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CASCAVEL
Projeto teria votos suficientes entre os deputados

Assembléia vota criação
da região metropolitana

O projeto que cria a Região Metropolitana de Cascavel vai a votação hoje no plenário da Assembléia Legislativa do Paraná, abrangendo 22 municípios. Autor da matéria, deputado Edgar Bueno (PDT) espera a votação e o bom senso do governador Roberto Requião para sancioná-la, mas prevê dificuldades.
“O [deputado petista] Elton Welter está trabalhando junto ao governador o veto ao projeto. Ele quer que o Requião crie outro projeto, de desenvolvimento regional, por meio de decreto. Ele está bombardeando o nosso projeto”, afirmou Edgar.
A proposta de criação da Região Metropolitana de Cascavel tem apoio de dois deputados com grande influência junto ao governador: Dobrandino Gustavo da Silva e Nereu Moura, ambos do PMDB. “Eles assinam o projeto junto comigo, além do Élio Rusch e o Chico Noroeste, e o Nereu está trabalhando bastante no sentido de o governador aprová-lo também”, informou Edgar.
Possivelmente a matéria renderá muita discussão no plenário da Câmara, mas com possibilidades de ser aprovada. Se isso ocorrer, a queda-de-braço ficará entre os próprios deputados da base governista para a sanção do projeto. “O Élton Welter não explica bem o que ele quer, mas só pode ser bairrismo”, alfinetou o deputado cascavelense, referindo-se ao fato de o deputado petista defender a criação da Região Metropolitana do Oeste, para excluir o nome de Cascavel do título.
Edgar informou ainda que a Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia fez uma emenda incluindo mais cinco municípios na relação, que continha outras 17 de cidades limítrofes a Cascavel.
Farão parte da região metropolitana, tendo Cascavel como cidade-pólo, os municípios de Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Catanduvas, Corbélia, Lindoeste, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, São Pedro do Iguaçu, Toledo, Três Barras do Paraná, Tupãssi, Capitão Leônidas Marques, Ibema, Guaraniaçú, Diamante do Sul, Anahy, Iguatú, Nova Aurora e Céu Azul.


TRIBUTOS
Contribuinte terá duas
parcelas no mesmo mês

Em menos de dez minutos, a Câmara Municipal de Cascavel realizou ontem três sessões extraordinárias e aprovou os três projetos da pauta. O mais urgente deles, o Anteprojeto de Lei 051, do Executivo, prorrogou o prazo para pagamento à vista ou da primeira parcela dos tributos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), Taxa de Lixo, Contribuição para Custeio de Iluminação Pública e Taxa de Sinistro. Na prática a Prefeitura de Cascavel esticou o prazo para o início do pagamento, mas manteve as demais datas, o que significa que o contribuinte que optar pelo parcelamento terá dois pagamentos no mês de abril.
Com a aprovação, o pagamento à vista, que deveria ser efetuado hoje, passa para o dia 10 de abril. O dia 20 de abril ficou estipulado para pagamento da segunda parcela no caso dos contribuintes que tenham o nome iniciado com as letras de “A” a “K”. Os nomes iniciados com as letras de “L” a “Z” poderão pagar a segunda parcela até o dia 25 de abril.
Ainda durante as sessões de ontem os vereadores aprovaram dois projetos de lei de autoria do presidente do Legislativo, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), também relacionados a tributos. O primeiro, de lei complementar, altera o sistema de cobrança da contribuição de melhorias (asfalto), principalmente no caso do parcelamento, que pode ser feito em até 60 meses. O presidente alterou, entre outros itens, o desconto concedido conforme o número de vezes do parcelamento.
Já o segundo projeto autoriza o Executivo a conceder descontos e a parcelar débitos sobre os tributos municipais, contribuição de melhorias e multas infracionais vencidos até o ano passado. Para pagamento à vista será concedido desconto de 90% sobre o valor de juros e multas devidos até a data do pagamento. No caso de parcelamento, o desconto vai de 75% até zero, conforme o tempo escolhido pelo contribuinte.

Inconstitucional?
Para o deputado Élton Welter (PT) e o líder do governo na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli, o projeto de lei 55 que cria a Região Metropolitana de Cascavel é inconstitucional. De acordo com matéria da Agência Estadual de Notícias, o projeto fere dois incisos do artigo 66 da Constituição Estadual, que dizem serem de iniciativa privativa do governador propor leis que criem cargos ou funções na administração direta ou que disponham sobre criação, estruturação e atribuição das secretarias órgãos do estado. “Além disso, o projeto é desnecessário, pois o governador já determinou a execução de um planejamento para o desenvolvimento da microrregião de Cascavel, cuja coordenadora é Inês Aparecida de Paula Dias. Se aprovar a lei, a Assembléia estará atropelando os fatos”, disse Welter.

CÂMARA
Comissões discutem hoje
salários e carga horária

A Comissão de Educação, Cultura e Desporto realiza reunião na manhã de hoje na Câmara Municipal de Cascavel. Entre os assuntos a serem abordados está a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Salários do funcionalismo público.
Na seqüência, a Comissão de Saúde, que a exemplo da Comissão de Educação, é presidida pelo vereador Fernando Dias Lima, vai se reunir às 11h para tratar do aumento do consumo de medicamentos e sobre a volta da jornada de oito horas na Secretaria de Saúde.

APAGÃO
Comissão pode traçar radiografia do sistema aéreo

Justiça e TCU investigam
irregularidades na Infraero

O caos vivido nos aeroportos do País desde o fim de semana e a série de denúncias contra diretores da Infraero reforçam a necessidade de instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo. A avaliação é do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), um dos autores do requerimento da comissão. “Não tem como evitar a CPI do Apagão Aéreo”, sentenciou o tucano na manhã de ontem, enquanto aguardava havia mais de duas horas para embarcar do Rio de Janeiro para Brasília. “O problema, mais uma vez, revela que o sistema aeroportuário brasileiro não está funcionando bem. É uma desmoralização o governo evitar a CPI”.
O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) alerta que a CPI do Apagão Aéreo precisa ser instalada com urgência para se fazer uma radiografia do sistema aéreo brasileiro.
Os atrasos do fim de semana tiveram origem em uma pane no sistema de comunicação do Cindacta I e prejudicou as operações no Aeroporto de Brasília, gerando efeito cascata no resto do País.
Segundo denúncias publicadas na edição de domingo do “Correio Braziliense”, suspeitas de licitações dirigidas, obras superfaturadas, suborno, pagamento de intervenções não concluídas e contratação de empresas em dívida com a União pesam contra dirigentes da Infraero.
Com base em suspeita de irregularidades em obras no Aeroporto de Congonhas, apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), a Justiça Federal de São Paulo determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado Carlos Wilson (PT-PE), ex-presidente da estatal e amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de atuais diretores da empresa. “Agora fica explicado por que o governo tem tanto medo da CPI”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP).


GOVERNO FEDERAL
Alvaro quer avaliação do MP
em transações da administração

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentou projeto de lei para que passe a ser exigido o pronunciamento prévio do Ministério Público nos acordos ou transações celebrados pela administração pública federal. A proposta, que altera a Lei 9.469/1997, estabelece que, quando o valor da causa for superior a R$ 50 mil, a homologação do acordo ou transação só possa ser realizada pelo órgão colegiado indicado no regimento interno do Tribunal competente, após o prévio pronunciamento do Ministério Público, sob pena de anulação.
Atualmente, acordos com valores elevados dependem de autorização do Ministro de Estado ou do titular da Secretaria da Presidência da República, responsável pelo assunto, ou ainda da autoridade máxima no caso de autarquia, fundação ou empresa pública. O Advogado-Geral da União e os dirigentes máximos das autarquias, fundações ou empresas públicas federais podem autorizar a realização de acordos, para o pagamento de débitos de valores inferiores a R$ 50 mil em parcelas mensais e sucessivas até o máximo de 30.
O projeto determina também que, no mesmo ano civil, não será autorizado ou homologado, com a mesma pessoa física ou jurídica, mais de um acordo ou transação, se a soma ultrapassar a R$ 200 mil. “Hoje nos acordos, o magistrado acolhe o ajuste de interesses das partes, sem manifestar, na sentença, seu entendimento pessoal. Apesar do mérito dessa forma de pacificar as contendas judiciais, tem se mostrado necessário rever seu controle, e, para isso, é fundamental o pronunciamento do representante do Ministério Público, observada sua condição de fiscal da lei”.


REPERCUSSÃO
Beto Richa reduz o próprio salário

O prefeito Beto Richa encaminhou ontem à Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei para reduzir em 20% o seu próprio salário. O vencimento bruto vai cair de R$ 19.115,19 para R$ 15.292,15. Com os descontos legais, o salário líquido do prefeito de Curitiba deverá ser de R$ 11.316,19.
O corte no salário foi decidido pelo prefeito após um levantamento comparativo entre os vencimentos de prefeitos de capitais, feito pelo jornal “O Globo”. “Fiquei surpreso com a informação de que o prefeito de Curitiba tinha o maior salário entre as capitais e decidi propor a redução, embora o vencimento tenha sido aprovado pela Câmara Municipal ainda em junho de 2004”, afirmou Richa. “A redução também leva em conta as dificuldades por que passam os trabalhadores e empresários brasileiros, que muitas vezes pagam seus impostos com sacrifícios”.
O salário que está sendo revogado foi instituído por lei sancionada em 1º de julho de 2004, para valer no período de 2005 a 2008. Segundo o projeto de lei enviado pelo prefeito, o salário reduzido deverá entrar em vigor já a partir de abril. Ainda assim, Beto Richa terá o quarto maior salário entre os prefeitos das capitais.

 

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