| INVESTIGAÇÃO
Especialistas apuram ataque ao acampamento das Farc do dia 1º de
março
Colômbia lançou bombas de alta tecnologia
no Equador
No ataque colombiano ao acampamento das
Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)
no Equador, no dia 1º de março, foram utilizadas dez bombas
de alta tecnologia, segundo uma investigação da Força
Aérea equatoriana, publicada ontem pelo jornal local "El Comercio".
Em 6 de março, especialistas em armas da Força Aérea
equatoriana iniciaram uma perícia sobre o bombardeio em Angostura,
onde estava o acampamento das Farc e onde morreu o porta-voz internacional
da organização, Raúl Reyes, e ao menos outros 16
guerrilheiros.
De acordo com o relatório dos peritos, foram utilizadas dez bombas
GBU 12 Paveway 2 de 227 quilos, que deixaram crateras de 2,40 metros de
diâmetro por 1,80 metro de profundidade, publicou o jornal equatoriano.
O jornal ainda afirmou que, segundo as especificações do
fabricante da bomba GBU 12, Texas Instruments, o explosivo pode ser guiado
por laser, GPS ou tecnologia intersensorial.
O relatório diz também que foram encontradas cápsulas
de projéteis no setor sul do acampamento, disparadas por metralhadoras
de helicópteros que, segundo a Força Aérea equatoriana,
fizeram a segurança dos soldados que realizaram a infiltração.
As bombas utilizadas no ataque são do mesmo tipo que as usadas
durante a operação americana Tempestade do Deserto, no Iraque.
De acordo com o relatório, a maioria das bombas caiu na área
de dormitórios e de doutrinamento do acampamento, enquanto as zonas
de lavanderia e de treinamento ficaram intactas.
Um guia de identificação de armas da Otan (Organização
do Tratado do Atlântico do Norte) diz que as bombas GBU 12 podem
ser transportadas apenas por aviões A7, A10, B52, F111, F117, F15,
F16, F/A 18 C/D, F14 e A6, segundo o "Comercio".
O Ministério da Defesa colombiano afirmou que a operação
Fênix, como foi chamado o ataque à base das Farc em Angostura,
usou aviões Super Tucano. No entanto, segundo a Otan, estes aparelhos
não estão incluídos entre os que podem levar bombas
GBU 12.
TIBETE
China admite uso de armas em manifestantes
A China reconheceu ontem, pela primeira vez, que atirou contra os manifestantes
tibetanos, enquanto milhares de tropas se posicionaram nas últimas
horas pelas províncias onde há conflito para dissuadir novos
protestos.
Os tiros dos policiais, que deixaram quatro feridos, ocorreram no condado
de Aba, na Província de Sichuan, vizinha ao Tibete, e para onde
se estenderam as manifestações a partir de Lhasa (capital
tibetana). Os protestos também se espalharam para Gansu e Qinghai,
que também contam com uma grande comunidade tibetana.
Segundo a agência oficial Xinhua, os agentes abriram fogo “em
defesa própria” dia 14, quando ocorreram os distúrbios
na capital tibetana, depois que os manifestantes ignoraram disparos de
aviso, atacaram agentes com facas e tentaram desarmá-los.
Enquanto isso, grupos de ativistas tibetanos divulgaram a mobilização
de forças paramilitares e da polícia chinesa nas zonas mais
conflituosas. Em Gansu, mais de 200 caminhões com cerca de 25 efetivos
cada chegaram à região de Gannan, onde as autoridades fecharam
as três ruas principais, segundo um comunicado do grupo com base
em Londres Free Tibet Campaign.
Invasão
A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados
Unidos Hillary Clinton e o provável candidato republicano, John
McCain, também foram vítimas do acesso não autorizado
a documentos vinculados a seus passaportes. O departamento de Estado norte-americano
se desculpou pelo caso.
O anúncio, realizado pelo porta-voz do Departamento de Estado,
Sean McCormack, ocorreu horas depois de vir à tona a notícia
de que três funcionários do departamento haviam acessado
o histórico do passaporte do pré-candidato democrata Barack
Obama.
Ontem o comitê da senadora Hillary afirmou que já havia recebido
uma notificação do acesso aos arquivos em 2007. Os documentos
de Hillary foram violados por um trainee contratado para auxiliar no atraso
na entrega de passaportes, segundo o porta-voz do Departamento de Estado.
O acesso aos arquivos de McCain foi realizado no início deste ano,
por uma das pessoas que também violou os arquivos de Obama.
ESPANHA
Carro-bomba explode perto da Guarda Civil
Um carro-bomba explodiu
ontem junto ao quartel da Guarda Civil de Calahorra, em La Rioja, no Norte
da Espanha, que havia sido desocupado após um telefonema em nome
da organização terrorista ETA (Euskadi Ta Askatasuna, Pátria
Basca e Liberdade) alertando para a explosão.
Segundo o jornal “El País”, a Guarda Civil ampliou
o cordão policial no local por suspeitar que houvesse um segundo
carro-bomba. A região estava cheia porque acabava de terminar a
procissão da Sexta-Feira Santa. Apesar disso, segundo a polícia
de Calahorra, a explosão não causou muitos danos. A agência
de notícias Associated Press informa que apenas um policial ficou
levemente ferido.
A DYA, organização que presta auxílio aos motoristas
nas estradas, do País Basco confirmou que recebeu uma ligação
em nome do ETA avisando que um carro-bomba iria explodir. A DYA é
um dos canais usados habitualmente pelo ETA para avisar da explosão
de bombas.
Falta de pão
Pelo menos quatro pessoas morreram nas últimas semanas em conflitos
gerados pela falta de pão em padarias populares na capital do Egito,
Cairo.
O governo não divulgou oficialmente o número de vítimas,
mas a crise da falta do produto está sendo considerada uma das
mais sérias das últimas décadas no país.
Estima-se que 20% dos cerca de 80 milhões de egípcios vivem
abaixo da linha da pobreza e, outros 30%, pouco acima. Mais da metade
da população do país recorre ao pão que é
subsidiado pelo governo, muito mais barato do que o não subsidiado.
A escassez do pão e as conseqüentes filas são problemas
que vêm ocorrendo há cerca de um ano, quando o preço
do trigo disparou no mercado mundial. Nesse período, o valor do
trigo triplicou internacionalmente.
FAIXA DE GAZA
Hamas tentará sedimentar o controle
Ismail Haniyeh, líder
do Hamas na Faixa de Gaza, ampliará a estrutura do governo em meio
a esforços para sedimentar o controle da organização
sobre o território costeiro, afirmou ontem uma autoridade familiarizada
com a administração do grupo militante na região.
A decisão de Haniyeh de consolidar o domínio do Hamas sobre
a Faixa de Gaza se choca com a exigência do presidente palestino,
Mahmoud Abbas, de que o grupo islâmico entregue o controle do território.
Delegações do Hamas e da Fatah, a facção ligada
a Abbas, reúnem-se atualmente no Iêmen em busca de uma reconciliação.
Os membros do Hamas assumiram o controle sobre a Faixa de Gaza em junho,
quando expulsaram dali a Fatah.
“Há consultas voltadas a ampliar o governo liderado por Ismail
Haniyeh”, disse a autoridade à Reuters. “O primeiro-ministro
[Haniyeh] em Gaza ofereceu a alguns palestinos destacados a chance de
participarem do governo e essas pessoas manifestaram sua disposição
inicial de participar”.
Nenhum porta-voz da Fatah se manifestou a respeito.
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