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Presidente russo também diz ser aliado do Irã
Putin cobra prazo dos
EUA para retirar tropas
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ontem que os EUA (Estados
Unidos) devem fixar uma data para sua retirada do Iraque. E ainda defendeu
mais diálogo com o Irã. As declarações foram
feitas um dia após o presidente dos EUA, George W. Bush, falar
em Terceira Guerra Mundial caso os iranianos obtivessem armas nucleares.
“Concordo com o presidente norte-americano [George W. Bush] quando
diz que o contingente internacional só poderá partir quando
o país estiver em situação de garantir sua estabilidade”,
afirmou Putin em uma sessão de perguntas e respostas com cidadãos
russos ao vivo na televisão.
“A diferença de nossas posições é que
os norte-americanos dizem que não podem fixar uma data. Acredito
que isto deveria ser feito, caso contrário os dirigentes iraquianos
se sentirão sob a proteção de um guarda-chuva norte-americano
e não se apressarão a reforçar por si próprios
a segurança do Iraque”, acrescentou. “É inadmissível
manter eternamente um regime de ocupação”, completou
o presidente russo.
Sobre o Irã, país que visitou no começo desta semana,
Putin afirmou que é preciso conversar mais e que o país
árabe é parceiro da Rússia. Foi a primeira de um
líder russo ou soviético a Teerã desde que Joseph
Stalin participou, em 1943, da Conferência de Teerã, junto
com o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro
britânico, Winston Churchill.
O presidente russo sustenta que não há provas que confirmem
que o Irã esteja fabricando armas nucleares e bloqueou no Conselho
de Segurança da ONU qualquer iniciativa para aprovar uma resolução
que inclua o uso da força contra o país.
“O diálogo direto é um caminho mais curto para o êxito
que uma política de ameaças, sanções e, sobretudo,
de pressões”, disse.
Segundo o presidente, “a Rússia, assim como outros países,
adota medidas dirigidas a solucionar este problema [a crise nuclear iraniana]
por meios pacíficos, que são de interesse de toda a comunidade
internacional e do povo iraniano”.
“O Irã e a Rússia sempre foram vizinhos. Tivemos e
continuaremos a ter uma relação de boa vizinhança
com esse país. Em matéria de petróleo, gás
e energia atômica, somos parceiros muito importantes”, afirmou.
Terceira guerra
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou quarta-feira
que os líderes mundiais devem evitar que o Irã obtenha armas
nucleares, “se quiserem evitar a Terceira Guerra Mundial”.
“Temos um líder que anunciou que deseja destruir Israel.
Então digo às pessoas que, se vocês estiverem interessados
em evitar uma Terceira Guerra Mundial, me parece que vocês devem
impedir que [os iranianos] tenham conhecimento necessário para
fabricar a arma nuclear”.
Bush também descartou estar preocupado com os crescentes nexos
entre o Irã e a Rússia e afirmou que continuará trabalhando
com seu colega russo, Vladimir Putin, para encontrar maneiras de desativar
o programa nuclear de Teerã.
“Putin reconhece que não é do interesse do mundo que
o Irã tenha capacidade de fabricar armas nucleares, e manteve um
firme apoio às Nações Unidas”, afirmou Bush.
ACORDO
Após exílio, Bhutto volta ao Paquistão
A ex-premiê Benazir Bhutto voltou para o Paquistão ontem,
após passar quase nove anos no exílio. O avião que
a levava aterrissou ontem na cidade de Karachi, no Paquistão, após
decolar de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Bhutto, que era esperada no aeroporto por dezenas de milhares de simpatizantes,
passou parte de sua temporada no exílio em Dubai, e outra em Londres.
Após chegar ao solo paquistanês, ela seguiu em um veículo
blindado até o mausoléu de Mohammed Ali Jinnah - considerado
o “pai da pátria” paquistanesa - onde fez um discurso.
A ex-premiê - que governou o país entre 1988 e 1996 - deixou
o Paquistão em 1999, após sofrer acusações
de corrupção. Seu retorno ocorre em um período de
instabilidade política. Com eleições parlamentares
marcadas para janeiro, ela espera liderar o Partido do Povo do Paquistão
em uma campanha eleitoral para um terceiro mandato como premiê.
Bhutto abriu caminho para seu retorno por meio de negociações
com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, que tomou o poder
em 1999 em um golpe de Estado. Ele promete deixar o comando do Exército
caso possa assegurar um novo mandato.
CONFLITO
Bolívia militariza aeroporto
O Governo da Bolívia interveio militarmente ontem no aeroporto
da cidade de Santa Cruz, o principal do país, onde um conflito
administrativo provocou a paralisação das operações
de ao menos três companhias aéreas, informaram autoridades
locais.
O vice-ministro do Interior, Rubén Gamarra, ao anunciar a intervenção,
na qual dois militares ficaram feridos, afirmou que o funcionamento do
aeroporto de Viru Viru, ao Leste do país, estava “totalmente
garantido”.
Em declarações dadas a jornalistas em La Paz, Gamarra explicou
que a intervenção aconteceu “devido a situações
ilegais, cobranças extorsivas e ações práticas
de seqüestro de aviões realizadas pelos administradores [do
aeroporto Viru Viru], fatos esses que afetam as linhas aéreas internacionais”.
“Diante dessas ações, que põem em perigo a
condição de aeroporto internacional de Viru Viru, o governo
nacional realizou a intervenção e assumiu o controle das
operações técnicas e aeroportuárias de Viru
Viru”.
França pára
Os transportes públicos ficaram prejudicados ontem na França
por causa de uma greve contra o fim dos regimes especiais de aposentadoria,
primeira proposta de mudança no sistema previdenciário apresentada
pelo presidente Nicolas Sarkozy. Esta é a greve mais importante
dos transportes desde 1995. Os oito sindicatos de transportes convocaram
a greve em conjunto, assim como os seis sindicatos do metrô parisiense
e cinco das federações do setor de Energia. Os sistemas
ferroviário e metroviário estavam muito prejudicados já
no início da manhã.
Separação
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e sua esposa, Cécilia,
se separaram após 11 anos de casamento, anunciou ontem o Palácio
do Eliseu. Cécilia e Nicolas Sarkozy “anunciaram sua separação
por consentimento mútuo. Não farão nenhum comentário”,
anunciou o Palácio em um breve comunicado. O anúncio oficial
é divulgado depois que, na véspera, a imprensa revelou que
o processo de separação teve início segunda-feira,
no primeiro divórcio de um presidente francês em exercício.
A confirmação do divórcio entre o chefe de Estado,
de 52 anos, e sua esposa, de 49, vem após semanas de rumores, alimentados
pelas várias e notáveis ausências da primeira-dama
em atos oficiais desde o meio do ano.
FOTOLEGENDA: Folha Imagem
Presidente do Chile, Michelle Bachelet troca presentes com o papa Bento
XVI ao fim de reunião no Vaticano. A presidente teve uma audiência
com o papa, a sós, que durou cerca de 40 minutos. O encontro ocorreu
na biblioteca privada do Papa e, após a mesma, o séquito
que acompanhava a governante chilena foi saudar o Pontífice. Entre
eles estavam os presidentes do Senado, Eduardo Frei; da Corte Suprema,
Enrique Tapia; e da Câmara dos Deputados, Patricio Walker.
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