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ANISTIA
Serão beneficiados Honduras, Nicarágua, Bolívia, Haiti e Guiana

BID perdoa a dívida
dos países mais pobres

Os países-membros do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) chegaram a um acordo sobre o processo que deve ser seguido para perdoar a dívida de Honduras, Nicarágua, Bolívia, Haiti e Guiana, os países mais pobres do continente americano.
O Comitê da Assembléia de Governadores do organismo aprovou “um mecanismo” para o cancelamento da dívida destes países com o BID, informou a entidade em comunicado. A proposta estava em discussão havia mais de um ano na instituição.
No entanto, até agora, países como o Brasil e México temiam que o uso de recursos do Banco para perdoar as dívidas esgotasse o Fundo de Operações Especiais, que dá empréstimos subsidiados.
Na reunião de sexta-feira finalmente os 46 integrantes do BID deram o sim. Eles se comprometeram a depositar fundos adicionais se for necessário. Atualmente, os Estados Unidos são responsáveis por 50% dos recursos do Fundo, que conta com US$ 9,3 bilhões.
Ainda falta decidir o montante que será cancelado. O projeto original, defendido pelos Estados Unidos, previa o perdão dos empréstimos feitos pelo BID até dezembro de 2004, num total de US$ 3,5 bilhões.
No entanto, o Brasil, que ocupa a Presidência do Comitê, apresentou uma nova proposta na reunião, que reduz a dívida a ser perdoada. O argumento é de que haveria um “enorme custo” para a instituição.
A proposta brasileira apresenta duas alternativas: perdoar os empréstimos até dezembro de 2003, no total de US$ 2,1 bilhões, ou até dezembro de 2001, de US$ 1,6 bilhão. Os economistas do BID estudarão a alternativa mais viável e outros detalhes da operação, para apresentar suas conclusões ao Comitê em janeiro, em Amsterdã, para a assinatura do acordo.
O anúncio final do perdão de dívida está previsto para março, após uma votação na Assembléia de Governadores, na Guatemala.
“O alívio [da dívida] beneficiará os países mais pobres de nossa região e os ajudará a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” da ONU (Organização das Nações Unidas), disse o brasileiro José Carlos Miranda, presidente do Comitê.


INFRA-ESTRUTURA
Pendências na Justiça
atrapalham investimentos

O governo federal analisou ontem 120 projetos de infra-estrutura que estão paralisados e a conclusão é que pendências judiciais atrapalham a continuidade dessas obras, principalmente no que diz respeito a licenças ambientais.
“Identificamos que os impasses ainda existentes nessa agenda toda são impasses de ordem judicial”, disse Cláudio Langone, ministro interino do Meio Ambiente.
Em uma reunião que durou mais de seis horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com os ministros Silas Rondeau (Minas e Energia), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Dilma Rousseff (Casa Civil) os projetos - 100 na área de energia e 20 de transportes - que possuem algum tipo de entrave e cuja previsão é que estejam em funcionamento até 2010.
Na reunião ficou definido que o Executivo enviará para o Congresso Nacional um projeto de lei complementar para regulamentar o artigo 23 da Constituição. O objetivo é deixar claro qual ente da federação será responsável pelos licenciamentos ambientais.
O que irá determinar essa responsabilidade será a extensão do impacto ambiental da obra. Os de grande proporção serão de responsabilidade da União, os de médio dos estados e os com impacto local, dos municípios.
A decisão foi tomada porque há uma série de processos na Justiça que questionam a competência do estado ou da União na concessão de licenças.


SIDERURGIA
CSN oferece
US$ 8 bilhões
pela Corus

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) anunciou uma oferta de compra do grupo siderúrgico anglo-holandês Corus. A oferta representa um desembolso total de mais de US$ 8 bilhões. Se o negócio for efetivado, a CSN pularia da 49ª para a quinta posição entre os maiores grupos de aço do mundo, com produção combinada de cerca de 24 milhões de toneladas.
A direção da Corus, atualmente o oitavo maior grupo siderúrgico mundial, havia anunciado há menos de um mês ter aceito uma oferta de compra feita pelo grupo indiano Tata Steel. A oferta ainda não foi avaliada pelos acionistas, o que abriu a brecha para a proposta da CSN. Jornais indianos já informavam que a Tata poderia aumentar sua oferta pela empresa.
Para a CSN, a oferta tem um forte apelo estratégico e industrial. “A combinação das duas empresas criaria um grupo forte e global, com posições de liderança no mercado e excepcionais redes de distribuição nos mercados desenvolvidos e emergentes”, disse, em nota, Benjamin Steinbruch, presidente do conselho de administração e diretor-executivo da CSN.
O grupo brasileiro informou que “pretende financiar a aquisição da Corus por meio de uma conjugação de recursos financeiros já disponíveis e outros a serem obtidos por meio de novo financiamento a ser contratado junto a um grupo de bancos”.


PETRÓLEO
O preço do barril do petróleo caiu para o nível mais baixo em 17 meses, influenciado pelas persistentes dúvidas relacionadas ao corte de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pelas temperaturas moderadas na região nordeste e pelo maior mercado consumidor de óleo para aquecimento.
Os contratos negociados na bolsa em Nova Iorque, com vencimento para dezembro, fecharam a US$ 55,81 o barril, em queda de US$ 0,45 (0,80%), menor nível desde 15 de junho de 2005. Analistas acreditam que os preços vão continuar a cair na próxima semana.
A necessidade de uma maior margem segurança na relação entre a oferta e demanda mundial de petróleo e outros recursos naturais e uma avaliação das perspectivas para a economia mundial serão os principais temas de discussão da agenda oficial da reunião dos ministros das finanças e governadores de banco centrais do G-20, que será realizada até amanhã em Melbourne, na Austrália. O G-20 é um grupo informal de países ricos e emergentes, entre eles o Brasil, que representam cerca de 85% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.

 

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