Edição nº 4941 - sábado, 22 de março de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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RIO DE JANEIRO
Morre criança com suspeita de dengue
A morte de uma criança com suspeita de dengue foi confirmada ontem pelo Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro.
A menina Ana Clara Gonçalves, de sete meses, morreu ontem e no atestado de óbito constava dengue como causa de morte terciária, sendo pneumonia a primária.
“Nós não tivemos a confirmação, que é dada por um exame de sorologia para dengue ou teste rápido, mas o médico que atendeu à criança suspeitou que ela contraiu dengue devido ao número baixo de plaquetas”, explicou o chefe do plantão da emergência do Hospital Albert Schweitzer, Luiz Henrique Pereira.
Desde o início do ano, foram confirmadas as mortes de 49 pessoas vítimas de dengue no Estado do Rio, sendo que cerca da metade correspondia a crianças de dois a 13 anos, segundo a Secretaria estadual de Saúde.
Na primeira quinzena de maio, o Hospital Albert Schweitzer atendeu a 495 pessoas com suspeita de dengue, e, segundo o médico Luiz Henrique Pereira, as duas enfermarias reservadas para esses casos na unidade estão sempre lotadas.
O pronto-atendimento e a emergência do hospital também estiveram lotados durante toda a tarde de ontem.


INÉRCIA
Organização acusa o País de não cumprir orientações feitas em novembro de 2006
OEA: Brasil não combate o racismo

Em novembro de 2006, a OEA (Organização dos Estados Americanos) criticou o governo brasileiro por permitir que uma ação de racismo que tramitava na Justiça fosse arquivada, violando, assim, a Convenção Americana de Direitos Humanos e a Convenção Racial. Pouco mais de um ano depois, a diretora do escritório brasileiro do Cejil (Centro pela Justiça e Direito Internacional), Beatriz Affonso, afirma que o Estado brasileiro demonstra não fazer nada para combater o racismo institucionalizado.
A diretora relembrou o caso arquivado: a empregada doméstica Simone Andréa Diniz procurava emprego e, no anúncio para vaga de babá, havia a especificação que a candidata deveria ser preferencialmente branca. Ainda assim, Simone tentou concorrer à vaga, mas foi descartada por ser negra. O fato ocorreu em 1997.
O caso de racismo contra Simone foi julgado pela OEA que, na época, fez recomendações ao Brasil no sentido de que haja políticas para evitar que a situação se repita, como uma campanha para combater o racismo institucional e também nos meios de comunicação, para que eles não publiquem anúncios racistas.
Segundo a diretora do Cejil, ao buscar a Justiça, Simone continuou sendo discriminada e seu caso foi arquivado. Ao analisar a questão, a OEA fez as seguintes recomendações ao Brasil: pagamento de indenização, responsabilização das pessoas envolvidas, não só da acusada inicial de racismo (contra quem a ação criminal foi arquivada), mas de todos os atores da Justiça que também a discriminaram, arquivando o caso por não entenderem discriminação como crime.
Beatriz Affonso disse que o relatório da OEA foi “bastante forte”, por afirmar que existe racismo institucional no Brasil. “Quer dizer que muitos juízes, promotores, de forma individual, trazem para o seu trabalho os seus preconceitos de ordem racial, e que essa situação faz parte da cultura brasileira de uma forma endêmica”, afirmou.
O secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Elói Ferreira, afirmou que a pasta está acompanhando o caso na OEA, por meio de sua assessoria internacional. Sobre a aplicação de medidas de combate ao racismo institucional, Ferreira não citou nenhuma iniciativa.

SÍNDROME DE DOWN
Médicos e pais pedem fim do preconceito
No Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado ontem, médicos e pais afirmam que ainda são necessários avanços para que, de fato, haja inclusão das pessoas com Síndrome de Down na sociedade e o fim do preconceito.
A pediatra Elvira Garcez de Castro Dória, do Ambulatório de Síndrome de Down da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, diz que, apesar de exigirem um pouco mais de cuidado dos pais, parentes, amigos e professores, as pessoas que têm a síndrome são tão capazes quanto qualquer outra.
Gustavo Faria tem 17 anos, estuda pela manhã e há oito meses trabalha como menor aprendiz no Banco do Brasil no período da tarde. O sonho dele é cursar a faculdade e ser dentista. A única diferença entre o jovem e os colegas é que Gustavo Faria tem Síndrome de Down. A mãe dele, Lílian Faria, diz que o filho mais velho é um tesouro, independentemente de qualquer dificuldade que tenha.
Lílian conta que, até conseguir o estágio, seu filho estava com auto-estima muito baixa, vivia triste por sentir o preconceito, a diferença.
A pediatra Elvira Garcez explica que a síndrome não é uma doença, mas uma condição clínica causada por uma alteração genética, “um defeitinho de fabricação”. Todas as pessoas têm, dentro de cada célula, 23 pares de cromossomos - estruturas que guardam o material genético. As pessoas com Down têm uma trinca do cromossomo 21, em vez de um par.
Elas têm características em comum, como os olhos puxados, a baixa estatura, a tendência à obesidade e a facilidade em contrair as mais variadas infecções. Além disso, a pediatra diz que de 40% a 50% têm problemas congênitos no coração e cerca de 50% apresentam problemas visuais e auditivos.
Entre os estímulos necessários para quem tem Síndrome de Down, a pediatra cita a fisioterapia, para fortalecer a musculatura, e a fonoaudiologia, já que eles têm dificuldades com a fala. Além disso, devem tomar todas as vacinas, mesmo as que não estão no calendário oficial, e conviver sempre com outras crianças.


Temporais
O governo da Paraíba identificou ontem a mulher e os três filhos dela que morreram ao terem o carro arrastado por uma enxurrada, na noite de sexta-feira, na cidade de Boqueirão. Por causa dos temporais que atingem o Estado há alguns dias, o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) deve decretar estado de emergência.
O acidente aconteceu quando a família cruzava uma ponte sobre o rio Taperoá, com direção à cidade de Queimadas. O carro foi arrastado pelas águas. Foram mortos a dona de casa Maria Bonfim Bezerra Silva, 36, e os filhos dela Renata Bezerra Silva, 13, Emanoel Bezerra Silva, 4, e Lucas Bezerra Silva, de apenas 11 meses.

Recall
A empresa Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos, distribuidora no Brasil dos brinquedos Magtastik e Magnetix Jr., informou em comunicado divulgado na internet que começará a fazer o recall (chamada aos consumidores para recolhimento e/ou troca de produtos defeituosos) dos brinquedos a partir de quarta-feira.
De acordo com o comunicado da empresa, esse recall já vem sendo feito nos Estados Unidos “pela possibilidade de partes e peças dos brinquedos serem engolidas ou aspiradas pelas crianças, e que, segundo informações do fabricante [a empresa canadense Mega Brands, que os fabrica na China], podem causar danos às crianças, justificando tratamento médico”.

BOA NOTÍCIA
Água tem avaliação positiva nas principais bacias do Paraná
O monitoramento da qualidade da água dos rios - realizado há mais de 40 anos pela Suderhsa (Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental) - indica que as principais bacias hidrográficas paranaenses podem ser classificadas como boa e razoável. A Suderhsa é vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Ao todo, 272 estações distribuídas em 14 bacias hidrográficas reúnem informações para definição do IQA (Índice de Qualidade da Água), que é uma espécie de nota atribuída ao rio que pode variar de zero a 100. De zero a 25, a água é classificada como péssima; de 26 a 50, como ruim; de 51 a 70, razoável; de 71 a 90, boa; e de 91 a 100, como ótima. Todos estes dados compõem o SIH (Sistema de Informações Hidrológicas).
A bacia do rio Piquiri (região sudoeste do Estado), por exemplo, possui 16 estações para avaliação da qualidade da água. Em uma delas, situada em Palotina, a média dos resultados indica boa qualidade. “Assim como na estação próxima ao município de Guaíra, uma das dez localizadas na bacia do Paraná III”, informou Rasca Rodrigues, secretário de Meio Ambiente do Paraná.
Segundo ele, a bacia do rio Iguaçu é a que mais possui estações de monitoramento da qualidade da água. “São 134, das quais 74 observando a região do Alto Iguaçu-Afluentes do Ribeira”, detalhou.
“Para definição do IQA são coletadas amostras nestes 272 pontos, que depois são encaminhados para análise nos laboratórios do IAP [Instituto Ambiental do Paraná]”, explicou o presidente da Suderhsa, Darcy Deitos. Os resultados são baseados em nove parâmetros - coliformes fecais, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), fósforo total, nitrogênio total, oxigênio dissolvido, PH, sólidos dissolvidos, turbidez e temperatura.
Deitos ainda ressaltou que atualmente, além de monitorar a qualidade das águas, o Paraná conta com uma das melhores tecnologias do Brasil para monitoramento da vazão dos rios.

SUPERSIMPLES
A Receita Federal prorrogou para 30 de junho a data-limite
Empresas ganham novo prazo para a declaração

As micros e pequenas empresas que optaram pelo Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, terão mais um mês para entregar a Declaração Anual Simplificada. A Receita Federal prorrogou para 30 de junho a data limite para o envio das informações referentes ao segundo semestre do ano passado, quando o regime especial de tributação entrou em vigor.
A entrega das declarações começaria em 1º de abril e iria até 31 de maio. O novo prazo vai de 1º de maio até o fim de junho.
Segundo o Comitê Gestor do Simples Nacional, a mudança na data foi necessária porque o programa de computador que permitirá a prestação de contas só estará pronto no fim de abril. A entrega das declarações será feita exclusivamente pela internet.
Para os próximos anos, no entanto, valerá o prazo previsto na lei que criou o Supersimples. De 1º de fevereiro a 31 de março as empresas terão de declarar os fatos geradores de impostos relativos ao exercício fiscal anterior.
A Receita Federal também permitiu a assinatura de convênios para que estados e municípios possam receber parte da dívida ativa das empresas. Com a medida, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, responsável pela cobrança dos tributos atrasados das empresas que aderiram ao Supersimples, poderá repassar a parcela da dívida correspondente aos governos estaduais e às prefeituras.
O Supersimples unifica o recolhimento de oito tributos para as micros e pequenas empresas com receita bruta de até R$ 2,4 milhões por ano. O sistema simplificado de arrecadação abrange seis tributos federais, mais o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), destinado aos estados, e o ISS (Imposto sobre Serviços), municipal.


PAIXÃO DE CRISTO
Fiéis assistem a celebrações em Aparecida do Norte
O Santuário Nacional de Aparecida (SP) realizou ontem diversas celebrações da Paixão de Cristo. A primeira foi a Via Sacra, às 5h, no morro do Cruzeiro. Segundo o santuário, cerca de 3 mil pessoas acompanharam a procissão com as 14 estações percorridas por Jesus com a cruz.
Na missa realizada às 9h dentro da basílica de Aparecida cerca de 5 mil fiéis também acompanharam a Via Sacra encenada por aproximadamente 40 atores. O público acompanhou sentado, e as representações das estações foram feitas no altar principal, localizado no centro da basílica.
A Arquidiocese de Aparecida estimou que 27 mil pessoas passaram ontem pelo santuário para acompanhar as celebrações que estão programadas.
Às 15h houve a celebração da Paixão de Cristo na basílica com o arcebispo de Aparecida, dom Raimundo Damasceno. Na seqüência, foram realizadas as cerimônias do Descimento de Jesus Cruz e da Procissão do Enterro, ambas dentro da basílica.

 


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