Edição nº 5183 - quarta-feira, 19 de novembro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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FEBRE AFTOSA

Prazo para vacinação poderá ser prorrogado

As chuvas dos últimos dias fizeram com que direção da Seab (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná) de Cascavel solicitasse a prorrogação do prazo para a vacinação do rebanho no oeste paranaense até o fim da campanha, que segue até o dia 30 deste mês. Pelo prazo normal da campanha os produtores teriam até amanhã para vacinar o rebanho e até o dia 30 para comprovar a vacinação. A previsão é de que mais de 9,5 milhões de cabeças sejam vacinadas em todo o Estado.
Segundo o chefe da Seab em Cascavel, Piotre Laginski, o pedido foi feito principalmente por causa das constantes chuvas nos últimos dias. “Os produtores tiveram muita dificuldade para fazer a vacinação, o barro nos currais dificultou o trabalho”.
A resposta do governo de que a vacinação será prorrogada deverá chegar ainda hoje.
Caso deixe de informar a vacinação, o criador será multado em dinheiro por animal não vacinado, ficará proibido de transitar com o rebanho enquanto não comprovar a imunização, de acordo com a legislação sanitária da Secretaria de Agricultura do Estado. Até o fim de semana foram vacinados na área de abrangência do Núcleo de Cascavel 66% da meta, que é de 997 mil cabeças.
A vacinação e sua comprovação são obrigatórias, até mesmo nos bezerros com poucos dias de vida. Os preços da vacinam variam entre R$ 1,20 e R$ 1,50 a dose.

 

MATERIAIS
Pregão foi cancelado há três meses por questionamentos

Saúde dispensa licitação e
gasta mais de R$ 100 mil

A Secretaria de Saúde de Cascavel pediu dispensa de licitação para comprar mais de R$ 100 mil materiais para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Há pelo menos três meses o pregão eletrônico para a aquisição dos produtos foi cancelado devido à ação de algumas empresas concorrentes, que questionaram os resultados. Outro processo foi aberto, mas as compras pelo sistema estão paradas, justifica a secretaria. E, por isso, o Município resolveu adquirir em caráter emergencial os itens que estão em falta.
O valor que será usado na compra de materiais é suficiente para um mês. “Compraremos o que falta conforme as necessidades. Precisamos repor os estoques. Não tem como ficar sem material. Faltam ataduras e esparadrapos em alguns postos”, diz o secretário de Saúde, Reginaldo Andrade.
O próximo edital para contratação da empresa fornecedora está na fase final. Estima-se que em 15 dias ele seja concluído. O gasto previsto é de R$ 2,968 milhões para 12 meses.
O secretário explica que por ano são gastos R$ 1 milhão com materiais hospitalares. A justificativa é de que sempre existe uma elevação da quantidade estimada de itens adquiridos, já que não é possível precisar quanto é gasto de maneira exata. “Isso não obriga a compra integral. A estimativa é sempre mais folgada para que sejam comprados os produtos necessários. É uma margem esperada que depende da demanda”, alega Andrade.
O total previsto para o próximo mês é o mínimo necessário para a continuidade do atendimento à população. Como a contratação do fornecedor ainda está em andamento e existe a necessidade de repor os estoques, a Secretaria de Saúde é autorizada a adquirir materiais. “A medida judicial autoriza o procedimento. A medida é legal e está de acordo com que foi avaliado pelo Departamento Jurídico”, argumenta.

 

MESA BRASIL
O balanço do Programa Mesa Brasil do Sesc (Serviço Social do Comércio) de janeiro a outubro de 2008 será apresentado em encontro hoje, às 8h30, no Sesc Cascavel. Segundo os organizadores, os números do ano passado foram superados. Em 2007 foram arrecadados 140.711.148 quilos de alimentos, com a ajuda de 37 doadores, distribuídos a 28 entidades.
O recolhimento dos alimentos é feito de segunda a sexta-feira. Antes de serem entregues às entidades os produtos são selecionados.  
Paralelo à doação de alimentos, o programa desenvolve ações educativas com as entidades e doadores.  
O programa também recebe outros tipos de doações além de alimentos, como materiais de limpeza, móveis e equipamentos.

 

 

RIVADÁVIA
Após invasão, prefeitura promete negociação

Pela primeira vez em 12 anos, a administração municipal, a família Siliprandi e os moradores do Loteamento Rivadávia sentarão para negociar. Esta foi a saída encontrada pela Prefeitura de Cascavel diante do protesto feito pela Associação de Moradores do Rivadávia na tarde de ontem, mas o prefeito Lísias Tomé não apareceu para negociar. Os moradores ocuparam o Paço Municipal para cobrar a desapropriação da área de 100 mil m² que abriga 250 famílias.
Com a negociação entre o procurador jurídico Antonio Linares Filho, o chefe de Gabinete, Vilson de Oliveira, e o vice-prefeito Vander Piaia ficou marcada para segunda-feira, às 11h, uma reunião entre as três partes no gabinete do prefeito. “Aceitamos a proposta para que haja uma reunião com a família Siliprandi”, disse o presidente do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Silvio Gonçalves. 
Segundo ele, os moradores foram convencidos de que é necessário esperar até 10 de dezembro para definir se ocorrerá ou não a desapropriação. A prefeitura alega não ter dinheiro para adquirir o imóvel. A área está avaliada em R$ 4 milhões. Com o abatimento de R$ 1 milhão em impostos devidos por Edi Siliprandi, os cofres públicos têm de desembolsar R$ 3 milhões. “Vamos pedir aos Siliprandi que o mandado de reintegração de posse não seja cumprido para que a prefeitura saiba quanto dinheiro terá em caixa”, disse Silvio. Após o acordo os manifestantes deixaram a prefeitura.
Há dois meses a Justiça concedeu a reintegração de posse ao proprietário Edi Siliprandi, cujo mandado de execução está prestes a ser expedido. O advogado de Edi Siliprandi, Carlos Siliprandi, disse estar disposto a negociar.

 

CONTROLE
Semáforos monitorados do Trevo Cataratas começam a funcionar

Entrou em funcionamento às 10h de ontem os semáforos monitorados no Trevo Cataratas, no entroncamento das rodovias BRs 277, 369 e 467, em Cascavel. O sistema capta imagens que são transmitidas em tempo real para o CCO (Centro de Controle Operacional). Com a medida, também passaram a operar em plena capacidade as novas pistas resultantes da ampliação das vias de tráfego.
A recomendação da concessionária Ecocataratas neste período de adaptação de fluxo recai sobre os cuidados redobrados que precisam ser adotados pelos motoristas ao trafegar pelo local.
A solução, segundo o gerente de Atendimento ao Usuário da Ecocataratas, Cleyton Cezarotto, foi elaborada a partir do mais detalhado estudo de fluxo já realizado no trevo. “A ampliação das vias proporciona melhor fluidez, pois possibilita a separação dos diversos fluxos internos do trevo. Já os semáforos garantem o cruzamento das vias com maior segurança, reduzindo e praticamente anulando o risco de acidentes nos pontos onde existe possibilidade de conflito de tráfego", explica.
Por meio do monitoramento do fluxo, via câmeras instaladas no trevo, o CCO pode interferir diretamente no tráfego, eliminando possíveis ocorrências de retenções em horários de maior movimento. "O maior beneficiado de todo esse aparato será o usuário, que pode acessar as diversas vias de trânsito com mais segurança e conforto".
A Ecocataratas investiu R$ 450 mil nas obras do trevo e, por meio de entendimentos com a Prefeitura de Cascavel e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), realinhou determinados fluxos com acesso para a Avenida Brasil e para outras vias, reduzindo parcialmente a entrada de veículos, desafogando, conseqüentemente, o trânsito no local.

 

INFORMATIZAÇÃO
Segunda unidade deve receber software ainda esta semana

Ajustes no sistema
atrasam instalação

O processo de instalação do sistema de informatização da saúde básica de Cascavel está atrasado. A implantação do primeiro módulo, que tinha previsão de término no fim deste mês, ainda não saiu do primeiro local escolhido para o início do processo.
A expectativa era de que a instalação no Almoxarifado Central demorasse menos de uma semana. No entanto, problemas com o software atrasaram o andamento do processo. “Tivemos que fazer alguns ajustes no programa e preferimos fazer isso antes de passar para as outras unidades”, diz Reginaldo Andrade, secretário de Saúde.
O almoxarifado foi escolhido como ponto de partida da instalação por ser considerada a unidade mais importante. “Tivemos que cadastrar todos os itens, quando passarmos para as outras unidades não será preciso cadastrá-los novamente, apenas incluir a quantidade disponível na unidade”.
A próxima unidade a receber o sistema será uma das Farmácias Básicas do Município. O processo nesta unidade deveria ter sido feito na primeira semana de novembro. “A previsão é de que até quarta-feira [hoje] comece a instalação na farmácia”, afirma Reginaldo.
O primeiro módulo a ser instalado é o de controle de estoque e a previsão é de que entre em funcionamento ainda este ano. Já o segundo modulo que será colocado em operação em Cascavel, de agendamento de consultas, deve ficar para o próximo ano. “Vamos adiantar o máximo possível até o fim do ano”, ressalta Reginaldo.
O software foi cedido pela Secretaria de Saúde de São Paulo. A instalação está sendo feita pela Universidade Federal Tecnológica do Paraná, ao custo de R$ 150 mil.

 

SINCONVEL
Contadores elegem nova
diretoria hoje em Cascavel

O Sincovel (O Sindicato dos Contabilistas de Cascavel) elege hoje a nova diretoria que ficará à frente dos trabalhos nos próximos dois anos. Apenas uma chapa se inscreveu para a nova diretoria executiva, que tem como candidato a presidente o contador Rafael Antonio de Lorenzo, tendo como vice Nelson Vieira Lopes Júnior.
O atual presidente, Paulo Cesar da Silva, faz uma avaliação positiva dos dois anos que presidiu os trabalhos da entidade. “Foram dois anos de muito trabalho e conseguimos uma grande representatividade em toda a região. O grande número de novos associados confirma o bom trabalho que estamos desenvolvendo”.
Em Cascavel duas faculdades disponibilizam o curso de Ciências Contábeis e cerca de 60 novos contadores se formam por ano na cidade. Silva garante que o sindicato também está contribuindo para a boa formação dos acadêmicos. “Claro que não podemos fiscalizar a qualidade dos cursos, mas durante todo o ano promoves palestras para os alunos com profissionais do ramo, dando assim nossa contribuição para as faculdades”.
Os associados poderão votar das 9h às 17h, em urna fixa instalada na sede do Sincovel, na Rua Salgado Filho, 1.882. A nova diretoria será eleita para o biênio 2009/2010. A posse ocorrerá no dia 6 de dezembro, no Country Club.


Reformulação do sindicato

Além do presidente e do vice, a chapa é integrada ainda por Jovane dos Santos Borges (diretor social e membro da Comissão de Ética), Manoel Contino Marçal (diretor de Patrimônio), Noely Terezinha dos Santos (Desenvolvimento Profissional), Carmem Regina Saverio (diretora cultural), Michel Vitor Alves Lopes (diretor esportivo), Edson Cadini (diretor de Ética), Jefferson Machado Bonfim (primeiro-secretário), Waldecir Loureiro Avancini (segundo-secretário), Eloi José Slivinski (primeiro-tesoureiro), Gentil Inácio Fernandes (segundo-tesoureiro).
Já o Conselho Fiscal é formado por Manoel Pereira Góes, Jeremias Rocha dos Santos, Roberto Márcio dos Santos, Cláudio Luiz Brunetto, Milton César de Campos e Jairo Antonio Lombardo.
A chapa conta ainda com Juceli Wentz na Comissão Feminina, Elias Garcia na Comissão Acadêmica e Edmundo Tolentino na Comissão de Ética.

DIRETORES
Último dia
para inscrição
de candidatura

As pessoas interessadas em se candidatar ao cargo de diretor devem protocolar as inscrições até hoje na Comissão Central das Eleições, apresentando os documentos comprobatórios em conformidade com os incisos II, IV, VI, VIII, do artigo 4º da Lei 4.451/2006, que dispõe sobre a eleição de diretores para as escolas municipais.
A Comissão Central das Eleições atende das 8h às 12h ou das 13h30 às 17h30, na Secretaria de Educação, na Prefeitura de Cascavel.
Após efetuadas e homologadas as inscrições, a Comissão Central das Eleições informará à Comissão Eleitoral Escolar sexta-feira a relação dos candidatos inscritos. O período para recurso será dias 24 e 25 deste mês, com respostas aos pedidos no dia 26.
A eleição para a escolha dos diretores das escolas municipais será realizada no dia 2 de dezembro, das 7h às 16h, nas dependências das próprias instituições de ensino.

 

ASSISTÊNCIA SOCIAL
Entidade perdeu registro no conselho e pode ficar sem repasse

Caom tenta não fechar as portas

Para não deixar as 400 crianças e adolescentes sem atendimento, o Caom (Centro de Assistência e Orientação ao Menor) Portal do Sol se organiza para se reabilitar ao Cmas (Conselho de Municipal de Assistência Social). A diretoria do Caom realiza hoje, às 14h, uma assembléia para modificar o estatuto.
O risco de a entidade fechar as portas surgiu quinta-feira, quando a ONG foi descredenciada do conselho por problemas no estatuto. Conforme determinação do Cmas, até 1º de dezembro o serviço deve ser municipalizado ou deixará de receber recursos do Município.
Sem o registro, o repasse mensal de R$ 24 mil oriundos do Fundo Municipal de Assistência Social será cancelado. “As crianças estão preocupadas com o risco do fechamento do Caom, mas se depender de mim isso não vai ocorrer”, afirma o presidente da entidade, Santo Savi, que também é secretário de Ação Social.
Outra entidade que está na mesma situação é o Provopar (Programa do Voluntariado do Paraná), que recebe R$ 40 mil por mês.
Segundo o Cmas, nas duas instituições é permitido que o prefeito nomeie os presidentes. O atual presidente do Caom Portal do Sol é Santo Savi e do Provopar é a primeira-dama e secretária de Esporte e Lazer, Rosiméri Tomé.
Tal relação com o governo não é permitida pela Constituição Federal. Na opinião do presidente do Cmas, Vanderlei Augusto da Silva, a interferência direta da prefeitura permite benefícios às duas entidades. “O artigo 5º da Constituição Federal não permite que associações ou entidades privadas recebam interferência do poder público. As duas entidades não são independentes e, além do repasse mensal, a prefeitura paga as contas de água, luz, telefone e até materiais de limpeza”.
A coordenadora do Provopar, Tereza Alves, não quis falar com a reportagem do Hoje e a presidente, Rosiméri Tomé, não foi encontrada. A Casa da Sopa, a Cozinha Comunitária e o SOS Família também deverão ser assumidos pela prefeitura caso o Provopar não se regularize. O Provopar recebe mais de R$ 400 mil por ano dos cofres municipais.


Obrigações da prefeitura
O promotor Carlos Alberto Choinski, que orientou o Cmas sobre os problemas de registro, informou que a prefeitura fica obrigada a assumir os serviços caso a ordem do conselho não seja seguida. “Esta atitude do Conselho é uma forma de evitar que as entidades sejam compostas por gente da prefeitura. O Ministério Público ficará na retaguarda para exigir a prestação do serviço”.


REGISTRO
Entidades podem se reabilitar

A reabilitação das duas entidades, segundo o presidente do Cmas, Vanderlei Augusto dos Santos, depende do Ministério Público. Quando as duas regularizarem o estatuto, as diretorias devem requerer um novo registro ao conselho. “O promotor Carlos Choinski foi avisado e agora temos que esperar uma ordem dele. Por enquanto o conselho não recuará”.
O promotor disse que a reabilitação das entidades no conselho é permitida mediante comprovação das adequações. “Se for cumprido o que o conselho deliberou, como a alteração estatutária, as entidades podem ser credenciadas normalmente”, afirma Choinski.
Vanderlei acrescenta que antes do descredenciamento, a renovação do registro foi prorrogada várias vezes. “A renovação do registro das duas entidades foi prorrogada cinco vezes. Nós fomos chamados pelo promotor para uma audiência e ele nos deu autonomia para tomarmos uma atitude”.
As prorrogações se estenderam por 18 meses e, nesse período, foram solicitadas modificações no estatuto para desvincular a prefeitura das entidades. Apesar das notificações, nenhuma alteração ocorreu.
“Se o Município repassa verba e financia outras despesas é porque tem condições de assumir o serviço. Se isso não ocorrer, as entidades não podem mais funcionar, pois não terão o registro no conselho”, considera Vanderlei.

 

APAE
Entidade ainda sofre com falta de verbas

A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cascavel) atende 547 alunos, sendo 104 de até seis anos, 174 de sete a 16 e 284 de 17 a 54 anos. Os mais velhos recebem ainda na entidade grandes incentivos para a inserção no mercado de trabalho.
A receita mensal da Apae gira em torno de R$ 140 mil e as despesas gerais mensais alcançam R$ 190 mil. A entidade foi fundada em 1971, funciona em uma área de 12 mil m²  e oferece assistência gratuitamente, envolvendo seus alunos nas mais diversas atividades, todas acompanhadas por profissionais habilitados.
Há várias atividades em desenvolvimento, como oficinas profissionalizantes e educacionais, prática de atividades esportivas e de socialização e até piscina para hidroterapia e ginástica.
Ontem de manhã a Apae abriu as portas para a imprensa e mostrou os trabalhos desenvolvidos e as dificuldades enfrentadas. Segundo a diretora-presidente da instituição, Maria Aparecida Eckstein, a maioria dos alunos pertence a famílias de baixa renda e o custo médio por aluno/mês é de R$ 318, o que fica cada vez mais difícil de se administrar. “Nosso principal problema ainda é a falta de verbas, temos um amor muito grande por nossos alunos e por isso não fechamos as portas, e a população sempre nos ajuda”, destaca a diretora.
A Prefeitura de Cascavel repassa para a entidade uma verba mensal de R$ 3,5 mil, insuficiente para fazer o atendimento. Além do repasse em dinheiro, os professores são pagos pelo Município. “A prefeitura não tem a consciência do trabalho que estamos desenvolvendo”, lamenta. 
Alguns empresários e associações também fazem doações mensais, o que mantém a entidade aberta.

 

OBSTÁCULO
Deficientes não conseguem
assumir cargos públicos

Pessoas com deficiências enfrentam novamente dificuldades para assumir cargos públicos. Os deficientes aprovados no concurso público para magistério do governo do Estado, realizado em 2007, ainda não estão trabalhando por terem sido considerados inaptos temporários no exame admissional. O ato é considerado discriminatório.
Em Cascavel, seis candidatos enfrentam o problema, três são cegos e os outros três têm deficiência física. Para a Acadevi (Associação Cascavelense das Pessoas com Deficiência Visual) e o CVI (Centro de Vida Independente), o exame admissional não pode considerar o candidato deficiente inapto para o exercício da função. Essa avaliação só poderia ser feita durante o estágio probatório, da mesma forma que ocorre com os candidatos sem deficiência.
Os candidatos também reclamam da falta de acessibilidade do prédio onde os testes foram realizados em Cascavel. Um dos candidatos foi prejudicado na sua avaliação por problemas enfrentados na hora do exame de visão e de audição.
Fato semelhante já havia acontecido no concurso de 2004. Até hoje duas professoras cegas de Cascavel não foram convocadas. Elas aguardam uma decisão da Justiça.
Representantes dos deficientes levarão o caso ao Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência, ao Ministério Público Estadual, ao Conade (Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência), à APP-Sindicato e às Secretárias da Administração e da Educação.

TEMPORAL
Granizo destruiu cerca de 600 hectares de feijão na região

Perdas passam de R$ 2 milhões

O Deral (Departamento de Economia Rural) divulgou na tarde de ontem o balanço dos prejuízos causados pelo temporal que atingiu a região na semana passada. A área mais afetada foi a Colônia São Francisco, entre Cascavel e Corbélia.
O feijão foi a cultura mais prejudicada. Dos 13.280 hectares plantados, 600 foram totalmente perdidos. A previsão total de colheita que era de 28 mil toneladas do grão e deve cair agora para uma média de 26 mil toneladas no Núcleo de Cascavel. Os produtores contabilizam perdas de mais de R$ 2 milhões. A saca de 60 quilos do produto é comercializada, em média, a R$ 100.
Segundo o responsável pelo Deral de Cascavel, José Pértille, outras culturas também foram afetadas. “Tivemos um pouco de soja e milho que teve prejuízos também, mas nada se compara ao grande prejuízo dos produtores de feijão”.
Cerca de 120 produtores tinham optado pelo grão e apenas 40% estavam com a plantação segurada. Quem não fez o seguro terá que arcar com um prejuízo ainda maior. Muitos já estão plantando milho e soja para diminuir das perdas.
Pértille comenta que não só o temporal da semana passada, mas as fortes chuvas da primavera podem aumentar os prejuízos. “É uma época muito complicada para o produtor por causa do tempo, as fortes e constantes chuvas poderão trazer prejuízos ainda maiores”.
HORTALIÇAS
Quem também está sendo prejudicado com as constantes chuvas são os produtores de hortaliças. A grande quantidade de água faz com que bactérias ataquem principalmente as folhagens.
O engenheiro agrônomo da Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) José Luiz Bortolossi afirma que nenhum levantamento foi realizado, no entanto, os prejuízos já estão sendo sentidos pela população. “As chuvas acabam auxiliando para que bactérias prejudiquem principalmente as folhas, fazendo com que a produtividade seja menor. A população já está sentindo que não tem alface nos mercados e o preço deve aumentar nos próximos dias”.
Diante dos números apresentados ontem o governo do Estado deverá nos próximos dias anunciar se irá ou não ajudar os produtores que tiveram prejuízos.

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