| VOIP
Economia obtida com sistema varia entre 50% e 100%
Tecnologia barateia
ligações telefônicas
Embora pouco divulgada, com a tecnologia de telefonia Voip (Voz sobre
IP), as possibilidades oferecidas por ela tornam ligações
locais, interurbanas e internacionais mais baratas. Os serviços
desse novo sistema são trabalhados em Cascavel pelo consultor em
Comunicação Multimídia da empresa Phoneclube, César
Sordi, que orienta os interessados nessa nova tecnologia por meio da apresentação
e dos planos que ela possui.
De acordo com o representante, o principal motivo para a diferença
de custo nas ligações do sistema convencional em comparação
ao Voip - que variam de 50% nas ligações de telefone fixo
para celular e de 100% nas ligações de computador para computador
- é que o primeiro possui várias estruturas que intermedeiam
os sinais telefônicos, o que encarece o serviço. Já
com o Voip, os sinais são transmitidos entre os dois aparelhos
via satélite, sem qualquer outra estrutura que participe do processo.
“Se eu quero ligar de Cascavel para São Paulo, por exemplo,
o sinal passa pela central telefônica daqui, de Curitiba e de São
Paulo, para depois chegar até o destino. Com o Voip não:
a ligação é enviada para o satélite, que retransmite
automaticamente o sinal para o outro aparelho”, explicou.
Num ponto de vista técnico, a novidade trazida pelo sistema é
o uso da conexão via internet para fazer a transferência
da voz - codificada em um pacote de dados - de um aparelho a outro.
Para Sordi, além da falta de divulgação e até
de conhecimento sobre o Voip, geralmente relacionado ao programa freeware
Skype [confira no quadro], é o receio com as novas tecnologias.
“Nos Estados Unidos a tecnologia é usada desde 1996, mas
no Brasil ela começou a ser mais difundida há, pelo menos,
dois anos. A estimativa de usuários aqui é de 800 mil pessoas.
Já nos EUA, entre 35% e 40% da população já
usa o Voip”.
Planos
A tecnologia em telefonia Voip, conforme o consultor em Comunicação
Multimídia da empresa Phoneclube, César Sordi, pode ser
usada de diversas maneiras. A mais conhecida é via o programa gratuito
Skype, que pode ser baixado no site www.skype.com.
O consultor lembra que apesar de as ligações entre computadores
por meio do programa serem gratuitas, as feitas do PC para o telefone
são cobradas em créditos, que podem ser comprados com cartões
internacionais ou com vendedores licenciados, como é caso de Sordi.
“Muitos deixam de fazer esse tipo de ligação com o
Skype porque não têm cartões internacionais. Nesse
caso, vendo os créditos para a ligação, que são
colocados na conta do usuário logo após o pagamento”,
explicou.
Outra forma de se usar o Voip é por meio do serviço de 0800
da Phoneclube, em que o cliente digita o número no telefone e depois
de atendido informa à central telefônica os créditos
do cartão, ao estilo do celular pré-pago. Para mais informações
sobre os planos e serviços oferecidos pela Phoneclube e sobre o
Voip, basta ligar para César nos números 3227-2922 ou 9132-7218.
PORTO ALEGRE
Fórum discute abertura de software
O conceito de abertura sempre foi muito caro ao software livre. Basta
lembrar que uma das maiores batalhas históricas do movimento é
a travada pelo código aberto, um pressuposto que garante que o
usuário pode modificar o programa que está usando para torná-lo
melhor ou mais adequado aos seus propósitos.
Mas pelo que se pode observar pelo 8º Fórum Internacional
de Software Livre, que terminou sábado em Porto Alegre, disseminar
padrão mais aberto e livre é uma preocupação
recorrente. E também muito maior, já que se trata de mudar
o modelo de criação de conhecimento - em qualquer forma,
seja em um sistema operacional, uma música, um medicamento, um
livro ou um método de construção de casas baratas.
O referencial comum é que em todas essas iniciativas, tudo que
envolve desenvolvimento de tecnologia é realizado com software
livre. Um exemplo é o Creative Commons, projeto que licencia de
maneira flexível a propriedade intelectual.
Brasil
Você pode até nem saber, mas há quem considere que
o Brasil é companheiro de Irã, Iraque e Coréia do
Norte e também participa de um "Eixo do Mal", mas não
o original, que foi citado pelo presidente Bush em janeiro de 2002.
"Juntamente com China e Índia, o Brasil é citado como
um componente do 'Eixo do Mal da Propriedade Intelectual' por algumas
autoridades norte-americanas", diz Carlos Affonso Pereira de Souza,
coordenador adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade CTS) da Escola
de Direito da FGV. "Eu estranhei a ausência da Rússia
aí, só faltou ela", lembra Souza, em uma referência
ao bloco de países emergentes chamado de Bric (Brasil, Rússia
China e Índia).
Para Paulo Paranaguá, colega de Souza no CTS, Souza, essa é
uma atitude normal de quem tem um histórico de confundir propriedade
intelectual com uso abusivo da propriedade.
BOX
Contra as concessões
Não são só os direitos autorais sobre uma música
ou um sistema operacional que impedem as pessoas de trabalharem sob um
modelo colaborativo, que também é característico
do movimento software livre. Há determinações governamentais
que estabelecem, por exemplo, a ocupação do espectro radioelétrico.
A expressão com cara de palavrão fantasmagórico nada
mais é que o espaço determinado para a transmissão
das ondas de rádio e TV. E segundo Sérgio Amadeu da Silveira,
sociólogo e professor da Faculdade Cásper Líbero,
ele é subaproveitado e pode ser ampliado para criar mais do que
novas freqüências de transmissão, mas a possibilidade
de implementar de um sistema de redes virais.
|