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NEPOTISMO
PPS contesta número informado à Justiça

Governo entrega ao MP a
lista com nome de parentes

O MP (Ministério Público) do Paraná divulgou ontem à tarde a lista com a quantidade de parentes (de até terceiro grau) de autoridades públicas que trabalham em alguns órgãos dos poderes Legislativo e Executivo do Paraná e de Curitiba. Os nomes dos contratados, os cargos que ocupam e seus salários, no entanto, não foram divulgados. Foi decretado sigilo das informações.
De acordo com as informações enviadas pela Casa Civil para o MP do Paraná, o governador licenciado Roberto Requião - candidato à reeleição pelo PMDB - emprega seis parentes em cargos comissionados em sua atual gestão. Os parentes de Requião estão lotados nos seguintes órgãos: Governadoria, Secretaria de Estado da Educação, Administração do Porto de Paranaguá, Sanepar, Rádio e Televisão Educativa do Paraná e na Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná).
Entre as secretarias estaduais são quatro os titulares das pastas que empregam parentes: Nestor Celso Bueno, secretário de Planejamento e Coordenação-Geral; Nivaldo Kruger, na secretaria especial de Representação do Paraná em Brasília; Airton Pissetti, secretário de Comunicação Social, e Cláudio Xavier, secretário de Saúde.
A assessoria jurídica do PPS, que entrou com o pedido de investigação sobre o nepotismo, contesta as informações alegando que o número de parentes nomeados por Requião é maior.

 

SANGUESSUGAS
Justiça repassa dossiê à CPI

A Justiça Federal de Mato Grosso autorizou o envio à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Sanguessugas de todo o material apreendido pela Polícia Federal na investigação do dossiê que envolveria políticos tucanos. A ordem foi expedida pelo juiz Marcos Tavares. Ele atendeu a um pedido formulado em ofício do presidente da CPI, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
De posse do material, a CPI incluirá no rol de investigados José Serra e Barjas Negri, ex-ministros da Saúde na gestão Fernando Henrique Cardoso. Por ora, estavam sendo apurados apenas fatos relacionados às gestões do petista Humberto Costa e do peemedebista Saraiva Felipe, que comandaram a pasta da Saúde na gestão Lula.
Serão encaminhadas à CPI todas as peças que compõem o dossiê levado ao balcão pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam e chefão da máfia das sanguessugas. O material foi apreendido sexta-feira, antes de ser comercializado com emissários petistas por R$ 1,7 milhão.

 

AGOSTO
Déficit da Previdência aumenta 15,6%
O resultado da Previdência em agosto, administrada pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), foi um déficit de R$ 3,1 bilhões, conseqüência de uma arrecadação líquida de R$ 10,020 bilhões e de uma despesa com pagamentos de benefícios de R$ 13,120 bilhões. O número é 15,6% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando o instituto registrou um déficit de R$ 2,682 bilhões.
Em relação a julho deste ano, o déficit caiu 9,8%. O secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, atribuiu o a queda em agosto em relação a julho à melhora na arrecadação de receitas. "Houve um aumento significativo de receitas correntes e, por isso, a arrecadação até surpreendeu", afirmou o secretário, destacando que em julho as receitas já tinham batido recorde.
Schwarzer afirmou que a melhora na arrecadação pode ter duas explicações: antecipação de contribuições futuras e pagamento de dívidas atrasadas, mas que ainda não estavam registradas em dívida ativa, ou seja, antes de a fiscalização identificar o débito e notificar os devedores. "Algumas empresas que estão atrasadas dois ou três meses com suas contribuições podem ter resolvido acertar suas contas num mês em que o caixa melhorou", explicou o secretário, atribuindo essa quitação voluntária ao medo de serem pegos pela fiscalização.
De janeiro a agosto a Previdência acumula um déficit de R$ 25,577 bilhões, ante déficit de R$ 22,612 bilhões verificados no mesmo período de 2005, o que representa um aumento de 13,1% no resultado negativo.

 

PARANÁ
Riquelme responderá sobre escutas
   
O procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, foi convocado para reunião terça-feira para dar explicações ao Conselho Superior do Ministério Público do Paraná. Riquelme terá de responder sobre suas declarações inocentando o governador licenciado do Estado, Roberto Requião (PMDB), de qualquer envolvimento com o caso das escutas telefônicas ilegais.
As declarações de Riquelme, além de terem impacto negativo entre os procuradores e questionarem a isenção do MP em relação ao Executivo estadual, foram usadas na propaganda política de Requião. A PIC (Procuradoria de Investigação Criminal) do MP abriu inquérito para investigar ligações de membros do governo com o caso.

 

PESSIMISMO

Carga tributária, gastos públicos e juros altos são os principais entraves

CNI reduz projeção de crescimento

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2006. A estimativa feita em abril, de 3,7% de alta ante 2005, foi reduzida para 2,9%. O PIB industrial também teve a projeção de crescimento recalculada: dos 5% de alta previstos em abril, passou para 3,5%.
Segundo o boletim Informe Conjuntural, divulgado ontem, fatores como carga tributária excessiva, gastos públicos elevados, juros altos e real valorizado ante o dólar sufocam a atividade econômica no País.
A entidade argumenta que o principal entrave para um crescimento vigoroso é o aumento contínuo dos gastos públicos, que, para se sustentar, precisam de uma quantidade de impostos muito alta. A carga tributária de quase 40% do PIB restringe o investimento, motor do crescimento econômico.
Outra causa deste fenômeno são os altos juros reais, ainda na casa de dois dígitos ao ano.

 

AGRONEGÓCIO
PIB cai R$
5,7 bi no
semestre
O PIB do agronegócio caiu 1,88% no primeiro semestre do ano, mostraram números da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Os indicadores rurais mostram que, se mantidas as mesmas taxas de crescimento nos meses subseqüentes do ano, a atividade rural deverá atingir um PIB anual de R$ 147,34 bilhões, frente aos R$ 153,04 bilhões de 2005.
Essa queda representa a redução de R$ 5,7 bilhões com diminuição de 3,72% na renda dos produtores em 2006. Esses números evidenciam a evolução da crise no setor rural, o que acarreta perda de espaço da agropecuária na participação do PIB do País. 
“A perda vai ser grande, mas tende a haver uma melhora no segundo semestre, porque os preços podem variar positivamente devido a uma recuperação, principalmente, das carnes”, avalia o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta.

 

Desemprego
A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do País passou de 10,7% em julho para 10,6% em agosto, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do sexto mês sem variação significativa na taxa na comparação com o mês anterior.

 

 

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