DENGUE
Melissa, Julieta Bueno e Interlagos receberam limpeza para evitar proliferação
da doença
Mutirão coleta seis toneladas de lixo
Cerca de seis toneladas de lixo e 600 pneus foram coletados sexta-feira
e ontem, Dia Nacional de Combate à Dengue, em Cascavel. O mutirão
do projeto Dia D contra a Dengue, do programa de Controle de Endemias,
passou pelos Bairros Melissa, Julieta Bueno e Interlagos realizando a
limpeza nos terrenos baldios, distribuindo sacos plásticos, panfletos
e explicando à comunidade como proceder para evitar a endemia.
“Estava crítica a situação. Havia muito lixo
jogado no meio do mato”, explica o supervisor da Funasa (Fundação
Nacional de Saúde), Anildo Fagundes.
Para o morador do Melissa Valdecir Celos Niaki, os terrenos baldios do
bairro estão em estado crítico. “Esse tipo de atividade
é muito importante para prevenir”.
A zeladora Maria de Fátima Batista de Oliveira conta que a sujeira
nos terrenos baldios era grande e que o mau cheiro era forte. “Sempre
penduro meu lixo na árvore para que o caminhão da Engelétrica
faça a coleta”.
Para a agente de saúde Marisete Weber, esse mutirão é
de extrema importância, “principalmente nesses bairros”.
Os mutirões contra a dengue já foram realizados este ano
nos Bairros Neva, Claudete, Parque São Paulo e Cancelli. No próximo
ano outros bairros receberão os agentes.
Cascavel contabilizou este ano sete casos de dengue e seis estão
sob investigação.
ÚLTIMO DIA
Final do Rodeio agita a Expovel hoje
A Expovel promete fechar a 27a edição com chave de ouro.
Será realizada hoje a final do rodeio, com competidores de alto
nível e uma novidade: os animais usados serão os melhores
do rodeio. A atração terá início às
20h.
Ontem milhares de pessoas assistiram ao show de Gino e Geno.
Além do sucesso de público e de expositores, a Sociedade
Rural do Oeste, promotora do evento, tem mais uma notícia para
comemorar. A liberação da verba de R$ 100 mil confirmada
sexta-feira pelo deputado federal Hermes “Frangão”
Parcianello para a SRO venceu mais uma etapa da burocracia oficial. A
técnica Mônica Ramos, coordenadora da Assessoria Parlamentar
do Ministério do Turismo, vistoriou o parque de exposições
Celso Garcia Cid e conferiu as instalações e a utilização
do recinto. Ela irá emitir parecer que será anexado ao processo.
Ela permanece em Cascavel até hoje.
Na abertura da terceira noite do rodeio, Mônica Ramos foi convidada
para entrar na arena do parque junto a diretoria. Encantada com a feira,
ela definiu a 27ª Expovel como “uma festa espetacular”.
Devido ao alto nível da feira, ontem chegaram ao parque de exposições
dez animais da raça angus da Fazenda Galvão Bueno, pertencente
ao narrador esportivo da Rede Globo. A fazenda trouxe um animal para o
leilão realizado ontem à noite. Os demais foram a julgamento
no início da manhã. É a primeira vez que a fazenda,
considerada modelo nacional, participa da Expovel.
Programação
15h - Leilão Nelore Cascavel 2006
19h - Leilão Gado de Corte
20h - Encerramento do Rodeio
ENSINO SUPERIOR
Dom Bosco, Famipar e Harpa também aderem ao programa
Mais de 770 alunos têm
o ProUni em Cascavel
Com sete faculdades particulares em Cascavel, maior o número de
bolsistas e de oportunidade para as pessoas de menor renda. Unipar (Universidade
Paranaense), Univel (União Educacional de Cascavel), Unipan (União
Pan-Americana de Ensino) e FAG (Faculdade Assis Gurgacz), ao todo, contam
com 771 acadêmicos com ProUni (Programa Universidade para Todos).
O escriturário Fernando Luiz Galvão, do Departamento Fies/ProUni
da Unipar, conta que há muitas ligações de alunos
que querem saber sobre o programa. “Muita gente de outros estados
se inscrevem no ProUni da Unipar. Odontologia é o curso mais procurado
porque é o mais caro. Ano passado foram liberadas 14 vagas para
esse curso. Três eram cota [negros e indígenas], e 11 para
o ProUni. A procura é grande. Muitos ficam na lista de espera”.
Fernando esclarece que o aluno pode optar por cinco opções
de curso em cinco instituições diferentes.
A diretora financeira da Famipar, Marinilce de Abreu, declara que a faculdade
decidiu ofertar vagas para bolsistas no próximo ano para dar oportunidade
às pessoas que não têm condições financeiras.
Número de bolsistas
A Unipar tem 155 alunos pelo ProUni e prevê abrir 99 vagas novas
para bolsistas no próximo ano. A Univel pretende oferecer mais
40 vagas em 2007. A FAG, hoje com 358 bolsistas, ainda não sabe
quantos alunos serão incluídos no programa ano que vem.
A Unipan tem 106 acadêmicos. Já as faculdades Dom Bosco,
Famipar e Harpa aderiram ao sistema recentemente e contarão com
bolsistas no próximo ano, mas ainda não definiram a quantidade
de vagas. A Famipar irá selecionar três alunos no programa,
já que conta somente com o curso de Teologia.
Instituição Nº de bolsistas Vagas para 2007
Unipar 155 estimativa de 99
Univel 152 40
FAG 358 ainda não sabe
Unipan 106 ainda não sabe
Dom Bosco 0 ainda não sabe
Harpa 0 ainda não sabe
Famipar 0 3
AVALIAÇÃO
Oportunidade para a formação profissional
“Se não fosse o ProUni eu não teria possibilidade
de fazer uma faculdade. Quem está em uma instituição
pública é quem sempre estudou em escola particular e teve
uma melhor preparação”, afirma Ariane Magalhães,
que está no 2º ano do curso de Direito da Unipar.
Ela tirou nota 8,5 no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e garantiu
bolsa integral no curso. “É importante levar em conta a nota
do exame nacional”, defende.
A situação é semelhante para Jaqueline Scopel, que
está no 1º ano do curso de Administração da
Univel e tem bolsa integral. “Conseguiria pagar apenas parte da
mensalidade, mas seria complicado. O ProUni ajuda porque há muitas
pessoas que não têm condições de pagar faculdade
e assim têm oportunidade”.
Para Alexandro Rodrigues dos Santos, que está no 2º ano do
curso de Administração, se não fosse a bolsa parcial,
ele não teria condições de pagar uma faculdade. Ele
tirou 7,9 no Enem.
Inscrições
As faculdades tiveram um prazo extra para firmar a adesão do ProUni
com o MEC (Ministério da Educação). O prazo foi dilatado
devido a um problema no sistema do programa. Os estudantes, para concorrer
a vagas do programa, podem se inscrever a partir de amanhã pela
internet, por meio do site http://www.mec.gov.br/prouni.
Só pode se candidatar ao ProUni, referente ao primeiro semestre
de 2007, o estudante que tiver participado do Enem 2006 e obtido a nota
mínima a ser estabelecida pelo Ministério da Educação.
Não são consideradas as notas obtidas nos exames anteriores.
As bolsas são distribuídas conforme as notas dos estudantes
no Enem. Assim, os alunos que alcançarem as melhores notas no exame
terão maiores chances de escolher o curso e a instituição
em que estudarão.
Mas não basta fazer o Enem. É preciso que o estudante tenha
renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos
e satisfaça uma das seguintes condições: ter cursado
o Ensino Médio completo em escola pública; ter cursado o
Ensino Médio completo em escola privada com bolsa integral; ser
portador de deficiência; ou ser professor da rede pública
de ensino básico, em efetivo exercício, integrando o quadro
permanente da instituição e concorrendo a vagas em cursos
de licenciatura, normal superior ou pedagogia. No último caso,
a renda familiar por pessoa não é considerada.
O programa
O Programa Universidade para Todos foi criado pela Medida Provisória
213/2004 e institucionalizado pela Lei 11.096, de 13 de janeiro de 2005.
Tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais
e parciais a estudantes de baixa renda em cursos de graduação
e seqüenciais de formação específica, em instituições
privadas de educação superior, oferecendo, em contrapartida,
isenção de alguns tributos àquelas que aderirem ao
programa.
No seu primeiro processo seletivo, o ProUni ofereceu 112 mil bolsas em
1.142 instituições de ensino superior de todo o País.
Nos próximos quatro anos o programa deverá oferecer 400
mil novas bolsas de estudos.
NUMERAÇÃO
Residências recebem identificação aleatória
Falta de ordem causa
transtorno a moradores
Rua Coral, 222, 547, 499, 541. A seqüência desordenada, que
pode até lembrar as aulas de matemática, é a identificação
de quatro casas na mesma rua do Loteamento Roma, no Bairro Pioneiros Catarinenses,
região sul de Cascavel. A situação revela um problema
que se estende por quase todo o Município, em alguns locais de
forma mais grave. Sem qualquer fiscalização ou controle,
a numeração aleatória de alguns imóveis tem
se tornado um problema para quem precisa entregar correspondências
ou encomendas.
A situação é mais presente em loteamentos não
regularizados pela Secretaria de Planejamento, a exemplo do Loteamento
Roma. Nesses locais, existem várias propriedades que não
têm numeração definitiva, o que dificulta a vida dos
carteiros e de alguns moradores, que precisam se deslocar à central
dos Correios para buscar a correspondência.
Habitante do Loteamento Santa Mônica, o desempregado Régis
Formigheri mora na casa de número 915, entre os imóveis
375 e 359. “Como todas as outras casas são 300 e alguma coisa,
os carteiros acham que não tem o número 915 na rua. Por
isso algumas cartas acabam não chegando até aqui”.
Sebastião Mathias de Abreu, morador do Loteamento Novo Milênio,
região norte de Cascavel, diz que nunca teve problemas por conta
do número da casa - repassado pela imobiliária -, ao contrário
da vizinha Elaine Cristina Fermiano, que se queixa da correspondência
não recebida. “Pegamos o número quando puxamos a fiação
de luz, com a Copel. Os carteiros falam que é difícil encontrar
nossa casa, porque a numeração deveria ser ímpar,
mas é par”, explica Elaine.
Daluz de Fátima Fernandes, moradora da Rua Coral, foi até
a prefeitura para regularizar a situação. Na hora de pegar
a identificação, porém, ela conta que a pessoa que
a repassou “chutou” o número da residência a
partir do recebido pelas casas ao lado. “O rapaz me contou que em
todo o lote a escolha foi assim, no ‘chute’, mas a prefeitura
já veio fazer a medição da área construída
e a correspondência chega normalmente”.
PRESONAGENS:
“Os carteiros não encontram nossa casa”
Régis Formigheri, desempregado
“Nunca tive problemas com esse número”
Sebastião de Abreu, autônomo
Matemática das casas
Toda residência é identificada a partir de uma norma válida
para todo o território nacional, conhecida como numeração
predial. A distribuição é estabelecida na ordem crescente,
nos sentidos norte-sul, leste-oeste. Ao lado direito, nesses sentidos,
ficam as casas de número par e, à esquerda, as ímpares.
Segundo o coordenador do cadastro técnico municipal da Secretaria
de Planejamento, Luiz Antônio Dall’Igna, a partir dessa norma
os números são determinados conforme a soma dos metros das
fachadas de cada residência. “Se uma casa tem, por exemplo,
15 metros de testada [fachada], então esse será o número
do imóvel. Na casa seguinte será somada a testada da anterior
e mais a dela, e assim por diante”, explica. “Nos lotes que
estão cercados de terrenos que também podem ser ocupados
começamos pelo número 200 ou 300, por exemplo. Quando o
loteamento está em uma rua que segue uma numeração,
damos continuidade a ela”, acrescenta.
O coordenador ressalta que, muitas vezes, o morador altera o número
por conta própria e que este problema não é exclusivo
dos novos conjuntos. “Existem locais no centro da cidade que também
não seguem esse padrão, porque a numeração
foi feita há muito tempo”.
LOTEAMENTOS
Contratos irregulares
dificultam identificação
A venda de lotes que ainda não foram aprovados pela prefeitura
é um dos motivos para a confusão dos números de imóveis
em Cascavel. Conforme o diretor da Secretaria de Planejamento, Alessandro
Lopes, algumas imobiliárias, antes de regularizar a área,
vendem os terrenos com escrituras particulares sem o devido registro no
Município, por meio dos chamados contratos de gaveta.
“Isso realmente tem ocorrido, embora a secretaria esteja tentando
coibir o problema, fiscalizando as áreas com infra-estrutura preliminar
e com placas de imobiliárias”, informa o diretor.
Sobre a numeração irregular, Alessandro revela que o Município
examina apenas os loteamentos aprovados. Quanto aos números inventados
sem obedecer a algum critério, ele afirma que desconhece o caso.
Já a assessoria de imprensa da Copel atribuiu o repasse do número
para a moradora do Loteamento Novo Milênio a um equívoco
e informou que a empresa segue uma numeração seqüencial
própria, que exige a identificação do imóvel
ou de outra construção próxima do local onde o serviço
foi solicitado, como referência para a ligação.
Segundo a gerente administrativa da Imobiliária Mascor e Comil,
responsável pelo Loteamento Novo Milênio, Michele Wentz,
a numeração enviada aos moradores corresponde à identificação
já regularizada pela prefeitura.
No Cidade Verde o repasse do número da casa das moradoras Sarah
Fátima Silvério e Milurdes Ribas, respectivamente, há
seis e 11 meses, veio da Sanepar. A companhia explicou que não
está autorizada a repassar a identificação e que
as únicas numerações que possui são as dos
lotes e quadras.
CASOS INUSITADOS
Numerologia influencia na alteração
As causas para a desordem na identificação de imóveis
são das mais variadas e inusitadas. Segundo o coordenador do cadastro
técnico municipal da Secretaria de Planejamento, Luiz Antônio
Dall’Igna, algumas pessoas alteram o número sem avisar, inventam
outros pela falta de indicação na fachada ou o levam embora
quando mudam de uma casa para outra. “Tinha uma época em
que todo domingo passava um programa na tevê com uma numeróloga,
que dizia que a soma dos números dava sorte ou azar. A cada semana
o cadastro da prefeitura enchia com pedidos de mudança”,
lembra.
Com essa história de troca de números, a tarefa de encontrar
as casas sobra para os carteiros. Sidnei Betin do Prado, encarregado do
Residencial FAG, explica que a falta de seqüência é
o principal problema na hora de encontrar as casas. “Procuramos
por número e ordem da rua. Se encontramos alguma que esteja com
a numeração errada, avisamos o proprietário”.
O morador do Loteamento Novo Milênio Alexandre Lopes de Oliveira
afirma que a casa onde vive e funciona uma empresa teve a identificação
corrigida por um supervisor dos Correios. “Ele disse que o número
deveria mudar, porque aquele não era o correto. Passaram-nos um
outro número e nos deram um prazo para que fizéssemos a
correção”.
O coordenador de atividades externas dos Correios em Cascavel, Genésio
Busarello, no entanto, esclarece que a responsabilidade pela numeração
é do Município e que o órgão público
apenas instrui os moradores caso seja encontrada alguma irregularidade.
De acordo com Genésio, no caso de reclamação dos
moradores por problemas no recebimento de correspondências, os Correios
vão até o local e verificam a identificação
da casa.
PERSONAGEM:
“Um fiscal dos Correios me alertou”
Alexandre de Oliveira, vendedor
PERSONAGEM:
“Avisamos que o número está errado”
Sidnei Betin do Prado, carteiro
ELEIÇÃO DA OAB
Cerca de 1,1 mil advogados escolhem quarta-feira a nova diretoria da subseção
Chapas se atêm às propostas
O clima entre as duas chapas que concorrem à presidência
da subseção de Cascavel da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)
é tranqüilo, nada de provocações e troca de
alfinetadas.
Tanto a OAB Unida, encabeçada pelo advogado Luciano Braga Cortes,
com o vice Lauri Silva, como a XI de Agosto, que tem como candidato a
presidente o advogado Juliano Huck Murbach, e a vice, Paulo Fornazari,
se prenderam a expor as propostas e a divulgar a eleição,
que ocorre quarta-feira.
Cerca de 1,1 mil advogados estão aptos a votar nas eleições
da entidade, cuja gestão é de três anos.
Confira as principais propostas das duas chapas.
OAB UNIDA
Defesa à profissão
Os advogados Luciano Braga Cortes e Lauri Silva, candidatos a presidente
e a vice, respectivamente, da chapa OAB Unida, expõem suas propostas.
“Buscaremos a melhoria do Judiciário e a defesa das prerrogativas
profissionais dos advogados”, resume Cortes.
O candidato a vice-presidente cita a reativação da Delegacia
Antitóxico e a instalação da Delegacia da Polícia
Federal em Cascavel como conquistas da atual gestão. “Continuaremos
com o trabalho que já está sendo feito e ampliaremos”,
assegura Silva.
Eles lembram que a subseção de Cascavel foi uma das que
mais receberam verbas do governo federal e foram utilizadas para a construção
da sede e para equipar as salas da OAB no Fórum do Município.
XI DE AGOSTO
Mais integração
O candidato à presidência Juliano Murbach pela chapa XI de
Agosto defende uma maior interação entre a entidade e os
advogados. “Queremos uma atuação mais firme e concreta
da OAB no dia-a-dia do advogado e nas suas dificuldades. Para isso queremos
uma maior integração da OAB de Cascavel com as demais Ordens
do Paraná”, explica.
A chapa propõe ainda uma ampla campanha de valorização
da sucumbência junto aos órgãos do Poder Judiciário
e trazer a ESA (Escola Superior de Advocacia) para Cascavel, a fim de
que sejam promovidos cursos, palestras e seminários de reciclagem
e de aprimoramento profissional.
“Também queremos construir uma nova sede com estrutura adequada,
um bom auditório e realizar um maior número de assembléias”.
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