CARÊNCIA
Chefe da 10ª Regional diz que faltam psiquiatras
Conselho
quer abertura
de leitos à saúde mental
A Comissão
de Saúde Mental do CMS (Conselho Municipal da Saúde) de
Cascavel pedirá hoje, durante a reunião mensal da entidade,
às 17h30, no auditório da prefeitura, que seja encaminhado
aos hospitais de Cascavel um documento pedindo que 10% dos leitos sejam
destinados a pacientes psiquiátricos de urgência e emergência
e para o tratamento de usuários de álcool e drogas, conforme
sugere a lei.
O chefe da 10ª Regional de Saúde, Jorge Trannin, contesta
a proposta e diz que o problema não é falta de leitos, mas
a inexistência de psiquiatras disponíveis para trabalhar.
“O conselho não precisa fazer esse tipo de pedido porque
os hospitais não estão negando abrir os leitos, são
os psiquiatras que não estão dispostos a trabalhar, porque
não querem sair de uma cidade grande e ir para uma pequena sem
receber mais por isso. O governo federal tem que rever onde está
investindo. É preciso aumentar a verba para o SUS [Sistema Único
de Saúde]”, ressalta.
Segundo Trannin, o problema é sério, porque só existe
um hospital em Vera Cruz do Oeste e outro em Marechal Cândido Rondon,
que está sendo descredenciado para o atendimento psiquiátrico.
“Posso abrir 36 leitos imediatamente e distribuí-los em Formosa
do Oeste, Capitão Leônidas Marques, Corbélia, Guaraniaçu
e Cascavel, mas falta psiquiatra. Não há interesse desses
profissionais em ir a esses lugares”, garante.
AUDITORIA
10ª Regional contesta Ministério
Outro tema que promete polêmica e que entrará na pauta de
hoje do CMS são as auditorias realizadas em procedimentos de baixa
e alta complexidades, feitas pela Secretaria Municipal de Saúde
e 10ª Regional de Saúde, respectivamente. Os trabalhos foram
invalidados pelos auditores do Ministério da Saúde, ano
passado, causando constrangimento aos médicos e, sobretudo, aos
hospitais, que tiveram de devolver dinheiro do SUS, porque os auditores
federais mudaram os procedimentos realizados. “O que aconteceu foi
uma caça às bruxas. O Ministério da Saúde
não tem competência para chegar aqui e passar por cima do
trabalho da 10ª Regional de Saúde. Ficou a impressão
de que os hospitais estão usando o dinheiro público de forma
irregular, o que não está acontecendo”, afirma Trannin,
que estava viajando no período da auditoria.
Ele diz que não gostou do modo como ocorreu o trabalho, porque
não foi dado ao médico o direito de se defender. “Temos
autoridade administrativa para fiscalizar e não preciso do Ministério
da Saúde para criar mais confusão. Deixaram a impressão
de que nossos auditores são incompetentes”, desabafa.
O secretário de Saúde, Nadir Willi, disse que discutirá
o assunto apenas na reunião do Conselho Municipal da Saúde.
ESTRUTURA
A delegacia da PF (Polícia Federal) em Cascavel deve receber hoje
mais 20 profissionais, entre eles um delegado e um escrivão, além
de viaturas e equipamentos de informática. Conforme o delegado
Marcos Paulo Pimentel, com o novo efetivo a delegacia passa a atuar com
30 policiais.
Dos policiais que chegam, metade é formada por policiais que estão
em processo de transferência e os demais são novatos que
passaram por concurso público e terminaram o curso de capacitação
na Academia Nacional de Polícia.
NÚCLEO
MULTISSETORIAL
Comissões fazem estudo de problemas no centro
O grupo de
comerciantes do Calçadão da Avenida Brasil, em Cascavel,
integrantes do Núcleo Multissetorial, participa hoje, às
18h30, na Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel),
de uma reunião para apresentar o resultado do levantamento feito
pelas seis comissões formadas a partir da implantação
do núcleo. “Eles apontarão os problemas encontrados
na área central e as possíveis soluções. Em
seguida, a intenção é realizar uma reunião
com entidades de classe e poder público no fim de setembro para
apresentar o resultado desse levantamento e conseguir o apoio necessário
para a implementação das ações que forem propostas”,
afirma a consultora dos Núcleos Setoriais da Acic, Claudete Ivanchichen.
As comissões estão subdivididas em segurança, ação
social, revitalização, leis e parcerias. “No planejamento
estratégico apontamos os possíveis parceiros do Núcleo
Multissetorial, mas o apoio dependerá da apresentação
das soluções que as comissões elaboraram”,
garante.
IMPASSE
Entre os integrantes do grupo estão alguns proprietários
de quiosques do Calçadão da Avenida Brasil, que aguardam
uma definição sobre a licitação que a prefeitura
realizará. “Acredito que até o fim do mês esse
projeto já deva estar na Câmara de Vereadores para votação.
Não queremos tirar as pessoas de lá, mas temos que regularizar”,
afirma o procurador jurídico do Município, Antonio Linares
Filho.
O prazo de concessão para uso dos quiosques venceu ano passado
e todos os comerciantes ocupam o espaço público de forma
irregular.
|