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EM BAIXA
Setor foi o carro-chefe da campanha do prefeito Lísias

População não está
satisfeita com a saúde

Considerada como prioridade da atual administração municipal e por isso ocupou um dos maiores orçamentos do Município nos últimos dois anos, as mudanças realizadas na saúde pública em Cascavel não têm surtido o efeito esperado.
Após quatro trocas de secretários - Nadir Willi é o quinto titular da pasta - números da pesquisa SDS/Hoje realizada entre os dias 5 e 6 deste mês mostram que a população não está satisfeita com o setor. Dos 400 entrevistados, 58,50% consideram o atendimento ruim ou péssimo, 25% acham que o serviço é regular e 15% estão satisfeitos, considerando o atendimento bom ou ótimo.
O secretário Nadir Willi contesta os números. “Estou sete meses como secretário e pelo número de pessoas entrevistadas acredito que essa estatística não demonstra a realidade. Não concordo com esses dados porque, embora tenhamos muito que melhorar, são poucos entrevistados e não representam o desejo da maioria”, opinou.
PROBLEMAS
A saúde é um setor delicado. Foi o carro-chefe de campanha do prefeito Lísias Tomé e também causou a derrocada do ex-prefeito Edgar Bueno, que entrou em atrito com os médicos às vésperas da eleição.
Lísias prometeu resolver a situação do cumprimento da carga horária, construir mais postos de saúde e contratar mais médicos para suprir a demanda. Em dois anos, fez dois postos de saúde, mas a ampliação do quadro de profissionais foi insuficiente para resolver as carências. Os médicos passaram a trabalhar menos e já foram testados sistemas para acabar com as filas nos postos, sem sucesso. O atendimento ainda é precário.
Uma prova disso foi a espera de uma paciente, ontem, em uma unidade de saúde, que chegou ao posto às 4h, mas só conseguiu atendimento após as 17h.
Embora tenha realizado concurso público em regime de urgência há mais de quatro meses, os médicos aprovados só devem ser chamados ano que vem.


AVALIAÇÃO
Nadir Willi, secretário de Saúde, afirma que nenhuma cidade do Paraná tem uma saúde publica com tantos serviços disponíveis à população como em Cascavel. Ele cita a implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que atende urgências e emergências clínicas na casa dos pacientes. “O custo com participação do governo do Estado é de R$ 173 mil por mês; temos 84 funcionários e realizamos cerca de 3,8 mil atendimentos até outubro”.
Ele reitera que o número de entrevistados não traduz a realidade da saúde em Cascavel. “Não quero subjugar a empresa que fez a pesquisa nem o veículo de comunicação, mas no universo de 300 mil habitantes, 400 pessoas não podem representar a opinião da maioria. O resultado é muito mais positivo do que esta estatística, na minha opinião esses dados não condizem com a realidade.”


INVESTIMENTOS
O secretário de Saúde, Nadir Willi, destaca os investimentos da administração municipal. Ele lembra da estrutura para atendimento de saúde mental como o Caps-AD (Centro de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas), Caps-i (infantil), Caps 3 (Adulto); as três unidades terapêuticas, que atendem 160 pacientes e é mantida pela prefeitura, além do Casm (Centro de Atendimento a Saúde Mental), que realizou 500 atendimentos até outubro e outros serviços. “Foi aplicado, em 2006, R$ 45 milhões na Saúde. Inauguramos dois aparelhos de imagem para ecografia que estão no Posto de Saúde Central, no valor de R$ 426.400. Poucos consultórios particulares têm esse equipamento.”


ESTRATIFICAÇÃO
Regiões oeste e norte
são as mais carentes
O maior índice de insatisfação com os serviços da administração municipal foi apresentado na periferia da região oeste, onde 78,79% dos entrevistados classificaram a saúde como ruim ou péssima. Nenhum entrevistado disse que a saúde era ótima nesta região, assim como na periferia da zona norte, que apresentou o segundo maior índice de reprovação, com 69,65%, dos quais 51,79% consideram o serviço péssimo, apesar de a administração municipal ter inaugurado uma UBS (Unidade Básica de Saúde) no Bairro Interlagos.
Na área residencial desta mesma região os números também são negativos, apontando para a insatisfação de 68,75% dos entrevistados. O melhor resultado obtido foi na região sul, que apontou 22,64% de aprovação. Todos os demais resultados por região são inferiores a este percentual.


DESFEITO
Partidos desistem da
fusão que criaria o MD

A fusão do PPS, PHS e PMN, que criou o MD, foi desfeita ontem, por isso os três partidos continuam como estavam antes da revogação da cláusula de barreira pelo STF (Supremo Tribunal Federal). “Os três partidos seriam fortes juntos, mas nada disso funcionaria se as três alas estivessem pensando diferente, como estava ocorrendo em Cascavel, onde um partido estava querendo o comando do MD. Para nós foi melhor continuarmos como PPS, porque temos um grande partido em Cascavel”, avalia o presidente da sigla, Vilson de Oliveira.
A regra da cláusula de barreira impedia os partidos que não conquistaram 5% dos votos nacionais em nove estados de terem representação no Congresso e diminuía o valor a que têm direito no fundo partidário. Para escapar do rigor da legislação, os três partidos se uniram, somando 27 parlamentares. Como o STF considerou a cláusula inconstitucional os partidos optaram pelo fim da fusão.


WILSON JOFFRE
Lísias Tomé havia prometido não utilizar mais a área

Prefeitura pretende doar
a praça para ambulantes

Mesmo após debates e o posicionamento contrário de entidades e comerciantes e depois de anunciar que não utilizaria a Praça Wilson Joffre para a construção de um camelódromo, o prefeito de Cascavel, Lísias Tomé, encaminhou anteprojeto à Câmara de Vereadores solicitando a utilização da praça. No entanto, desta vez ele quer ceder a área a título de concessão real de uso por um período de dez anos, com possibilidade de renovação por mais dez. Os beneficiários seriam os integrantes da Associação dos Vendedores Ambulantes.
O anteprojeto deve enfrentar resistência dos vereadores, de entidades e de uma disputa judicial que envolve a área. A família Saraiva ainda pleiteia o recebimento de valores referentes à desapropriação da área. Tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), inclusive, o pedido de intervenção federal no Estado do Paraná para que este intervenha no Município e efetive o pagamento que, estima-se, passaria de R$ 15 milhões. Isso pode significar um impedimento legal para repasse da área em regime de comodato ou doação.
Vereadores sinalizaram ontem que não será fácil emplacar o anteprojeto. “A princípio sou contra, mas estou aberto para chegarmos a um entendimento. Esse é um espaço nobre e público, por isso precisa ser melhor aproveitado. Primeiro deveriam pensar em melhorar as paradas de ônibus para oferecer mais conforto à população”, explica o vereador Julio Cesar Leme da Silva (PMDB).
Julio afirma que a administração municipal deve elaborar um projeto que permita a utilização da praça em benefício de toda a população. “O espaço tem de ser ocupado com inteligência, por isso a instalação de bancas tem de ser discutida com cuidado. Quero saber se existe um projeto para a instalação desses pontos de comércio”.
Para o vereador Léo Mion (PPS), a praça não é a melhor área para a instalação dessas bancas. “Acredito que a prefeitura deva procurar outra área, também bem localizada, para a instalação dos vendedores, e aproveitar melhor o espaço com um projeto que beneficie a comunidade”.
A proposta do Executivo permite aos ambulantes a construção de 40 bancas de alvenaria de 7,13 m² cada, mas não especifica em qual local, dentro da praça, que as edificações serão construídas.


Opinião popular
O vereador Mário Seibert (PMDB) considera fundamental ouvir a população sobre a possibilidade de doar a Praça Wilson Joffre aos ambulantes. “Os vendedores devem continuar no local até que a prefeitura encontre um outro local para instalá-los. Não podemos desampará-los, porque eles também têm família e precisam trabalhar, mas a área central deveria ser melhor aproveitada”.
A proposta da prefeitura permite o uso das 40 bancas por dez anos somente pelos associados, que ficam impedidos de vender, ceder, locar, dar em comodato, emprestar ou subdividir o imóvel. Caso ocorra desvio de finalidade dos imóveis, a área deverá ser devolvida à administração municipal e voltará a ser de utilidade pública, incorporando ao Município as benfeitorias que existam no local sem direito à indenização ou compensação aos ambulantes.


OFICIALIZAÇÃO
Parlamentares eleitos em
outubro são diplomados

O juiz Renato Andrade, membro da Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), fez o discurso de abertura da solenidade de diplomação dos parlamentares eleitos no Paraná no último pleito no Teatro Guaíra, em Curitiba, ontem.
O primeiro diplomado foi o governador Roberto Requião (PMDB), que recebeu algumas vaias. Em seguida foi a vez do vice, Orlando Pessuti (PMDB).
Os quatro deputados federais Alfredo Kaefer (PSDB), Hermes “Frangão” Parcianelo (PMDB), Eduardo Sciarra (PFL) e Fernando Giacobo (PP); o deputado estadual, Edgar Bueno (PDT); e o primeiro-suplente de deputado estadual Adelino Ribeiro da Silva (PMN), representantes de Cascavel e da região oeste, também foram diplomados.
O senador Alvaro Dias (PSDB) e os deputados Gustavo Fruet, Geraldo Cartário, Antônio Belinati e Cassio Taniguchi foram alguns dos parlamentares que não compareceram à diplomação. Geraldo Cartário teve suas contas rejeitadas pelo TRE e ainda aguarda uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o pedido de impugnação de sua candidatura.


CHEQUE EM BRANCO
Emenda sugere 5% ao prefeito

O vereador Aderbal de Mello (PT) incluiu duas emendas à LOA (Lei Orçamentária Anual) que será votada amanhã, a partir das 9h30, na Câmara de Vereadores de Cascavel, sendo uma para suprimir o parágrafo 1º do artigo 14 do Anteprojeto de Lei 320/2006, de autoria do Executivo municipal, que pedia o livre remanejamento de 30% do orçamento anual de 2007; a outra altera o parágrafo primeiro do mesmo artigo permitindo ao prefeito Lísias Tomé remanejar até 5% do orçamento, sem precisar passar pelo Legislativo municipal, desde que o valor do remanejamento não ultrapasse R$ 25 mil por rubrica orçamentária. A LOA recebeu 115 emendas dos parlamentares.


 

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