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POLISSONOGRAFIA
Exames poderiam ser feitos em ambulatórios
Internação desnecessária
custa R$ 2,5 mi ao SUS

As polissonografias, que hoje são feitas após internamento nos hospitais, poderiam ser realizadas em ambulatório. Em 2005 e 2006, foram realizadas cerca de 15 mil exames a um custo aproximado de R$ 2,5 milhões, pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A polissonografia é um procedimento de alta complexidade utilizado para o diagnóstico de diversos distúrbios do sono.
De acordo com Gilmar Fernandes do Prado, diretor do Serviço de Neuro-Sono vinculado à Disciplina de Neurologia da Unifesp, entretanto, tal custo poderia ser menor caso a política de repasse de verbas vigente para os hospitais conveniados ao SUS fosse revista. Como ele explica, hoje os avanços da medicina tornaram desnecessária a internação para a polissonografia ser realizada; os hospitais, porém, são obrigados a internar o paciente para receber o dinheiro referente ao atendimento.
“Cada internação custa R$ 170 ao governo e esse valor poderia ser diminuído se o paciente, em vez de ficar internado, fosse apenas mantido sob observação em um espaço como o ambulatório, por exemplo, em que ele pudesse apenas passar a noite”, ressaltou Gilmar do Prado.
Além da economia de recursos, o especialista chamou a atenção para o fato de São Paulo concentrar quase a totalidade das polissonografias realizadas no País: 13.792 das quase 15 mil realizadas. Segundo ele, tal realidade se deve ao fato de o Estado concentrar o maior número de serviços aptos a realizar o procedimento e atender, além dos próprios paulistas, inúmeros pacientes de outros estados. “Em parte é falta de informação e vontade política dos outros estados em montar uma estrutura que possa atender suas populações”, criticou.
Segundo divulgado pela ABN, além de São Paulo, apenas Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Ceara, Mato Grosso e Distrito Federal realizaram polissonagrafias entre 2005 e 2006, sendo que a maioria não chegou a fazer sequer 100 procedimentos.
Ainda de acordo com a ABN, 53,9% da população brasileira apresenta problemas na qualidade do sono.

ALISAMENTO
Formol é proibido em tratamentos capilares
A febre pelo modismo do alisamento com escova progressiva ainda arde pelos quatro cantos do País, em quase todos os salões de cabeleireiros, mas muitos desconhecem os danos que o formol causa à saúde.
A técnica nasceu como uma opção a mais para as pessoas que querem alisar os cabelos, mas que não podem arcar com o alto custo que é cobrado para se fazer a escova francesa, definitiva, japonesa e outras.
Nessa onda, o que se tem deixado de falar é sobre os perigos causados pelos procedimentos que levam formol em sua formulação. O risco com a saúde é tão grande, que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe os métodos e os produtos para se fazer o alisamento com essa substância química e alerta que o uso do formol em aplicações diferentes das determinadas por ela (em cosméticos nas funções de conservante - limite máximo permitido 0,2% no total do produto e como agente endurecedor de unhas - máximo 5%) e em limites acima dos permitidos podem causar danos à saúde.
Segundo Fausto Silva Júnior, químico da Tânagra Cosméticos, dependendo da concentração do formol em produtos capilares ele pode originar queda de cabelo, sem contar os danos causados ao aparelho respiratório por conta da inalação dos gases e a irritação cutânea pelo contato com a pele.
Mesmo contendo odores exóticos como chocolate, morango, leite, maionese, melancia, as escovas progressivas utilizam substâncias como o formol e o ácido fórmico.
O formol pode causar irritação na pele, com vermelhidão, dor e queimaduras. Nos olhos, causam também irritação, dor, lacrimação e visão embaçada. Se houver inalação, pode causar câncer no aparelho respiratório, dor de garganta, tosse, diminuição da freqüência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório e até falência renal aguda, necessitando de hemodiálise. Já o ácido fórmico, pode causar alergias, irritação aos olhos, vermelhidão, lacrimação e dermatites.

Farmácia caseira
Saiba quais os principais produtos que não podem faltar na sua farmácia caseira, para os atendimentos de primeiros socorros de sua família. É importante que todos os produtos sejam mantidos longe das crianças e animais.

Antitérmico;
algodão;
gaze estéril;
antigases;
esparadrapo;
curativos tipo band-aid;
tesourinha;
álcool;
soro fisiológico;
spray ou pomada anti-séptica;
termômetro;
antiinflamatório;
colher medida para soro caseiro.

HIPERTENSÃO
Tratamento errado pode levar à falência dos rins
A hipertensão arterial está entre as principais causas de insuficiência renal crônica em todo o mundo e, se não tratada da maneira correta, pode levar à falência total do funcionamento renal. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, das cerca de 12 milhões de pessoas hipertensas no Brasil, 6,6% são doentes renais.
Conforme o Registro de Diálise e Transplante, hipertensos com doença renal respondem por 40% dos pacientes recebendo terapêutica renal substitutiva.
“Há muito tempo sabe-se que o rim tanto pode causar hipertensão arterial como dela pode ser vítima. Na prática clínica, às vezes é difícil fazer a distinção entre hipertensão-causa ou efeito, especialmente nos pacientes com insuficiência renal crônica avançada, fase em que a hipertensão arterial ocorre quase como regra”, afirma José Francisco Ribeiro de Ornellas.
A relação entre as duas doenças é muito estreita. Como uma das funções dos rins é controlar a pressão sangüínea, quando os rins não funcionam adequadamente, a pressão arterial sobe, levando à piora da disfunção renal, fechando assim um ciclo de agressão aos rins. O controle correto da pressão arterial é um dos pontos principais na prevenção da insuficiência renal e da necessidade de se fazer diálise.

 

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