O
preço da corrupção
Nos últimos
anos o que mais se houve falar no Brasil é sobre escândalos
de corrupção. Desvios de dinheiro, superfaturamento, sonegação
de impostos e tantas outras falcatruas, infelizmente, não são
nenhuma novidade no País, mas nos últimos dois anos elas
eclodiram, uma após a outra, dando uma dimensão que muito
se rouba nesse Brasil de tantas dificuldades.
O jornal carioca O Globo fez um levantamento dos últimos quatro
anos e descobriu que o rombo com a corrupção no Brasil foi
de R$ 10,8 bilhões. Esse montante não resolveria todos os
problemas do País, mas amenizaria a situação de muita
gente. Poderia dar condições mais dignas à saúde,
recuperar todas as estradas federais, investir em hospitais, escolas e
o que mais se possa imaginar em benefício da população.
No entanto, esse dinheiro parou nas mãos de pessoas desonestas,
muitas delas eleitas para representar a população no Congresso
Nacional, assembléias estaduais, prefeituras ou câmaras de
vereadores.
A corrupção mina a democracia, mina os mercados, a confiança
dos investidores. Não se pode falar em crescer e tirar as pessoas
da pobreza se há tanta corrupção, que por si só
já é um impedimento ao crescimento e à prosperidade.
O dinheiro desviado nos atos ilícitos poderia atender, por exemplo,
o dobro de famílias no Bolsa-Família. Poderia, também,
fomentar programas para diminuir consideravelmente a fila do desemprego.
“Mensalão”, “mensalinho”, sanguessugas,
malas de dinheiro, dinheiro na cueca, propina e tantos outros términos
que ganharam evidência nos últimos anos são tão
desprezíveis quanto as pessoas que se beneficiaram com a corrupção.
Felizmente, a Polícia Federal, tem se mostrado competente, com
trabalho sério, e ajudado e elucidar grande parte desses crimes.
Enquanto não houver distinção de cargos ou partidos,
muitos outros escândalos serão desmantelados.
O Brasil só conseguirá atingir a maturidade, quando conseguir
combater seus próprios fantasmas, entre eles, o da corrupção.
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