UNIÃO
Despesas correntes subiram R$ 37,8 bi em relação a este
ano
Orçamento
para 2007 tem
furo de R$ 5 bi, diz relator
O
presidente eleito terá um grande desafio: cortar ao menos R$ 5
bilhões no Orçamento da União de 2007. O alerta é
do relator do Orçamento, senador Valdir Raupp (PMDB-RR). Segundo
ele, a proposta encaminhada pelo Executivo tem inconsistências e
um buraco que pode chegar a R$ 7 bilhões.
As despesas correntes já aumentaram R$ 37,8 bilhões em relação
a previsão de gastos de 2006, chegando a 17,81% do PIB (Produto
Interno Bruto). No entanto, o senador observa que o governo não
destinou recursos suficientes para despesas que considera essenciais,
como as emendas coletivas dos parlamentares, que entram na conta de investimentos,
e o ressarcimento aos estados das perdas com a Lei Kandir, que desonera
as exportações por meio das unidades da federação.
A notícia atinge diretamente os dois candidatos à Presidência,
Geraldo Alckmin (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porque
o eleito terá de articular com o Congresso Nacional o corte. A
medida vai de encontro ao discurso do atual presidente, que anuncia um
ajuste fiscal gradual com início somente a partir de 2008. Já
o candidato tucano tem insistido que o corte dos gastos públicos
é urgente, falando, inclusive, em uma profunda racionalização,
já a partir do ano que vem, com a redução da máquina
pública, corte de cargos em comissão e a extinção
de ministérios.
DOSSIÊ
Vedoin teria pedido R$ 1 mi por entrevista
Dos R$ 1,7 milhão apreendido na negociação do dossiê
contra políticos tucanos, R$ 1 milhão seria usado para pagar
a entrevista dos empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin
à revista “IstoÉ”, quando eles acusam políticos
do PSDB de envolvimento na compra superfaturada de ambulâncias.
Segundo o relatório parcial da Polícia Federal sobre as
investigações sobre o dossiê, essa versão foi
apresentada pelo petista Valdebran Padilha, preso em São Paulo
com parte do dinheiro da negociação do dossiê.
O relatório, no entanto, não especifica se o dinheiro seria
repassado à revista ou apenas para o dono da Planam. No depoimento,
Valdebran contou que a primeira parcela ficaria como garantia do acordo.
De acordo com ele, Luiz Antônio pediu ainda que o sinal fosse dado
em cédulas de reais e de dólares.
O adiantamento corresponderia à metade da quantia inicialmente
acertada para a aquisição do dossiê - R$ 2 milhões
-. Conforme Valdebran, somente na segunda etapa da negociação,
o valor foi reduzido para R$ 700 mil. As duas parcelas, no entanto, seriam
entregues de uma vez em um hotel próximo ao Aeroporto de Congonhas,
em São Paulo.
O relatório parcial das investigações sobre a negociação
do dossiê contra políticos do PSDB mostra cinco etapas para
os próximos passos da Polícia Federal no caso. Entre eles,
checar a origem dos dólares apreendidos, seguir a investigação
sobre os reais suspeitos de terem ligação com o jogo do
bicho no Rio de Janeiro, além de ouvir novos depoimentos de envolvidos.
FIES
Abre
hoje o prazo para que as instituições privadas de ensino
superior formalizem sua adesão ao Fies (Fundo de Financiamento
ao Estudante do Ensino Superior). As inscrições devem ser
feitas até o dia 1º de novembro, por meio do endereço
eletrônico www3.caixa.gov.br/fies. Neste ano a oferta aos alunos
é de 100 mil contratos. As novas exigências sobre a qualidade
dos cursos, que devem ser consideradas pelas instituições
para aderir ao Fies, foram publicadas no “Diário Oficial”
da União sexta-feira, na Portaria 1.710 do Ministério da
Educação.
PARCELAMENTO
Câmara tem até sexta para votar o Refis 3
A Câmara dos Deputados tem até sexta-feira para votar a MP
(Medida Provisória) 303, que permite novo parcelamento de dívidas
perante a Secretaria da Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A chamada MP
do Refis 3 foi alterada pelos senadores e agora depende de nova votação
dos deputados. Se não for aprovada até sexta, a MP perderá
a validade. Por isso, o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo
(PCdoB-SP), convocou os parlamentares para duas sessões de votação
hoje e amanhã. Com quórum, outras sete medidas provisórias
deverão ser votadas, porque trancam a pauta da Casa.
PRESIDÊNCIA
Em três dos cinco blocos os dois participantes perguntarão
entre si
Record
deixa candidatos frente a frente
A
Rede Record promove hoje, a partir das 22h30, o penúltimo debate
entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à
reeleição pelo PT, e Geraldo Alckmin, do PSDB, no segundo
turno das eleições. A Globo fecha o ciclo de debates entre
os candidatos à Presidência sexta-feira à noite, ainda
sem horário definido, na antevéspera da eleição.
O programa da Record marca a volta do embate direto dos dois adversários,
com três dos cinco blocos destinados a perguntas entre os próprios
candidatos. No último debate, realizado pelo SBT quinta-feira,
predominou um tom morno. Contribuiu para isso o formato adotado na abertura
do programa, com perguntas sobre o conteúdo programático
de cada candidato.
As coordenações de campanha dos dois, no entanto, garantem
que o tom ameno será mantido. Animado com o resultado do debate
no SBT, Lula decidiu que não mexerá em ponto algum de sua
estratégia para hoje à noite. Lula, que manifestou a interlocutores
a satisfação com o último debate, seguirá
tentando desconstruir o discurso de gestão do rival, batendo nas
privatizações, à base de muita ironia.
Reta
final
A
uma semana da eleição, o candidato do PSDB à Presidência,
Geraldo Alckmin, decidiu mudar seu programa no rádio e na televisão.
Na reta final, será muito mais agressivo, principalmente em relação
ao PT, que vai aparecer como dono do dinheiro destinado à compra
do dossiê Vedoin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
vai deixar o programa quase do jeito que está. De mudanças,
mesmo, apenas algumas ironias em relação a Alckmin serão
acrescentadas.
O comício final de Alckmin será em São Paulo; o de
Lula, no Rio de Janeiro, ambos na quinta.
CAMPANHA
Lula enfatiza luta de classes; Alckmin vai “auditar tudo”
O
candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula
da Silva, ironizou seus adversários durante discurso na capital
paulista, dizendo que eles deveriam “rezar” por sua vitória.
Também na capital, Geraldo Alckmin (PSDB) sinalizou que o término
da eleição não porá fim ao clima belicoso
entre o seu partido e o PT.
Durante a gravação de entrevista para o programa Roda Viva,
nos estúdios da TV Cultura, em São Paulo, Alckmin disse
que, num cenário de reeleição de Lula, o PSDB deve
seguir falando das questões éticas, que vêm sendo
exploradas pela sua campanha, mesmo que haja algum diálogo sobre
governabilidade.
“O que o PT não pode exigir da oposição é
impunidade. Querer que a oposição seja conivente, aí
não. Nem a população brasileira quer isso”,
disse o tucano.
Falando na hipótese de sua vitória, Alckmin mostrou que
pretende agir para colocar as mazelas do governo PT à mostra. “Eu
vou auditar tudo”, afirmou, fazendo referência a contratos
entre o governo e ONGs (Organizações Não-Governamentais)
petistas e gastos que possam ser considerados suspeitos de irregularidades.
O presidente e candidato à reeleição, Lula, voltou
a usar de ironia: “Ao invés de eles ficaram com tanta bronca
de mim, eles deveriam pedir a Deus que eu ganhasse para eu poder deixar
o Brasil muito melhor”.
Em comício na região de Cidade Tiradentes, o presidente
enfatizou o problema da luta de classes, sempre se colocando como quem
governa para a maioria, em contraponto ao PSDB, que, segundo petistas,
governa para os ricos.
PARANÁ
Justiça determina nova apreensão de material
Panfletos
com calúnias e injúrias contra Osmar Dias, candidato a governador
da coligação Paraná da Verdade, começaram
a ser apreendidos em Cascavel sábado por decisão da Justiça
Eleitoral. O pedido foi feito ao Juízo da 143ª Zona Eleitoral
da Comarca, sexta-feira, pelo departamento jurídico do diretório
local do PDT, presidido por Sérgio Terres.
O despacho de apreensão considera que o material “foi além
dos limites da mera crítica a Osmar Dias”. O panfleto trata
o adversário com “expressões de caráter pejorativo,
que se prestam apenas para denegrir a imagem do candidato Osmar Dias”,
de acordo com a sentença.
O Juízo da 18ª Vara Cível de Curitiba, face à
veiculação proibida de imagens do prefeito de Curitiba,
Beto Richa, no horário eleitoral gratuito da coligação
Paraná Forte, sexta-feira à noite, determinou diretamente
à Rede Paranaense de Televisão o corte de quaisquer eventuais
imagens do prefeito Beto Richa na propaganda eleitoral.
Caso a coligação de Requião continue a burlar a decisão
anterior da Justiça Eleitoral, proibindo a utilização
de imagens do prefeito de Curitiba em horário eleitoral, a emissora
de televisão está autorizada a efetuar cortes no conteúdo
do programa.
Mantega
pode cair
O “dossiegate” levou o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva a considerar uma mudança maior em sua equipe ministerial
do que pretendia caso tivesse vencido no primeiro turno. Voltando a falar
como reeleito nas conversas reservadas, Lula analisa a hipótese
de substituir Guido Mantega (Fazenda). O presidente da Petrobras, Sérgio
Gabrielli, seria o primeiro substituto da lista caso Lula decida mexer
na área econômica.
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