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ANTIGO IPMC
Local está sendo vigiado 24 horas por funcionários da Cettrans

Cettrans ocupará prédio leiloado

Mesmo perdendo na Justiça o imóvel que fica na Carlos de Carvalho, 4.236, que abrigava até o ano passado o IPMC (Instituto de Previdência do Município de Cascavel), a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) vai transferir a diretoria de Trânsito para o imóvel, que deve estar funcionando no local já nos próximos dias.
O imóvel, que vale cerca de R$ 750 mil, segundo a própria Cettrans, foi arrematado por R$ 251 mil em leilão. São dois lotes que somam 1.792 m² com 336,16 m² de área construída. O arremate foi feito por uma médica, residente em Cascavel, que já depositou o valor do imóvel em juízo e aguarda o deferimento da ação pelo Tribunal de Justiça para que possa escriturá-lo.
De acordo com o presidente da Cettrans, William Fischer, a diretoria busca judicialmente reverter a situação e questiona na Justiça o processo. “Desde 1997 saíram dos cofres da companhia R$ 1,1 milhão de ações trabalhistas. Acho isso um absurdo para uma empresa pública que não tem caixa, por isso temos que mudar algumas questões internas para evitar esse tipo de ação”, frisou.
William acredita que a situação do leilão pode ser ainda revista. Por isso, ele insiste em ocupar o local.
Ele lembrou que o IPMC utilizou o prédio por anos e mesmo depois que saiu passou um tempo ainda responsável pelo imóvel, mas assim que a Cettrans recebeu de volta foi feita uma limpeza.
Quatro vigiais, cada um em turno de seis horas, permanecem na casa, todos funcionários da Cettrans. De acordo com um dos vigias, que não quis ser identificado, o local estava abandonado e chegou a ser invadido por mendigos, que espalharam seus pertences dentro do prédio e até defecaram no chão. “Estava tudo muito sujo, foi lavado até o telhado, cortada a grama e tirado o mato que estava gerando queixas dos vizinhos”.


EDUCAÇÃO
Siprovel reúne professores
para debater sobre reajuste

O Siprovel (Sindicato dos Professores Municipais de Cascavel) realiza amanhã, às 14h, no plenário da Câmara de Vereadores, uma reunião com líderes sindicais e diretores de escolas para iniciar as discussões sobre o reajuste da categoria.
De acordo com a presidente do sindicato, Sueli de Góes, os cálculos ainda estão sendo feitos, e o índice será apresentado durante a reunião, mas ela antecipa que será baseado no proposto pelos demais servidores municipais, próximo a 5,5%.
“Ainda estamos calculando, porque este ano tem a mudança do Fundef para o Fundeb [fundo para o desenvolvimento da educação básica], mas será próximo ao índice geral dos servidores somado ao diferencial da classe”, explicou a presidente.
Conforme ela, a decisão do reajuste será apresentada em reunião sexta-feira, às 14h, com o vice-prefeito e secretário de Educação, Vander Piaia.


Cartórios
As mudanças na Lei 11.441/07, sancionada no início do ano, serão tema do Seminário Regional sobre a Nova Lei dos Cartórios, dia 31, em Cascavel. Com a nova legislação, os casos de inventário, separação e divórcio, desde que consensuais e que não envolvam menores, podem ser realizados em cartórios por meio de escritura pública. Antes, esses casos eram exclusivos das Varas de Família. O evento, promovido pelo Inoreg (Instituto de Estudos dos Escrivães, Notários e Registradores), tem como objetivo interiorizar as discussões da nova lei e padronizar o atendimento dos cartórios, melhor atendendo a população.
Informações e inscrições pelo site www.inoreg.org.br e pelo telefone (41) 3014-6699.


Prestação de contas
Técnicos do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Paraná reúnem hoje, no anfiteatro da Reitoria da FAG (Faculdade Assis Gurgacz), em Cascavel, mais de 600 gestores, técnicos de entidades públicas e privadas para orientar a respeito dos novos procedimentos para celebração, execução e prestação de contas de convênios financiados por recursos públicos.
Pela manhã técnicos da DAT (Diretoria de Análises de Transferências) farão uma exposição sobre as mudanças e simplificações no processo de prestação de contas. À tarde haverá uma exposição prática sobre o preenchimento das planilhas que comporão a prestação de contas e espaço para perguntas e respostas aos participantes.

CALÇADÃO
Horário para retirar lixo não é respeitado

Implantados há menos de uma semana e ainda em fase de experiência, os horários para coleta de lixo no Calçadão da Avenida Brasil, em Cascavel, não estão sendo respeitados por todos os comerciantes. Ontem à tarde era possível ver, ao lado de um dos contêineres destinados ao lixo comum, em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida, sacolas jogadas no chão.
Segundo a coordenadora do Núcleo Multissetorial da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) Calçadão Meu Centro, Madalena Schuster, mesmo com a comunicação da mudança aos empresários da região, ocorreram casos de desrespeito ao horário, alguns deles reincidentes. “A verificação, por enquanto, é feita por fiscais da Secretaria de Meio Ambiente, que fazem a vistoria ao mesmo tempo em que conferem a lei que proíbe a panfletagem no calçadão [...] Agora estamos só identificando os reincidentes e conversando com eles, mas a partir de um determinado momento eles poderão ser notificados”.
Apesar dos problemas, comerciantes dizem que os horários estão sendo seguidos por catadores. “Por enquanto está tudo certo. Os contêineres não abrem antes das 17h30 e o rapaz do lixo reciclável vem no horário”, diz a gerente de loja Dilce Zanini.
A também gerente Susana Vieira Rocha comenta: “Estão abrindo as latas de lixo no horário e os catadores aparecendo na hora”. Mas a atendente Maria Leão conta que “é preciso ir atrás do catador, porque ele não vem buscar o lixo”.
Madalena, no entanto, afirma que a avaliação da maior parte dos comerciantes é positiva.
Os horários estabelecidos para coleta de materiais recicláveis são das 7h30 às 9h e para o lixo comum das 17h30 às 19h, mas a coordenadora sinaliza a possibilidade de o horário ser alterado. “Aos catadores o horário poderá ser prorrogado até as 10h30, porque muitas lojas abrem somente às 9h, quando os catadores não podem mais ficar no calçadão”.

 

PERSONAGEM:

“Por enquanto está tudo certo”
Dilce Zanini, gerente

“Estão todos seguindo o horário”
Susana Vieira, gerente

VAGAS
Esta semana o governo deve autorizar nova contratação

HU reabrirá os 17 leitos
fechados em fevereiro

O governo do Estado autorizou a reabertura de 17 leitos do HU (Hospital Universitário) de Cascavel e sinalizou a permissão para outros 13, atendendo a pedidos da Reitoria da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), que esteve semana passada em Curitiba. Conforme o reitor Alcibiades Orlando, devido à utilização de 17 vagas para internação de adolescentes usuários de substâncias psicoativas, a universidade pediu urgência na reabertura de outros 17 e o governo deve liberar, ainda esta semana, a contratação de 54 novos servidores.
O projeto para a reabertura de outros 13 leitos - totalizando 30 vagas - e a contratação de mais 58 funcionários será encaminhado ao governo nesta semana. Como o HU já efetivou o concurso público para a contratação de servidores, o processo de abertura deve acontecer mais rapidamente.
Alcibíades ressalta que o objetivo é redimensionar a longa fila de cirurgias eletivas e abrir leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) anexo à sala de cirurgia na demanda geral.
Ele lembra que o objetivo do governo é ampliar as especialidades, concentrar investimentos em cidades-pólo e transformar os hospitais universitários de tais regiões em grandes centros de saúde, evitando, assim, o fluxo de pacientes que seguem a Curitiba para os procedimentos. “Só Cascavel atende mais de 120 municípios”, avalia o reitor.


BOX
ODONTOLÓGICO
Unioeste atenderá crianças pobres

Alunos do curso de Odontologia da Unioeste fizeram ontem uma triagem para atendimento odontológico na Clínica Integrada Infantil.
De acordo com o coordenador do projeto, o professor Amadeu Tomasin Neto, foram atendidas crianças pobres de seis a dez anos que necessitam de tratamento na área de ortodontia.
As crianças que precisarem de aparelhos ortodônticos preventivos e interceptores receberão o tratamento gratuito, tendo apenas os custos de laboratório. Mais informações no (45) 3220-3241.


LÍNGUAS
Estão abertas as inscrições para os cursos de língua estrangeira oferecidos pelo Centro de Educação, Comunicação e Artes, por meio do PEL (Programa de Ensino de Línguas), no campus de Cascavel da Unioeste. São oferecidos cursos de Inglês, Espanhol e Italiano.
Os interessados devem ir ao campus até o dia 30, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h. A inscrição custa R$ 100 por módulo e língua.
Todos os cursos terão início em abril, com término previsto para novembro.

FOTOLEGENDA:
A moradora Zilda de Araújo, que está há quatro anos no Bairro Maria Luiza, reclama de um barracão abandonado ao lado de sua casa, na Rua Mobral. Antigo ponto de encontro de andarilhos, conforme relato dela, o local é um esconderijo propício para criminosos e usuários de drogas. “Uma vez eu mesma tive que limpar o terreno, porque ninguém cuida dele”.


EDUCAÇÃO
São cinco escolas particulares e duas públicas no bairro

Na área nobre, rede
privada é destaque

Por ser um bairro de classes média e alta, o Jardim Maria Luiza conta com uma estrutura bastante ampla na área educacional, principalmente na rede privada. São cinco escolas de maternal ao Ensino Fundamental, distribuídas em diversos pontos do bairro, atendendo uma grande parte dos alunos a região e de outras localidades. Na área pública são duas escolas: uma municipal e outra estadual, e não tem Centro Municipal de Educação Infantil.
A Escola Municipal Diva Vidal tem cerca de 350 alunos de pré-II à 4ª série, atendendo crianças dos bairros vizinhos como o Parque São Paulo e o até do Cascavel Velho. De acordo com a diretora Iana Venson Galvan, a escola atende a demanda e a infra-estrutura é boa, já que foi reformada e ampliada há apenas dois anos.
“Temos uma boa infra-estrutura, com saguão coberto e refeitório”, relatou a diretora.
Também são ofertadas aulas em contraturno escolar de reforço e por meio de um convênio com a Academia Akadac são realizadas aulas de ballet e hip hop, com mensalidade de R$ 20. “Cerca de 50 alunos participam dessas aulas, uma boa aceitação”, frisou a diretora.
PRECÁRIO
O problema do Colégio Estadual Costa e Silva é a estrutura. Construído em 1975, o prédio apresenta uma série de problemas, desde o telhado, rede elétrica até rachadura nas paredes. Na parte externa as raízes das árvores quebraram as calçadas e o colégio não tem muro, apenas uma cerca, que também não está em boas condições.
A diretora do colégio, Sirlene Dane, explicou que as obras de revitalização foram solicitadas há mais de quatro anos no Núcleo Regional de Educação, que informou que este ano serão realizados os reparos.
Para evitar o vandalismo ou a danificação de carteiras e cadeiras a escola adotou um novo método. Ao invés de o professor mudar de sala, quem faz isso são os alunos, que devem aguardar a sala ser aberta para poderem entrar. “O professor tem um controle melhor da sala, e percebemos que, com isso, a estrutura é melhor conservada”, salientou.
Os alunos também participam de programas de ginástica rítmica, handebol, futsal e vôlei. O colégio também conta com uma clínica dentária, mantida em parceria com a prefeitura, que dispõe dois cirurgiões dentistas no local.

SEGURANÇA
Embora as reclamações relativas à segurança no Bairro Maria Luiza não sejam tão veementes quanto em outras regiões da cidade e sejam localizadas, o maior policiamento é um pedido constante dos moradores.
O 25º colocado em crimes violentos contra a pessoa (16) e 19º em crimes contra o patrimônio público (99) no ranking de 2005 da Polícia Militar, conseguiu reduzir a incidência de crimes com a implantação de um sistema particular de vigilância.
O serviço, feito com dois veículos, é mantido pela associação de moradores e custa R$ 10 por mês a cada família. “Além de cuidar das casas, trabalhamos em conjunto com os colégios no horário de saída dos alunos”, acrescenta o vigia Amauri Claro. “Mas mesmo assim ainda roubam toca-CDs e arrombam casas”.
Há 32 anos no Maria Luiza, a aposentada Maria de Carvalho afirma que se sente insegura. “Arrombam muitas casas. De noite não tenho nem vontade de deixar a janela aberta”.
De acordo com o relato dos moradores, a região mais crítica é a dos loteamentos próximos ao Lago Municipal.
O Maria Luiza também é atendido por rondas do Projeto Povo, que possui uma base no Parque São Paulo.

 

PERSONAGEM:

“Com o vigia, os crimes ocorrem menos”
Aguilar Bertoglio, empresário

“Ainda arrombam muitas casas no bairro”
Maria de Carvalho, aposentada

“Trabalhamos em conjunto com os colégios”
Amauri Claro, vigia


PERFIL
Cerca de 70% do bairro é residencial e abriga famílias de classes média e alta. A infra-estrutura do local é boa, já que 100% das residências contam com água encanada e iluminação pública. Uma média de 90% das ruas é pavimentada e 80% dos moradores têm rede de esgoto. Em frente a 60% das casas existem calçadas. A cotação dos imóveis está entre as mais altas do Município.
A comunidade conta com uma praça para o lazer, localizada na entrada da Avenida Carlos Gomes. Um córrego passa pelo bairro, que também conta com área de fundo de vale. Apenas 8% dos terrenos do local estão baldios.
No bairro está instalado o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que oferece diversos cursos profissionalizantes e o Cemitério Central Municipal.


SAÚDE
O Jardim Maria Luiza não conta com unidade básica de saúde própria. A comunidade utiliza o posto do bairro vizinho, o Parque São Paulo, mas não se sente incomodada por isso. Antonia D’Angelis Machado, por exemplo, observa que o atendimento oferecido é satisfatório. “Sempre fui bem atendida lá. Acho que não precisa de um posto aqui, mas, claro, se tivesse seria melhor. Naquele espaço grande da praça poderia funcionar um posto de saúde ou uma creche”, sugere.
O único problema apontado pela comunidade é a distância até a unidade de saúde. “Não tenho do que me queixar do posto do Parque São Paulo, mas ter um aqui favoreceria todos os moradores. Nem todos têm condições de se deslocar até lá”, ressalta o desempregado Neivo Grando.
A dona de casa Paula Bederman também não gosta da distância e lembra que um posto de saúde para o bairro chegou a ser prometido.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não há projetos para a construção de unidade no Jardim Maria Luiza, já que o atendimento é feito tranqüilamente no Parque São Paulo, que atualmente passa por reformas.
Uma unidade com 400 m² está sendo edificada no lugar da atual estrutura.

FOTOPERSONAGENS:

“Sempre fui bem atendida”
Antonia Machado, pensionista

“Prometeram construir um posto”
Paula Bederman, dona de casa

“Nem todos têm condições de se deslocar”
Neivo Grando, desempregado

ESPORTE
O sistema de iluminação das quadras esportivas localizadas na praça do Bairro Maria Luiza está sendo reativado depois que ladrões deixaram o local às escuras. Toda fiação elétrica da praça foi roubada. Os ladrões foram atraídos pelo alto valor pago ao cobre, material usado na fabricação dos fios.
Duas praças são de areia e uma de futsal.
De acordo com os moradores do bairro, o roubo dos fios interrompeu as atividades na praça no período da noite. Eles esperam que, com o retorno da iluminação, o local volte a ser o que era antes.

 

 

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