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SOCIOEDUCAÇÃO
Proposta é deixar o abrigo exclusivamente para meninas

Apesar dos apelos,
SAS será mantido

A diretora-presidente do Iasp (Instituto de Ação Social do Paraná), Thelma Alves de Oliveira, em reunião realizada ontem com representantes da Secretaria de Educação de Cascavel, da Associação de Moradores do Bairro Coqueiral e da Escola Municipal Maria Montessori, ouviu as reivindicações para a transferência de local da Unidade de Socioeducação, o antigo SAS (Serviço de Assistência Social), entretanto, anunciou que o serviço permanecerá no local, só que será exclusivo para meninas.
De acordo com Thelma, os rapazes que hoje estão no SAS serão transferidos para o Educandário, tão logo fique pronto e a unidade ao lado da escola será reorganizada para atender as meninas. “Levaremos uns dois meses para fazer toda a adequação do espaço”, antecipa Thelma.
A diretora da Escola Maria Montessori, Maria Aparecida de Souza, admite que não era o que esperava. “Gostei da reunião. Vários segmentos estiveram presentes e todos mostraram interesse em resolver a situação, estão dando maior atenção ao caso. Mas preferíamos que o serviço não continuasse e se possível, a estrutura fosse repassada para a escola, visto que estamos necessitando de salas de aula”.
Entretanto Maria diz que dará um voto de confiança a decisão tomada. “Nos garantiram que o SAS feminino é mais tranqüilo, que não haverá problemas e também entendemos a atual situação da nossa segurança”.
Ela informa que após o feriado de 12 de outubro se reuniram com a comunidade. “Iremos analisar bem o que foi discutido na reunião e apresentaremos à comunidade, pois é ela que decidirá se aceita ou não. Se não, iremos pensar em novas soluções”.

BAIRRO INTERLAGOS
Danificada pelo vendaval,
UBS continua sem reforma

O vendaval do dia 1º de setembro, que destelhou diversas casas e causou muitos transtornos em Cascavel, também atingiu a nova UBS (Unidade Básica de Saúde) do Bairro Interlagos, inaugurada há pouco tempo, mas ainda não recebeu a manutenção necessária para resolver todos os problemas causados pela tempestade.
Segundo funcionários do posto de saúde, que não quiseram se identificar, em dias de chuva a água escorre pelas paredes em diversos cômodos do posto de saúde. “Qualquer um pode vir aqui e ver as marcas nas paredes. Desde o vendaval, quando algumas telhas trincaram, que está chovendo aqui dentro, mas até agora não fizeram nada”, reclama uma funcionária.
O portão de acesso ao estacionamento foi arrancado pelo vento e permanece encostado em um muro. “A porta de entrada do posto está se soltando. A gente tem de abrir com muito cuidado para ela não cair. Uma parte do forro também foi arrancada”, explica outra servidora.
A assessoria de imprensa da prefeitura garantiu à reportagem do Hoje que a Secretaria de Saúde não sabia dos problemas e que a coordenadora da UBS não teria avisado sobre a situação.
A coordenadora não tem autorização para conceder entrevistas, por isso não comentou o assunto.

 

Tendências do clima
A Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel) organiza um curso sobre Climatologia - Tendências do Clima para a Próxima Safra, inicialmente agendado para outubro. A intenção é promover palestras com a participação de especialistas de dois dos mais conceituados institutos de pesquisas climáticas do País: o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), com sede em Curitiba, e o Inpi (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos (SP).
O objetivo do curso é informar sobre mecanismos possíveis para melhorar observar e avaliar as tendências do clima para a próxima safra.
O oeste do Paraná enfrenta três frustrações sucessivas de safra justamente em função do clima. Por isso, a importância do curso é das maiores, diz o presidente da Areac, Eurico Carlos Mrosk Júnior. “O clima é o maior fator de risco da agricultura e o oeste depende do campo para gerar a maior parte de suas riquezas”, relata Mrosk.
Mais informações pelo telefone (45) 3224-2474.


SÃO CRISTÓVÃO
Além do risco de acidentes, os dejetos lançados nos dois lagos têm cheiro insuportável

Depósitos irregulares geram queixas

O despejo irregular de resíduos químicos em dois lagos improvisados no Bairro São Cristóvão, nas proximidades da Avenida Piquiri, região leste de Cascavel, próximo ao viaduto da PRT-467, tem incomodado os moradores, que pedem uma solução urgente para o problema.
Além do risco de acidentes, já que os dois buracos têm cerca de cinco metros por dez de extensão e mais de três metros de profundidade cada um e estão no meio do matagal, o forte odor dos dejetos incomoda os vizinhos.
“Além do mau cheiro, principalmente nas épocas quentes do ano, o local traz insetos para dentro da casa. É insuportável”, afirma uma moradora, que não quis ser identificada.
O aposentado Osvaldo Alves Mendes reforça: “O cheiro realmente é muito forte em determinadas épocas do ano”.
Um jovem, que também preferiu não ser identificado, garante ter flagrado várias vezes pessoas jogando lixo e sacos com animais mortos dentro dos depósitos.
Segundo os vizinhos, as valas foram abertas há cerca de dois anos. Há um ano o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) recebeu a denúncia. A empresa foi notificada e autuada. “O termo de ajustamento de conduta foi assinado dia 28 de agosto. A empresa tem até 28 de outubro para apresentar o projeto e 180 dias para fazer a regularização. Se não for realizada, haverá o risco de a licença ambiental ser cassada, a atividade embargada e a empresa será multada”.


Faltou planejamento
A bióloga do IAP Jussara Hickson explica a situação: “A empresa trabalha com reciclagem de material plástico. Ela possui internamente um sistema de decantação e filtração dos resíduos decorrentes da lavagem das garrafas plásticas, procedimento que está no projeto apresentado e aprovado pelo IAP”.
Entretanto a empresa cresceu e, conseqüentemente, o nível de resíduos também. Então foram abertos os açudes, que não estão previstos no projeto do IAP, explica Jussara.
“O problema maior é o fato de os resíduos estarem sendo lançados sem qualquer tipo de tratamento, num lugar que não apresenta profundidade nem revestimento necessário. Toda a água utilizada deve ser reaproveitada, não pode ser lançada, ainda mais naquela área que é de manancial. Se a situação não for resolvida, pode atingir a galeria fluvial e parar no Rio Cascavel”, ressalta.


TERMO DE CONDUTA
Despejo deve cessar, diz MP
O promotor de Justiça Ângelo Ferreira ainda não teve acesso ao caso, mas explicou que, para a lavratura do termo de ajustamento de conduta a empresa deve comprovar que cessou a poluição. “A partir do momento que foi constatada a irregularidade a empresa não precisa fechar as portas, mas deve cessar imediatamente a poluição. Se for comprovado que a empresa voltou a poluir, ela arcará com as conseqüências. A poluição é inegociável”, arremata.

 

Outro lado
O proprietário da empresa Ecopet Indústria e Comércio Ltda, Marcos Antonio Morais, garantiu que o problema já está sendo resolvido. “Os engenheiros estão trabalhando sobre o projeto. Acredito que dentro de um mês ou dois as obras sejam iniciadas”.
Ele acredita que até o início do ano que vem as adequações necessárias tenham sido feitas. “Não é muita coisa, é apenas uma adequação”.
Marcos ressalta o lado social da empresa: “Todo o mundo acaba vendo somente o lado ruim. Temos o problema? Temos. Mas já estamos resolvendo. A nossa empresa está há cinco anos em Cascavel, geramos 30 empregos diretos e cerca de 100 indiretos”, completa.

CAMPANHA SALARIAL
Bancários decidem sobre greve segunda-feira

Bancários de todo o País reúnem-se em assembléias segunda-feira para deliberarem sobre a deflagração de greve já a partir do dia 26. Em Cascavel, o sindicato da classe convocou assembléia geral extraordinária para as 18h, no auditório da entidade. O presidente Gladir Basso explica que estarão reunidos, em assembléia única, os funcionários dos bancos privados, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A data-base dos bancários é 1º de setembro.
“Caberá à classe decidir sobre a paralisação nacional e, se for deflagrada, de que forma será feita”, disse o sindicalista, argumentando que, mais uma vez, “os banqueiros e o governo [neste caso o BB e a Caixa] estão empurrando os bancários para a greve, já que, apesar de o setor financeiro ser um dos segmentos da economia que vêm obtendo os maiores lucros, sequer apresentou contraproposta salarial até agora".
Nesta campanha salarial 2006/07, a pauta de reivindicações dos bancários consiste em reajuste de 16,67%, piso de R$ 1,7 mil, garantia do emprego, participação nos lucros ou resultados compatível com os expressivos lucros dos bancos; segurança bancária, proibição de contratação de terceirizados pelos bancos e recuperação do poder de compra.


Doador do Órgãos
O HU (Hospital Universitário) de Cascavel realiza de 25 a 29 de setembro A Semana do Doador, em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Órgãos, lembrado em 27 de setembro. Para o evento foram programadas várias atividades para divulgar e conscientizar as pessoas sobre doação de órgãos e tecidos para transplantes. Haverá uma exposição sobre o tema no hall de entrada de visitas do HU com faixas, banners, folders e, quarta-feira, funcionários estarão em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida, na Avenida Brasil, orientando e distribuindo panfletos informativos.

PARCERIA SEM FIM
Os valores serão definidos na próxima semana, já com o reajuste dos salários dos contratados

ANA terá mais dez meses de contrato

A Comissão de Avaliação dos Termos de Parceria, formada por membros da Secretaria de Saúde, CMS (Conselho Municipal de Saúde) e da ANA (Associação Nova Aliança), aprovou ontem a renovação do convênio com a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O aditivo do convênio será de dez meses para os médicos e dentistas do PSF (Programa Saúde da Família) e dos médicos plantonistas e de nove meses para os agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e os redutores de danos, vigorando até 31 de julho de 2007.
De acordo com o secretário executivo da ANA, Márcio Harres, o valor total do aditivo ainda não foi fechado, pois está sendo negociado um aumento salarial para os profissionais. Para os agentes, o reajuste deverá ser perto dos 8%. Já a variação para médicos e dentistas será negociada em reunião no fim da tarde de hoje com o prefeito Lísias Tomé e com o secretário de Saúde, Nadir Willi.
“O aumento deverá ser também de 8% para esses profissionais”, antecipa Márcio.
Segundo ele, o valor total do convênio para os 350 agentes será de R$ 4.374.721,07 para os nove meses. Além disso, também terá que ser calculado o aumento para os 110 médicos plantonistas dos dois PACs (Postos de Atendimento Continuado) e das UBS (Unidades Básicas de Saúde).
Conforme Márcio, assim que foram fechadas as planilhas com os valores será viabilizado o aditivo de renovação, pois o contrato atual encerra no dia 30 de setembro para médicos e dentistas e 31 de outubro para os agentes de endemias, comunitários de saúde e redutores de danos, cerca de 480 profissionais.
Mês passado o secretário Willi anunciou que não renovaria mais com a ANA. Sem conseguir concluir a contratação de médicos e dentistas, teve que recuar na sua decisão.

DENGUE
Agentes fazem
arrastão para
prevenção

Agentes da dengue começaram ontem um arrastão no Bairro Cancelli. Pelo Programa de Endemias, o mutirão contra o mosquito Aedes aegypti distribuiu sacos plásticos, panfletos e explicou as ações que devem ser tomadas para evitar a proliferação da doença. “Passamos informações e explicamos que amanhã [hoje] as pessoas podem colocar na frente de suas casas sacolas com lixo que iremos recolhê-las. Aqui, como tem a Fonte dos Mosaicos, é um lugar propício para a dengue”, esclarece a agente de endemias Idaci Lourdes Dalla Vall.
Para a agente Nilce Milani, a ação ajuda na prevenção da dengue. “Muitos lixos, como pneus, vasos sanitários, produtos recicláveis e lonas são recolhidos”, salienta.
O supervisor da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Nereu Gomes da Silva, conta que o último caso de dengue em Cascavel ocorreu em julho, em um morador do Centro da cidade, onde foi realizado um mutirão, assim como em outros bairros.
O programa será realizado também nos bairros Melissa e Canadá. “O índice preconizado de infestação é de 1%, ou seja, em cada 100 casas pode ser encontrado o mosquito em uma residência. Mas em Cascavel o índice é de apenas 0,67%”, salienta Nereu.

FOTOPERSONAGENS:

“O lugar é propício para a dengue”
Idaci Dalla Vall, agente de endemias

“O último caso ocorreu em julho”
Nereu da Silva, supervisor da Funasa

 

 

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