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DIA DO ÍNDIO
Muitos vem para a cidade a procura de alternativas para a sobrevivência
Falta de terras é o principal
problema indígena da região

No Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, não houve muito que festejar já que há muitos anos a população indígena está sendo expulsa de suas terras e obrigada a incorporar uma cultura branca muito diferente da sua.
A situação dos povos indígenas passa muito longe daquela ensinada nas escolas, uma visão folclórica do índio idealizado. Hoje não raro vemos índios pelas ruas da cidade em situação de extrema pobreza, bêbados e com fome.
Mas tudo isso é reflexo de anos de exploração e negação da cultura indígena. Cultura que é constantemente massacrada pela industria globalizada e por um padrão cultural pré-estabelecido.
Para o indianista e assessor de Assuntos Comunitários da Prefeitura de Cascavel, Paulo Porto, o principal problema está na demarcação de terras. “Quanto mais os povos crescem, menos terras eles têm. Povos indígenas sem terras é um problema muito sério, por que a terra é mais do que um recurso econômico, tem haver com a lógica cultural”, explica.
O doutor em Antropologia Social pela UFRJ/Museu Nacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Evaldo Mendes, acredita que as áreas indígenas que existem hoje são insuficientes para garantir condições mínimas de sobrevivência às populações. “As áreas que existem no oeste do Paraná estão cercadas de lavouras de soja, completamente desmatadas e o solo e a água contaminados por agrotóxicos”. O índice de mortalidade infantil por desnutrição e doenças como diarréia é muito elevado.
Segundo Paulo Porto, além de demarcar e ampliar as terras é preciso criar políticas de auto-sustentação. “Assim como na reforma agrária, não adianta você conseguir a terra, tem que conseguir financiamento, equipamento(...)Não adianta demarcar a área, tem que dar condições para que eles permaneçam lá, esse é o principal desafio da Funai [Fundação Nacional do Índio] e dos indígenas.”
Além da terra, os grupos indígenas reivindicam outros direitos constitucionais que infelizmente, segundo Evaldo Mendes, não são atendidos na íntegra, como escolas indígenas com professores ensinando na língua nativa e com um currículo que valorize sua história e tradições culturais. Além de assistência a saúde e saneamento básico.
Um dos maiores problemas da demarcação de terras indígenas esbarra nas grandes corporações agrárias, nos latifúndios e na concentração fundiária. “No modelo econômico atual não há espaço para o indígena como não há espaço para o pequeno produtor”, ressalta Paulo.
Para o antropólogo Evaldo, o agronegócio não seria um problema se tivéssemos uma política governamental que, ao mesmo tempo, incentivasse a agricultura e garantisse o acesso dos índios as suas terras. “O problema é que o estado do Paraná hoje tem pouquíssima terra disponível já que a colonização agrícola incorporou as melhores”.

Funai
As políticas públicas desenvolvidas pela Funai (Fundação Nacional do índio) no atual governo estão dando resultados, porém, “uma divida história de 500 anos não se resgata em apenas oito”, explica o indianista Paulo Porto.
Ele lembra que o governo desenvolve uma política séria, humanizada e mais social em relação aos índios. No entanto, a Funai é uma instituição que estava sucateada e que agora está se reestruturando enquanto entidade, sendo refundada no atual governo. “O problema continua sendo o lobby que é feito contra a Funai por parte de forças poderosíssimas ligadas ao grande capital. Assim é difícil conseguir verbas para pôr em prática as políticas de desenvolvimento indígena”, comenta Paulo.
Para o antropólogo Evaldo Mendes o que falta é um diálogo maior entre os burocratas que administram a instituição e as comunidades indígenas. “Infelizmente ainda prevalece àquela idéia de que os índios são incapazes de gerir seu próprio destino e ainda continuamos com a mesma arrogância de 500 anos atrás de achar que sabemos o que é melhor para eles”.
O grande desafio do índio na sociedade de hoje não é estar vivo, mas sim se manter vivo enquanto índio, com sua cultura, tradição e cultivo da língua.

Cascavel
A evasão para a cidade
Cascavel está vivendo um exemplo típico do crescimento demográfico e da falta de terras demarcadas: a evasão de indígenas para a cidade.
Segundo o indianista Paulo Porto, Cascavel vive hoje dois fenômenos que devem ser destacados para a população. O primeiro são os índios que vem e voltam, em forma de rodízio. Vem para vender seus artesanatos, ficam alguns dias e voltam para a reserva. São em sua maioria Kaingang. Para esses a Casa de Passagem deverá resolver o problema (veja box).
O segundo é que já existem três ou quatro famílias que não voltam mais para suas tribos. Ficam morando na rua, em fundos de vale ou na rodoviária. “Esse é um fenômeno que realmente preocupa, por que o fato de ir e vir é da lógica da cultura desses povos. Agora vir e ficar se torna um fenômeno de desaldeamento, de aculturação, perda de identidade e aquisição de valores que consideramos muito negativos”, afirma Paulo.
Valores estes como a prostituição, a bebida, o tráfico, pequenos furtos e mendicância. Problemas não só para os indígenas, mas como para a sociedade cascavelense. “Esse é um fenômeno muito negativo que é resultado da falta de terras e condições para viver”, constata o indianista.
O doutor em Antropologia Social pela UFRJ/Museu Nacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Evaldo Mendes, lembra que, como não existem florestas nas áreas indígenas, o sustento da população depende do plantio das roças. Como a terra é pouca e as famílias numerosas, a alternativa que encontram para garantir sua sobrevivência é o trabalho nas lavouras dos agricultores vizinhos e a venda de artesanato na cidade. “Quando essas fontes de renda não são suficientes, a alternativa de muitas pessoas é sair às ruas para pedir dinheiro e comida”.

Casa de Passagem
O indianista e assessor de Assuntos Comunitários de Cascavel, Paulo Porto, explica que há um projeto para a construção de casas de passagem para abrigar os índios que vêm à Cascavel, com autorização de sua tribo, para vender seus artesanatos. Também servirá para abrigar os indígenas que estudam na Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná).
A prefeitura irá doar o terreno para a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) que pretende construir quatro casas. Duas próximas a Unioeste para os estudantes, e duas próximas a rodoviária para os artesãos. O gerenciamento das moradias ficará por conta da Funai (Fundação Nacional do Índio) e dos próprios indígenas. A construção terá a arquitetônica indígena.

PANORAMA
Os índios do Paraná
Atualmente no Paraná existem apenas dois grupos indígenas, os Kaingang e os Guarani. Os Xetá constituíam um terceiro grupo, no entanto, hoje estão praticamente extintos, pois há apenas oito ou nove indivíduos sobreviventes, boa parte deles vivendo na cidade. Antes da chegada dos colonizadores europeus no século XVI existiam inúmeros grupos na área que corresponde hoje ao estado do Paraná. Eles foram desaparecendo na medida em que os colonizadores ocupavam suas terras. A região oeste do Estado foi parte do antigo território das Missões Jesuíticas. Hoje o Paraná tem 18 postos indígenas - sem contar as áreas que são ocupadas pelos índios, mas não foram oficialmente demarcadas pela Funai. A população indígena no Estado hoje é de aproximadamente 10,2 mil pessoas.

Vestibular Indígena
Para o antropólogo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Evaldo Mendes, as cotas para estudantes indígenas foram um avanço na política governamental, já que propiciam o acesso dessa população ao ensino superior. A idéia é formar profissionais em diferentes áreas do conhecimento - saúde, educação, direito - que depois irão atuar junto à sua comunidade. “A proposta é muito boa, embora muitos problemas ainda precisem ser resolvidos”.
O principal problema apontado pelo antropólogo é como manter o aluno na escola. Ele precisa de moradia, alimentação, apoio financeiro para a compra do material escolar, além de um ambiente acolhedor para que não se sinta descriminado pelos alunos e professores brancos.
Já para o indianista e assessor de Assuntos Comunitários da Prefeitura de Cascavel, Paulo Porto, a inserção do índio no ensino superior pelo sistema de cotas é errado. “O ideal seria criar cursos específicos para os indígenas que pretendem ficar na aldeia. Criar uma faculdade indígena”.
Evaldo Mendes acredita que, como a iniciativa de cotas para índios é muito recente, é difícil fazer uma avaliação aprofundada. “Os problemas são muitos, no entanto, a iniciativa para tentar solucioná-los já é um bom começo”, finaliza.

INVALIDEZ
Apesar do montante, centenas de processos são indeferidos
INSS gasta mais de R$ 1 milhão
no pagamento de aposentadorias

R$ 1.446.955,81. Esse é o valor depositado mensalmente pelo governo federal para os 2.289 aposentados por invalidez relacionados na agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de Cascavel, composta por 19 municípios da região oeste do Paraná.
Diariamente milhares de brasileiros se dirigem às agências da previdência na tentativa de receber o benefício, mas a burocracia é tamanha que em certos casos é necessário o apelo judicial.
Adão Alves, 57, morador do distrito de Santa Lúcia, por exemplo, exerceu a profissão de agricultor durante 49 anos. A contribuição junto ao INSS era praticada pelo pai dele, que, quando Adão completou 18 anos, transferiu a ele a incumbência de fazer o pagamento via desconto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) nas notas de compras dos produtos usados no plantio.
Em 1981, o agricultor foi submetido a uma cirurgia no pulmão esquerdo. Recuperou-se e voltou ao labor. Em função da idade e do trabalho pesado da roça, Adão teve o movimento do braço esquerdo prejudicado e a constante falta de ar o impossibilitou de trabalhar.
Há quatro meses, iniciou o processo de aposentadoria por invalidez. Sexta-feira, às 10h30, ele chegou ao INSS – ação que se repetiu inúmeras vezes - para levar a radiografia dos pulmões ao médico perito: essa seria a última pendência necessária para a concessão de sua aposentadoria.
DOCUMENTAÇÃO
O que intensifica o vai e vem de possíveis beneficiários é a falta de informação sobre a documentação e sobre os próprios direitos enquanto segurado.
A chefe da seção de Controladoria de Atendimento do INSS, Iracilda Oliveira, observa que muitos requerentes não se enquadram como segurados, mas chegam a agência exigindo o benefício. “Sem a qualidade de segurado que exige a contribuição a aposentaria ou o auxílio doença são indeferidos”.
Na penúltima vez que Adão foi ao instituto, o filtro da perícia o barrou em função da ausência do atestado médico. “Na parte de contribuição tudo deu certo. Mas agora tem de ver se os médicos vão aprovar”, disse Iracilda. A consulta do agricultor estava agendada para as 15h, no entanto, Adão foi atendido somente às 17h. Longas horas de espera que resultaram em frustração. Adão, após 39 anos de contribuição, teve sua aposentadoria por invalidez indeferida.
Casos como o de Adão são freqüentes, somente no mês de março das 2.498 pessoas que solicitaram o benefício, 431 não tiveram sucesso nos seus processos.

Requerentes apelam para a justiça
Indeferida a aposentadoria ou o auxílio doença a maioria dos requerentes procura as vias judiciais para conseguir o benefício. Em Cascavel, existem advogados especialistas em casos previdenciários, como Osmar Pezzarolo, que descreveu a interferência da Justiça como algo comum. Segundo ele, o rigor da perícia médica tem filtrado muitas aposentadorias.
“A perícia médica do INSS tem sido rigorosa na concessão do benefício. Dificilmente ela concede a aposentadoria por invalidez de imediato”.
De acordo com a supervisora de benefício da Previdência Social, Andréia Penafiel, geralmente uma aposentadoria por invalidez não é deferida antes do recebimento do auxílio doença, que é concedido por dois anos. No fim do biênio, o beneficiário é submetido a uma nova perícia que determinará a necessidade, ou não, da aposentadoria.
Quando um caso chega à Justiça, provas materiais da incapacidade para o trabalho, como prontuário médico, exames, documentação pericial, receitas, são insuficientes para a formulação da sentença do juiz. “Normalmente a primeira decisão é encaminhar o doente ou deficiente para um perito judicial, médico escolhido pela Justiça para elaborar parecer técnico sobre a situação física e mental do segurado”, explanou Pezzarolo.
TRABALHADOR
Vilson Vargas, por exemplo, trabalhava como caminhoneiro, mas uma hérnia de disco o tirou da estrada. Durante cinco meses ele recebeu o auxílio doença, o que no futuro lhe atribuiria uma aposentadoria. Passado o período, o benefício foi suspenso e Vilson recomeçou a luta pelo pagamento. Segundo ele, para conseguir a primeira concessão foi necessária a intervenção de uma advogada que, em troca, ficaria com 50% da aposentadoria durante seis meses. “Eles não me deram explicações sobre o cancelamento, só suspenderam e pronto”, lamentou.
Pezzarolo alerta que só tem direito a pleitear o beneficio previdenciário quem, na época da doença ou acidente, era contribuinte. “Somente após um ano de contribuição para com o sistema previdenciário o segurado pode encaminhar pedido de auxilio doença ou invalidez. Doenças preexistentes ou de nascença não dão direito a qualquer benefício do INSS”.

SEGURADO
Requisitos para o recebimento
A qualidade de segurado é uma das principais exigências do INSS para quem solicita algum tipo de benefício. O processo é composto por duas etapas: a administrativa e a médica.
É na primeira que o usuário deve enquadrar-se no perfil do segurado. O supervisor médico pericial Dagoberto Moreira Pina explica que, para a concessão da aposentadoria, é necessário que o segurado esteja recebendo o auxílio doença porque “sempre trabalhamos com a possibilidade de reabilitação ao trabalho”. Ele explicou que em casos de doença comum - como problemas de coluna – é necessária uma carência de contribuição de, no mínimo, um ano. Em casos mais greves, não é exigida a carência.
O direito de recebimento do benefício é baseado na seguinte regra: a cada 120 meses de contribuição a pessoa tem 24 meses na qualidade de segurado. “Muitas pessoas, enquanto recebem o benefício, suspendem a contribuição, mas passado o período de dois anos, o pagamento é cortado, pois ele perdeu a qualidade de segurado”, detalhou a supervisora de benefício da Previdência Social Andréia Penafiel.
É o que aconteceu com Maria Lúcia Pereira dos Santos. Ela trabalhava de empregada doméstica sem carteira assinada. Há quatro anos foi atropelada e, no acidente, fraturou a bacia e levou uma forte pancada na cabeça que, segundo ela, lhe deixou com “apagões” de memória. Quando tentou o auxílio doença foi constatado que ela não tinha direito a receber o benefício. Após ter o primeiro pedido negado, Maria contribuiu com a previdência durante um ano e cinco meses – o que lhe rendeu seis meses de seguro. “Eu recebia R$ 300 todo mês e de repente cortaram o benefício. Tentarei receber só mais uma vez, se não der certo, vou desistir”.

A perícia médica
Essa é a segunda etapa do processo. Atendem na agência do INSS em Cascavel, diariamente, sete médicos que realizam consultas avaliativas nos possíveis segurados. O médico perito Emerson Vilanova salienta que o foco dos atendimentos é avaliar a capacidade de trabalho das pessoas. Segundo ele, cerca de 20% dos atendidos tentam enganar a perícia forjando um atestado ou fingindo uma doença. Essas pessoas são orientadas pelos chamados atravessadores, que treinam os pacientes a agirem como se tivessem problemas mentais ou depressão. “Em alguns casos, constatamos a falsa doença, pois são observados, também, depois que saem do consultório”.
Apesar das tentativas de fraude descritas pelo perito, o chefe da gerência de benefício do INSS, Fernando Luiz Borges, relatou que são raros os casos que há fraude de benefício. Conforme ele, em 2006 houveram apenas três casos registrados. “Em geral, recebemos denúncias”. Quando uma fraude é descoberta, o pagamento é suspenso e o caso encaminhado para o Ministério Público.
Para denunciar o pagamento indevido de algum benefício do INSS você pode ligar no (45) 3225-1611.

ENDEMIAS
Cerca de 10 mil imóveis serão visitados
Ciclo do LIRA terá início amanhã

A Prefeitura de Cascavel inicia amanhã, a partir das 8h, o segundo ciclo do LIRA (Levantamento de Índice Rápido). A iniciativa, que faz parte das ações de combate a dengue, terá três dias de duração e visitará cerca de 10 mil imóveis.
O LIRA foi incorporado na rotina do programa de endemias do Município em 2007, obedecendo a norma técnica nº. 024/2006 do Ministério da Saúde dentro do PNCD (Programa Nacional de Controle da Dengue). O levantamento é feito a cada dois meses e é uma iniciativa do programa de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde do Município para detectar o índice de infestação do mosquito Aedes aegyti na cidade.
Neste ano, o índice também será utilizado para projetar ações mais eficientes na prevenção e controle da dengue, segundo a coordenadora do programa de controle de endemias em Cascavel, Cristina Carnaval. “No decorrer de 2007 o LIRA completará quatro ciclos porque queremos usar os resultados para direcionar as ações de controle e mobilização social”, disse Cristina.
De acordo com Cristina, o levantamento também é importante para eliminar o foco do mosquito, pois as ações acabam identificando as larvas, o que torna possível projetar um mapeamento das infestações. “É muito importante que a população trabalhe em parceria com o Município, eliminando possíveis criadouros em seus terrenos e dando uma destinação correta ao lixo. A meta é visitar em torno de 10 mil imóveis. Isso equivale a uma amostra de 5% das residências de Cascavel”, finalizou Cristina. A sede do programa de endemias fica na Rua Humberto de Campos, 893.

BAIRROS
Evento incentivará união do movimento comunitário
O incentivo à união do movimento comunitário local será o tema de um encontro previsto para o fim deste mês em Cascavel. Organizado pelo vice-presidente da Associação de Moradores do Bairro Pioneiros Catarinenses, Santo Savi, o evento deverá contar com a participação do presidente da Famopar (Federação das Associações de Moradores do Paraná), Joel Tadeu, que falará sobre a necessidade e importância de uma entidade que represente as organizações na cidade.
“Há uma desunião muito grande no movimento comunitário de Cascavel. Por isso precisamos esclarecer à população que todos os municípios grandes têm uma instituição que representa cada uma das associações e que fala por todas elas”, disse Savi.
Quem representa as comunidades no Município é a Ucam (União Cascavelense das Associações de Moradores), que teve a última eleição desaprovada por 40 das 56 associações do perímetro urbano da cidade, como apontou levantamento feito por grupos dissidentes do movimento, informou o presidente da Associação de Moradores do Conjunto Verdes Campos, Ibraim Carneiro Sobrinho.
Ao todo, a cidade possui 84 organizações na ativa - 28 delas representam as comunidades rurais. Desse total, 47 mostraram o desejo de se desfiliar da Ucam. Na última eleição da diretoria da entidade, apenas 11 organizações puderam participar da escolha.
Santo Savi afirmou que na reunião os membros do movimento deverão, também, procurar solucionar os problemas que as associações passam em Cascavel. “Eu, particularmente, sou contrário à criação de uma nova entidade, como foi sugerido por alguns líderes comunitários, mas acho que podemos rever a eleição da Ucam”, disse.

 

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