PAÍSES RICOS – Apesar do otimismo, negociações
estão estancadas
Sucesso na Rodada de
Doha será imperativo
Os ministros das Finanças do G7 (grupo dos sete países
mais ricos do mundo) qualificaram de "imperativo" um acordo
nas negociações sobre a liberalização do comércio
mundial na OMC (Organização Mundial do Comércio),
durante a reunião realizada em Washington.
"Acreditamos que uma conclusão bem sucedida da Rodada Doha
é imperativa", disseram os ministros do G7, durante seu encontro
prévio à reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional)
e Banco Mundial, que ocorre neste fim-de-semana em Washington.
"Estamos comprometidos a resistir aos sentimentos protecionistas
(...) Reduzir substancialmente as barreiras e outras tarifas é
essencial para promover um novo crescimento no comércio global
e reduzir a pobreza", destacaram os ministros de Alemanha, Canadá,
EUA, França, Reino Unido, Itália e Japão.
As negociações de Doha seguem estancadas, apesar de certo
otimismo sobre um acordo antes do final do ano por parte de EUA, UE (União
Européia), Brasil, Índia, Austrália e Japão.
A rodada foi lançada em 2001, na cidade de Doha (capital do Qatar).
Em 2003 já haviam entrado em um impasse, devido às divergências
entre os países em desenvolvimento, que querem maior abertura nos
mercados agrícolas dos países desenvolvidos, e estes, que
querem em contrapartida maior abertura nos setores industrial e de serviços
dos primeiros. As negociações se encontram paralisadas desde
julho do ano passado.
Oscilação cambial
O G-7, o grupo dos países mais ricos do mundo, acredita que a
economia global tem condições de absorver uma redução
do ritmo de crescimento dos Estados Unidos. Em compensação,
mostrou preocupação com as fortes oscilações
no mercado de câmbio. Representantes do grupo reuniram-se em Washington,
antes do encontro de primavera do FMI. Ao final do encontro, o G-7 divulgou
um comunicado em que afirma que o crescimento econômico mundial
está ficando mais equilibrado. “Ainda há riscos para
a economia global, mas a atual expansão é forte.”
Sobre o mercado de câmbio, o G-7 disse que “as taxas cambiais
devem refletir os fundamentos”. O grupo também destacou que
o excesso de volatilidade cambial não é desejável
e cobrou uma mudança de postura da China em relação
ao assunto. “A China deve se mover em direção à
taxa de câmbio real”, ponderou o comunicado. Autoridades chinesas
foram convidadas para a reunião, mas não quiseram participar.
Além dessas questões, os membros do G-7 discutiram o aumento
do protecionismo comercial e a expansão das exportações
chinesas. No ano passado, o país registrou superávit comercial
de US$ 177,5 bilhões.
IMPOSTO DE RENDA
Receita ainda aguarda mais
de 14 milhões de declarações
A Receita Federal já recebeu 9,15 milhões de declarações
do Imposto de Renda da Pessoa Física 2007 (ano base 2006). A entrega
vai até o dia 30 de abril e a expectativa é receber, no
total, 23,5 milhões de documentos. Ou seja, mais de 14 milhões
de contribuintes ainda precisam acertar as contas com o Fisco.
"A cultura do brasileiro é deixar para cumprir suas obrigações
no limite do prazo. E isso tem acontecido sempre com a declaração
do Imposto de Renda", comenta Joaquim Adir, supervisor nacional do
programa do IR.
Ele lembro que, no ano passado, o número de documentos entregues
chegou a somar 1,5 milhão por dia nos últimos dias. O total
de contribuintes que já prestaram contas representa um crescimento
de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.
EMENDA 3
Se Congresso derrubar o
veto, governo vai ao STF
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, disse ontem que o governo
irá ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso o Congresso insista
na derrubada do veto presidencial à Emenda 3. "O governo tem
uma decisão a respeito do veto à Emenda 3. Não faz
sentido a derrubada do veto. Se o Congresso derrubar o veto, vamos ao
STF. Não tem absolutamente nenhuma chance de manter aquela emenda
do jeito que foi executada, não só para a Previdência,
mas essencialmente para as relações de trabalho", afirmou,
antes de participar do seminário promovido pela Petrobras, em São
Bernardo do Campo, sobre os impactos do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) na competitividade da indústria petroquímica
do ABC.
"A Emenda 3 é flagrantemente inconstitucional, então,
se o Congresso eventualmente derrubar o veto, o governo deverá
ir ao Supremo. Mas estou seguro de que isso não ocorrerá
e que o Congresso Nacional está encontrando uma alternativa junto
com o governo, em particular com a Receita, para regulamentar o Artigo
116 do Código Tributário", acrescentou.
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