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REFORMA AGRÁRIA

Bolívia expulsará brasileiros de terras

Entre 30 e 40 fazendeiros brasileiros que possuem terras ilegais na Bolívia serão desalojados de suas posses, afirmou sexta-feira o vice-ministro de Terras do país, Alejandro Almaraz, em entrevista coletiva com correspondentes.
Almaraz disse que empresários brasileiros dedicados à agricultura ou à exploração da floresta possuem grandes extensões de terras nos departamentos (estados) de Pando, no Norte, e em Santa Cruz, no Leste, ambos fronteiriços com o Brasil.
Quarta-feira a Câmara dos Deputados boliviana aprovou um projeto de lei de reforma agrária que prevê a recuperação de terras consideradas improdutivas e sua distribuição para camponeses pobres. Sem votos suficientes no Senado para aprovar a lei, o presidente da Bolívia, Evo Morales, advertiu que “o povo se levantará” se a oposição bloquear a medida. “Não haverá acordos com os latifundiários”, acrescentou, depois de denunciar “algumas famílias de Santa Cruz [a província mais próspera do país] e dos departamentos amazônicos de Beni e Pando que não querem entender a nova política agrária”.
A Constituição boliviana não permite que estrangeiros possuam terras numa faixa de 50 quilômetros após a fronteira.


MELBOURNE
Apesar da confusão, integrantes classificaram o encontro como um sucesso

Protestos marcam reunião do G-20

Vários policiais foram feridos ontem quando um grupo de cerca de 100 manifestantes enfrentou policiais que protegem a reunião dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 - Grupo dos 20 países mais desenvolvidos -, em Melbourne.
Uma porta-voz da polícia não soube informar quantos foram feridos. Um dos agentes foi levado ao hospital com suspeita de fratura de costela.
Uma fonte afirmou que os manifestantes agrediram um cinegrafista de televisão e danificaram uma caminhonete.
A briga começou quando um grupo de manifestantes tentou passar pelas barricadas colocadas perto do hotel que recebe os dois dias de debates. Cerca de 3 mil pessoas, de acordo com a polícia, reuniram-se ao redor da Biblioteca Nacional, no centro de Melbourne, convocadas por um movimento antiglobalização formado por mais de 20 grupos de ativistas, com o lema “Vamos parar o G-20”.
O ativista aborígine Robbie Thorpe denunciou que a Austrália “é uma instituição de racismo, construída sobre o genocídio dos antigos habitantes”. “O G-20 é cúmplice com o genocídio da população aborígine”, afirmou Thorpe.
AVALIAÇÃO
O ministro da Fazenda da Austrália, Peter Costello, afirmou ontem que a reunião do G-20 está sendo um sucesso, apesar dos protestos. “O fato de realizar uma reunião de 20 países que representam 90% do PIB [Produto Interno Bruto] mundial é um sucesso, e sabemos que houve tentativas de invadir a reunião e causar problemas”, comentou.

Mais fundos
O ministro britânico da Economia, Gordon Brown, anunciou ontem em uma visita de surpresa ao Iraque a doação de 100 milhões de libras (cerca de 150 milhões de euros) para a reconstrução do país, segundo a rede BBC.
O ministro, cuja viagem ao país árabe não havia sido anunciada oficialmente, deu detalhes dessa nova contribuição após se reunir com soldados britânicos perto da cidade de Basra, onde está posicionada a maioria das tropas do Reino Unido.

FOTOLEGENDA:

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viu-se frustrado ontem em seu objetivo de obter uma pressão maior dos países asiáticos contra o programa nuclear da Coréia do Norte, diante da rejeição do seu colega sul-coreano, Roh Moo-hyun, em aderir a um programa de inspeção de navios que evite a transferência de tecnologia nuclear. Bush e Roh se reuniram por uma hora em Hanói, onde participam da cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). O presidente americano buscava o apoio do governo sul-coreano às sanções internacionais impostas à Coréia do Norte depois do teste nuclear de outubro. Roh rejeitou a adesão e afirmou que seu país “não toma parte em todas as ações” do programa de inspeções, apesar de apoiar “os princípios e as metas” de evitar a proliferação nuclear.


AVALIAÇÃO
Annan: guerra
do Iraque
dividiu a ONU

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, disse que a Guerra do Iraque dividiu a organização que dirige, em entrevista publicada ontem na revista portuguesa “Expresso”.
“Penso que todos estamos conscientes de que a Guerra do Iraque levou a uma importante divisão nesta organização - a ONU - e no mundo”, assinalou Annan.
O dirigente explicou que será necessário muito trabalho para reparar essas divisões, além de opinar que no caso do Iraque “poderiam ter sido adotadas opções diferentes que teriam conduzido a resultados diferentes”.
Annan defendeu a posição adotada então pelo Conselho de Segurança e esclareceu, no entanto, que os diferentes governos - em alusão aos Estados Unidos - “são livres para tomar as decisões que quiserem”.
Quanto à situação que o Oriente Médio atravessa, disse se sentir “extremamente preocupado”, assinalando países como Líbano, Síria e os territórios palestinos, além das “relações pouco amistosas com o Irã”.


OMC
Cúpula da Apec considera
urgente superar bloqueio
A cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) ressaltou em sua abertura a urgência de superar o bloqueio nas negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio), além de mencionar a luta contra o terrorismo e a crise nuclear norte-coreana.
Depois de numerosas reuniões bilaterais, nas quais houve avanços em acordos de livre comércio e aproximação de posições sobre os temas mais críticos a serem considerados no fórum, foi iniciada ontem a cúpula regional na capital do Vietnã.
“Reafirmamos nossos compromissos coletivos e individuais para concluir um acordo de Doha na OMC, ambicioso e equilibrado”, afirmaram os chefes de Estado e de governo do bloco regional em declaração separada.
A Apec representa 60% da produção mundial e mais da metade do comércio do planeta.


11 MORTOS
Onze supostos rebeldes iraquianos morreram ontem em diferentes operações lançadas pelas tropas dos Estados Unidos em várias localidades de maioria sunita, segundo informações do comando americano. Nove dos supostos insurgentes morreram em confrontos com militares americanos na região de Yusufiya (30 quilômetros ao sudeste de Bagdá), segundo um comunicado oficial. Nesta operação, outros dois acusados de serem rebeldes foram capturados.

 

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