupo de fatores de risco”, diz o médico Álvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo.

Ciclo perigoso
O acúmulo de gordura na barriga (notado pela medida da circunferência abdominal); o aumento de açúcar no sangue (glicemia); muito LDL (colesterol ruim) e pouco HDL (colesterol bom); nível elevado de triglicérides (gordura no sangue) e pressão alta predispõem às doenças cardiovasculares e ao diabetes que, conseqüentemente, torna-se um dos grandes vilões do mau funcionamento do coração.
Essas doenças sempre foram a principal causa de morte global. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), matam 17 milhões de pessoas por ano, ou um terço de todas as mortes anualmente. Para escapar dessas estatísticas há que se mudar os hábitos de vida.

OS 10 MANDAMENTOS
A Cartilha do Coração, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, orienta você a manter uma vida saudável:

1 Diga não à obesidade e controle o seu peso
2 Consulte seu médico periodicamente
3 Meça a sua pressão arterial com freqüência
4 Diga não ao fumo
5 Verifique a quantidade de sal nos rótulos dos alimentos
6 Diga não ao sedentarismo. Pratique uma atividade física
7 Escolha bem os alimentos
8 Descubra se é diabético e se tem colesterol alto
9 Evite o estresse
10 Ame a vida e seu coração

FONTE: REVISTA VIVA SAÚDE

CUIDADOS
Escute os pedidos de socorro de sua boca
Todo o corpo humano, quando abalado, emite sinais claros de que algo está errado. O problema é que nem sempre prestamos atenção a esses pedidos de socorro. Com a boca não é diferente e nem sempre a dor é o único fator de perigo. Muito antes de ela aparecer, outros indícios já deveriam ter chamado a atenção. O sangramento gengival, por exemplo, normalmente caracteriza doenças nas estruturas de proteção e suporte dos dentes, chamadas gengivite e periodontite. E, por se tratarem de doenças crônicas, costumam ter um curso longo com baixa intensidade, o que as tornam indolores e, conseqüentemente, faz as pessoas adiarem seu tratamento até que, por volta dos 40 ou 45 anos de idade, os dentes passam a ter grande mobilidade.
É nesse momento que vem a decisão tardia de procurar um cirurgião-dentista que, provavelmente, indicará um especialista em periodontia. O problema é que a essa altura alguns dentes já podem estar condenados.
Por isso, a recomendação de freqüentar o dentista a cada seis meses, no mínimo, não é papo de profissional à caça de paciente. A manutenção da saúde bucal deve ser feita diariamente, em casa, e pelo menos duas vezes ao ano no consultório dentário. Isso quando o indivíduo não possui nenhum problema a ser tratado, como cáries ou doenças na gengiva.
Vale lembrar que as doenças periodontais podem afetar qualquer grupo etário, inclusive crianças.

Dicas para um sorriso bonito

Segundo Paulo Roberto Pinheiro da Silva, especialista em periodontia, antes de tudo é preciso manter hábitos adequados de higiene bucal utilizando escovas de boa qualidade com cerdas extramacias e boa pasta de dente. Depois, é importante visitar o dentista regularmente. Confira se você está no caminho de uma gengiva saudável:

• Escove os dentes duas vezes ao dia com uma escova com cerdas macias e pasta de dentes com fluoreto, preferivelmente de manhã (após o café) e antes de dormir.

• Escove os dentes logo após a ingestão de doces. O açúcar facilita a propagação de bactérias.

• Limpe entre os dentes diariamente para remover a placa de áreas que a escova não alcança. Para isso, use fio dental antes de cada escovação. Corte um pedaço de aproximadamente 30 cm, enrole-o nos dedos médios das duas mãos e faça movimentos de vai-e-vem até abaixo do nível da gengiva.

• Não esqueça de escovar a língua, pois ela também acumula placa bacteriana.

• Visite o dentista regularmente - pelo menos uma vez a cada seis meses - para que ele faça uma limpeza especializada.

• Não fume. O cigarro irrita a área da gengiva e prejudica a renovação do sangue na região.

• Troque sua escova de dentes a cada três meses, ou antes, se parecer gasta.

• Grávidas, principalmente por volta do terceiro e do quarto mês de gestação, devem manter cuidado redobrado, pois as alterações hormonais afetam a gengiva, sendo freqüentes os sangramentos.

• Quem tem tendência a problemas na gengiva deve usar escovas especiais do tipo unitufo. Parecidas com pequenos pincéis, agem no sulco gengival, estrutura entre a gengiva e o dente, propícia para o acúmulo de placa bacteriana.

• Recomenda-se o uso de soluções para enxágüe bucal à base de clorexidina, que podem auxiliar nos casos em que já há placa ou tártaro. Porém, não exagere nas doses, pois os bochechos excessivos com essas substâncias podem causar manchas nos dentes e alterar o paladar.

• Quem usa aparelho corretivo nos dentes deve ter cuidado redobrado com a escovação.


 

 

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