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O preço da fama

O Brasil acompanhou esta semana o trágico fim de uma modelo brasileira Ana Carolina Reston que, em busca da fama, renunciou à própria saúde. Morreu devido a uma doença que atinge milhares de pessoas - anorexia -, principalmente adolescentes e jovens, que muitas vezes não sabem sequer o que se passa.
Hoje, para ser uma modelo de renome é preciso perder peso. O que manda é a magreza. Isso pode custar a vida. Foi o que aconteceu com Ana Carolina.
A morte da modelo reacendeu a discussão da magreza nas passarelas. O mundo da moda se apressou em dizer que a anorexia é uma realidade, um verdadeiro problema da sociedade. Mas não há porque criar falsa polêmica. A moda não é responsável pela anorexia.
A moda é responsável por exigir modelos enxutas. A anorexia é uma conseqüência disso. De olho na fama, mal orientadas muitas vezes, não há preocupação com a conseqüência de se alimentar mal.
Uma legião de meninas aprende, desde cedo, que ser magra é ser bonita. E quanto mais magra, mais bonita.
Anorexia quer dizer perda do apetite e é o que acontece depois que a doença se instala. Mas no início, as meninas ainda sentem fome. E lutar contra a fome se torna um prazer doentio. A negação da magreza e a diminuição da auto-estima são características da doença. A preocupação com o peso toma conta do dia-a-dia.
Em qualquer tipo de transtorno alimentar a influência da cultura é básica. A moda e os ícones da magreza como referências estéticas estão fazendo que muitas adolescentes adotem dietas selvagens sem controle.
Preocupados, alguns países já estão redesenhando o manequim das modelos, repudiando o magérrimo.
Por conta do corpo ideal para desfilar nas passarelas, as modelos não se privam apenas das guloseimas. Estão renunciando à vida.

 

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