Edição nº 4939 - quinta-feira, 20 de março de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Internacional

IRAQUE
Número de civis mortos pode chegar a 223 mil

Cinco anos de guerra e
US$ 5 bilhões de custo

A invasão do Iraque liderada pelos EUA (Estados Unidos) completa cinco anos hoje. O número total de mortos desde o início do conflito é discrepante. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou, em janeiro, que o número de civis mortos violentamente desde o início da invasão oscila entre 104 mil e 223 mil. A organização não-governamental IBC (Iraq Body Count) afirma que entre 82.249 e 89.760 civis morreram desde março de 2003.
Entre 2003 e 2008, cerca de 4 mil militares norte-americanos foram mortos -principalmente em ataques terroristas e confrontos com insurgentes - em um conflito que já consumiu mais de US$ 504 bilhões [R$ 859,82 bilhões] dos cofres públicos americanos, de acordo com a ONG National Priorities Project, um grupo independente que visa medir os gastos governamentais em diversas áreas, os conflitos. Segundo estudo do prêmio Nobel de Economia norte-americano Joseph Stiglitz, a Guerra deve consumir cerca de US$ 3 trilhões (R$ 5,1 trilhões) até 2010.
“O custo das operações militares norte-americanas - sem levar em conta os gastos a longo prazo, como cuidados com os ex-combatentes - já supera o custo da guerra do Vietnã, que durou 12 anos, e representa mais que o dobro do que custou a guerra da Coréia”, segundo o livro The Three Trillion Dollar War: The True Cost of the Iraq Conflict (A guerra de três trilhões de dólares: o verdadeiro custo do conflito no Iraque).
Após cinco anos, parece haver poucos ou nenhum motivo para comemorar. Um dos maiores indicativos da situação atual do país é a questão dos refugiados.
Atualmente, um em cada cinco iraquianos é classificado como refugiado. Após cinco anos em queda, os pedidos de refúgio no mundo tiveram alta em 2007, principalmente devido ao aumento do número de solicitantes iraquianos, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
De acordo com o órgão da ONU (Organização das Nações Unidas), “pelo segundo ano seguido os iraquianos lideraram a lista de solicitantes de refúgio nos países mais industrializados do mundo. O número de solicitantes iraquianos praticamente dobrou em um ano, saindo de 22.900 em 2006 para 45.200 em 2007”.
O Acnur afirma que o conflito no Iraque fez com que 4,5 milhões de iraquianos deixassem suas casas. Destes, 2,4 milhões são deslocados internos. Outros 2 milhões estão refugiados principalmente nos países vizinhos, como Síria e Jordânia - não inclusos na lista de países mais industrializados.



Violência

No início de 2007, os EUA enviaram mais 30 mil militares ao Iraque, elevando o contingente do Exército no país a aproximadamente 150 mil homens. Com a intensificação do patrulhamento de Bagdá, em meados de 2007, as estatísticas indicam uma queda no número de mortos dos chamados não-combatentes desde então.
Além do aumento do número de soldados norte-americanos, outro motivo apontado para a queda da violência no país foi a ordem dada pelo clérigo radical xiita Moqtada al Sadr - considerado inimigo dos EUA - para que o principal grupo armado xiita iraquiano, o Exército de Mehdi, respeitasse um cessar-fogo com as forças dos EUA e do Iraque.
Especialistas indicam, no entanto, que a situação atual é bem melhor que a registrada no mesmo período do ano passado.


CHINA
Tibetanos começam a se entregar

Ao menos 105 tibetanos que participaram dos protestos em Lhasa (capital da região autônoma do Tibete) contra a repressão chinesa se entregaram à polícia até a noite de terça-feira, informou ontem a agência oficial Xinhua.
O anúncio das rendições foi feito pelo governo da região autônoma do Tibete, mais de um dia após o fim do prazo que havia sido dado pela China - que expirou à meia-noite de segunda -, que prometeu clemência aos que se entregassem e fez ameaças de duros castigos aos que não procurassem as autoridades.
A Xinhua informou ontem que um dos tibetanos que se renderam, de 25 anos, estava embriagado em casa durante a revolta quando ouviu gritos de "Saia ou queimaremos sua casa”. O jovem então decidiu seguir “às cegas” a multidão que tomava as ruas e ajudou a destruir a pedradas um automóvel e uma caminhonete.
Outro homem, de 53 anos, disse que, ao ouvir a mesma ameaça contra sua propriedade, resolveu se juntar aos manifestantes. Porém, muito perturbado pelo que tinha feito, decidiu se entregar.

Dalai Lama

Ainda ontem, depois de ter ameaçado renunciar, o Dalai Lama se reuniu com exilados radicais tibetanos, informaram seus colaboradores.
A reunião do Dalai Lama com o Congresso da Juventude Tibetana e outros grupos de pressão radicais aconteceu no momento em que proliferam as críticas de grupos de exilados ao líder do movimento tibetano.
O pró-independência Congresso da Juventude Tibetana deseja uma revisão da política de “via intermediária” do Dalai Lama, que combina a não-violência com uma ampla autonomia, ao invés da independência. Ao contrário do dalai-lama, este grupo radical pediu um boicote internacional dos Jogos Olímpicos de Pequim.


TIMOR LESTE
Ramos-Horta deixa o hospital

O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, deixou ontem o hospital australiano no qual estava internado desde o atentado que sofreu no dia 11 de fevereiro.
Ramos-Horta cumprimentou os 25 médicos que o atenderam e lhes presenteou com café timorense e com uma foto que fez em janeiro com o papa no Vaticano.
“Quando fui baleado o próprio papa rezou por mim”, disse o presidente, enquanto o diretor do hospital, Len Notases, contou que o escritório da Santa Sé ligou várias vezes para saber como estava Ramos-Horta.
“Eu me lembro de cada detalhe desde que me balearam (...) no caminho ao heliporto, quando caí do assento várias vezes porque não havia cinto de segurança”, relatou o Nobel da Paz. Ramos-Horta recebeu três tiros, dois nas costas e um no estômago.


Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou ontem os Estados Unidos de condicionar a ajuda fornecida a seu governo, após a polêmica em torno da suposta rejeição de uma doação de farinha feita pelos norte-americanos e avaliada em US$ 10 milhões.
“Às vezes as doações são condicionadas politicamente. Vamos estudar este tema”, disse Morales em uma breve conferência no Palácio do Governo de La Paz, sem confirmar se a farinha foi rejeitada ou não.
Terça-feira, vários meios de comunicação nacionais publicaram que a ministra de Desenvolvimento Rural boliviana, Susana Rivero, decidiu não aceitar uma doação de farinha norte-americana avaliada em US$ 10 milhões “por dignidade”.


ERROS
O Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha reconheceu ontem que houve "erros" no tratamento dado a passageiros brasileiros, iniciando uma crise entre os dois países. "Nenhum sistema é infalível. (...) Isso disse o próprio [ministro do Interior, Alfredo Pérez] Rubalcaba", disse o porta-voz do ministério, após admitir que não tinha ciência “dos erros até que eles começaram a chamar a atenção da imprensa e da opinião pública”.
A crise será discutida em uma reunião entre representantes dos dois governos. No encontro, se tentará colocar um ponto final no conflito e buscar formas de solucionar as falhas.

Expediente - Fale Conosco

Enquete

Na sua opinião, a renovação das cadeiras no Legislativo de Cascavel foi para:

Melhor
Pior
Ficou igual


Resultado Parcial


Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.

Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.

Video 30 anos
Veja aqui o vídeo promocional 30 anos Jornal Hoje

Busca