ECONOMIA
– Empresas com ações na bolsa faturaram mais
Setor
não-financeiro
supera lucro de bancos
O lucro líquido
das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou
nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva
em relação ao período da segunda gestão de
Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Sob influência de um
cenário externo favorável, a composição dos
resultados também sofreu uma transformação radical:
diminuiu a fatia dos bancos e da Petrobras e aumentou a participação
de empresas não-financeiras, como siderúrgicas, mineradoras
e de papel e celulose, que viram a demanda por seus produtos crescer no
mercado internacional a partir de 2003.
As conclusões estão em levantamento realizado pela consultoria
Economática, com base nos balanços de 193 empresas abertas.
Fernando Exel, presidente da Economática, afirma que o universo
analisado representa cerca de 80% dos lucros das companhias cotadas em
Bolsa. Estão fora do estudo dois setores importantes, o agronegócio
e a indústria automobilística, que estão virtualmente
fora do mercado de ações. Os valores anuais foram atualizados
pela inflação até 30 de junho deste ano, o que permite
sua comparação.
A soma do lucro líquido das 193 empresas analisadas deu um salto
de R$ 103,5 bilhões para R$ 271,6 bilhões entre o último
mandato de FHC e a administração Lula. A diferença,
de R$ 168,1 bilhões, representa aumento de 162,4%. "Pouco
disso é resultado de medidas do governo. Muito vem do cenário
internacional extremamente favorável", afirma Exel.
A grande novidade dos últimos três anos e meio é o
fato de que a maior parte do aumento nos lucros veio do setor não-financeiro,
já excluída a Petrobras. Esse segmento contribuiu com 64%
da expansão de R$ 168,1 bilhões no lucro líquido.
A Petrobras entrou com 21% e os bancos, com 15%.
Isso não significa que as instituições financeiras
e a Petrobras ganharam pouco dinheiro sob a gestão petista. Pelo
contrário. O lucro dos bancos aumentou nos últimos três
anos 80,5%, para R$ 57,6 bilhões. O valor só foi inferior
aos R$ 77,4 bilhões da Petrobras, maior empresa do país,
que viu seu resultado líquido crescer 83% no período graças
à alta do petróleo no mercado externo.
PROJETO
Osmar cobra mais policiamento nas fronteiras
O candidato a governador pela coligação Paraná da
Verdade, senador Osmar Dias, vai cobrar do governo federal maior policiamento
nas fronteiras do Paraná com países vizinhos. A declaração
foi feita durante encontro com líderes políticos de Guaíra,
no extremo Oeste do Estado, promovido pela Aciag (Associação
Comercial e Empresarial).
Maior fiscalização na fronteira do município com
o Paraguai foi a principal reivindicação ouvida por Osmar
Dias na reunião. “Conhecemos o problema e queremos fazer
uma parceria com o governo federal, porque essa é uma região
especial”, reiterou. “Não podemos permitir que uma
região como essa fique sem policiamento ostensivo”, completou.
Aumentar o efetivo da Polícia Federal e do Exército na fronteira,
afirmou Osmar Dias beneficiaria não apenas Guaira, mas todo o Estado.
“É preciso fazer isso para oferecer mais segurança
às pessoas que vivem aqui e no Paraná inteiro, porque sabemos
que pela fronteira entram drogas e armas. E esse é o problema que
exige um cuidado maior, através de parceria entre os governos federal
e estadual”, disse.
Osmar Dias afirmou que é preciso unir a classe política
do Paraná e garantir peso político ao Estado no cenário
nacional. “Precisamos unir o Paraná para conseguir uma atenção
maior do governo federal”, afirmou. Entre os investimentos necessários
estão a construção em Guaíra de nova delegacia
da PF, hoje funcionando em prédio alugado, e a instalação
de uma unidade de policiamento náutico para fiscalizar o lago de
Itaipu.
leg –
Osmar recebeu uma série de pedidos de empresários do turismo
crédito: Arquivo
BOXXXX
Empresários reivindicam
Líderes
empresariais pediram a Osmar Dias, durante encontro com o candidato a
governador, a retomada de investimentos e apoio do Estado para o turismo.
Há 24 anos, a cidade perdeu sua principal atração
turística – as Sete Quedas – em função
da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Apesar
de receber mensalmente U$ 270 mil de royalties em função
da área inundada, os empresários acreditam que poderiam
lucrar muito mais se houvesse um plano para incrementar o turismo na região.
“Os U$ 270 mil que entram por mês ainda são pouco perto
do que o município poderia estar arrecadando. Por isso, a idéia
de aproveitar o potencial turístico que a região oferece
para o turismo ecológico deve ser desenvolvida”, afirmou
Osmar Dias. O candidato disse aos representantes da Associação
Comercial e Industrial de Guaíra que as sugestões do setor
serão levadas em conta: “Estamos elaborando um projeto de
Estado, um jeito novo de governar o Paraná e queremos ouvir todos
os setores”, afirmou.
PREFEITOS
TRE nega pedido para
retirada de lista de apoio
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) indeferiu o pedido da coligação
Paraná da Verdade contra o PMDB. A ação pedia a retirada
do site www.robertorequiao15.can.br a relação de prefeitos
que assinaram o manifesto pró-Requião e não pertencem
aos partidos da coligação do governador Roberto Requião.
A alegação para a censura aos nomes foi “possível
realização de propaganda eleitoral irregular”.
No entanto, o juiz eleitoral Haroldo Montanha Teixeira indeferiu o pedido
dizendo que “no exame sumário não verifico a fumaça
do bom direito que ampare a liminar pleiteada”. A decisão
garante que a Coligação Paraná Forte, que tem como
candidato à reeleição o governador Roberto Requião
e seu vice, Orlando Pessuti, mantenha em seu site a lista com os 332 prefeitos
e com os 125 vice-prefeitos que assinaram o manifesto pró-Requião.
A conquista do apoio dos 332 prefeitos e 125 vices é fruto da política
adotada nos últimos três anos e meio de Governo, quando Requião
passou a destinar verbas estaduais não para prefeitos de sua base
de apoio, mas para todos os municípios que precisavam de recursos
do Estado.
SANGUESSUGAS
Quem renunciar assumirá a
culpa, diz presidente do TSE
O presidente
do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello,
afirmou hoje (17) que os parlamentares que decidirem renunciar para escapar
da cassação estão reconhecendo a própria culpa.
"Estão desistindo da vida pública? A resposta é
negativa. Estão driblando o crivo que haveria, considerado o processo.
E admitindo, implicitamente, a culpa."
Marco Aurélio disse que o eleitor deve fiscalizar o que é
dito pelos políticos na propaganda eleitoral. "Há candidatos
que exageram com promessas de dias melhores. E aí cumpre ao eleitor
não se deixar enganar, fazendo um exame criterioso do que está
sendo dito via propaganda eleitoral e também do perfil de cada
candidato, escolhendo aqueles que se mostrem mais dignos."
O ministro usou a figura do Código de Defesa do Consumidor como
forma de proteger o eleitor. "O código tem a figura da propaganda
enganosa, protegendo o consumidor. Seria interessante imaginarmos algo
quanto ao passo seguinte ao desempenho do mandato, tendo em conta o que
foi dito e o que está sendo realizado. Chegaríamos aí
algo semelhante ao que está no código", comparou Marco
Aurélio.
BRASIL
– Valor supera o investimento no Bolsa-Família
Corrupção
causou rombo
de R$ 10,8 bi em 4 anos
Um levantamento
inédito feito pelo jornal "O Globo" mostra que o Brasil
perdeu pelo menos R$ 10,8 bilhões com a corrupção
nos últimos quatro anos.
O número, segundo o jornal, representa os recursos que comprovadamente
deixaram os cofres públicos no período, indo para os bolsos
de corruptos. Na ponta do lápis, é como se tivessem sido
desviados R$ 58 de cada um dos 185 milhões de brasileiros.
Os repórteres se basearam em 50 operações especiais
de combate à corrupção da Polícia Federal,
da Receita Federal e do Ministério Público nos quais foi
possível mensurar o tamanho do rombo provocado pelos esquemas descobertos.
Nessas ações, foram presas 1.032 pessoas, acusadas pelo
desvio de R$ 9,3 bilhões. À essa conta, soma-se ainda R$
1,5 bilhão, pulverizado em milhares de pequenas fraudes praticadas
nas prefeituras com recursos federais.
O varejo da corrupção brasileira foi mapeado em mais de
5.065 prestações de conta analisadas pela CGU (Controladoria-Geral
da União).
Entre os esquemas desbaratados, há casos de sonegação
fiscal, superfaturamento de compras públicas, licitações
dirigidas, falsificação de documentos e até furto
de equipamentos públicos.
O volume de recursos perdidos com a corrupção é bem
maior, por exemplo, do que o governo vai gastar este ano com o Bolsa Família
(R$ 8,3 bilhões), o programa de transferência de renda que
atinge 11 milhões de famílias brasileiras.
ECONOMIA
Setor não-financeiro
supera lucro de bancos
O lucro líquido
das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou
nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva
em relação ao período da segunda gestão de
Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Sob influência de um
cenário externo favorável, a composição dos
resultados também sofreu uma transformação radical:
diminuiu a fatia dos bancos e da Petrobras e aumentou a participação
de empresas não-financeiras, como siderúrgicas, mineradoras
e de papel e celulose, que viram a demanda por seus produtos crescer no
mercado internacional a partir de 2003.
As conclusões estão em levantamento realizado pela consultoria
Economática, com base nos balanços de 193 empresas abertas.
Fernando Exel, presidente da Economática, afirma que o universo
analisado representa cerca de 80% dos lucros das companhias cotadas em
Bolsa. Estão fora do estudo dois setores importantes, o agronegócio
e a indústria automobilística, que estão virtualmente
fora do mercado de ações. Os valores anuais foram atualizados
pela inflação até 30 de junho deste ano, o que permite
sua comparação.
A soma do lucro líquido das 193 empresas analisadas deu um salto
de R$ 103,5 bilhões para R$ 271,6 bilhões entre o último
mandato de FHC e a administração Lula. A diferença,
de R$ 168,1 bilhões, representa aumento de 162,4%. "Pouco
disso é resultado de medidas do governo. Muito vem do cenário
internacional extremamente favorável", afirma Exel.
A grande novidade dos últimos três anos e meio é o
fato de que a maior parte do aumento nos lucros veio do setor não-financeiro,
já excluída a Petrobras. Esse segmento contribuiu com 64%
da expansão de R$ 168,1 bilhões no lucro líquido.
A Petrobras entrou com 21% e os bancos, com 15%.
Isso não significa que as instituições financeiras
e a Petrobras ganharam pouco dinheiro sob a gestão petista. Pelo
contrário. O lucro dos bancos aumentou nos últimos três
anos 80,5%, para R$ 57,6 bilhões. O valor só foi inferior
aos R$ 77,4 bilhões da Petrobras, maior empresa do país,
que viu seu resultado líquido crescer 83% no período graças
à alta do petróleo no mercado externo.
CONTRASTE
Luz no Brasil está entre
as mais caras do mundo
O brasileiro
paga pela energia elétrica o equivalente ao que pagam os consumidores
de alguns países europeus com renda per capita maior que a do Brasil.
“Pagamos o mesmo que países como a Espanha e o Reino Unido”,
afirmou o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Luiz Pinguelli Rosa, que foi presidente da Eletrobrás.
A comparação entre as tarifas foi feita no estudo “Key
World 2004”, da Agência Internacional de Energia. Em relação
ao Brasil, a base foi o valor divulgado pela Aneel (Agência Nacional
de Energia Elétrica) em 2004, que foi convertido para dólar,
quando cada dólar valia R$ 2,4.
Considerando a conversão, a tarifa brasileira só era mais
barata que a de nove países: Suíça, Bélgica,
Itália, Portugal, Áustria, Alemanha, Holanda, Japão
e Dinamarca. E mais cara que a de 21 países: Islândia, Luxemburgo,
Irlanda, Reino Unido, Espanha, França, Suécia, Turquia,
Finlândia, México, Polônia, Noruega, Hungria, Coréia,
Grécia, Estados Unidos, República Tcheka, República
Eslováquia, Nova Zelândia, Austrália e Canadá.
“É estranho o Brasil ter uma tarifa elétrica tão
cara sabendo-se que a energia brasileira vem primordialmente a partir
da água, que é renovável e gratuita. Como, então,
conseguimos ter uma tarifa tão próxima a de países
que são dependentes de petróleo e praticamente não
têm rios para a produção de energia?”, questiona
o consultor na área de energia e coordenador de pós-graduação
de Engenharia da UFRJ, Roberto Pereira d’Araújo.
No Brasil, o custo da geração de um quilowatt de energia
depende da fonte de energia e da região consumidora. Segundo o
presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim,
o custo para produzir energia nas hidrelétricas, atualmente, varia
entre US$ 35 a US$ 40 o megawatt-hora, ou seja, cerca de R$ 0,1 (10 centavos)
por quilowatt, considerando o mesmo câmbio do estudo (R$ 2,4 por
dólar).
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