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FESTIVAL DE HUMOR
Justiça Federal
acata ação de
improbidade

A juíza federal substituta da 2ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, Catarina Volkart Pinto, acatou semana passada o pedido para processamento de ação de improbidade administrativa promovida pelo Ministério Público Federal contra os responsáveis pelo 1º Festival de Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu.
Segundo a decisão, foram assinados diversos convênios com repasse de verba pública para a realização do evento. Os atos irregulares seriam decorrentes da não apresentação de documento comprobatório de regularidade fiscal por vencedor de um dos certames licitatórios; de pagamentos feitos em duplicidade e da contratação sem licitação, quando esta seria exigível.
Pelo entendimento da magistrada, a documentação juntada nos autos é suficiente para receber a inicial da ação de improbidade administrativa.


CRESCIMENTO
Essa é a sexta queda seguida

Mercado reduz
PIB para 2,76%

Pela sexta semana consecutiva, o mercado reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2006. De acordo com a pesquisa semanal Focus, divulgada ontem pelo Banco Central, a mediana das estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) passou de 2,8% para 2,76%. Para 2007, os analistas mantiveram as apostas na expansão do PIB brasileiro em 3,5%.
A previsão para a taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13,25% ao ano), em janeiro se manteve em 13% , mostrando uma expectativa de corte de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Para o fim de 2007 os economistas também mantiveram a projeção para a Selic em 12% ao ano.
Os dados coletados pelo BC mostram ainda uma discreta redução na mediana das estimativas de mercado para a Selic média no ano que vem, que passou de 12,34% para 12,31% ao ano.
Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado como referência para a meta de inflação, a projeção ficou estável em 3,11% em 2006. Para 2007, a mediana das estimativas para o IPCA caiu de 4,09% para 4,06%.
Nos dois casos, as projeções estão abaixo da meta central de inflação fixada pelo governo para os dois anos, de 4,5%.
O mercado manteve em R$ 2,15 a projeção para a taxa de câmbio no fim deste mês. Para o fim de janeiro houve discreta redução na mediana das estimativas de R$ 2,16 para R$ 2,15. Ao final de 2007, o mercado espera que o dólar feche cotado em R$ 2.

Clandestinos
As estatísticas apontam que há 3,6 mil refugiados no País, porém mais de 200 mil imigrantes vivem aqui como clandestinos, segundo o Conare (Comitê Nacional para Refugiados). Perseguidos por razões políticas, religiosas ou simplesmente pela miséria, eles vêm para o Brasil atrás do que chamam de reassentamento. De saída, esbarram na burocracia para obter regularização, que pode demorar de três a seis meses, que eles têm de vencer sem ajuda financeira.


Comissão
O Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná) formaliza hoje, às 14h, a instalação da Comissão Mista para Controle Social do Complexo Portuário Paraná. A reunião será na sede do Crea, em Curitiba, e deverá reunir o Ministério Público, OAB, Universidade Federal do Paraná, Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), sindicatos, órgãos dos governos federal e estadual, dentre outras várias organizações do universo portuário.

DE NOVO
China poderá
barrar a soja
brasileira

Os exportadores de soja do Brasil poderão começar 2007 com uma má notícia. Pequim estabelecerá novas normas de importação que poderão frear as vendas brasileiras de soja para o mercado chinês a partir do próximo ano. Os chineses prometem tomar medidas caso haja um aumento significativo de importações ou uma desestabilização do mercado nos próximos meses, além de criar multas e penalidades para quem cometa fraude no comércio exterior no setor de soja.
Analistas especializados nas leis da OMC (Organização Mundial do Comércio) alertam que a medida poderia ser questionada por um exportador que sofresse prejuízos, já que o grau de arbitrariedade é grande e as barreiras poderiam ser colocadas sem critérios claros. A nova regulamentação do governo chinês prevê que, “em caso de rápido aumento de importações, variação violenta de preço e outros fatores afetando a estabilidade do mercado, o Ministério do Comércio anunciará alertas ou adotará outras medidas apropriadas de acordo com as regulamentações relevantes”. As medidas são válidas para grãos e óleo de soja.
O Brasil aumentou suas exportações de soja para a China em 66% em 2006, o que assusta as autoridades de Pequim. Os chineses, que já eram os maiores compradores da soja nacional, consumiram 4,3 milhões de toneladas extras neste ano em comparação ao que foi registrado em 2005. Nos dez primeiros meses do ano, quase 50% das exportações brasileiras do produto tiveram a China como destino.



Habitação
A Caixa Econômica Federal investiu R$ 1 bilhão em habitação no Paraná em 2006. O dado faz parte de balanço apresentado ontem ao governador Roberto Requião pelo superintendente regional da Caixa, Jorge Kalache Filho. O valor engloba os R$ 131 milhões aplicados na construção de 9 mil moradias do programa Casa da Família, da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná).


Precatórios
A Promotoria de Inquéritos Policiais do Ministério Público Estadual denunciou o advogado Carlos Alberto Pereira por apropriação indébita, formação de quadrilha, estelionato e falsificação de documentos particulares. Ele é acusado de ser um dos principais beneficiados com o pagamento irregular de precatórios. A fraude está sendo investigada desde 2003 pela Procuradoria de Previdência Funcional da Procuradoria Geral do Estado e pelo Nurce (Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos) da Polícia Civil. As investigações já levaram à prisão de Pereira.


Réus
Os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, comandantes do Legacy envolvido na queda do Boeing da Gol ocorrida dia 29 de setembro, tornaram-se réus no processo cível que corre na Justiça de Nova Iorque para pleitear o pagamento de indenizações a parte dos familiares das 154 pessoas mortas no acidente.

Mensalão
O Ministério Público Federal em Belo Horizonte apresentou ontem denúncia contra vários envolvidos com o chamado esquema do “mensalão” por crimes contra o sistema financeiro. Entre eles os diretores do banco BMG, Ricardo Annes Guimarães, João Batista de Abreu, Márcio Alaôr de Araújo e Flávio Pentagna Guimarães; os ex-dirigentes do PT, José Genoíno e Delúbio Soares; o empresário Marcos Valério e sua esposa, Renilda Maria Santiago; além de Ramon Hollerbach, Cristiano de Mello Paz e Rogério Lanza Tolentino, ex-sócios de Valério nas agências DNA e SMp&B.


INDIGNAÇÃO
Reação da população mobilizou alguns parlamentares

Deputados recorrem contra
aumento do próprio salário

Um grupo de parlamentares, contrário ao reajuste dos salários de deputados e senadores para R$ 24.500, ingressou na tarde de ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) com um mandado de segurança para tentar barrar o aumento.
Segundo o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), o reajuste é uma decisão equivocada das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado que precisa ser revista. “Há do lado da população e do eleitor uma imensa e justificada indignação. Do lado dos parlamentares, um crescente constrangimento. Considero essa decisão equivocada, politicamente derrotada e acho que o caminho é se voltar atrás”, disse.
Jungmann defende a correção dos salários dos parlamentares com base no índice de inflação dos últimos quatro anos - o que elevaria os vencimentos dos atuais R$ 12.800 para R$ 16.500. “Acho que um aumento plausível seria a reposição da inflação, alguma coisa ao redor de 28%. Considerando salários e verbas que precisam ser reduzidas ou tornadas claras, acho que é mais que suficiente que se leve uma atividade parlamentar com dignidade e sem risco de perda da qualidade ou da representação”.
Os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) também integram o grupo de parlamentares contrário ao reajuste.
ADIN
Além do mandado de segurança, o PPS ingressará com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) questionando o reajuste - apesar de o vice-líder da legenda na Câmara, deputado Colbert Martins (PPS-BA), ter votado favoravelmente ao reajuste na reunião das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.


Aldo descarta reversão

A pressão popular contra o reajuste salarial de 91% para deputados e senadores não foi suficiente para fazer os parlamentares recuarem na decisão de aumentar seus salários para R$ 24.500.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse ontem que o aumento foi uma decisão tomada em conjunto por líderes e pelas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, portanto, será mantida. “Não se trata da defesa da manutenção do teto, mas de se manter a decisão dos líderes e das Mesas”.
O parlamentar considerou legítima as manifestações que se espalharam pelo país contra o reajuste. “Todas as manifestações em um país democrático, desde que mantidas pela legalidade, são legítimas”.
Apesar de manter o aumento, Aldo reconheceu que o valor dos novos salários dos deputados e senadores é muito maior do que o da maioria dos salários recebidos pelos brasileiros.


INDIGNADA
Mulher esfaqueia ACM Neto

A mulher que esfaqueou o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), ontem à tarde, foi presa em flagrante e autuada por tentativa de homicídio, segundo o delegado titular do 16º DP de Salvador, Wilson Ramos.
Em seu depoimento, Rita de Cássia Sampaio de Souza, 45, mencionou como razões para o ato o reajuste de 91% concedido aos parlamentares e um descontentamento geral com relação aos políticos brasileiros.
Para Ramos, no entanto, Rita se contradisse por diversas vezes e demonstrou “desequilíbrio emocional”.
O incidente aconteceu às 12h40. Segundo o delegado, Rita usou uma peixeira para agredir o deputado. O golpe foi desferido pelas costas. Ele passa bem e está em observação no Hospital da Bahia.

Osmar é contra
O líder do PDT no Senado, Osmar Dias, manifestou-se em nome dos senadores do partido, contrário à decisão de reajustar em 91% os salários de deputados e senadores, aprovado pelas mesas diretoras da Câmara e do Senado. “Como líder do PDT no Senado não posso deixar de me manifestar. E sou contra o reajuste, principalmente neste percentual, que praticamente dobra os vencimentos dos parlamentares e ainda abre uma brecha para que deputados e vereadores de todo o país também sejam beneficiados. Defendo, no máximo, um reajuste igual ao da inflação, de cerca de 28%”, disse.

Reforma legislativa
Em pronunciamento no plenário, ontem, o líder da oposição, senador Alvaro Dias (PSDB/PR), defendeu que a decisão de reajustar o salário dos parlamentares, anunciada pelos presidentes da Câmara e do Senado, seja submetida ao plenário das duas casas: “O aumento não deveria ter sido colocado na pauta, já que primeiro temos que discutir a reforma do Poder Legislativo. Espero que seja possível rever a decisão e, se não for, o reajuste deve ser submetido ao plenário. Os presidentes da Câmara e do Senado não podem assumir sozinhos o ônus desta decisão. Cada um tem que assumir a responsabilidade”.


Lavagem de dinheiro
O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou à 2ª Vara Criminal Federal o deputado federal eleito Paulo Maluf (PP) e mais dez pessoas, acusadas de montar um “internacional e complexo esquema de formação de quadrilha com o objetivo de lavar dinheiro oriundo de corrupção”. Segundo informações do site do Ministério Público, parte do dinheiro de corrupção é proveniente das obras da Avenida Águas Espraiadas, realizada na última gestão de Maluf na Prefeitura de São Paulo (1993-1996).
De acordo com o MP, os recursos foram para a conta Chanani, em Nova Iorque, e de lá para quatro contas no paraíso fiscal de Jersey, no Reino Unido, de onde migraram para sete fundos de investimento na mesma ilha. O dinheiro depois foi investido na Eucatex, empresa da família do ex-prefeito.


Melhor avaliação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao final de seu primeiro mandato com a melhor avaliação de todo o período, segundo pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria.
A avaliação ótima ou boa subiu de 49%, em setembro, para 57% neste mês, enquanto a ruim ou péssima caiu de 16% para 13%. A avaliação regular também caiu, de 33% para 28%. A nota média atribuída ao governo também foi a mais alta de todo o primeiro mandato de Lula: 7.

 

 

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