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COHAVEL – Companhia já foi investigada pela Câmara de Vereadores

Ex-vereador denuncia
o desvio de material

O ex-vereador e ex-diretor da Cohavel (Companhia de Habitação de Cascavel), Reinaldo Bueno, denunciou ontem algumas irregularidades na pasta ocorridas em 2005. Durante entrevista no programa Valdomiro Cantini, na Rádio Capital ele revelou que benfeitorias que deveriam ter sido realizadas na Expovel em 2005 não foram feitas, mas a nota com o material utilizado foi empenhada na Companhia.
Ao Hoje, Reinaldo confirmou a informação, mas disse que não pode afirmar “que houve desvio do material”. Segundo ele, “era comum a Cohavel comprar material para uma obra e utilizar em outra, embora seja errado. Pode ser que aconteceu isso na Expovel. Mas as melhorias previstas para o parque de exposições não foram feitas”, assegurou.
“Tinha bastante assinatura no empenho. Cada um pegou alguma coisa”, referindo-se a diretores de outras secretarias, que Reinaldo disse não lembrar de quais pastas. “Houve irregularidade. Sou da opinião que, embora burocrático, o processo de entrada e saída do material deve ser respeitado. Não posso afirmar que houve desvio do material para fins ilícitos, mas houve desvio de finalidade. O homem [Cláudio Rodrigues, ex-presidente da Cohavel] era muito descuidado com essas coisas.
Reinaldo afirmou ainda que várias vezes tentou falar com o prefeito Lísias Tomé sobre o que estava ocorrendo dentro da pasta, mas não foi atendido. Em 2006 ele acabou deixando a companhia. “Eu nunca foi demitido diretamente. Recebi um recado de que eu iria sair. No mês seguinte não tinha mais salário. Acabei saindo”.

BOXX
O outro lado

O ex-presidente da Cohavel e hoje secretário de Interior, Cláudio “Gaiteiro” Rodrigues”, disse estranhar a atitude de Reinaldo Bueno, mas assegura que não houve nenhum tipo de irregularidade. “O procedimento de empenho sempre foi o mesmo. Tinha a assinatura do diretor financeiro, que no caso era o Reinaldo, e a assinatura do presidente, que era eu”.
Cláudio disse que passou pela Cohavel ontem e resgatou a nota a que se referiu Reinaldo Bueno e disse que a assinatura dele liberando o material também está lá.
“Há um fichário na Cohavel do que entra e o que sai de material, então não há desvio. Está tudo lá, descrito. Vinha a ordem de empenho, nós enviávamos ao Departamento de Compras da prefeitura, que efetuava a compra do material e nos mandavam a nota fiscal. Foram feitas inúmeras benfeitorias no parque de exposições”, disse. Cláudio informou que o valor da nota era de R$ 1.279,50.
“Se o Ministério Público quiser informação, temos toda a documentação em mãos. Não há nada irregular”.


PROPRIEDADES RURAIS
Sciarra quer sustar ato do Incra

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) pretende iniciar, com base numa Instrução Normativa do próprio Instituto, vistorias em propriedades rurais nas faixas de fronteiras, identificando as que não são produtivas. Assim, com base na Lei 9.871/99 (que tinha como objetivo apenas ratificar os títulos de propriedades), declarar nulos os títulos de domínios das propriedades rurais, tomar posse das terras sem efetuar as indenizações.
Tais notícias trouxeram intranqüilidade para os produtores rurais destas áreas. Devido a essas circunstâncias, a Comissão de Agricultura da Câmara aprovou requerimento pedindo a presença do presidente do Incra e de um representante da Federação de Agricultura do Paraná para esclarecer de vez a questão.
“A Comissão precisa conhecer em profundidade a fundamentação jurídica e legal de um ato que pretende anular o domínio de 40 mil propriedades rurais nas faixas de fronteiras”, afirmou o deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR).
O deputado acha inconcebível que o Incra, responsável por fazer uma reforma agrária, pretenda expulsar famílias, em 140 municípios, baseando-se apenas em uma Instrução Normativa que ele mesmo gerou. Por isto, Sciarra está elaborando um projeto de decreto legislativo, que sendo aprovado pela Câmara, sustará os efeitos legais desta Instrução Normativa

POLÊMICA – Vereador diz que Supremo não acata decisão
Alcebíades destaca decisão
do STF contra infidelidade

Diante da polêmica criada em torno do parecer do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que entende que o mandato pertence ao partido e nãos aos eleitos em cargos no legislativo, o vereador cascavelense Alcebíades Pereira da Silva - que foi eleito pelo PDT e hoje engrossa as fileiras do PTN - afirmou que jamais teve qualquer motivo de preocupação em relação ao restante do seu mandato, mesmo com as recentes declarações de líderes do PDT de que pretendem solicitar a vaga.
Nesta semana, Alcebíades destacou uma decisão, em formato de mandado de segurança, expedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que diz não haver norma expressa quanto à mudança de partido político como causa de anulação de diploma ou decretação de perda de mandato. O mesmo mandado ressalta ainda a “impossibilidade de decretação da perda do mandato por infidelidade partidária”. O vereador ainda lembrou o caso do vereador de Guarapuava (veja box abaixo), onde o vereador recuperou o mandato, mesmo trocando de partido.
“É irrelevante, no momento, citarmos a data e quem foi o beneficiado com esse mandado de segurança do STF. O que vale a pena ressaltar é que não adianta espernear ou fazer bico sobre o assunto”, frisou Alcebíades, lembrando que, em muitos casos, é o próprio partido político que força a saída de seus filiados, por conveniências ou com atitudes que contradizem o estatuto e a história da própria sigla.

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Vereador reassume

O vereador Osdival Gomes da Costa, de Guarapuava, que se tornou o primeiro parlamentar a perder o cargo com base na declaração do TSE sobre infidelidade partidária, recuperou o cargo ontem, no início da tarde. Na semana passada um ato administrativo da Mesa Diretiva da Câmara de Guarapuava empossou o suplente Severino Genuíno Dourado, atendendo a um pedido do PMDB, que requisitou o cargo ocupado por Osdival, que migrou para o PP.
O vereador conseguiu um mandado de segurança na 1ª Vara Cível de Guarapuava, expedido pelo juiz Rafael Velloso Stankevecz, que suspendeu o ato administrativo. O presidente da Câmara de Guarapuava, Admir Strechar (PMDB), disse que não vai recorrer da decisão, cabendo ao PMDB buscar os seus direitos na Justiça.

IMPROBIDADE
Prefeito de Londrina é condenado

O juiz da 10ª Vara Cível de Londrina, Álvaro Rodrigues, condenou o prefeito Nedson Micheleti (PT) por improbidade administrativa, obrigando-o a pagar uma multa de dez vezes o valor do seu salário - que é de R$ 13 mil mensais brutos - e a ressarcir os cofres públicos em R$ 6,3 mil, valor atualizado da publicação de um jornal em 2001, no primeiro ano do seu primeiro mandato.
Apesar da condenação por improbidade administrativa, a Justiça não suspendeu os direitos políticos do prefeito, o que significa que ele não será afastado do cargo. Nedson ainda pode recorrer da sentença.
Na ação protocolada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, os promotores pedem a condenação do prefeito alegando que a edição do jornal representa “dano ao erário” e “promoção pessoal” com os recursos públicos. O jornal, distribuído pelo prefeito e por secretários municipais no Terminal Urbano, é tratado pela administração como uma publicação de “prestação de contas”.
O promotor Renato de Lima Castro, um dos responsáveis pela ação, considerou a decisão da Justiça “extremamente importante”. “O dinheiro público não pode servir para fins de promoção pessoal, não tem essa finalidade”, declarou Castro.
O MP move outros dois processos contra Nedson sob a acusação de “promoção pessoal”. O mais recente foi protocolado em novembro do ano passado e pede o ressarcimento de R$ 450 mil pela campanha publicitária “Londrina constrói nosso futuro”. O outro é um pedido de devolução de R$ 420 mil pela campanha “Londrina tá diferente”, realizada no primeiro mandato do Nedson.


EM BRASÍLIA
Deputado participa do
grupo Brasil-Alemanha

O deputado paranaense Alfredo Kaefer (PSDB) destacou na manhã de ontem a importância do aproveitamento da experiência alemã sobre a legislação ambiental. A afirmativa foi durante a visita da comitiva de deputados da Alemanha, à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal brasileira. O parlamentar está subscrito no Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, quem tem o propósito de debater questões ligadas ao setor ambiental.
“Essa é uma troca de experiência importante. Entendemos que esse intercâmbio trará muita produtividade aos nossos trabalhos. A Alemanha é um país muito evoluído, com relação - no campo industrial - de mais de cem anos com o Brasil. Eles já têm um imposto ambiental e outras ações que podem servir de referência”, disse Kaefer.

 

 

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