| SERVIDORES
Lísias cancelou reunião que discutiria abono e Plano de
Cargos
Prefeito terá que controlar
nova crise no funcionalismo
A Prefeitura de Cascavel tem uma grande responsabilidade para os próximos
dias que será enviar à Câmara de Vereadores o anteprojeto
de revisão do PCCV (Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos) dos
servidores públicos e evitar mais uma crise no funcionalismo público.
De um lado estão os médicos que atendem a rede pública
e que já ameaçam novas paralisações caso não
continuem recebendo o benefício de R$ 930 incorporados aos salários,
que vence este mês. Do outro, as demais categorias, que há
anos reivindicam uma revisão no Plano de Cargos.
O assunto seria o foco de uma reunião na noite de terça-feira
na AMC (Associação Médica de Cascavel), porém,
o prefeito Lísias Tomé (PSC) decidiu adiar o encontro que
teria com colegas de profissão e representantes do Sismuvel (Sindicato
dos Servidores Municipais de Cascavel).
O adiamento da reunião não foi bem recebido pelo sindicato
e por representantes da classe médica, que tiveram reações
imediatas. Em contato ontem com a reportagem, o médico Jorge Bocassanta,
que presta atendimento na região norte do Município, criticou
o adiamento da reunião. “O prefeito novamente pediu um novo
prazo. Vamos ter outra reunião quarta-feira para decidir essa situação,
independente da presença do prefeito”, anunciou.
Questionado, Bocassanta não descarta uma nova paralisação
caso os médicos não tenham garantido o benefício
que recebem. “A gente vai fazer barulho de novo, não somos
contra ninguém, só estamos querendo uma equiparação
com os médicos do Siate e do Samu. Não dá para trabalhar
três horas por R$ 1,5 mil”, argumentou o ginecologista, afirmando
que essa posição também vale para as demais categorias.
“Nós não estamos pedindo aumento. Tem motorista que
ganha mais que outro motorista e também tem que lutar pela equiparação”.
O presidente do Sismuvel, Noraci Nonato, também não gostou
do cancelamento da reunião: “O prefeito fugiu da responsabilidade
e desmarcou a reunião na última hora”. O sindicalista
promete mobilizações, caso o Executivo tente empurrar novamente
o abono aos médicos sem enviar a revisão do Plano de Cargos.
“Todos se comprometeram, o sindicato, os médicos, a prefeitura
e a Câmara. Se for enviado esse abono novamente na próxima
semana e por um acaso isso passar, vamos comprar briga”, garantiu
Nonato, afirmando que recebeu do presidente do Legislativo, Julio Cesar
Leme da Silva (PMDB), o compromisso de que não colocaria em pauta
o abono caso fosse enviado à Câmara.
Julio cobra Executivo
O presidente da Câmara, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), também
cobrou uma posição do Executivo para que envie até
o início da próxima semana o anteprojeto do Plano de Cargos.
“Estou na expectativa que a prefeitura mande o anteprojeto no mais
tardar até a próxima semana, pois senão todo o processo
de pagamento dos médicos será dificultado. Nós [vereadores]
manteremos nossa posição e não iremos aprovar abono
algum na Câmara”.
O vereador disse que deve marcar a sessão para quarta-feira para
facilitar o processo. “Vou marcar a sessão para quarta e
colocar regime de urgência na matéria para que ela passe
por todas as comissões internas e seja votada ainda neste mês”,
afirmou Julio.
Sobre ameaças de paralisação dos médicos,
o vereador afirmou que a categoria também fez um comprometimento
em dezembro.
SALÕES COMUNITÁRIOS
Reunião acerta detalhes
sobre pagamento da luz
Presidentes de associações de moradores de Cascavel estiveram
reunidos na tarde de ontem com o prefeito Lísias Tomé (PSC)
para discutir a implantação da Lei 4.635 de 16 de agosto
de 2007, do vereador Aderbal de Mello (PT), que determina que as contas
de energia elétrica dos salões comunitários que consumam
até 500 quilowatts sejam bancadas pela prefeitura.
Na reunião, o prefeito Lísias determinou que as faturas
sejam levadas até a Assessoria de Assuntos Comunitários,
que está sendo comandada interinamente por seu pai, Antonio Tomé.
Ficou decidido que as contas passarão a ser pagas assim que um
ofício for encaminhado à Copel (Companhia Paranaense de
Energia Elétrica) e toda a parte burocrática for resolvida.
Segurança
O deputado Valdir Rossoni (PSDB), líder da Oposição
na Assembléia, denunciou ontem que o efetivo da Polícia
Militar do Paraná é insuficiente e não atende sequer
os dispositivos legais com uma defasagem que ultrapassa 4 mil homens.
“A Lei 15.746/2007 estabelecia um contingente de 21.342 homens para
integrar a Polícia Militar do Paraná”, diz Rossoni.
“Mas o efetivo da PM hoje é de 17.276 homens. Ou seja, existe
uma defasagem entre o previsto em lei e o efetivo real de 4.066 homens”,
prosseguiu.
O deputado observou que o contingente de policiais que o Estado dispõe
hoje é inferior ao previsto em lei para 2005, quatro anos atrás,
que era de 20.166 homens de acordo com o estabelecido pela Lei 14.696/2005.
RACHA
Para engenheiro, Menin não é adequado para Cascavel
Contrariado, Dillenburg
condena escolha de Menin
“Meu perfil não é de baixar a cabeça e dizer
amém para tudo. Essa foi uma forma de eu expressar que não
concordo com esta decisão”. A frase foi dita ontem pelo ex-secretário
de Obras de Cascavel e ex-candidato a vice-prefeito Fernando Dillenburg
ao justificar por que decidiu retirar seu nome da disputa pela indicação
do PR (Partido da República) à Prefeitura de Cascavel.
A definição de um único nome do PR ocorreu na noite
de terça-feira, por escolha da maioria do partido. Dillenburg não
concordou com a indicação do prefeito de Santa Tereza do
Oeste, Francisco Menin. “Se eu continuasse a levar meu nome para
ser colocado à apreciação, significaria que estava
aceitando o resultado. Retirar o nome foi a melhor forma que encontrei
de expressar o que sinto. Como cidadão e filiado tenho o direito
de discordar”.
Com experiência de dez anos no poder público de Cascavel,
o engenheiro afirmou que a pré-candidatura de Chico Menin vai de
encontro ao que pensa ser melhor para o Município. “Estou
pensando na cidade que moro há 55 anos. No meu conceito, ele [Chico]
não é a pessoa adequada para representar a população
de Cascavel”, falou.
Dillenburg disse que decidiu se apresentar por não estar concordando
com a forma que estava sendo colocada a pré-candidatura do prefeito
da cidade vizinha.
“Ele [Chico] não estava procurando um partido quando entrou
no PR, queria uma candidatura e conseguiu. Não tenho nada contra
a pessoa do Chico, afinal de contas, ele vive de política e está
no direito dele, já que diz que há cinco anos está
se preparando para essa candidatura. O objetivo da vida dele é
esse, porém não posso concordar com alguém que não
acredito”, falou.
Apesar de ser contrário à indicação, Dillenburg
destacou que todo o processo foi conduzido de forma democrática
pela presidente da sigla, Inês Paula. “A escolha foi pela
maioria do partido. Ele soube usar a retórica e sua capacidade
de convencimento”, disse.
Para concluir, Dillenburg analisou a pré-candidatura do colega
de partido: “Eu sou do princípio que administração
se faça de forma profissional e pelo princípio da competência,
não na base da retórica e de soluções milagrosas.
Não se pode prometer o que não se pode fazer. As palavras
saem da boca fácil, mas as ações são mais
difíceis de ser efetuada, portanto, é preciso ter honestidade
e não brincar com a população”, completou.
Inês abriu mão pela coordenação
A presidente do PR, Inês de Paula, também entrou em contato
com o Hoje para explicar o que lhe fez abrir mão de sua pré-candidatura
a prefeita. Segundo ela, a decisão foi motivada por sua atuação
no governo do Estado, como secretária especial e coordenadora da
Microrregião de Cascavel.
“O que pesou na decisão foi a coordenação.
É um trabalho de grande responsabilidade e no momento vejo que
na coordenação tenho muito mais a contribuir, não
só para Cascavel, para a região. A microrregião é
pioneira e veio para ficar, é um desafio muito grande que requer
disponibilidade total”, explicou Inês.
A presidente do PR destacou que a indicação do prefeito
de Santa Tereza do Oeste, Francisco Menin, foi feita de forma democrática.
“Ontem [hoje] foi aprovado o nome do Chico Menin e nós respeitamos
a opinião do grupo”, concluiu.
R$ 28 MIL
Caixa Econômica faz doação à Câmara
A CEF (Caixa Econômica Federal) fez na manhã de ontem a
doação de R$ 28,2 mil em equipamentos de informática
e projeção à Câmara de Cascavel. O dinheiro
foi suficiente para aquisição de 11 computadores, dois projetores
multimídia e um notebook.
Claudemir Desto, superintendente regional da CEF, lembrou que a Câmara
mantém convênio há anos com a instituição
financeira para a folha de pagamento dos funcionários, além
de outros serviços, como empréstimo consignado aos servidores.
“É uma história de parceria entre dois entes públicos
e nós não poderíamos recusar o pedido que nos foi
feito”, frisou.
Por sua vez, o presidente do Legislativo, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB),
lembrou que a CEF é uma instituição de extrema importância
para o desenvolvimento das políticas públicas em todo o
Brasil e que os equipamentos doados agilizarão as atividades legislativas
diárias. “Parte dos equipamentos será destinada para
a criação de uma biblioteca informatizada para utilização
da população, com informações sobre leis e
demais atividades dos vereadores”, adiantou.
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