| INTERNET
Em julho, usuários residenciais ficaram quase 24 horas conectados
Brasileiros
ampliam
recorde de navegação
Os
internautas brasileiros batem novo recorde de navegação
na rede. Em julho, os usuários residenciais ficaram 23 horas e
30 minutos plugados na Web, um hora e três minutos a mais que o
período registrado em junho, com crescimento de 5%, segundo pesquisa
do Ibope NetRatings. O tempo obtido pelo Brasil é o maior já
reportado pelo instituto de pesquisas desde o início das suas operações
globais, em 1998.
O relatório monitorou a navegação do usuário
residencial em dez países. Os Estados Unidos ficaram em segundo
lugar com acesso de 19 horas e 52 minutos, seguidos pelo Japão
com 18 horas e 41 minutos. O quarto colocado é a Alemanha, com
tempo de 18 horas e sete minutos, e o quinto a Austrália, com 17
horas e 51 minutos.
Em relação ao mês passado, o número de usuários
domiciliares aumentou 2,6%, atingindo 18,5 milhões de pessoas,
também um número inédito no País, segundo
o Ibope/NetRatings. No segundo trimestre, o total de pessoas com mais
de 16 anos com acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho,
escolas, universidades e outros locais) atingiu 36,971 milhões,
um aumento de 13,5% sobre igual período do ano passado.
As categorias com melhor desempenho por número de usuários
em julho, comparando com junho, foram: finanças, seguros e investimentos,
com crescimento de 5,8%, atingindo 7,7 milhões de internautas,
entretenimento, com 4,1% de aumento, com visitas de 14,9 milhões
de pessoas, família e estilo de vida, que cresceu 3,9% em número
de usuários, atingindo 8,4 milhões de brasileiros, além
de informações corporativas (crescimento de 3,4%, com 6,4
milhões de usuários únicos).
Por tempo de uso, governo e empresas sem fins lucrativos e notícias
e informações foram as categorias com maiores crescimentos
no período, cerca de 15%, com tempo médio por pessoa atingindo
32 e 31 minutos no mês, respectivamente.
SOBREVIVENTE
CD completa 25 anos
Uma
das invenções mais utilizadas tanto pelos amantes da tecnologia
quanto pelos amantes da música completou 25 anos: o CD. Em 17 de
agosto de 1982, em Hanover, na Alemanha, os primeiros CDs, um trabalho
de engenharia incrível para a época, começaram a
sair da linha de produção com uma sinfonia de Strauss. Apesar
do sucesso durante muito tempo, o futuro do CD em uma era de iPods e outros
MP3 players parece estar cada vez mais em dúvida.
O projeto que levou o áudio digital para as massas foi fruto de
uma técnica arriscada na época, afirma Pieter Kramer, líder
do grupo de pesquisas ópticas nos laboratórios da Royal
Philips Electronics NV na Holanda durante os anos 70, responsável
pelo CD em parceria com a japonesa Sony. “Quando começamos,
não havia nada”, afirmou.
Os chips semicondutores propostos, necessários para os CDs players
foram considerados o maior avanço de todos os tempos em produtos
para os consumidores. Em 1980, as empresas parceiras publicaram o chamado
Red Book (Livro Vermelho), com os padrões originais do CD e as
especificações de quais patentes eram da Sony e quais da
Philips.
A primeira contribuiu com a codificação digital que permite
a reprodução suave e sem erros das músicas, enquanto
a segunda desenvolveu o volume do disco e a tecnologia a laser. A Philips
detém até hoje os direitos sobre o Red Book e suas outras
atualizações, como para o CD-ROM, responsáveis por
mantê-la nos tempos de crise.
CUIDADO
Falsos sites de bancos têm crescimento 60%
As
estatísticas relacionadas ao crime na internet não param
de crescer: segundo uma pesquisa divulgada pela empresa de segurança
F-Secure, a quantidade de sites falsos que fingem ser de instituições
financeiras utilizando nomes de bancos conhecidos mundialmente cresceu
60% em relação ao ano passado.
O banco Citibank, por exemplo, teve o número de domínios
utilizando seu nome aumentado de 497 para 810 no período. O objetivo
dos criminosos é o mesmo que leva à boa parte dos crimes
virtuais atuais: realizar golpes financeiros aproveitando-se da curiosidade
e desatenção dos usuários.
Para chamar os usuários às centenas de páginas falsas,
a técnica utilizada pelos criminosos é o phishing scam.
Por meio de e-mails falsos, eles tentam levar o usuário a entrar
nos sites criminosos, tendo o risco de roubo de seus dados pessoais.
Gabriel Menegatti, responsável pela área de tecnologia da
F-Secure, afirma que nem todos os sites do tipo podem ser prejudiciais,
mas as chances de que eles sejam parte de uma fraude são grandes
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