O eleitor
está mudando?
As eleições
deste ano estão recheadas de novidade. A começar pela campanha
eleitoral, cuja minireforma impôs uma série de restrições
e fez com que os candidatos mudassem de estratégia. Estamos há
45 dias do pleito e nem parece que estamos em plena campanha, ainda não
há o clima de eleição, a não ser pelas reuniões
reservadas e o horário eleitoral gratuito.
Mas há uma tendência que a surpresa maior virá no
dia 1º de outubro e terá como protagonista principal o eleitor.
O perfil de quem escolhe os candidatos está mudando?
Ao que tudo indica sim. Aquela história de que o eleitor não
gosta e não acompanha o horário eleitoral gratuito está
se tornando mito. Enquête feita pelo próprio Hoje e por outras
dezenas de jornais, rádios e tevês em todo o País
mostra que o eleitor brasileiro está mais interessado na propaganda
eleitoral.
E mais interessante: diz que está discernindo as propostas sérias
das promessas feitas apenas para conquistar o voto. O eleitor está
mais prevenido, desgostoso com tanta corrupção. Ao candidato,
já não basta mais ser um bom orador, é preciso ter
propostas coerentes, nada espetaculoso, que o votante sabe que não
poderá ser cumprida. O perfil do eleitor também indica uma
necessidade por renovação, o que poderá se confirmar
no dia 1º de outubro.
O povo brasileiro está, na verdade, cansado de ser enganado. Está
mais atento aos candidatos, como se comportam, o que fizeram durante seu
mandato – no caso daqueles que buscam a reeleição
– ou na sua vida pública e até particular –
quem concorre pela primeira vez -. É importante para eles saber
se essas pessoas são corretas e cumpridoras dos deveres. Quem não
tiver competência, certamente não se estabelecerá.
E quem não obedece à lei não merece respeito e muito
menos o voto do eleitor. A limpeza ética, tão esperada no
Congresso, deverá começar pelo eleitor. É preciso
mostrar que o Brasil está mais consciente e quem é eleito,
precisa trabalhar pelo povo, não em benefício próprio.
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