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MÉDICOS
Nem todas as organizações estão preparadas

Prefeituras e oscips ainda
têm dúvidas sobre funções

Cerca de 120 representantes de prefeituras, secretários de Saúde, Finanças, representantes de consórcios e gestores regionais de saúde participaram ontem do seminário denominado A Execução Indireta do Serviço Público por meio do termo de parceria com Oscips (Organizações Sociais Civis de Interesse Público).
Conforme o palestrante Kennedy Machado, que é advogado e assessor jurídico da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), o principal objetivo do evento foi esclarecer o formato jurídico adequado para a contratação de médicos junto às secretarias municipais de Saúde, leis, acórdãos e decretos. “É preciso compreender os métodos corretos para a contratação, existem critérios, requisitos mínimos, inclusive como se faz edital, cláusulas de parceria”, observa.
De acordo com Kennedy uma das dúvidas que ainda permanece entre prefeituras e Oscips diz respeito à responsabilidade de cada uma. “A compreensão do papel e de como utilizar as funções de cada uma da forma correta é uma das principais questões que precisam ser bem esclarecidas”, ressalta.
O palestrante garante que a contratação de organizações sociais é apenas uma opção e não regra para as cidades. “Os municípios podem traçar caminhos e a contratação pode ser uma alternativa complementar”, lembra.
Quanto à competência das organizações para assumirem trabalhos junto aos municípios, Kennedy observa que nem todas estão preparadas. “A Oscip precisa ter capacidade técnica e operacional”, diz.

PARTICIPANTES
Para Agnaldo Bodanese, representante da prefeitura de Medianeira, o encontro serviu como base para impedir problemas jurídicos com as contratadas. “Temos que conhecer as possibilidades e riscos. Precisamos estar preparados para evitar problemas, em especial, de legislação”, garante.
Libório Heinzen, secretário de finanças de Lindoeste, ressalta a importância de preparar corretamente projetos e garantir convênios com o governo. “Não temos Oscip contratada, temos repasses diretos e a secretaria de Finanças precisa estar preparada para preencher os critérios jurídicos necessários para conseguir esses convênios”, diz.

FERA
Desfile marca encerramento

Os estudantes que participaram da terceira edição do Fera (Festival de Arte da Rede Estudantil) em Cascavel, desfilaram ontem pelo Parque de Exposições Celso Garcia Cid em despedida ao evento.
Segundo a assessoria de imprensa do festival, os cerca de 4 mil alunos de 51 municípios do oeste e de outras regiões do Estado tiveram a oportunidade de assistir e participar de 289 apresentações de música, dança, literatura, teatro, circo e cinema.
A coordenadora pedagógica do festival, Vilmara Sueli Cavichiolo, define o evento como uma oportunidade de educar os jovens de uma forma mais completa. “O objetivo é transformar esses alunos para melhor, desenvolver o conhecimento, a criatividade, o raciocínio, a sensibilidade de cada um”, explica.
Outra proposta atingida com o festival, segundo a coordenadora, foi fazer com que os professores também participem das atividades e levem o que foi aprendido e realizado para as salas de aula.

Produtores buscam saída
para diminuir os custos

Empresas especializadas em vendas de insumos estimam que 50% dos produtores rurais da região ainda não adquiriram produtos para o plantio da safra 2006/07, que inicia em outubro. Genésio Bortoli, gerente comercial de insumos em Cascavel, acredita que a falta de crédito e a baixa expectativa de viabilidade no custeio da produção têm prorrogado ao máximo a compra de sementes e insumos agrícolas por parte dos agricultores, que ainda estão na expectativa de melhora. “A comercialização de sementes de soja está lenta, próxima a 50% do vendido no mesmo período do ano passado. Alguns produtores têm semente guardada, mas, como a maioria não tem condições de armazenagem, acabarão tendo de adquirir nova”.
Valter Dalgalo, produtor em Espigão Azul, é um dos poucos que já adquiriu o pacote para a safra 2006/07. Ele se prepara para receber o produto nos próximos dias. “Estamos preparando o galpão para receber as sementes”, observa Vanderlei, filho do produtor.
Valter garante que comprou a soja convencional, mas aguarda para definir a variedade de transgênica. “Comprei adubo, veneno e a semente para a soja convencional. Estou esperando a decisão sobre variedades de RR da Embrapa e Coodetec [Cooperativa de Desenvolvimento Tecnológico] para definir a compra”, conta.
Valmir Dalgalo, filho de Valter e também produtor de soja, acredita que a família precisará de aproximadas 800 sacas de semente para a safra 2006/07.

ESTIMATIVA
Mercado de sementes recua 12%
Conforme dados da Braspov (Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais), o mercado de sementes foi estimado em R$ 5,2 bilhões, 11,9% menor que os R$ 5,9 bilhões na safra anterior. As vendas de sementes certificadas, ou seja, produzidas pelas indústrias, recuaram 6%, para R$ 3,1 bilhões.
Ivo Carraro, presidente da Braspov e diretor da Coodetec, observa que as vendas de sementes transgênicas têm crescido exponencialmente. Assim, o consumo de defensivos recua, bem como a venda de sementes convencionais. Hoje, 14% do total de sementes com registro no Ministério da Agricultura é transgênico, 86 variedades no total.
Esse número sofreu uma expansão de 32% este ano, segundo Ivo Carraro, que também é diretor de pesquisa e produção da Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas). “Os produtores procuram sementes que tenham um manejo mais simples e que demandem menos uso de defensivos. A tendência é de substituição de variedades convencionais por transgênicas ao longo dos anos”, reforça.
De acordo com Carraro, não há uma estimativa fechada de vendas para a safra 2006/07. Até agora as indústrias prevêem queda de 2 milhões de hectares na área plantada de soja, para 21 milhões. Essa redução implicaria em uma queda próxima de 10% no uso de sementes.

QUEDA
Analistas confirmam a redução de área

Analistas de mercado estimam queda na área para o plantio da soja no Brasil na safra 2006/07, mas ressaltam que a expectativa não deve comprometer a produção. O engenheiro agrônomo da Coodetec Luciano de Almeida observa que a área de soja brasileira reduziu em 4,7% na safra 2005/2006 e pode atingir uma diminuição de até 8% na safra 2006/2007. As reduções, conforme ele, estão sendo influenciadas pela descapitalização no setor produtivo de soja, pelo aumento na área de milho em 5,8% e também pela entrada da cana-de-açúcar.
Para Gilda Borges, economista e coordenadora do banco de dados da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), a redução ocorrerá em razão da crise no setor nos últimos anos. “O produtor acumula prejuízos desde 2004. Para 2007 há a sinalização de que diminuirá a área de soja porque os agricultores têm essa perda acumulada, custos de produção mais altos, gastos com a ferrugem asiática, a valorização do real e o endividamento do produtor”, enumera.
O engenheiro da Coodetec alerta que, mesmo com a redução da área, a produção aumenta. “Passou de 51,5 milhões de toneladas na safra 2004/2005 para 53,4 milhões de toneladas na safra 2005/2006, 3,69% maior”, ressalta.
Luciano comenta ainda estudos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento): “Os dados da safra 2005/2006 mostram crescimento de 4,8% na safra de grãos em relação à safra passada, totalizando 119,4 milhões de toneladas. Tudo impulsionado pelo aumento das produtividades e não pelo crescimento de área”.
Ele observa ainda que o crescimento de produtividade média brasileira foi de 8,83% em relação à safra 2004/2005, passando de 36,8 sacas por hectare para 40,05 sacas por hectare na safra 2005/2006.

 

PREÇOS EM BAIXA
Os preços devem seguir com tendência de baixa até novembro, já que o mercado futuro estará sob o efeito de uma grande safra americana. "A partir de novembro, quando são divulgadas as perspectivas de áreas plantadas no Brasil e também na Argentina, os preços da soja podem começar a subir. O motivo são as possíveis reduções nas áreas plantadas já esperadas, principalmente no Brasil", diz Fábio Meneghin, analista da Agroconsult e integrante do Crop Tour.

 

PREVISÃO
Área para grãos terá recuo recorde
Os agricultores brasileiros vão reduzir em 4 milhões de hectares a área de grãos que será cultivada na próxima safra de verão 2006/07, o que equivale ao espaço que o Paraná reserva para o plantio de soja. O recuo recorde será de 9%, segundo cálculos da consultoria Agroconsult. É a maior redução de área de grãos, identificada pela consultoria, desde a safra 1995/96, quando 3,4 milhões de hectares deixaram de ser cultivados, uma redução também de 9% na época.
Segundo André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, a maior queda em dez anos é parte do ajuste promovido pelos produtores depois de dois anos sucessivos de prejuízos na agricultura de grãos.
Conforme cálculos da consultoria, no início de junho a dívida dos produtores com os fornecedores (sementes, defensivos e fertilizantes) estava próxima a R$ 7 bilhões.

MODIFICADOS
Transgênicos devem ocupar 50% da área no oeste do Paraná

Produtores de soja da região de Cascavel comprovam a expectativa de analistas quanto à redução da área plantada e manutenção da produtividade, mas ressaltam a expansão do plantio da soja transgênica. O agricultor Valmir Dalgalo, de Espigão Azul, por exemplo, já se prepara para o plantio de 48 alqueires, 35 deles de soja transgênica. Conforme ele, na safra 2005/2006 a sua plantação atingiu 53 alqueires, mas a redução se deu por adaptação de espaço. “Não haverá redução de produção, apenas redistribuí os espaços entre soja e milho”, explica.
A opção pelo plantio da semente geneticamente modificada, segundo ele, se dará pela considerável redução de custos. “A transgênica reduz cerca de 30% o custo. Para ter uma idéia, um litro de herbicida Flex para a soja convencional custa entre R$ 50 e R$ 60, enquanto um litro de glifosato, utilizado na transgênica, é vendido a R$ 7, R$ 8”, compara.
Valmir, produtor de soja transgênica há quatro anos, observa ainda que a soja modificada vendida este ano foi de, apenas, aproximados R$ 0,50 a menos que o valor da convencional, comprovando a rentabilidade.
O produtor Elias Cheinskovisk também garante que investirá nos transgênicos. Segundo ele, utilizará 40 alqueires onde antes plantava milho para a safra 2006/07 de soja. “Vou reduzir a área de milho e investir mais na soja transgênica porque sei que o custo é bem menor”.

BIOSSEGURANÇA
Lei regulariza o plantio
Em março de 2005 foi promulgada a Lei 11.105/05, que reconheceu e autorizou definitivamente o uso de sementes de soja transgênica no País, possibilitando a comercialização de sementes legais aos agricultores.
Conforme dados da Coodetec, em Cascavel, na safra 2005/2006 a tecnologia RR (Roundup Ready), que é tolerante ao glifosato (Evento GTS 40-3-2), foi usada em 9,4 milhões de hectares de soja no Brasil, ou seja, 42% da área total. Estima-se que na safra 2006/2007 este número aumente para 60% da área total brasileira.
Os benefícios da soja transgênica vão desde a facilidade no manejo de controle de ervas daninhas até um melhor cuidado com o meio ambiente, já que são utilizados menos herbicidas e, com isso, há maior probabilidade de alta produtividade.

QUEDA NAS VENDAS
Setor de defensivos teme os reflexos

Segundo estudo da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), o avanço das culturas transgênicas reduzirá o consumo de defensivos agrícolas em até 20% no País nos próximos anos. Conforme a entidade, o plantio de uma área de 15 milhões de hectares com soja transgênica significaria uma queda na demanda por agroquímicos próxima a US$ 231 milhões. “O mercado de defensivos tende a sofrer uma queda de 16% a 20% com a adoção de soja transgênica tolerante a herbicidas ou inseticidas”, explica Cristiano Simon, presidente da Andef. De acordo com ele, a diminuição deverá se confirmar em pelo menos cinco anos.
Levantamento do Isaaa (Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia) revela que nos últimos dois anos foram adicionados 4,4 milhões de hectares de lavouras geneticamente modificadas.
Segundo Simon, com isso as indústrias de defensivos tendem, nos próximos anos, a investir em agroquímicos voltados a problemas para os quais a biotecnologia ainda não encontrou respostas, como é o caso da ferrugem da soja.
Na safra 2005/06, que está em fase final de colheita, a Andef estima uma queda nas vendas de defensivos no País próxima a 10%, para R$ 8 bilhões.

PIRATARIA
Semente pirata é um risco à produção brasileira

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Coodetec alertam para as conseqüências do uso das sementes sem origem conhecida, as chamadas sementes piratas. Segundo nota técnica assinada pelos pesquisadores Ivo Marcos Carraro, diretor executivo da Coodetec, e Luiz Carlos Miranda, gerente-adjunto de sementes e mudas da Embrapa, a semente sem origem conhecida produz “efeitos negativos imediatos, inicialmente imperceptíveis, mas que são cumulativos e muito maiores que uma eventual economia feita na hora do plantio de uma semente pirata ou salva, geralmente mais barata”.
Conforme os pesquisadores, o Brasil está caminhando rapidamente para uma perigosa redução das taxas de uso de sementes melhoradas, o que pode colocar em risco a estabilidade da produção em médio prazo, de três a cinco anos.
Carraro e Miranda ressaltam que diversas são as motivações para o uso crescente de sementes informais por parte dos agricultores, entre elas a busca de redução de custos, principalmente em anos de crise e preços baixos. “É necessário alertar para o fato de que uma economia pequena no custo de implantação de uma lavoura através de uso de semente mais barata pode representar uma diferença grande de receita no final da colheita com a redução de produtividade e com o aumento de custos em outros itens da lavoura devidos a problemas ocasionados por uma semente de qualidade não garantida”.

CONCURSO DE REDAÇÃO
Produção de textos estimula pesquisa

“Um grande estímulo à leitura, ao diálogo e à pesquisa”. A frase da professora Adelina Tavares, do Colégio Eleodoro Ébano Pereira, de Cascavel, define bem o propósito do 7o Concurso de Redação Pró-Vida na Via, promovido pela Rodovia das Cataratas.
Dirigido aos alunos de 5ª séries dos colégios estaduais de Cascavel, Guarapuava e Foz do Iguaçu, o concurso tem mudado a rotina das aulas de redação. “Primeiro lemos a cartilha em grupo e fizemos um debate sobre trânsito com os alunos. Depois, estimulamos a busca por mais materiais, além de um diálogo com os pais. Somente a partir disso começamos a produção textual”, explica.
Segundo a professora, os alunos estão entusiasmados com o concurso, principalmente pela oportunidade de expressar as suas idéias para um grande público. “A principal contribuição do concurso é a conscientização sobre o problema, que hoje mata milhares de pessoas”, salienta Adelina, lembrando que o diálogo com os pais é de suma importância para influenciá-los a mudar positivamente o seu comportamento no trânsito.
Segundo a assessora de Comunicação Social da Rodovia, Carla Dombeck Vieira, o concurso tem o objetivo de estimular os estudantes à adoção de comportamentos e à sedimentação de hábitos que tornem o trânsito mais seguro, civilizado e humano, contribuindo, assim, para a redução de número de acidentes. “Outra preocupação é fazer com que os participantes contribuam, com os seus textos, para a valorização do debate sobre a relação entre o homem e o trânsito, analisando de forma crítica as alternativas para a redução de acidentes, além de conscientizar as crianças a cobrar dos adultos atitudes responsáveis ao dirigir”, explica.

PREMIAÇÃO
Os primeiros colocados receberão prêmios que vão desde aparelhos de televisão e microssistens MP3 a aparelhos de DVD. Os prêmios serão entregues durante a Semana do Trânsito, realizada em setembro. Também serão premiados os professores de Língua Portuguesa e as escolas dos alunos vencedores.
A expectativa é superar a marca do ano passado, quando mais de 15 mil crianças participaram do concurso. De acordo com o regulamento, a redação deverá conter itens como uso do cinto de segurança, obedecer aos limites de velocidade e a sinalização, utilização das passarelas, respeito às leis de trânsito e à vida, além do SAL (Serviço de Atendimento ao Usuário). O regulamento do concurso será enviado para as escolas participantes, juntamente com material didático para dar os subsídios necessários aos alunos participantes.

UNIÃO
Trabalho é realizado por um grupo multidisciplinar da Unioeste

Comissão traça mapa de
desenvolvimento do oeste

Entidades de classe da região oeste do Paraná organizam um estudo sobre os investimentos e medidas necessários para ampliar o desenvolvimento do oeste paranaense. Os primeiros resultados devem ser apresentados em três meses. Os trabalhos são organizados pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), Acit (Associação Comercial e Industrial de Toledo) e Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná).
Para a execução do projeto foi requisitada a criação de uma equipe multidisciplinar de professores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná). De acordo com o presidente da Acit, Rainer Zielasko, a proposta definitiva deve ser entregue ao governo do Estado em março.
Zielasko afirma que esse estudo trará maior credibilidade às reivindicações da região, que nunca são apresentadas em cima de dados. “Esse projeto irá contribuir para que tudo o que é produzido no oeste tenha um maior valor agregado, além de trazer indústrias de ponta e crescimento às empresas locais”.
“Essa ação é importante porque dá condições de fazer um levantamento de todas as informações necessárias para promover o crescimento da região”, argumenta o presidente da Acic, Guido Bresolin Júnior.

BANDEIRAS
Estudo justifica reivindicações
Os professores também desenvolverão um trabalho paralelo sobre a importância das reivindicações feitas pelas entidades ao governo do Estado. Dentre elas estão a construção do aeroporto regional, a duplicação da rodovia BR-277 entre Cascavel e Medianeira, o fortalecimento do Porto Seco, a solução para os problemas da Ferroeste e a extensão dos seus serviços a Foz do Iguaçu e Guaíra, investimentos na área de segurança pública, entre outras.
De acordo com o professor e integrante da equipe da Unioeste Jandir Ferrera de Lima, os trabalhos terão como base as conclusões de um outro estudo realizado pela universidade sobre os elementos necessários para o desenvolvimento do eixo Cascavel/Toledo, o qual ouviu empresários e líderes locais. “Nesse estudo foi apontada a necessidade de programas para o desenvolvimento social, para a urbanização e para a atração de novos investimentos. É a partir dessa perspectiva que iremos montar a nova proposta”, esclarece.
Segundo o coordenador do grupo, professor Jefferson Staduto, esse será um trabalho mais amplo e completo sobre a situação do oeste do Paraná. “Nesse projeto iremos consultar dados oferecidos pelos órgãos públicos e considerar todos os pontos que têm impacto no desenvolvimento regional”, ressalta.

ESTRUTURA
Aeroporto regional é destaque
A criação do aeroporto regional tem posição de destaque entre as lutas das entidades. Na carta de reivindicações entregue aos candidatos a governador do Paraná a construção ocupa o primeiro lugar entre as exigências.
Para garantir a viabilização das obras, a Acic está promovendo encontros em que os candidatos ao governo do Estado expõem as suas propostas. “Estamos procurando comprometer todos os candidatos com a construção do aeroporto. O convite aos encontros é uma das formas para reforçar a necessidade dessa medida”, conta Bresolin, que destaca também outras formas de persuasão, como a Campanha do Voto Útil e os encontros com os candidatos a deputado estadual e federal.
Segundo ele, a instalação trará grandes benefícios à economia local. “O aeroporto regional fará com que seja possível diminuir os custos das passagens aéreas, promover cursos nas universidades, trazer empresas de tecnologia de produção e melhorar o transporte de cargas”.
Há 18 anos a Acic luta pela construção do aeroporto, que, para Bresolin, só não deslancha por falta de vontade política. “Precisamos aumentar a nossa representatividade e força política para resolver os problemas de infra-estrutura que a cidade sofre”.


 

 

 

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